Preencha o juramento antes de continuar: em nome da Excalibur, CHARITY “CLARY” SOUL em seus VINTE E DOIS anos, jura reverter o legado de ÚRSULA durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ela, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o MÓDULO I. Com a bondade tocada em seu coração, recebe INGENUIDADE e não se permite ser corrompida por COVARDIA. Por último, é deixado um corte na mão de PHOEBE DYNEVOR como prova de seu comprometimento com a luz.
HABILIDADE MÁGICA: Não possui.
OCUPAÇÃO: Bartender no Soul e escritora independente.
musings
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connections + wanted (coming soon)
• Filha de uma das melhores informantes de Úrsula, Charity cresceu com a mulher presente em sua vida desde muito nova. Não tinha noção do papel que ocupava no Castigo, nem de sua ambição pelo poder, apenas a conhecia como a “tia” que lhe dera um pirulito quando roubaram seu brinquedo favorito – o único que tinha, na verdade – em frente ao Soul, e que também limpara suas lágrimas saudosas quando descobrira que sua mãe havia deixado o mundo que viviam para um lugar melhor. (O brinquedo perdido reaparecera algumas semanas depois e a garota nunca descobrira como.)
• A verdade à qual desconhecia era bem simples: sua mãe possuía uma doença crônica que ninguém sabia ao certo como curar. Era uma consequência do ar insalúbre da Cidade de Baixo, provavelmente, ou apenas sua exposição constante à resíduos químicos em busca de meios de sobrevivência. O ponto era que sua condição minava suas forças cada vez mais, forçando a mulher a buscar ajuda com quem sabia que poderia lhe ajudar: Úrsula. Nada acontecia no Castigo sem passar pelos ouvidos da bruxa do mar, então, se fosse possível encontrar algum remédio ou meio de desacelerar sua doença, apenas ela saberia. Foi assim que sua mãe se tornara sua informante em forma de pagamento pelos bens que recebia de Úrsula.
• Fora também a bruxa do mar que anunciara à mulher as terríveis notícias... Sua condição física se deteriorara em um nível que os remédios não faziam mais efeito, então tudo o que restava era esperar pelo pior. Ciente de que Charity ficaria sozinha no mundo quando isso acontecesse, sua mãe ofereceu a filha à Úrsula para que tomasse em lugar de informante; em troca, a bruxa do mar faria o possível para que crescesse em boas condições — tão boas quanto possível ali embaixo, é claro. Havia muitas oportunidades por trás do olhar inocente e palavras doces de Clary, algo que Úrsula não deixaria escapar de suas mãos. O acordo foi firmado, então.
• Apesar de se sentir muito confortável com sua 'nova mãe', Charity não sentia realmente como se fosse parte da família, o sobrenome Soul lhe causando sensações estranhas ao ser pronunciado. Sentia que não era levada à sério ali dentro, principalmente quando descobrira não possuir habilidades mágicas. Era como se sua mãe tivesse adotado um rato de rua qualquer, ou ainda pior do que isso, já que ratos ainda poderiam ter alguma função, talvez. O que importava era que Úrsula parecia contente com as notícias que Clary levava até ela, tanto antes, quanto após sua prisão.
• Mesmo cumprindo seu papel de informante corretamente, existem muitas informações que decidiu omitir à longo prazo, normalmente o tipo que geraria apenas mais violência e sofrimento para a população do Castigo se caísse nas mãos erradas — as de Úrsula, mas não só dela — e fossem utilizadas como armas para que conseguissem o que queriam. Charity nunca concordou com a exploração que sofriam, é claro, mas sempre tivera a opinião de que precisariam de um meio pacífico e legal de conseguir a independência desejada se quisessem colocar um fim à rivalidade entre ambos os lados.
esse é um starter fechado com @shadowmvn no castigo
charity to darling: ei... você está ocupado?
charity to darling: isso vai soar total aleatório, mas você poderia me acompanhar em algo?
