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@claire-eevans
Why you gotta be so rude? @Thovans
James Potter. O nome era tão famoso quanto a pessoa que o carregava; tão poucos dias se passaram desde que chegou em Hogwarts e seu nome era sussurrados nos corredores, como um palavra amaldiçoada – ou uma benção. Ouvir Claire falar sobre ele como um simples adolescente, sem muita importância no mundo bruxo, deixou-a mais alegre. Talvez, quem sabe, houvesse um futuro próximo onde essa simplicidade fosse restaurada.
Cassie revirou os olhos ao lembrar-se do quanto estavam sendo presos, novamente. Era inadmissível que um lugar tão espetacular e mágico como Hogwarts virasse palco de tanto sofrimento. – Ou você da Corvinal – ela falou, rindo baixinho. Olhou para a poção, que estava quase no ponto. Sentiu seu corpo enrijecer, como fazia constantemente desde que colocou os pés no castelo. Todos pareciam ter uma necessidade de saber seus planos para o futuro ou era somente a paranoia de Cassie? Desde quando suas expectativas eram tão importantes assim? Quer dizer, sabia que Claire não perguntara por maldade, mas era difícil omitir toda a preocupação que sentia e mentir pela causa. Mentir por sua irmã e por ela mesma. Thorne começava a se sentir como uma criminosa, e no final, sabia que todos eles perguntavam por que esperavam que seus planos fossem um pouco mais esperançosos que os deles.
- Honestamente, Claire? Eu não sei. – ela suspirou, deixando-se relaxar por um momento. – Todos aqui parecem tão tensos, como se uma guerra pudesse eclodir a qualquer momento. Não que eu negue a possibilidade. – Cassie disse baixinho. Como uma forma de evitar olhares curiosos de outros alunos e até mesmo de Slughorn, ela mexeu a poção mais algumas vezes. Voltou seus olhos para Claire, com um tom de voz até mesmo triste. Teve uma súbita vontade de trazer alguma alegria para a garota. – Mas isso não seria problema, se realmente quiséssemos. Mas temos que tomar cuidado, Claire, como você mesma disse, tem olhos demais sobre nós.
- O chapéu seletor cogitou me colocar na Corvinal, mas aparentemente minha coragem é superior a minha inteligência. O que quer dizer muito, uma vez que eu sou ridiculamente inteligente. – Evans deu de ombros, em seguida percebeu que seu tom poderia parecer presunçoso demais. – E estupidamente convencida também. – Evans sorriu simpaticamente. A garota checou o relógio em seu pulso, e percebeu que faltava pouco para o fim da aula. Claire olhou para a poção delas, que Cassie continuava a mexer, e percebeu que com toda certeza tirariam uma boa nota. O que manteria Evans no Clube do Slugue e que provavelmente renderia um convite para Cassie.
Haviam muitas coisas passando pela mente de Claire, era claro que desejava se divertir como antes em Hogwarts, e gostaria de voltar a ser o centro das atenções, como costumava nos anos anteriores, mas havia coisas demais em jogo. E como era uma nascida trouxa, as coisas eram um pouco mais complicadas para a garota. – Tem olhos e ouvidos em todos os lugares. Mas esse é meu último ano, e vou tentar aproveitar da melhor maneira possível, e como você é nova aqui, é minha obrigação que você também se divirta. Não se preocupa ok, eu vou pensar em algo e depois te aviso. – Não houve muito tempo para prolongar a conversa, Slughorn já estava fazendo a ronda por entre as mesas, e em poucos minutos liberou a turma. Antes é claro fez os costumeiros elogios ao trabalho de Claire, e pareceu agradavelmente surpreso com Cassie. – Parece que Horácio gostou de você, talvez você entre no nosso grupinho particular, e então nós nos veremos mais vezes. – piscou para a garota. – A gente se vê por ai Cassie, tente não se meter em problemas sem a minha presença. – Evans sorriu de forma gentil, antes de ir em direção ao grupo de alunos da Grifinória.
I used to be that crazy person that was strict about what I did and didn’t eat. I was so diligent with exercise. And as soon as I stopped thinking about it, I lost weight. I wasn’t stressing about it. The balance and relaxing is what’s really helped me.
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Quase suspirou de alívio quando a garoto aceitou suas desculpas, pois seria péssimo criar inimizades logo na primeira semana de aula. E como pensara antes, tinha uma impressão de que Claire não fosse alguem que ela gostaria como inimiga. Cassie seguiu seu olhar até a poção e ambas a encararam por alguns segundos. O tom levemente revoltado de Claire ao falar de Hathaway gerou a segunda onda de alívio em Thorne, mas também teve que se conter para não ralhar com a garota. Era necessário falar baixo, principalmente discursos assim. – Fico feliz que você não tenha abandonado – e sorriu com sinceridade. Não mencionaria o nome de Hathaway na sala de aula. – Ele já nos impede de fazer coisas o suficiente, não é? – mas não esperava uma resposta, pois já divaga a respeito de seu próprio problema. Era semelhante ao da garota, mas os motivos talvez fossem divergentes. Summer tentara impedí-la de entrar em Hogwarts e, por mais que os estudos fossem de extrema importância para Cassie, não conseguira se imaginar impotente em casa enquanto sua irmã se arriscava no colégio. Mesmo que a mais velha não soubesse, ela era o maior motivo de sua insistência em estudar em Hogwarts.
