a coisa mais triste do mundo é que não podemos nunca mais voltar nunca naquela hora, naquele momento, naquele segundo…pra corrigir o que passou.
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@chimpanzes-e-bonobos
a coisa mais triste do mundo é que não podemos nunca mais voltar nunca naquela hora, naquele momento, naquele segundo…pra corrigir o que passou.
Não pense que desisti mas entendi os sinais de distanciamento e um coração cansado vai continuar batendo mesmo não sendo correspondido.
Maxwell Santos
Que tentativa falha, que me humilha
Gritei mais do que devia, que ironia
Nem cochicho, nem carinho, nem palavras, poemas, uma vida
Não há nada que quebre as barreiras de um ouvido persistente em desarmonia
se até eu quero desistir de mim por que você não iria querer?
“Ah se ousássemos.”
— Caio Fernando Abreu
Morre e nasce trigo
Vive e morre pão
eu observo sua bochecha exausta do sorriso frouxo que você não tem receio e nem vergonha de vestir mesmo com o mundo te fazendo entrar em guerra contra si mesmo
você sorri enquanto fala e também enquanto chora e eu sempre achei muito particular esse seu jeito espontâneo de misturar emoções observo você com o rosto molhado me olhar e suas lágrimas abraçam os seus dentes largos enquanto meus braços se esticam pra te acolher dessa fúria incessante do mundo eu queria muito poder te tirar desse mar de desesperança que te inunda mas eu sou tão pequena sabe, tão frágil não posso te garantir um futuro seguro e glorioso não posso te curar de todos os males eu não consigo mas eu posso te dizer que eu vejo e sei da sua tentativa bruta de manter aceso aí dentro tudo que te faz acreditar numa vida boa e eu admiro admiro mesmo eu sei do esforço que você faz pra continuar existindo nesse espaço massacrante e cruel eu sei que quando você sai de casa o seu sorriso espontâneo desperta a cidade e o bairro e a vizinha agradece porque ninguém sabe muito bem sobre tudo que te machuca e fere mas eu sei eu sei da sua exaustão e dos seus medos e das suas inúmeras noites carregando preces nos lábios e sussurrando pro alto pra que o caminho fique mais suave e menos cansativo eu vejo você encostar a cabeça no colchão e observo você dormir com a resistencia embaixo das cobertas e eu admiro admiro mesmo
porque eu sei que o seu sorriso espontâneo cansa sua bochecha mas também sei que o cansaço do corpo e da alma é maior
eu não posso te dar muito mas te dou meus braços e eles se estendem e te seguram e te envolvem e minhas mãos se entrelaçam na sua e enquanto você chora sua lágrima toca nossa pele e sela a união de dois seres que buscam o alívio e o conforto uma trégua no meio dessa guerrilha sem fim
eu sei e eu me coloco disposta e estendida a você no meio dessa fúria abro meus braços te alcanço e me visto de paz
estou aqui, escancarada mas se algum dia eu não puder mais estar eu espero que você estique bem os seus braços e consiga ver que eles são suficiente pra te proteger eu espero que um dia você se ame tanto a ponto de não sentir medo desse desamor do mundo.
Em que eu me agarro
Se minhas mãos
São insegurança
“Amor não é paixão. Fazer sexo não é fazer amor. Ódio não é amor. Amor não é fogo, não é chama, não é amizade, não é casamento, nem compromisso. Amor não é namorar, não é chorar, não é beijar, não é desejar, não é saudade. Amar não é estar-se preso por vontade. Não é servir quem vence o vencedor. Amor não vai. Amor é o que fica. Amor é resto. Amor é o que sobra do que foi supracitado. Amor não é onda, é o mar. É o companheiro que não abandona depois que todas as fervorosas sensações se foram. Paixão, ódio, saudade, sexo, casamento, desejo são como trens. Amor é estação.”
— Gabito Nunes.
a confusão que vive na sua cabeça não define quem você é.
cr.
não?
Sim, às vezes dá para aproveitar o vento no rosto, mesmo em queda livre.
René Magritte
La lunette d’approche (The Telescope), 1963
Oil on canvas.
Night at Sea (Marcus Larson, 1858)