charity to darling: se não tiver compromissos
charity to darling: eu meio que não queria ir sozinha
charity to darling: se puder, me encontra perto da friends on the other side
Esperar por uma resposta nunca lhe deixara tão ansiosa, embora duvidasse que fosse a mensagem em si, mas sim a possibilidade de ter que encarar aquilo sozinha. Não era realmente uma situação difícil se fosse analisar objetivamente — iria apenas retornar à casa que morava com sua mãe antes de ser adotada por Úrsula em busca de quaisquer informações que pudessem clarificar o que ocorrera no período, tão obscuro em sua mente. Poderia tentar sua sorte no próprio estabelecimento que piscava mais à frente de onde se encontrava, encostada em um dos poucos sobrados próximos que não era inundado pelas luzes em neon que dominavam aquela rua e não tinha, por algum milagre, lodo verde cobrindo suas paredes. Nunca conseguiria esquecer o encontro com sua mãe quando visitara o local pela primeira vez, o horror de não entender o que estava acontecendo. Se o fizesse agora, estaria mais preparada, o suficiente para não se derramar em lágrimas assim que pisasse fora da Friends on the Other Side. Ainda assim, não sabia se estaria preparada para esse tipo de confronto, nem se conseguiria algum tipo de comunicação real. Sequer sabia se estava preparada para voltar à casa de sua infância, pelo amor de Merlin! Respirou fundo, sentindo o ar pegajoso do Castigo grudar ainda mais em sua pele quando seu olhar detectou a aproximação de uma silhueta bem conhecida, parte de sua tensão se esvaindo imediatamente. “Ei.” Cumprimentou com um sorriso mais tímido, ainda sem saber como agir em sua presença desde o que acontecera no baile. Por curtos segundos, sua mente projetou os mesmos delírios daquela noite e Charity se viu com as mãos sujas de sangue que não lhe pertencia. No momento seguinte, no entanto, já não havia mais nada ali, apenas a presença de Sinister e o conforto que ela lhe provocava. “Desculpa por atrapalhar sua noite.” Murmurou com um sorriso fraco, mudando o peso de uma perna para outra, incerta do que fazer consigo mesma. “Como você tem estado?”
Na ponta dos pés, tentou espiar o que a irmã mexia, mas sem sucesso já que estava um tanto longe e acabou na mesma posição quando esta se aproximou, tentando descobrir o que trazia consigo. — Ia te colocar para adivinhar, mas estou com medo do que você tem ali, então… — Comentou baixinho, porque ao dar alguns passos e esforçar a visão viu algo envolvendo engenharia, não sentia que algo bom iria vir dali. — Um bichinho na caixa? Nunca! — Assumiu uma postura infantil, chegando a inflar as bochechas com a ideia de trazer um bicho na caixa, era contra aquilo. — E outra, você não precisa de bichinhos quando tem seu lindo irmão aqui! — Acabou fazendo uma pose, colocando o queixo entre os dedos da mão livre. — Trouxe tortinhas recém feitas, ainda estão quentes! Mas me diz… O que você tá aprontando?
"São apenas livros, Dean.” Revirou os olhos por implicância, um sorriso no canto dos lábios para demonstrar que não falava tão sério assim. “Sei que eles podem te amedrontar, mas são praticamente inofensivos.” Manteve o mesmo tom em sua voz enquanto esperava uma maior aproximação do mais novo. Livros poderiam, sim, se tornarem armas em uma visão mais filosófica, porém não era o contexto observado ali ainda, à não ser que fosse lançar o objeto contra alguém. Franziu o nariz com a percepção do mais novo, já mais próxima de onde se encontrava. “Fico feliz que tenha consciência... Ambiental? Não sei como categorizar direito, mas fico feliz que não pense em prender bichinhos em caixas.” Não que já houvesse pensado o contrário algum dia, é claro. Sabia que, apesar de toda a pose do mais novo, ainda era o mesmo garotinho que conhecera anos antes, quando fora adotada por Úrsula. No fundo, acreditava que todos permaneciam as mesmas crianças que foram um dia. Algumas, assustadas; outras, inocentes. Dependia da história, do apoio que tiveram ou deixaram de ter nesse período, porém, no final, tornavam-se adultos que carregavam consigo os mesmos desejos e medos que essas crianças tiveram um dia. Limitou-se a arquear uma sobrancelha sobre o comentário de não precisar de bichinhos quando o tinha em sua vida, prestes a retrucar quando ouviu seus próximos dizeres. “São de limão?” Era visível a mudança em sua postura e tom de voz, os olhos mais brilhantes com a ansiedade da resposta. Chegou a demorar para entender ao que o homem se referia, só o fazendo ao seguir seu olhar. “Eu estou... Estudando.” Tentou simplificar, sentindo-se um pouco na defensiva, embora não soubesse o motivo. “Tive curiosidade para aprender mais sobre a engenharia dos non-majs e como eles usam porque talvez seja útil para pessoas como eu.” Sentiu um amargor em sua garganta ao final da frase, tentando não delongar muito a sensação que pesava em seu estômago. “Você sabe, no próximo módulo e em geral.”