Ela sorriu ao vê-la rir, pois era bom que o assunto passado não a deixassem para baixo. E além de tudo, podia ver as duas sendo boas amigas, e Cassie adoraria manter alguma amizade no meio de tanta confusão. Escutou Claire falar sobre Hogwarts e sua diversão, sorrindo brevemente entre os comentários. Não pôde, no entanto, deixar de perceber o tom carinho em que todos pareciam falar de Minerva Mcgonagall. Thorne queria tê-la conhecido.
Cerrou o cenho ao ouvir a menção aos aurores, pois também a deixava incomodada a constante vigilância, mas não quis tocar no assunto, pois ali não era hora nem lugar. Ignorou então, voltando a se concentrar e imaginar as festas particulares dos alunos britânicos. Conseguia criar o cenário, mas nunca a sensação. Cassie não havia tido essas noite de loucuras adolescentes que Claire mencionava. Sentiu-se triste por um momento, coisa sabia que a garota também sentia, pois o suspiro saudoso não era coisa de sua imaginação. Até mesmo Thorne sentia falta de uma Hogwarts que nunca tinha conhecido.
Hogsmead, no entando, fez com que se alegrasse pelo menos um pouco. Divagou sobre o encontro com Daniel e seu coração bateu um pouco mais rápido. Sentiu-se constrangida, como se alguém pudesse ouvir a aceleração cardíaca. – E quer saber? Cassie se sentia novamente derretida pela frase dela, pois queria mesmo ter vivido os anos mágicos que Hogwarts parecia ter proporcionado a todos ali. – Eu acho que eu teria gostado disso. – disse a ela. Então virou-se completamente para Claire, inspirada pela tristeza e luto de todos os os estudantes e professores do bem que sentiam saudades de uma época anterior. Queria fazer o que viera fazer – mesmo que não soubesse como: protegê-los. Faria o que pudesse e Summer também. Ambas atuariam em áreas diferentes. Ela sorriu abertamente, procurando alegrá-la. – Então, Claire, o que podemos fazer para mudar isso? - e deu de ombros, ainda sorrindo. – Eu estou aqui agora.
O sorriso surgiu no canto dos seus lábios involuntariamente. Aparentemente, Cassie não era tão casta como havia pensando a princípio. – Lembro de uma vez que metade da turma do quinto ano ficou em detenção logo após os Noms, estávamos todos exaustos depois de meses de estudo e horas estafantes de provas, então eu, e James Potter arrumamos uma festinha ilegal na sala precisa, infelizmente algum idiota da sonserina nos denunciou, só porque eu me recusei a convidá-lo. Enfim, de qualquer forma Minerva acabou nos perdoando, e se limitou a nos deixar em detenção. Eu e James sofremos um pouco mais, afinal éramos monitores deveríamos dar um bom exemplo. – Pela primeira vez Claire percebeu o quanto sentia saudades de James Potter, havia algum tempo desde que se afastaram, mas Evans ainda o considerava um bom amigo. – Eram bons tempos, talvez eu devesse ter aproveitado mais enquanto a escola não parecia tanto com um colégio militar. – o saudosismo não era algum comum a Claire, mas aquele volta a Hogwarts apenas estava servindo para lembra-la de tudo que havia perdido nos últimos meses.
- Seria mais fácil se você fosse da Grifinória. – respondeu à pergunta, e em seguida suspirou. – Nada contra Corvinos, eles são mais legais que a maioria, e menos bobos também. Mas fica difícil de planejarmos coisas juntas quando teremos pouquíssimo tempo para conviver. – Sentiu-se ligeiramente triste, havia acabado de conhecer Cassie, mas via na garota certo potencial para serem colegas, e quem sabe até mesmo amigas. – Mas posso pensar em algo para fazermos. Talvez algo no terceiro andar, as salas de lá são quase sempre desertas. – sorriu para Cassie. – É claro que seria bem útil se você me dissesse que tipo de coisa deseja fazer. Qual seu real desejo para esse ano em Hogwarts, Cassie? – Imaginou que a garota possuía expectativas mais positivas e felizes que as suas.
In wintertime I like to wear flannel button down pyjamas, and in summer I prefer to wear, well… nothing.
