A wonderful serenity has taken possession of my entire soul, like these sweet mornings of spring which I enjoy with my whole heart. I am alone, and feel the charm of existence in this spot, which was.
Sabe, eu não deveria estar falando com estranhos, mas sinto que já te conheço! Foi você o sonho bonito que eu sonhei, certo? Você costumava ser conhecida como CINDERELLA, do conto CINDERELLA antes da maldição atingir o seu mundo FLORESTA ENCANTADA e o seu reino CASTLE OF DREAMS. Agora, em Storybrooke, você é conhecida como EVANGELINE WINTERS, uma BARTENDER NO CASSINO PLAYFUL HEARTS. Você me lembra um pouco CAMILA MENDES, mas deve ser só a névoa da maldição me confundindo…
VIDA EM STORYBROOKE
Evangeline sofre quase do mesmo mal que sofreu enquanto na Floresta Encantada. Órfã dos pais teve que aprender desde cedo a se virar, porque viver em um orfanato não lhe era nem um pouco uma boa opção. Nunca seria. Era como se ela soubesse que não seria capaz de pairar no teto de alguém, porque no fundo temia que fosse deixada novamente, ainda que a perda de seus pais tivesse sido um acidente. Ela só temia que acabasse passando por tamanha perda novamente.
Por isso que lutou o quanto pode para sobreviver. Morando às vezes embaixo de tendas e até escondida dentro de lojas quando pode ter idade para começar a trabalhar em pequenas coisas. Evangeline teve que se virar como podia, então ela tivera das mais diversas profissões momentâneas: vendedora de frutas, limpadora de janelas, catadora de lixo, babá. Porém, seu verdadeiro destaque veio em ser alguém boa de limpeza de casas, ainda que nunca tivesse tido uma para chamar de sua. Pelo menos não até o momento em que conseguiu o emprego como empregada na casa do prefeito de Storybrooke que deu à ela um quarto na enorme casa para que ela pudesse passar todo o tempo necessário resolvendo as coisas dentro do novo lar à pedido do homem.
Mas o que poderia ser considerado o início de um belo sonho. Foi todo para o ralo quando o homem lhe acusou de ter roubado algo de sua casa. Claro que apesar de sempre ter tido uma necessidade de mais dinheiro ou algo assim, Evangeline nunca tinha sido capaz de fazer algo tão maléfico quanto ele tinha lhe acusado. Sendo assim, mais uma vez ficou sem um teto e muito menos trabalho. Não conseguia ter mais uma casa para trabalhar por conta dos boatos que passaram a correr por aí. Com o coração quebrado pela “traição” do homem, Evangeline decidiu que seria aquilo que tanto julgavam ser.
Ela já não detinha mais o jeito fofo e muito menos era alguém que as pessoas poderiam passar por cima novamente. Ela agora passou a trabalhar como bartender no cassino, porque pelo menos lá ela não poderia ser acusada de roubo estando atrás de um balcão, mas ela certamente não poderia deixar de ganhar dinheiro vendendo as informações que conseguia.
EXTRAS
Eva por boa parte do tempo se sente sozinha e não sabe explicar de onde vem a sensação, mas está consigo boa parte do tempo.
Não se sente mais a garotinha inocente desde que sofreu a “traição” por parte do prefeito. Ela não deixa mais as pessoas passarem por cima de si, porque ela quem passa por cima das pessoas.
Se tornou uma ladra “de boa”, porque ela só rouba quando quer e quando bem entende, não é uma necessidade constante desde que o rumor sobre si foi espalhado aos quatro ventos.
Por trabalhar de bartender no cassino, ela escuta de tudo e mais um pouco dos bêbados e pega as informações que recebe e vende pro pessoal do jornal. Dinheiro extra sempre bom né.
Se sente muito cansada das coisas às vezes, mas é porque se tornou algo dela e ela não sabe real explicar o que tem.
Ama passear por aí sem rumo, porque no fim ela só quer tirar a cabeça dos pensamentos de solidão antes que fique triste de vez.
“Muito trabalho por aqui hoje, pumpkin?” Perguntou para @cinderlline ao sentar-se no banco em frente ao balcão do Playful Hearts, abrindo um sorriso simpático. Como uma forma de se encontrar com Scarlett, a morena aparecia no cassino e em uma dessas vezes, acabou conhecendo Evangeline. Apresentou-se como irmã de Scarlett, mas evitou falar de seu período no hospital psiquiátrico, pois não queria precisar inventar desculpas para o acontecido. Seria muito mais fácil dizer que sua própria irmã inventara mentiras ao seu respeito como uma forma de fazer com que desacreditassem de sua palavra, mas a ideia era fingir que estava dormindo. As coisas nunca seriam fáceis. “Eu não costumo tomar bebidas desse…” Mundo. “Lugar! Mas eu acho que vou experimentar alguma coisa hoje. O que você quer fazer para mim hoje? Algo que eu vá gostar, em! Estou confiando.”