A ideia de convidar Clary para a acompanhar ao luau dava-se, unicamente, porque imaginava que a mais nova fosse recusar. Deveria estar tão animada quanto ela própria para frequentar um lugar onde imaginava que a odiavam. Úrsula havia aprontado poucas e boas em Undersea, e por mais que dissessem que não culpavam suas filhas por isso, Ayfer sentia os olhares incriminatórios que caiam sobre si. Alguns diriam que era vitimismo, mas Soul não era dada a este papel, de modo que sabia ser real. Não eram desejadas ali, e só frequentavam por cordialidade. Devido a bondade que permeava o coração de arthurianos, como eles próprios diziam. Fato é que a recusa de Charity mais parecia um pedido, para que fosse sim. E isso já era o suficiente para fazer com que Ayfer engolisse qualquer receio e exibisse um sorriso, pronta para ajudar a arrumar algo decente para que fossem ao luau. ❛ É uma praia. Acredito que qualquer roupa leve? Talvez um vestidinho, hun? ❜ E, enquanto falava, ela já se atrevia a abrir o guarda-roupas da irmã para que inspecionasse os cabides. Não era possível que Clary não possuísse nada de verão, apropriado para a ocasião. Afinal, o verão arthuriano poderia ser mais fresco do que o castigo em qualquer estação, mas ainda era quente. ❛ Você também pode usar um biquíni. Sei bem quem gostaria disso. ❜ Provocou embora não, ela não soubesse de quem poderia gostar. Mas, considerando a beleza inestimável de Clary, ela chutava que qualquer ser vivente em sã consciência iria apreciar a vista. ❛ E tem que ser azul. ❜ Defendeu prontamente, porque amava o tom em contraste à pele e aos olhos da mais nova. ❛ O que acha desse? ❜
Não negaria que compartilhava do receio da irmã, até certo ponto. Desde que a academia mudara de lugar, Charity se viu evitando lugares muito cheios e sendo três vezes mais cordial do que seria em uma mesma situação, de volta à Arthurian. Parecia havia um receptor embaixo de sua pele que apitava constantemente com mensagens de que os olhares estreitos eram para si, assim como os cochichos, as risadas... Tinha consciência de que talvez fosse apenas paranoia sua, mas não impedia que seu corpo reagisse mesmo assim. Apesar disso, havia uma parte ínfima sua, sua criança interior, que desejava frequentar o evento pelo menos para saber como era. Não sabia dizer o que motivava essa mudança quando nunca fora particularmente fã de qualquer festa de música alta e cheia de pessoas bêbadas, só se sentia compelida a participar dessa vez. Mordeu o lábio inferior com a resposta da irmã, fitando o próprio guarda-roupa por cima do ombro da mais velha enquanto permitia que Ayfer explorasse o que quisesse ali. “Bom, eu tenho alguns vestidos.” Não costumava usar porque eram tecidos muito delicados de se conseguir no Castigo, quem dirá usar em um ambiente tão inóspito para qualquer coisa que não fosse áspera e resiliente. Franziu o cenho com o próximo comentário da mais velha, um pouco confusa. “Você está falando de quem agora?” Tentou se fazer de desentendida, como se não tivesse projetado imagens de duas pessoas em sua mente. Tinha uma grande dificuldade de se abrir sobre relacionamentos e sentimentos amorosos, mesmo que fossem com seus irmãos. Ainda assim, havia algo em Ayfer que sempre parecia a desarmar bem mais fácil do que outras pessoas. “Eu dancei com Sinister no baile, inclusive.” Contou em um tom mais tímido, subitamente interessada em brincar com a barra de sua blusa. Suspirou em seguida, sentindo-se cada vez mais perdida sobre o que quer que havia acontecido durante a valsa. Ao ver a peça escolhida pela mais velha, abriu um sorriso contente. “Esse é lindo! Acho que seria uma boa escolha...”
Ainda que estivesse focado em outras coisas, principalmente em encher a cara, Sebastian não conseguia evitar de procurar Clary com os olhos por toda a festa. Em um certo ponto achou que ela poderia não aparecer, já que a relação deles não era mais a mesma. Desde que haviam descoberto que estavam se falando sem saber através do True Love, estavam mais distantes do que nunca. Apesar disso, Bash não tinha qualquer arrependimento sobre o que falado ou sentido, afinal, era tudo verdade. Apenas não sabia lidar com a nova situação e imaginava que ela pensasse o mesmo.