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Cortou rápido o suficiente as vagens sudoríparas para que antes que Claire terminasse de jogar o último ingredientes, ela não ficasse muito tempo sem fazer nada. O silêncio dominou por um momento enquanto ambas se concentravam na poção. Viu Claire sorrir contente para o caldeirão e logo depois, Cassie acompanhou seu sorriso. Bonitinho, era como tinha descrito seu sotaque. Ela sorriu de maneira agradecida, para logo depois a seriedade voltar ao seu rosto com a súbita mudança de tom na voz da garota. – Acredito que sim – Thorne concordou, chegando mais perto da mesa de aula – Hogwarts continua sendo Hogwarts, mesmo com todas as diferenças, não é? – perguntou sem esperar uma resposta, incapaz de não se sentir triste com a frase – Mesmo que eu não a tivesse conhecido antes… – agora quase sussurrava - A escola me parece um lugar especial.
Observou então os últimos ingredientes caírem sobre o liquido agora róseo. Ambas esperaram, até que Claire resolveu quebrar novamente o silêncio. Instantaneamente, Thorne sentiu-se intimada, como se ela pudesse fazer-lhe perguntas que ela não gostaria e nem poderia responder. O suspiro da garota a fez sentir tranquilizada. Suas reações começaram a ficar cada vez mais exageradas. – Seus pais são trouxas? – perguntou antes de pensar no que falaria. Era rude perguntar isso, Cassie sabia, pelo fato de que nascidos trouxas não eram bem vistos aos olhos da ideologia de Hathaway. Não era vergonha alguma ter pais trouxas. Quem ela pensaria que era? Cassie fez uma careta de desculpas. - Me perdoe, Claire, isso foi uma grosseria.
A menção ao ataque de Hogwarts fez seu coração pular. Era angustiante o quão próximo Summer ficara de uma batalha e o quão perto ela estivera de se machucar… Ou pior. O pensamento só piorou as coisas. Não gostava de imaginar sua irmã novamente na linha de fogo. Se uma fosse, a outra iria também e isso era inquestionável.
Pelo menos a conversa parecia ser tão desconfortável para Claire quanto era para ela. Num movimento rápido, ambas relaxaram os ombros quando a garota mudara o foco da conversa. Não um que particularmente entusiasmasse Cassie, mas qualquer coisa era melhor do que pensar no perigo atual. Cassie riu, respondendo a pergunta – Bom, nós tínhamos horários livres entre as aulas para dança, teatro e outras artes. Sabe bem como os franceses são. – ela sorriu com o pensamento, uma saudade batendo no peito – Mas como eu duvido que você esteja falando desse tipo de diversão, às vezes nós nos reuníamos por nossa conta. – Cassie piscou, uma cumplicidade que ela sabia que não existia. Bom, talvez pudesse haver – Ah e os bailes! As festas! Eram incríveis… Madame Maxime gosta mesmo de uma festa. – ela parou, suspirando com o momento nostálgico – E vocês? O que fazem aqui em Hogwarts?
Não chegou a se incomodar com a pergunta de Cassie, mas o tom envergonhado dela ao lhe pedir desculpas, deixou claro o quanto a garota fazia a linha boa moça. Não era algo ruim, mas boas moças entediavam Claire rapidamente. – Tudo bem, não foi rude, não se preocupe. – observou a poção por mais uns minutos, e percebeu que estava cozinhando da maneira correta, demoraria mais um pouco até estar pronta. – Hogwarts sempre será um lugar especial, mas na atual situação talvez tenha sido uma burrice uma nascida trouxa como eu voltar a escola. Mas o que mais poderia fazer? Não abandonaria meus estudos e a promessa de um futuro promissor no mundo da magia só porque algum lunático decidiu que queria dominar o mundo. – a garota deu de ombros. Era sim verdade que sua intenção em terminar os estudo era o maior motivo de ter voltado a Hogwarts, mas Claire tinha certeza que não teria coragem o suficiente para voltar se David não tivesse decidido voltar também.
