Obrigada 2025
2025 foi o ano em que eu sangrei em silêncio e sobrevivi.
Em 2025 eu fui promovida no trabalho, mas ninguém viu o quanto eu precisei ser forte quando cheguei em casa cansada, vazia, duvidando de mim.
Em 2025 eu superei um amor que quase me convenceu de que eu não era suficiente.
Deixei para trás alguém, mas precisei me reconstruir inteira depois disso.
Em 2025 eu me reconectei comigo mesma, mesmo sem saber quem eu era naquele momento.
Sentei ao meu lado quando ninguém mais ficou.
Fui ao cinema sozinha porque aprendi que esperar não me salvava mais.
Em 2025 eu comecei a terapia porque doeu demais continuar fingindo que estava tudo bem.
Criei um Tumblr porque minhas emoções precisavam de um lugar seguro para existir sem serem julgadas.
Em 2025 eu parei de aceitar migalhas.
Parei de romantizar ausência.
Parei de chamar esforço mínimo de amor.
Parei de me diminuir para caber onde nunca houve espaço para mim.
2025 não foi gentil.
Foi necessário.
Foi o ano em que eu me perdi, me encontrei, me quebrei e me escolhi, todas as vezes em que achei que não conseguiria.
E quem lê isso agora talvez não saiba, mas eu sei: eu nunca mais serei a mesma.