Ao avistar a figura feminina chegando de forma discreta no luau, o Darling abandonou o que estava fazendo para correr na direção dela, com um sorriso enorme no rosto. — Clary! — Seus braços abraçaram o corpo da menor, tirando a Soul do chão por alguns segundos. — Você veio mesmo. — Afirmou, dessa vez em um tom menos eufórico e com um leve sorriso delineando seus lábios. — Quer dizer, é que eu sei que festas assim não são muito sua praia, mas acho que você vai se divertir. — Sebastian gostava de música alta, pessoas bêbadas e todo o caos que uma festa como aquela podia proporcionar, mas sabia que esse não era o caso de Charity. Por isso, desconfiava que ela pudesse se sentir pouco à vontade naquele ambiente. — Vem comigo. — Segurou a mais velha pela mão, caminhando para longe do aglomerado de pessoas. Bash tinha toda a praia para ele naquela noite, portanto levou a amiga até uma parte mais afastada, onde a música não estava tão barulhenta e poucas pessoas circulavam. — Bem melhor aqui, né? — Perguntou com um sorriso satisfeito nos lábios.
Não importava como as coisas estavam entre ela e o Darling, nunca perderia seu aniversário. Poderia ser no lugar que mais detestasse em todo o mundo — sequer conseguia conceber qual seria, mas não era esse o ponto — e ainda apareceria, tão animada como se fosse em um paraíso. Aquele tipo de comemoração sempre tinha um efeito muito grande sobre si, principalmente por não saber qual era a sua data de nascimento. Não deixava passar em branco, no entanto, comemorando quando fora adotada por Úrsula e passara a conviver com sua família. Talvez por isso ficasse ainda mais sensível ao ver os aniversariantes contentes nos seus dias, assim como Sebastian parecia estar naquele momento. Segurando seu presente atrás do corpo com cuidado, acabou soltando um gritinho surpreso ao ser erguida, buscando apoio com uma das mãos na nuca do mais novo. “Eu não perderia por nada.” Respondeu com um sorriso já delineando seus lábios, a preocupação com o presente aplacada pela felicidade que parecia irradiar do mais novo. Com uma leve risada, deslizou a mão de seu pescoço ao ombro do homem enquanto retornava ao chão, apertando o local de forma suave após o comentário sobre a festa, como se estivesse buscando reafirmar que estava bem para o Darling. “Eu tenho certeza que vou me divertir! É seu aniversário, afinal.” Apesar do tom de brincadeira em sua voz, seu olhar denunciava a seriedade que sentia e planejava transmitir ao homem como podia. “Só não pode me deixar perto de bebidas porque algo ruim sempre acontece.” Acrescentou com uma careta, mesmo que fosse um grande exagero de sua parte. Apenas não gostava muito de se sentir fora de controle, por um lado, embora a sensação também fosse bastante agradável, por outro. Permitiu ser guiada para fora dali, vez ou outra apertando a mão do mais novo para que não perdessem o contato ao esbarrarem com alguém. Já na área mais tranquila, tomou a liberdade de inspirar mais lentamente, seguindo o gesto de um suspiro contente. “Definitivamente melhor.” Concordou com um sorriso mais tímido, o olhar vagando entre o céu, o mar e Sebastian enquanto sentia o peso do presente em suas costas triplicar com o nervosismo que sentia. E se o homem detestasse? E se não funcionasse? Merlin, se odiaria tanto se isso acontecesse! “É uma boa hora para te entregar seu presente ou deveria te torturar por mais tempo?”
esse é um starter fechado com @mmarvolos na caverna dos amantes
“Clem!” Chamou já do lado de fora do dormitório da amiga, batendo algumas vezes enquanto ajeitava a cesta que trazia em mãos. Não era das maiores, não do tipo que famílias arthurianas deveriam montar quando faziam passeios juntas, mas era bastante farta para os padrões do Castigo, então soava bom o suficiente aos seus ouvidos. Assim que a Marvolo surgiu por detrás da porta, ergueu o mapa que trazia em mãos com um sorriso misto de animação e timidez, mesmo que não precisasse cultivar o segundo na presença da amiga-quase-irmã. Sentia-se nervosa apenas porque queria prover um bom tempo para ambas naquele dia, principalmente com toda a tensão dos últimos eventos ainda pairando sobre suas cabeças. “Ta-dã! Eu arrumei um mapa para a Caverna dos Amantes e estava pensando de irmos atrás dela hoje.” Começou a explicar porquê tinha um papel ligeiramente gasto em suas mãos, estendendo na direção de Inclementia caso a mulher quisesse analisar mais de perto. “Pensei de fazermos um piquenique também, quando encontrarmos a caverna... Ou mesmo se não encontrarmos, na pior das hipóteses.” Brincou com uma leve careta, mesmo que soubesse ser uma opção possível, afinal, não sabia se o lugar existia mesmo. Desde que a Academia mudara de lugar, ouviu alguns alunos comentando como seria a caverna e como foram suas experiências, mas não tinha como saber se o que diziam era verdade ou apenas um fruto de seus desejos. “O lado bom de estarmos aqui é que temos muitas paisagens para escolhermos de fundo.”