A mudança de assunto foi algo confortável para ambas. Claire não sabia o real motivo, mas parecia que Cassie possuía certo receio em se expor. Talvez fosse por não conhece-la direito, ou talvez a garota tivesse algum segredo interessante. Em outras épocas Claire se esforçaria para descobrir o que havia por trás de Cassie, mas na atual situação Evans estava apenas focada em cuidar da sua própria vida. Riu brevemente ao ouvi-la contar sobre as aulas de dança e outras artes, aparentemente os franceses sempre agiriam da mesma forma sendo bruxos ou não. Imaginou se Cassie ficaria chocada com o tipo de coisa que algumas pessoas em Hogwarts faziam para se divertir, mas lembrou-se que apesar do jeito casto, Cassie também era uma adolescente e com certeza também quebrava regras de vez em quando. – Nós temos bailes, poucas vezes ao ano. Minerva gostava de uma interação alegre e saudável entre alunos e professores. Como ela mesma gostava de dizer, noites de diversão comportada. – Claire riu, pois as noites nunca eram realmente comportadas. – Não sei se a nova diretora pretende fazer algo assim nos próximos meses, ou se ela está satisfeita em apenas nos manter vigiados vinte e quatro horas por dia. – irritava-a a quantidade absurda de aurors pelos corredores de Hogwarts. – Até o semestre passado nós organizávamos algumas festinhas ilegais na sala precisa. Arrumávamos álcool para distrair as ideias quando as aulas exigiam demais de nossas mentes. E vez ou outra algum grupo de alunos usava uma das saídas secretas em direção a Hogsmead, o povoado é bem animado a noite, especialmente nos finais de semana. – Claire suspirou saudosamente, era uma pena não poder ter volta a antiga rotina. – Sabe de uma coisa Cassie? Você deveria ter vindo antes para essa escola, quando realmente valia a pena passar oitenta por cento do ano aqui. -
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O que ela fazia era sorrir e balançar a cabeça, basicamente. A garota concordava com tudo que ela dizia e a morena se sentia cada vez mais confortável; talvez as duas fossem um pouco mais parecidas do que a primeira impressão lhe dizia. Cassie observou enquanto todos os outros abriam os seus livros e começavam a cortar os ingredientes. Ela podia sentir o tédio aflorar dentro de si e tentou livrar-se dele. Seria difícil acompanhar qualquer aula se começassem a recapitular tudo que haviam visto no passado.
Cassie pegou a raiz e começou a picar devagarinho enquanto sentia o caldeirão à sua frente aquecer. Logo ouviu a voz de Claire retomar a conversa. – Meu sotaque é tão perceptível assim? – Sentiu suas bochechas corarem e sorriu, abaixando os olhos para as raízes valerianas. Ela tentava disfarçar o máximo possível o seu sotaque porque sabia que chamaria a atenção de qualquer pessoa que estivesse falando, talvez até tirassem sarro. Catherine se esquivava de qualquer atenção em excesso que pudesse atrair para si mesma. Passou então as raízes picotadas para a parceira e suspirou. – Sim, eu estudei toda a minha vida lá. Esse é o meu primeiro e ultimo ano aqui. – disse e sorriu para Claire, feliz com a simpatia da garota. Primeiras impressões eram sim incertas.
Mas como todas as suas conversas desde que chegara à Inglaterra, aquela havia tomado um rumo perigoso. Lembrou-se imediatamente de Summer dizendo para não confiar em qualquer um. Era claro que não teria muito que dizer à Claire, mesmo se quisesse, mas ainda sim não podia deixar-se perder a noção do que falava como fizera com Daniel semanas atrás. Era arriscado, mesmo que ela não parecesse perigosa. – Não – riu – Não é nada demais. Sabe como é, são tempos difíceis – falou com a voz um tom mais baixo – Meus pais e eu achamos que fosse melhor reunir a família. Ficar perto um do outro. – Esperou a garota colocar os ingredientes na poção, mas o liquido ainda não estava quente o suficiente. Como dissera, entediante. Esperava que a conversa tornassem a aulas um pouco mais interessante.
Lembrava-se muito bem de todos os passos da poção do morto vivo, por isso, ao contrário de seus colegas, Claire não se deu ao trabalho de abrir o livro de poções. Observou enquanto lentamente a poção tingia-se de groselha. O sorriso brincou no canto dos seus lábios, elas facilmente terminariam antes dos outros, e se Slughorn estivesse de bom humor ganhariam bons pontos para grifinória e corvinal. Jogou os restos de vagem suponífera, e em seguida começou a mexe-la por sete vezes em sentido horário, enquanto fazia sua parte no trabalho, novamente voltou sua atenção a Cassie. – Não é que seja forte o seu sotaque, mas você diz algumas palavras de uma forma engraçada. É bonitinho. – deu de ombros. – Espero que você goste daqui. As coisas estão um pouco diferentes esse ano. – lembrou-se de Minerva Mcgonagall e foi inevitável sentir uma pontada de tristeza. – Mas ainda acho que vale a pena continuar aqui. – lembrar da ex-diretora quase fez com que mexesse por vezes demais a poção.