“Mais ou menos.” Comentou em meio a um suspiro. Apesar de adorar trabalhar ali, tinha dias que Eva preferia estar em casa e aquele era certamente um deles, porque ainda sentia dores do acidente e o trabalho constante e repetitivo não lhe ajudava muito. “É porque também quase não vem aqui.” Um sorriso leve lhe adornou os lábios ao que colocava o copo sobre o balcão. Scarlett não falava muito da irmã para si, mas escutava uma coisa ou outra sendo falada sobre ela. Então era até interessante ver finalmente a mulher. “O que você gosta de frutas? Posso tentar fazer algo aqui nesse estilo pra você.”
“calma aí, tô acabando essa fase…” respondeu em tom automático, nem percebendo que era @cinderlline que falava… e que ele estava no trabalho. foi terminar a fase e sorrir, para mudar sua expressão completamente ao notar o ambiente em que estava. “que droga.” resmungou baixinho para si mesmo, guardando o celular e se colocando de pé. “desculpe, hum, em que posso ajudar? algum problema? elogio? críticas construtivas? the lakes aceita de tudo.”
ela só queria poder falar do fato de que o karaokê aparentemente tinha quebrado e não havia ninguém para resolver a não ser o suposto dono que parecia muito mais concentrado em jogar do que resolver problemas. se ele trabalhasse no casino certamente já teria sido demitido. “ah não, por favor continue passando de fase.” disse em tom quase sarcástico. “hm vamos as críticas: primeira que esse jogo deve ser horrível, segundo que você não serve pra esse trabalho, terceiro o microfone do karaokê quebrou.”
⋅ ◆ ⋆ “É recíproco.” Garantiu com um sorriso nós lábios enquanto balançava a cabeça negativamente. A sobrancelha então se arqueou com o sorriso de estendendo para um dos cantos. “Fala isso porque não está tendo a oportunidade de ver a bela pessoa que estou conhecendo agora pelos meus olhos.” Garantiu firmemente, como se estivesse querendo a convencer disso. Assim que ela aceitou seu convite o sorriso voltou aos seus lábios enquanto uma sobrancelha se arqueava para ponderar. “Deveria me oferecer meu braço já que está machucada ou você ficaria irritada e diria que consegue fazer isso sozinha?” Brincou, já que não se importava com qualquer uma das respostas que receberia.
A sobrancelha se arqueou e ela passou a língua por sobre os lábios por um breve instante. “Um galanteador.” Não havia sarcasmo em seu comentário ou algo parecido, então ela apenas sorriu mediante as palavras dele pouco antes de deixar uma risada lhe escapar. “Eu bem queria poder ser uma mulher independente mais do que já fui hoje, mas aceito o braço já que foi muito bem oferecido.” Sorriu para ele ao se aproximar. “Não é sempre que aparece um cavalheiro por aqui.”
˙ ˖ ✧ A mão passou pelo rosto em meio a um respiro profundo de Seo Joon tentando entender tudo aquilo. “Okay. Um sapato. Um sapato de cristal.” Repetiu consigo mesmo como se aquilo o fizesse entender o que havia acontecido com ela. “Você sequer consegue andar neles?” Questionou por um momento antes de cortar a olhar para ela. “Você tinha visto ele em algum lugar na Internet e depois teve esse sonho ou desejo?”
Podia facilmente ver a frustração no olhar dele, principalmente quando passou a mão pelo rosto, mas ali Eva não conseguia sentir nada além de uma mulher indefesa que tinha feito merda. “Eu não sei? Nunca usei.” Disse dando de ombros como se fosse a coisa mais óbvia do mundo e, bom, era. “Eu nunca vi antes e depois que vi no sonho veio esse desejo ridículo. Eu não sei o que foi, mas não consegui sossegar isso e claramente vemos a merda que deu.”