Todo mundo que conhecia Qianyue sabia que a garota era uma ávida amante de esportes — quer dizer, nem precisava de fato conhecê-la direito para saber disso, já que sua profissão literalmente envolvia isso. Dessa forma, não era uma surpresa ver a chinesa correndo para lá e para cá atrás de uma bola no meio da praia de Seatopia; e óbvio, toda aquela correria alguma hora ia resultar em algum acidente ou desastre. Esse último se deu na hora em que a Li acabou jogando a bola forte demais, acertando em cheio o corpo de MUSE. “Ai, por Merlin! Você está bem?” Gritou afobada, correndo em direção à pessoa e esperando não tê-la machucado.
Apesar de ainda se sentir meio deslocada em Seatopia, e ainda olhasse por cima do ombro de tempos em tempos como se algo ruim fosse acontecer, havia decidido tentar aproveitar o que o subreino tinha a oferecer antes da Academia retornar ao seu lugar habitual. Havia começado tentando participar de um dos luaus, embora ainda não soubesse caracterizar o resultado como bom ou não, e, agora, caminhava pela praia em busca de aproveitar a brisa marítima e o sol que queimava sua pele. (Esperava não parecer um camarão no final do dia, afinal, tinha passado bastante protetor solar!) A experiência estava se mostrando tão agradável que se distraíra o suficiente para não perceber a bola em sua direção, sendo levada ao chão pelo impacto e surpresa. “Eu estou bem, não se preocupe.” Buscou tranquilizar a Li quase por instinto, ainda meio desorientada com a dor que pulsava em sua têmpora. Pelo lado positivo, ao menos havia sido na areia. Doeria bem mais se fosse em pedra. Voltou o rosto para Qianyue, tentando abrir um sorriso tranquilizador para a mesma. “Se quer um review, eu diria que foi um ótimo lance, embora espere que não me tivesse como alvo de verdade.”
𓂅 ⠀ ⠀ ♡ ⠀ ⠀ ヽ a curiosidade do hook era fácil de ser despertada , tanto que não foi difícil a soul chamar sua atenção com um simples linguajar inapropriado . observou a cena do vestido indiscretamente , perdido se ajudava a outra ou permanecia no lugar como se não tivesse visto a cena para evitar deixá-la desconfortável . a última opção foi impossível já que seu semblante e a direção de seus olhos não desviaram da estatura alheia por sequer um segundo , sendo pego em flagra imediatamente . ❛ uh ? o que aconteceu ? ❜ fingiu-se de desentendido e levou as mãos no bolso como sinal de vergonha . quando percebeu que a desculpa não deu muito certo , ele tirou um lenço umedecido e ofereceu a outra quando a mesma se aproximou dele . achou sua pergunta inesperada , porém o fez refletir por um instante antes de responder . ❛ acho que faz parte do mistério de seatopia … assim como desconhecemos o mar por completo , essas bebida também tem suas incógnitas . ❜ não era uma explicação certeira , porém foi o que conseguiu pensar com a pouca sobriedade que lhe restava . aproveitou o gancho para fazer um sinal para que o atendente do bar o trouxesse mais dois drinks do anterior . ❛ que nada ! não é todo dia que temos um verão desses , né ? bora beber , soul . se quiser minha companhia , é claro . ❜
"Você vai me julgar se eu disser que não lembro?” Franziu o nariz ao perguntar, voltando a fitar o Hook meio sem graça por julgar ser uma atitude bastante irresponsável e Charity não era irresponsável. Não costumava ser, ao menos. Suspirou, refletindo como iria lidar com a roupa quando percebeu a oferta do lenço, aceitando com um sorriso em agradecimento. “Parece que alguém veio preparado para esse tipo de situação, uh?” Brincou, já que nem passara por sua mente levar qualquer coisa parecida para a festa. Na verdade, tinha apenas poucos pertences consigo, como seu iWish caso seus irmãos precisassem entrar em contato e algum dinheiro, mesmo que não planejasse usar. A resposta sobre o que poderia conter nas bebidas a fez interromper sua tarefa de limpar a roupa, erguendo o rosto com o cenho franzido. “Poético... E faz sentido, eu acho. Mas da mesma forma que o mar me assusta por não saber o que tem lá embaixo, acho que essas bebidas também estão seguindo o mesmo caminho.” Acrescentou com uma risada fraca, sem admitir em voz alta que seu medo era alguém dali ter lhe reconhecido como filha de Úrsula e ter adulterado a bebida de alguma forma. Ainda se sentia consciente, mas não impedia que suas paranoias brotassem de tempos em tempos, ainda mais com os olhares sujos que recebia de alguns dos residentes dali. A oferta de companhia, no entanto, pareceu tirar parte dessa tensão de seus músculos. “Eu adoraria, na verdade. É bom estar perto de um rosto conhecido.” Admitiu com um sorriso gentil surgindo no canto de seus lábios, dobrando o lenço após ter terminado de limpar o que dava com ele. “Mas ainda não sei se deveria continuar bebendo. Vai que faço algo que me arrependo?”