Aos poucos sua poção foi ganhando uma tonalidade rosa, que era exatamente a ideal. Claire adicionou a raiz de asfodelo e a infusão de losna, depois disso teriam apenas que esperar que a poção cozinhasse lentamente. O que era realmente entediante. Ao voltar sua atenção mais uma vez para Cassie, pôde sentir certo receio dela em falar seus motivos de estar ali. Claire não podia culpa-la, eram tempos difíceis e confiar em desconhecidos não era uma opção inteligente. Evans suspirou. – Entendo. É um bom momento para se estar perto da família, eu acho. – Imaginou que seus pais jamais permitiriam que voltasse a Hogwarts se soubessem pelo menos metade das coisas que estavam acontecendo no mundo bruxo. – Minha família desconhece a tensão existente no mundo bruxo. Imagino que meus país me tirariam do continente se soubessem do ataque à escola que ocorreu no último semestre. – a saudades da família apertou-lhe ligeiramente o peito. Os rumos daquela conversa a estavam deixando emocional demais, decidiu que deveria focar em coisas mais divertidas. – Então Cassie, o que vocês costumam fazer para se divertir em Beauxbatons? -
Why you gotta be so rude? @Thovans
Manteve-se em silêncio atrás dos alunos da Corvinal, esperando que o professor Slughorn falasse algo importante. Era sua primeira aula de Poções em Hogwarts e queria dar uma boa impressão ao velho de olhos grande. Em Beauxbarton sempre fora assim, Cassie tirava notas ótimas e recebia elogios de alguns professores, mas essa era outra escola e o jeito estranho de seu corpo docente a incomodava. Cada um parecia mais singular que o outro.
Estavam dividindo a aula com os alunos da Grifinória pela primeira vez e Cassie percebeu que iriam fazer isso com frequência. Cada grupo tinham poucas pessoas e não valia a pena dar aula para apenas uma casa, mesmo com salas sobrando no castelo. Era inteligente, poupava o tempo dos professores. A Thorne deu um pulo mínimo ao ouvir seu nome sendo chamado, ficando nervosa e chateada ao mesmo tempo. Preferiria fazer o trabalho sozinha, gostava de ser o cérebro e as mãos do projeto, mesmo que fosse uma poção que não precisasse de tanto como a do Morto-Vivo. Talvez por isso estivesse aborrecida, ela e sua dupla fariam pouca coisa se tivessem que dividir.
Pecorreu os olhos pela sala, observando cada um encontrar o seu par. Ao que parece, Horário Slughorn fez questão de colocar um corvino com grifino, sem muitas exceções. Parecia um daqueles professores obcecados em fazer com que os alunos se conhecessem e se dessem bem, mas era bem provável que ele não fizesse tal coisa quando Grifinória e Sonserina se juntavam na sala de aula. Cassie riu dos próprios pensamentos e percebeu então que era a ultima a ficar no lugar onde todos se agrupavam e correu para a garota com um lugar vazio ao seu lado. Ela era bonita, mas tinha algo nela que fazia com que Thorne se sentisse intimidada. Como se tivesse que pensar duas vezes antes de falar com ela ou pudesse se arrepender rapidamente.
Ficou um pouco encabulada de pensar assim da garota quando ela abriu um sorriso simpático. Sua mãe sempre dissera que o pré-julgamento era algo perigoso e ela não podia discordar. A jovem à sua frente a chamou novamente, tirando-a do transe. Thorne andou apressadamente até a sua cadeira. – Cassie – corrigiu, antes mesmo que percebesse o que fazia. – Se não se importar. – ela sorriu de volta, quase como uma súplica. Cassie nunca se acostumara com o nome que lhe fora dado, parecia formal demais. E além do mais, era como a chamavam quando criança. Como Summer e Adrian a chamavam. Ela gostava do som do apelido. Simples e melodioso. – Na verdade, sim. Eu não tive tempo para comprar todos os materiais. Foi tudo meio às pressas – ela faz uma careta como desculpa, preferindo não estender o assunto. – Eu corto e você mexe? Ou prefere ao contrário? – sugeriu, querendo deixa-la á vontade para escolher. Não sabia como a garota era quando se tratava de Poções. – A poção do Morto-Vivo chega a ser fácil demais – disse, se arrependendo de suas palavras logo depois. Não queria parecer uma esnobe logo de cara. – Quer dizer, quase não tem o que fazer. - corrigiu-se rapidamente.
Como havia previsto antes, Catherine realmente era uma aluna nova, seu forte sotaque a denunciava. Claire sorriu brevemente, era engraçada a forma como ela dizia algumas palavras, e por mais que fosse rude da sua parte rir, ela simplesmente não conseguia controlar o impulso. – Se você prefere ser chamada de Cassie é obvio que não irei meu opor. Aliás, eu sou a Claire, como você já deve ter deduzido. – deu de ombros, e em seguida olhou novamente para os ingredientes separados na mesa. Claire realmente não gostava de dividir suas coisas, e muito menos de trabalhar em dupla, mas estava interessada em ser gentil pelo menos uma vez na vida. – Okay, você pode cortar, eu mexo sem problema algum. – sentou-se novamente na cadeira a espera de que Cassie começasse a cortar todas as raízes necessárias a poção. O resto não era muito difícil, eles haviam repetido aquela receita a exaustão no semestre anterior. – Nós aprendemos no ano passado, e realmente não é difícil. Acho que Slughorn quer testar o quanto nós relembramos do que aprendemos, é uma boa maneira de se começar o semestre.