– Hm… Eu suponho que isso seja verdade. Você tem um ponto. – A verdade em si era que August não tinha tido muitos amigos e ponto. A maior parte deles era dali de Storybrooke, ou da infância ou do período sombrio depois do seu retorno, ou fruto da sua recente socialização com a cidade no último ano. Mais do que não saber como tratar alguém depois de um relacionamento físico, era a dificuldade em saber como tratar as pessoas no geral depois de tanto tempo vivendo com pessoas frívolas como seu pai e seu irmão nos seus anos formativos. – Isso eu pagaria para ver. – August não pôde deixar de rir ao pensar nela acertando Horace Bennett no meio do rosto. – É… Difícil. É um processo.
Ela não deixaria que ele simplesmente fizesse os anos que tinha trabalhado para ele e formado uma amizade serem jogados fora assim tão facilmente. Por isso Eva faria questão de esfregar sobre na cara dele se necessário, mas aí um sorriso veio aos lábios quando o viu rir só de pensar na possibilidade de socar o patriarca dos Bennett. — E a gente vai dar um jeito nisso aí, não agora, mas uma hora vai. Agora tô triste que você riu e acabou com todo meu processo de discutir com você.
– Só socialmente. – August brincou com uma piscada de olho. Era verdade que já passara dos limites muitas vezes na sua vida, embora ainda não chegasse ao ponto da dependência. Ele piscou os olhos, suas sobrancelhas se unindo a medida que a bronca aumentava em intensidade. – Ei, eu larguei tudo para vir até aqui. Eu sou um bom amigo. Porque é que eu estou levando uma bronca? – Ele apertou a ponte do próprio nariz, respirando fundo. – Escute… Isso? – O homem sinalizou para o espaço vazio entre eles. – Ainda é território desconhecido para mim. Normalmente, eu durmo com alguém e sumo. Ou dormia, no passado. Bem… Hm… Um ponto a se debater. O ponto é que essa coisa da amizade ainda é… Nova. Eu ainda não sei bem como agir. Mas sobre a coisa da auto-depredação… Você pode agradecer ao meu querido pai por moldar a minha personalidade do jeitinho que ela é. Não acho que vá mudar em nenhum momento próximo.
Até quis rir quando viu a mudança de expressão que ocorreu nele, se não estivesse na maca certamente estaria muito mais cara a cara com ele naquele momento, mas pela situação deveria apenas agradecer que estavam, no mínimo, dialogando. “Porque tô no meu direito da bronca.” Disse dando de ombros pouco antes de prestar atenção no que ele tinha a dizer. “Isso.” Ela o imitou na sinalização. “É algo que em algum momento a gente vai conseguir resolver, mas não faça isso da amizade ser coisa nova, August. Eu te conheço há anos pra você dizer que isso aqui é novo pra você. A parte do sexo claro que é novidade, mas a parte da amizade não. E acredite em mim, eu poderia facilmente ter dado um soco nele se encontrasse com o mesmo. Sei que não é algo que vá mudar facilmente ou num piscar de olhos, mas eu queria que ao menos acreditasse que você não é o que sua mente tanto lhe faz acreditar.”
– Considerando a quantidade de vezes que eu estou bêbado, provavelmente não sou a melhor pessoa. Mas eu sei lidar com advogados de hospital, então talvez eu seja uma escolha decente. – August ponderou, gesticulando com a mão, ganhando tempo para não ter que falar de coisas sérias, tipo que diabos ela estava fazendo saindo da cidade do nada. – Sentir dor e ter uma longa conversa comigo? Você realmente gosta de punição. – Ele se levantou e se espreguiçou, voltando a se sentar na cadeira. – Mas eu suponho que tenha sido uma boa distração, apesar de tudo. Eu realmente precisava. Você não precisava se machucar fazendo isso, mas eu agradeço mesmo assim.
“Quase faz parecer ser um alcóolatra.” Comentou em meio a um suspiro ao que deixava o olhar ficar preso à ele, com as palavras, ela apenas deu de ombros. “Is kind of my thing.” Não que fosse realmente, mas às vezes Eva acreditava que as coisas aconteciam realmente como uma espécie de punição para si e ela não entendia de onde vinha aquilo. “Eu adoro seu maldito conceito de acreditar que eu vou ser igual toda menininha que um dia sonhou dormir com você.” Um suspiro pesado lhe escapou dos lábios. “Sim, eu gostei de ter dormido com você, mas pelo amor de deus August, não espere que eu fique indo na sua porta esperando que um dia você me dê chance de alguma coisa. Eu não sou criança sonhadora e esse seu jeito maravilhoso de se desprezar por tudo me dá uma vontade irritante de lhe socar que infelizmente não posso fazer agora porque estou nessa merda de maca. Então, por favor, pare de pensar que em algum momento eu vou chegar implorando nos seus pés por amor ou coisa assim. Porque apesar do que aconteceu, acima de tudo o que aconteceu, eu ainda sou sua amiga. Não uma garotinha apaixonada.”
