Se havia um arrependimento em toda sua vida era não ter convencido Narcissa a ir embora com ela. Algumas vezes de noite, pensava que poderia ter convencido a irmã. Mesmo ela já estando sobre influencia de Bellatrix, ela sabia que deveria haver alguma parte em Cissa que a amaria. Que faria de tudo para estar com ela, e Andromeda faria tudo por sua irmã mais nova e era por isso que ela havia odiado tudo que estava acontecendo com a outra. Sentia-se extremamente responsável, pois se ela tivesse assumido as rédeas bem antes nada daquilo havia acontecido. Eles estariam bem, e não teriam tido problemas, mas não havia sido isso. A vida não era feita de “E se”s e se ela ficasse se prendendo em cada ação que deseja refazer nunca mais andaria para frente, então tudo que poderia fazer era tentar controlar seu futuro e isso incluía tirar Narcissa das mãos de Bellatrix. Ela sabia que a irmã era independente, e não um objeto para Andromeda e Bellatrix brigarem, mas ela queria ajudar a menor. Queria coloca-la bem longe daquelas pessoas. “Ah, Cissa. Isso não é um livro onde a mocinha gosta do bad boy só porquê ele a trata bem. Ele é uma pessoa horrível, Narcissa. Ele a trata bem agora, mas olha como ele trata as outras pessoas, e algumas vezes até o próprio irmão. Você tentou conversar com Rabastan? Aposto que ele teria uma opinião parecida com a minha. E é irmão dele. Eles são adolescentes, e são umas pestes, mas isso não significa que merecem ser maltratados por causa disso. Vai dizer que nunca fez algo errado ou se empolgou com alguma coisa naquela época?” Levou as mãos a cintura, e Narcissa deveria saber que Andromeda sempre defendia o Sirius na maior parte de situações. Sabia que o garoto não era um santo, mas ele era um bom garoto. Sem contar que estavam fugindo dos assuntos principais. Sabia que comentários como aqueles eram influencias de Bellatrix e Rodolphus. Como a irmã poderia continuar com eles? Então percebeu que deu o conselho errado. Usar o cérebro havia sido errado, e ela deveria saber. Nunca havia usado. Afinal, ela era toda emoção. Com quase todos a sua volta, não era a toa que havia sido expulsa. Ela não pensava antes de agir. Balançou a cabeça negativamente. “Não, não. Não foi isso que eu quis dizer. Exatamente. Vá falar com Rabastan. Se a alguém nesse meio que eu confio é ele. Faça isso, talvez ele não sabia como te dizer antes, mas tente conversar com ele. Você e Rodolphus…Eu quero que você seja feliz, Narcissa. Aposto que existem outros pretendentes que nossos pais adorariam que você saísse e não esse cara. Sério, você já viu como ele e Bella são grudados? Você conhece nossa irmã tempo o suficiente para que se alguém passa tanto tempo com ela é por que também não tem muito juízo. Narcissa, não distorça minhas palavras.” Jogou os ombros para baixo não sabendo como lidar com tudo aquilo. Sem dúvidas era um grande problema.
Ela sabia que aquilo não era um livro, mas no fundo desejava que as coisas na vida fossem como nos contos da Jane Austen, que em algum lugar do mundo seu Mr. Darcy a esperava sobre um cavalo branco. Não que fosse uma pessoa ingênua, mas ter algumas fantasias infantis não era pecado. --Eu sei disso, Andie -- Murmurou escondendo a chateação pela irmã ter jogado na cara aquela verdade. A única coisa que queria era um pouco de apoio vindo de algum lado, mas apenas Bella estava lhe ajudando a conquistar o objetivo. -- Não me importo como trata os outros, não é o meu problema. -- Como o significado do próprio nome, Narcissa não pensava em outra coisa além dela mesma em vários eventos. No fundo não ligava como as outras pessoas eram tratadas, desde que seu tratamento fosse diferenciado e mimado, aquele não era seu problema. Os outros são os outros, o que acontece com eles é unicamente e exclusivamente problema deles. -- Não me fale do Rabastan, aquele traste. Estou muito desgostosa com ele hoje, discutimos mais cedo, mas não quero falar sobre isso. -- A discussão entrava em outros departamentos da sua vida que ela preferia ficar esconder, como era comum quando necessitava abrir seu coração e falar sobre seus sentimentos. -- Andrômeda... -- Ela abriu a boca, ficando chocada com o que a irmã havia acabado de dizer. Todos sabiam como Narcissa era uma mulher exemplar, desde seus anos em Hogwarts. Seguia as regras arrisca e não ousava tentar nada imprudente que pudesse render uma expulsão, ela era uma dama e um exemplo que deveria ser seguido por muitos. -- Blasfêmia! Sabe que nunca fiz tal coisa. Sigo tudo a risca, sou um exemplo de mulher -- Reclamou cruzando os braços sobre o peito e virando o rosto para o lado, típico comportamento do seu lado mimado. -- Na verdade foi exatamente o que você falou -- Voltou a olhar para a irmã, dessa vez com os olhos semicerrados -- Já disse que já falei com o Rabastan o que eu tinha de falar hoje. -- Disse como quem colocasse um ponto final naquele assunto sobre falar com Rab. -- Pode até existir, mas até o momento o Rodolphus é a minha melhor opção. -- Comentou soltando os braços, deixando que pendessem do lado do corpo -- Mas você, melhor do que ninguém, sabe que os planos da Bella sempre dão certo. -- Arqueou uma das sobrancelhas, os planos da mais velha poderiam não ser os melhores na maior parte do tempo, mas sempre funcionavam. Narcissa sairia ganhando naquele relacionamento caso desse certo. -- Além de que a Bella também é muito respeitada no colégio. É isso que almejo, esse respeito, o poder que eles exalam. Você não quer me ver feliz dessa forma? Sendo respeitada?