Definitivamente Claire não era muito boa em começar uma conversa, em ser uma boa anfitriã. Talvez Cassie estivesse em melhor companhia se Slughorn a tivesse designado para ser parceira de David. Claire respirou fundo. – Então... pelo sotaque devo constatar que você esteve em Beauxbatons? – Como era nascida em uma família completamente não mágica, Claire havia aprendido pouco sobre outras escolas, e tudo o que sabia havia aprendido graças a sua curiosidade sem fim que a fez ler metade dos livros da biblioteca ainda em seu primeiro ano. – Seria muito rude perguntar o que motivou a sua vinda para Hogwarts? – revirou os olhos. Não era mesmo boa em ser simpática, então era melhor que agisse o mais naturalmente possível.
Phoebe Tonkin photographed by Clement Pascal for Catalogue Magazine (2015)
I broke a million hearts just for fun @Daire
Aparentemente ser maior de idade não era o suficiente para fazer com que Madame Rosmerta lhe vendesse bebidas alcoólicas. Claire ainda tentou se utilizar de seu charme e de uma boa conversa, mas a dona do três vassouras era mesmo irredutível. A garota estava pacientemente encostada no balcão do bar esperando que lhe trouxessem as cervejas amanteigadas que tinha pedido. Aquela era a primeira vez que haviam permitido aos alunos uma visita ao vilarejo de Hogsmeade desde a volta às aulas. Pessoalmente, Claire não se empolgava muito com as idas a Hogsmeade, mas desde que Hogwarts havia virado uma espécie de quartel general dos aurors, era certamente um alivio estar fora do castelo. O clima no bar era bem diferente do que se lembrava, havia uma estranha melancolia no ambiente, como se todos estivessem apreensivos. O que de certa forma era compreensível, e o fato de ter aurors pelas ruas parecia aumentar o clima de tensão mal disfarçado.
Enquanto caminhava em direção à mesa onde David a esperava, Claire deparou-se com um pequeno grupo de alunos da Corvinal, e entre eles estava Abbie Lewis. Claire ainda recordava-se muito bem da época em que teve uma certa obsessão por Abbie, e lembrava-se também de como tinha perdido o interesse por ela rapidamente. Sorriu para a garota no momento em que seus olhares se cruzaram, e só depois pensou que poderia ser mal interpretada. Flerte era algo muito natural para Evans, ela o fazia mesmo sem perceber, mas estava se policiando desde que começou a namorar com David, imaginava que seu excesso de flertes não era confortável para ele. Colocou as bebidas sobre a mesa, e sentou-se. – Acho que Madame Rosmerta não tem interesse por garotas, então da próxima vez você vai até lá e joga um pouco desse seu excesso de charme e vê se consegue arrumar algo mais forte para nós dois. – deu de ombros. – Mas honestamente, eu duvido que você consiga. Afinal se eu não consegui dobrar aquela velha duvido que qualquer outra pessoa consiga. – o excesso de confiança em sua voz era certamente irritante.
Why you gotta be so rude? @Thovans
Poções era uma de suas matérias favoritas, entretanto, Claire detestava a mania que Horácio Slughorn possuía de separar os alunos em duplas. A garota considerava que rendia muito melhor quando trabalhava sozinha. Seu descontentamento com os métodos do professor apenas se agravaram quando ele decidiu com quem formariam duplas. Claire esperava poder fazer com David, infelizmente, Slughorn achou que era melhor ela ser parceira de alguém que chamava Catherine, ou algo assim.
Evans organizou distraidamente os seus matérias sobre a mesa que usariam. Não fazia a menor ideia de quem diabos era Catherine, então esperou que a garota se aproximasse. Claire não era exatamente a pessoa mais simpática do mundo, e naquele instante estava realmente irritada, o que no geral não era uma boa combinação. – Hey. – sussurrou ao notar a aproximação da garota. Claire analisou a garota a sua frente por um breve intervalo de tempo, ela usava vestes da Corvinal, e parecia um pouco tímida. Seus cabelos castanhos eram bonitos, e os olhos verdes definitivamente chamavam a atenção. Evans forçou-se a sorrir para a garota. Tinha a ligeira impressão de que não a conhecia pelo simples fato dela ser nova em Hogwarts, e aquela simples dedução praticamente a obrigava a agir como uma boa anfitriã. – Então... Catherine, certo? – por Merlin será que era mesmo tão difícil socializar com alguém que não conhecia? Ou talvez o excesso de tempo que passava com David estava afetando sua capacidade social. – Se você não tiver todos os matérias necessários para a poção do Morto Vivo, nós podemos usar os meus. Então, como você prefere dividir as tarefas? – tentou sorrir de forma simpática, mas tinha a impressão de que estava na verdade com uma careta de dor no rosto.