Competitividade era um dos traços mais marcantes do primogênito Boo. Se havia uma coisa que ele detestava, essa coisa era perder ou sentir-se inferior, e por isso sempre levava muito a sério até as coisas mais banais. Mas quem disse que uma partida de Fireball era banal? Aquele jogo valia a honra! Tudo bem que ele não tinha absolutamente nada a ver com a aposta feita entre Hiccup e Jim, mas faria sua própria aposta se fosse necessário, somente para deixar as coisas mais interessantes; afinal não adiantava ser competitivo se não tivesse um rival à altura. “Não que eu esteja julgando o livro pela capa, juro que não estou Clary! Mas não acha que seria meio injusto da minha parte fazer essa aposta com você?” perguntou, enquanto parecia ponderar as possibilidades. “Quero dizer, você é tão pitica, desse tamanhozinho.” ele mostrou um espaço pequeno entre o polegar e o indicador, e apesar de haver um sorriso contornando seus lábios seu tom não era de zombaria, ele falava até com um certo teor de fofura. “Mas tudo bem! Se está tão decidida, então vamos lá. Vou te dar a vantagem de escolher o que acontece se você ganhar ou se você perder.”
Não negaria que suas primeiras opiniões sobre o jogo de fireball não foram exatamente positivas. Não via muito sentido em se voluntariar para ser queimada, mesmo que fosse sumir com a poção depois. Porém, após observar algumas partidas entre os alunos mais corajosos ou sem noção da academia, Charity se pegou vibrando com a vontade de descobrir como era a experiência, a adrenalina para desviar de uma bola de fogo. E o que era melhor para lhe incentivar a participar do jogo do que uma aposta inocente? O comentário sobre seu tamanho a fez franzir o nariz em uma careta, bufando levemente ao final. “Eu não sou pitica, Blizz.” Reclamou prontamente, até mesmo endireitando sua postura para parecer minimamente mais alta. “Sou bem padrão! Existem garotas bem mais baixas que eu.” Argumentou como se fosse uma lógica infalível, o que considerava ser mesmo porque sempre haveria alguém menor do que ela. Além disso, se julgava muito capaz de vencer a partida! Era bem ágil, ou gostava de se considerar assim, e era um fator decisivo para aquele tipo de competição. “E eu seria desse tamanho aqui, ó.” Tomou os dedos que o Boo utilizava para mostrar sua suposta altura entre os seus para aumentar o espaço entre eles consideravelmente, sorrindo satisfeita ao final. “Hm... Se eu vencer, você tem que gravar um vídeo admitindo que não sou pequena e postar no seu Spellgram para todo mundo ver!” Decidiu após alguns instantes ponderando, sem se importar em pedir algo mais elaborado ou tirar vantagem da situação como deveria acontecer com apostas. “Se eu perder, eu gravo um admitindo o contrário. O que acha?”
Manter a pose de arrependido pelos atos de sua mãe era um peso e tanto, porque vira e mexe sentia falta de ser ele mesmo. A persona de bonzinho era complicado de manter sempre, mas quando estava com as pessoas que realmente confiava, podia deixar aquilo de lado e realmente ser Rhys ou nesse caso, apenas Dean. Por ser o único garoto na família, acabava assumindo um papel de protetor indireto, principalmente com Charity… Pela diferença mínima de idade, conseguia sentir uma conexão melhor com ela e por isso, estava com uma caixa de tortinhas em mãos ao parar em frente ao quarto alheio. — Rity! — Chamou ao bater na porta. — Te trouxe uma coisa!