⋅ ◆ ⋆ “Se você quer pensar assim. Realmente é alguém, já que sesta se metendo na floresta sozinha a essa hora da noite e eu admito coragem.” Ainda mais mais essa e a audácia eram características muito marcantes da personalidade do próprio, alho que tinha orgulho, mesmo quando podiam se mostrar um problema. Além disso, a outra havia lhe chamado a atenção de um jeito que Lucien não sabia exatamente explicar. Apenas sabia que, por algum motivo, não queria que ela fosse embora. “Me chamam de Salvador de moças perdidas e machucadas na floresta.” Rebateu a brincadeira, logo balançando a cabeça cabeça negação rindo. “Lucien. Prazer.” Fez uma breve reverência ao se apresentar, algo de costume de parte da cultura em que havia dito criado. “Deveria te ajudar a voltar para o acampamento ou quer aceitar meu convite para os fogos?”
“Eu tenho esses surtos aleatórios de coragem. Hoje sendo um deles.” Na verdade, tinha se tornado mais constante do que gostaria e deveria e ainda sim Eva não deixava de pensar que aquilo a tornava mais independente para as coisas, mais do que já era. Uma risada lhe escapou dos lábios com as palavras dele. “Gostei de você.” Comentou por fim antes de arquear a sobrancelha sem entender a sutil reverência, então ela acabou fazendo apenas um menear com a cabeça. “Nome tão bonito quanto o dono.” Sorriu antes de suspirar baixinho. “Eu aceito o convite para os fogos.”
˙ ˖ ✧ “Bom, eu prefiro ouvir sobre o que aconteceu diretamente da minha amiga do que de terceiros.” Afirmou em meio a um suspiro enquanto cruzava seus braços, aguardando que ela prosseguisse. “Você ia sair da cidade? Sem mais nem menos?” Sem sequer avisar, pensou, ainda que não fosse falar aquela parte. A cabeça balançou negativamente enquanto o mais velho massageava as laterais do nariz. “Espero que esse negócio valha a pena do estrago que aconteceu. O que era?” Inclinou a cabeça para o lado, a olhando mais uma vez, curioso sobre o que havia motivado a saída repentina de Eva da cidade.
“Ia, mas vemos aqui que claramente não deu nem um pouco certo.” Comentou ao deixar um suspiro lhe escapar. Se soubesse que teria dado toda aquela merda, Eva nunca teria pensado em pegar o carro para sair atrás daquele sapato do sonho, ela sequer teria feito. E agora que pensava sobre isso se sentia a pessoa mais idiota do mundo. “Era um sapato... de cristal... Eu não sei... Eu sonhei com isso e estava nervosa e ansiosa pra tê-lo. Parecia que finalmente eu ia ter algo pra mim. Só meu...”
‘ Essa deve ser a primeira vez ’ retrucou em tom falsamente inocente, franzindo o cenho enquanto encarava o aparelho alheio como se fosse tecnologia alien. ‘ Acha mesmo que se eu estivesse com o celular carregado ia sair por aí pedindo uma lanterna? ’ o próprio dispositivo tinha se tornado inútil, e ele não queria nem considerar que, se se perdesse durante a busca, estaria não apenas sem bateria, mas também sem sinal. ‘ Como vai ser essa ajuda? Eu não estava planejando ter companhia para a viagem ’ esclareceu, mesmo que o trajeto, pelo que ele supunha, não fosse assim tão extenso. ‘ Só trouxe uma garrafa de água ’
“Acho.” Disse dando de ombros como se aquilo fosse a coisa mais natural e certa do mundo a se fazer. Então Eva continuou encarando ele antes de deixar um breve riso lhe escapar. “E eu vou deixar meu celular contigo? Não mesmo. Você escolhe: ou companhia pra ter luz ou vai sozinho no escuro.” Ninguém lhe garantia que ele não era um ladrão então para ela não fazia sentido dar tamanha confiança ao homem. “Pode ficar com a água.”
“The young prince bowing to the assembly. Suddenly, he stops. He looks up. For lo… there she stands. The girl of his dreams. Who she is or whence she came, he knows not, nor does he care, for his heart tells him that here, here is the maid predestined to be his bride.”