I hate to see your heart break @Daire
Conforme o que eu já havia assinalado antes: ignorar Claire foi uma péssima ideia. Como sempre. Entretanto, se eu fosse conhecido pelas minhas boas escolhas, já não estava mais na escola há uns bons três anos – no mínimo. Ainda assim, eu deveria saber melhor, certo? E parecia realmente idiota usar como desculpa para qualquer coisa o luto por uma pessoa que eu não falava – que eu sequer pensava! – há meses.
Respirei fundo, olhando para qualquer lugar da sala vazia, menos para a minha namorada. Não sabia direito como me expressar e, pior do que isso, não tinha certeza do que Claire queria ouvir. Porque, bom, nós dois sabíamos que eu estava agindo desse jeito por causa de Dominique, isso era bastante óbvio. E porque, por Merlin, Claire era uma das pessoas mais complexas – pra não dizer estranhas (no bom sentido, sempre) – que eu conhecia. Ela havia demonstrado tantas emoções diferentes nos últimos cinco minutos que, se eu tivesse uma imaginação um pouco mais fértil, chegaria à conclusão de que ela estava com ciúmes de uma pessoa morta. A possibilidade, é claro, soou tão bizarra nos meus pensamentos que foi prontamente descartada; e eu apenas considerei que ela estava chateada porque eu a excluí.
Percebi que ela ainda esperava uma resposta e, meio confuso, me sentei, dando uns tapinhas do meu lado para que ela se juntasse. – Me desculpa, sério. – Eu estava sendo sincero. – É claro que você é minha melhor amiga, Claire, é só que… – Você também é minha namorada, né? – Passei a mão pelos cabelos, confuso. – E eu achei que seria… Estranho… Chorar a morte da minha ex pra minha atual? – Soltei um suspiro, me sentindo um pouco frustrado. – Sei lá, eu estava chateado e não queria te chatear também, essas coisas… – Voltei a olhar para ela. – Não deu muito certo, hein? Me desculpa. Mesmo. Você sabe que eu sou idiota. – Dei um sorriso fraco para ela. – Mas que não vivo sem você e tal. – Acrescentei, tentando melhorar as coisas.
Se havia algo difícil para Claire, com certeza era lidar com a quantidade inexplicável de sentimentos que David conseguia lhe causar. Ele era capaz de trazer a tona o melhor e o pior que existia nela com uma simples atitude. Se antes estava quase tendo um surto de ciúmes de uma pessoa morta, agora estava sentindo uma pontada de culpa por ser tão irracional. Caminhou até o rapaz, e sentou-se ao seu lado. Engoliu em seco enquanto tentava organizar seus pensamentos. - Pensei que nosso relacionamento não tivesse rótulos. - disse, em um tom ligeiramente divertido. - E sim, é estranho você chorar a morte da sua ex-namorada com sua atual.. Mas acho que você esqueceu o pequeno detalhe de que, eu acompanhei todo o seu relacionamento com Dominique, que vi o quanto você estava apaixonado por ela e o quanto sofreu quando terminaram. - suspirou ruidosamente. - Então, você deveria saber que apesar do nosso status de relacionamento eu jamais daria as costas a você em um momento como esse, e que é muito mais chato pra mim ter você se afastando. A minha mente pode ser doentiamente criativa quando você não me diz o que realmente está acontecendo. - deu de ombros. Não havia nada que irritasse mais a garota do que demonstrar sentimentos, ou o quanto poderia vir a depender das pessoas, e na atual circunstância percebeu que estava muito dependente de David.
Sua experiência em relacionamentos amorosos era inexistente. Então, era completamente normal o fato de que, por mais que soubesse que estava irremediavelmente apaixonada por David, as vezes chegava a se questionar se avançar no relacionamento havia sido uma ideia realmente boa. - David, eu ainda sou a mesma pessoa, e você ainda pode me contar tudo. - deu um tapinha de leve no ombro do garoto. - Só evite comentar quando achar outra garota atraente, sabe, pra sua própria segurança. - Colocou sua mão sobre a de David e entrelaçou seus dedos aos dele. - Você é um idiota, não posso discordar. Mas também é bonito, então acho que compensa. - Claire olhou para ele, e suspirou como uma idiota, ele era mesmo gostoso mesmo com aquela cara de cão abandonado. - Dave... você até viveria bem sem mim, mas sua vida seria um poço sem fundo de tédio. - O tom convencido lhe caia bem, e Claire estava quase satisfeita em perceber que estava voltando a normalidade. - Então, você quer falar sobre como está se sentindo, ou prefere fazer outra coisa? - Aquela era uma das raras ocasiões em que Claire colocava a vontade de outra pessoa a frente das suas. Claramente mais um efeito da influência de David sobre si.
“It’s important for little girls to have characters to look up to, and also be entertained by the fantasy parts. There are a lot of not-so-good role models out there for younger kids, it’s good to have someone they can relate to on television.”