No último mês, com tudo que estava acontecendo — mesmo que o Conselho tratasse como coisas normais — Clary havia decidido tentar evoluir suas habilidades de defesa para além do que era ensinado na Academia. Não era exatamente fã da forma que tratavam os alunos sem magia, com aparente igualdade, mas, na prática, muitas diferenças. (Ao menos, aos seus olhos.) Sentia que poderia fazer mais com os horários vagos que possuía por sua condição, então começou a procurar formas de desenvolver utensílios que poderiam ser úteis em batalhas caso chegasse a realmente precisar no futuro. (Sempre era bom saber se defender no Castigo.) Tinha um livro de mecânica aberto à sua frente, acompanhado de um de fundamentos da engenharia non-maj abandonado nos últimos minutos, quando ouviu a batida em sua porta. “Ei, Dean!” Cumprimentou o irmão com um sorriso ao girar em sua cadeira para fita-lo, arqueando uma sobrancelha com o anúncio de que havia algo para si. “Você não vai falar o que é?” Perguntou em um tom levemente manhoso, saltando de seu lugar para aproximar do mais novo e tentar espiar o que era. “Espero que não seja um bichinho porque, embora eu fosse amar a ideia, não sei se posso adotar um nos dormitórios… Não sem falar com Dasha antes.”
nynive estava longe de ser o membro mais influente da família. na verdade, ayfer parecia ocupar com perfeição a posição e nine estava muito a vontade, cuidando dos próprios assuntos, para mudar isso. no entanto, até mesmo para ela, o comportamento de @chwritys andava diferente demais, calado demais. a menina sempre fora desnaturadamente gentil e quieta, isso considerando a matriarca, mas nos ultimos dias ela parecia ainda mais reservada e pensativa. ao bater na porta do quarto da irmã, pensou se isso não era o tipo de coisa que passava ou se deveria mesmo perguntar. sentimentalismos assustavam a soul porque não era o tipo de coisa que havia de sobra no castigo, mas pensou que talvez a irmã precisasse de ajuda e ela estaria condenada se deixasse alguém de arthurian ajudar a irmã ao invés dela. — clary? posso entrar?
Tinha uma vaga consciência de que não estava agindo como si mesma nos últimos dias, desde que o baile ocorrera, pelo menos. Não era exatamente intencional, apenas não sabia o que fazer com as memórias que a atormentavam. Seu primeiro impulso fora tentar encontrar alguma resposta nos livros, algum registro que explicasse o que realmente acontecia durante a lua de sangue para que pudesse relaxar e aceitar que não estava ficando louca, porém, não só não encontrara nada útil, como sentia que talvez fosse um fenômeno muito mais do que apenas a valsa. Não tinha nenhum fato que baseasse suas conclusões, era apenas sua intuição ditando. Deitada em sua cama, perdera a noção do tempo, incerta se estava fitando o teto há poucos minutos ou horas. Felizmente, a voz de Nynive pareceu forçá-la de volta a realidade, erguendo o corpo em um impulso. “Claro, Ny. Nem precisava perguntar.” Tentou abrir um sorriso na direção da irmã, puxando as pernas para si mesma para abrir espaço na cama, à qual indicara com um aceno de cabeça. “Está tudo bem?” Com o cenho franzido em preocupação, buscou algum indício de que havia algo errado com a irmã, sentindo seus músculos relaxarem um pouco, inconscientemente, ao não encontrar nada muito explícito, ao menos. Sentindo a garganta coçar, algo que ocorria com certa frequência nos últimos dias e talvez simbolizasse um resfriado, tentou limpar a voz antes de continuar a se pronunciar. “Eu estava só... pensando.” Acrescentou, incerta do que a levara a justificar o que estava fazendo antes da irmã chegar em seu quarto, mas se sentindo mais reconfortada só de ter sua presença.
esse é um starter fechado com @hcrvey na praia de seatopia
“Olha só...” Pronunciou há poucos metros de onde a família se encontrava, girando uma bola de vôlei rosada em suas mãos. Havia um sorriso misto de gentileza e diversão em seus lábios ao se aproximar das gêmeas, agachando para ficar na mesma altura que elas. “Eu acho que isso pertence à vocês, não é?” Estendeu o brinquedo na direção das mais novas, arqueando uma sobrancelha levemente antes de chegar mais perto, como se fosse contar um segredo. “Se não for, não digam ao pai de vocês que fui eu quem deu para vocês.” Acrescentou com um tom de humor em sua voz, erguendo-se para fitar Harvey que, como esperado, não estava muito longe e provavelmente havia ouvido toda a interação. Com uma expressão um pouco travessa, franziu o nariz na direção do mais velho. “Qual a probabilidade de eu ter roubado algo sem querer? Me diz que essa bola realmente era delas...” Suplicou, transformando o sorriso em um breve bico ao mesmo tempo em que inspecionava as famílias na praia, em busca de alguma criança que poderia estar à procura de uma bola perdida caso aquela não fosse mesmo das gêmeas. “Imagina que exemplo eu estarei dando se for esse o caso... Mas prometo que não deixarei nenhuma criança sem seus devidos brinquedos. Palavra de escoteira!” Brincou, embora seus dizeres fossem genuínos, erguendo a mão para fundamentar o juramento.