I hate to see your heart break @Daire
Nunca imaginei que a primeira semana do último ano em Hogwarts fosse ser uma das piores. Como todo péssimo aluno, sempre pensei que o começo do ano da formatura seria brilhante, promissor – afinal, era a partir daí que você começava a contar os dias até o verdadeiro começo da vida: uma em que você se via definitivamente livre de professores, dos monitores, do toque de recolher, das detenções e das notas baixas. Só que alguns meses atrás, com toda a loucura acontecendo no mundo bruxo, morte da McGonagall e tudo mais, tirei da cabeça que a vida em Hogwarts ia ser fácil e agradável. Na verdade, viver no Caldeirão Furado tinha inclusive feito com que eu pensasse que estava preparado para as merdas que viessem. Só que eu não estava.
Sabe, quando você passa meses da sua vida dedicando seu tempo e seus pensamentos para outra pessoa, você não espera que ela morra, mesmo quando vocês se separam - por mais que a pessoa em questão tenha te decepcionado, quebrado seu coração, etc. Pode rolar raiva, vontade de nunca mais olhar para a cara da infeliz e tudo, mas morte? Não. Não realmente. Ainda mais quando vocês tem dezessete anos. Enfim, eu não sabia descrever direito como estava me sentindo. Irritado, chateado? Não achava que a história que o jornal contava era verdade, porque eu tinha conhecido a Weasley e nada no mundo me convenceria que a morte dela tinha sido assim… simples.
Só percebi que o sinal tinha soado quando olhei ao redor e encontrei vários lugares vazios. Começava a juntar minhas coisas preguiçosamente, quando Claire surgiu na minha frente e falou comigo. Apesar do meu humor de merda, sorri para ela. Havia evitado a garota a manhã inteira para poupá-la de todo o drama e agora me arrependia profundamente disso. Porque eu simplesmente me sentia melhor quando a via. Dei um suspiro e meu sorriso se desvaneceu quando eu percebi algo errado no tom e no comportamento dela. Franzi a testa. Alguma coisa tinha acontecido? Agora eu me sentia culpado. - Sim, precisamos. - Concordei, confuso. - Hm… Vamos lá pra fora. - Enterrei meus pensamentos conspiratórios e depressivos em minha mente e, hesitante, peguei a mão dela. - O que está te incomodando?
Apesar de estar decidida a conversar com David, Claire não conseguia deixar de lado a sensação de que estava sendo completamente infantil. E a vergonha iminente de estar se comportando como uma garota boba a deixava muito nervosa e sem saber como agir. Isso nunca tinha acontecido antes. E a irritava em vários níveis. A garota respirou fundo, enquanto tentava manter o mínimo de controle. – Você está me incomodando. – disse, sem pensar muito à respeito, e se arrependeu quase imediatamente. – Desculpe, eu não quis dizer isso, não dessa forma. – tentou consertar, mas falhou de forma miserável. Apertou os dedos de David que estavam entrelaçados aos seus, evitando que ele sequer pensasse em puxa-los. – É melhor sairmos daqui, antes que o professor nos expulse. – Virou de costas para David e rumou para fora da sala, para seu alivio pôde ouvir os passos dele logo atrás de si.
Não precisou ir muito longe, naquele mesmo corredor havia várias salas vazias, e Claire entrou na primeira delas. Enquanto caminhava, tentou colocar seus pensamentos em ordem, e só esperava que fosse capaz de manter uma conversa sem que se arrependesse de cada palavra que saísse de sua boca. Esperou que o garoto entrasse na sala e fechou a porta. Caminhou até ele, e parou a alguns passos de distância. Era provavelmente a primeira vez aquela semana em que se encontravam a sós, e embora soubesse que precisavam ter uma conversa séria, não pôde evitar o pensamento de que trocar uns amassos em uma sala vazia era algo muito mais interessante a se fazer. Entretanto, com o humor que David se encontrava era muito mais fácil crer que ele lhe pediria o ombro para chorar pela morte de Dominique. O silêncio se estendeu por um curto tempo, e sabia que era ela quem deveria interrompê-lo. – Quando disse que você estava me incomodando, me referia ao seu comportamento. – apertou as próprias mãos de uma forma quase obsessiva. Sinceramente, o relacionamento com David ainda lhe levaria a insanidade. – Eu sei que nosso relacionamento mudou um pouco nas últimas semanas, mas acho que ainda sou sua melhor amiga, certo?! – suspirou. – E sei o quanto Dominique era importante para você, e que a morte dela não é algo fácil de encarar. – usou de todo o seu autocontrole para não revirar os olhos. Definitivamente Claire às vezes era uma pessoa horrível. – Enfim, acho que você poderia falar comigo sobre isso, em vez de me excluir o tempo inteiro. – usou um tom de voz muito baixo, afinal sentia-se constrangida em ter esse tipo de conversa.
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