esse é um starter fechado com @kiercnhook em um dos luaus de sábado
“Droga!” Não era sua intenção xingar alto o suficiente para chamar a atenção de quem estava perto de si, porém não tinha tanta noção do volume de sua voz considerando o fato de que havia ingerido algum álcool desde o início do evento. De todo modo, seu exaspero era fruto da visão que tinha: por algum motivo, só percebera naquele momento que havia manchado a roupa que vestia, o que já seria péssimo normalmente, mas piorava por não ser sua. Suspirou de uma forma um pouco mais dramática que seu habitual, só então notando a presença do Hook próximo aonde se encontrava. “Eu realmente gostava dessa roupa.” Explicou com um sorriso apologético, procurando por algum guardanapo ou algo que pudesse lhe ajudar naquela situação, embora desistisse pouco depois. “O que você acha que tem nessas bebidas?” Acrescentou em um tom súbito de reflexão, franzindo o cenho enquanto tomava a liberdade de se acomodar próxima ao homem. Não eram estranhos um ao outro, raramente alguém do Castigo realmente o era, e se sentia mais confortável entre os ‘seus’, por assim dizer, do que entre arthurianos quando se encontrava naquele estado — ainda ciente o bastante para se defender, se fosse necessário, mas desinibida o suficiente para arrumar confusão dependendo do que ouvisse. “Acho que eu devia ter esperado mais para provar elas... Ou ter ido devagar.”
esse é um starter fechado para @ayferrou antes do luau de sábado (um deles)
“Eu juro que não tenho roupa para isso, Ay.” A reclamação fora seguida de um suspiro, fitando a irmã de ponta à cabeça ainda em sua cama. Não era exatamente a pessoa mais animada para festas que conhecia e, mesmo que não fosse oposta à ideia, as memórias do baile ainda lhe assombravam demais para que embarcasse em uma possível nova loucura. Só Merlin sabia o que aconteceria nas festas de Undersea! E não se sentia muito confortável com a ideia de beber em um lugar onde provavelmente lhe odiavam — não esqueceria que era filha de Úrsula, no local em que a bruxa dos mares deveria mais odiar em todo o mundo. “Você sabe que nunca fui em um luau antes. Não sei nem como eu deveria me vestir.” Resmungou, apoiando os cotovelos na cama para poder se erguer, fitando a irmã com um leve bico. Não era como se o Castigo tivesse algum lugar minimamente climático para aquele tipo de evento e nunca visitara Undersea antes, exatamente por temer como seria recebida por seus habitantes. Talvez nem soubessem quem era, mas não gostava de pagar para ver. Agora, não tinha opções. “Se você conseguir algo decente, eu posso pensar em ir.”
Clary não sabia descrever o que havia desencadeado o cenário no qual se encontrava naquele momento. Possuía vagas lembranças de se sentir sufocada, como se o mundo tivesse se tornado cada vez menor e de seu corpo ter se movimentado de acordo com o instinto de buscar por ar para seus pulmões, já que não parecia ter o suficiente em lugar algum. Não recordava como acabara no quarto da amiga, mas sabia que a envolvera em um abraço assim que a porta se abriu e revelou a figura da mais velha. O conforto fora instantâneo, consolidando-se através do apertar em sua garganta e ardor em seus olhos, evidências de que desejava chorar. “Desculpa, eu nem sei o que...” Começou a tentar justificar, a voz entrecortada pela rouquidão causada por seu estado emocional. Nem precisou terminar a frase quando a resposta da amiga lhe atingiu, finalmente forçando lágrimas a trilharem seu rosto. “Eu realmente não sei o que há de errado.” Admitiu em uma espécie de sussurro, ciente de que a Marvolo ouviria de forma clara graças à proximidade de ambas. Escondendo seu rosto no ombro da amiga, tentou respirar fundo para se acalmar. O perfume familiar era o que mais ajudava, embora não fosse o suficiente para afastar o que ocorria dentro de sua mente. Tentou formar frases coerentes mais algumas vezes, sempre interrompendo após uma ou duas palavras, até que desistiu, abraçando que o silêncio talvez fosse a melhor forma de comunicação. Apertou ainda mais seu corpo contra o de Inclementia, em busca de se certificar de que era real. Depois que secasse suas lágrimas, poderia se preocupar em transformar o que sentia em construções semânticas melhores. Naquele instante, no entanto, queria apenas aproveitar o conforto que a mulher lhe provocava.