◈ my muse’s reaction to finding your muse beaten and bruised
MARVEL AU
NOVA YORK, 1983
A jovem respiravade forma entrecortada. Tinha quase certeza de que dessa vez tinha quebrado pelo menosuma costela. Suas mãos e sua blusa branca estavam ensanguentadas de uma formapreocupante, mas sabia que nem tudo aquilo era seu. Os anéis em sua mão e obracelete com tachas ajudaram nesse aspecto. Clarissa não se sentiu nem umpouco mal por ter arrancado sangue deles.
A noite estavafria, e ela agradeceu por ter arranjado a jaqueta de couro que estava usando nomomento. Seu rosto latejava com as pancadas que levara, o cabelo loiro evolumoso estava manchado de vermelho graças aos cortes e no dia seguinte ela certamenteteria um olho roxo. Realmente, aquela briga não foi uma boa ideia.
Em sua defesa, ela achava que ia lutar com dois babacas, não a gangue inteira.
Apoiada na parededo beco escuro atrás da discoteca, não conseguia se convencer a levantar,apesar de precisar, e rápido, afinal, aqueles cortes não se costurariamsozinhos e ela não podia se dar ao luxo de desmaiar ali. Esperava não pegarnenhuma doença dos canivetes daqueles filhos da mãe.
Mas, ao se apoiarna caçamba de lixo ao seu lado para erguer-se do chão, sentiu sangue jorrar de seuabdômem, e imediatamente voltou para sua posição inicial. “Well, fuck. Não vai dar pra ir andando pra casa assim.”, pensou,pressionando a ferida. Ninguém sabia que ela estava ali. A única pessoa que seimportava com ela estava morta.
“Ei, você” Umasilhueta está entrada do beco, e Clarissa vira a cabeça para encará-la. Era umamulher. Ainda bem. “Tá tudo bem aí?”
“Acho que vousangrar até a morte, poderia usar uma ajuda aqui” falou, sem paciência paraenrolação. Esperava que a moça não se assustasse e saísse correndo da roqueiralouca morrendo no beco.
Para sua sorte,ela se aproximou.
“Foi uma brigafeia, hein?” A mulher nãoparecia mais velha do que ela mesma. Seus cabelos negros eram volumosos ecacheados, e usava uma jaqueta jeans por cima de uma blusa rosa de seda. Seu rostolhe era vagamente familiar, mas Clarissa não conseguia se lembrar de onde atinha visto.
“Os covardesfugiram antes que eu pudesse acabar com eles.” A morena deu umarisada e ajudou Clarissa a levantar. A loira apoiou-se nela com um braço,enquanto com o outro, pressionava o ferimento.
“Não acho quevocê vai poder caminhar muito longe desse jeito.” A moça comenta, parecendo preocupada ao perceber a extensão dos ferimentos de Clarissa assim que as duas alcançam a luz fraca dos postes.
“Meu apartamentoé a três quadras daqui. Hell’s Kitchen.”, respondeu com um certo esforço.
“Olha, meu carro está ali na esquina. Eu vou te levar num hospital. Não me parece que você só precise de um ou dois pontos” decidiu a estranha e, ok, ela com certeza tinha quebrado aquela costela. Talvez não só uma. E aquele corte também não estava estancando.
Por mais que detestasse hospitais, essa parecia a decisão mais sábia.
“Ok”, concordou “Direto para o hospital. Não invente de me sequestrar, ainda tenho força suficiente para acabar com você.” e mesmo sabendo que aquela afirmação era pura mentira, seguiu junto à ela até o carro vermelho e deitou no banco de trás. “Obrigada”, conseguiu agradecer quando ela deu a partida. “Você está me ajudando e eu nem mesmo me apresentei. Sou Clarissa”
“Jasmine”, respondeu. “Ligo para alguém quando chegarmos no hospital?”
“Não tenho ninguém.” murmura “Meus pais morreram quando eu era pequena e meu irmão, John, morreu faz três anos numa missão do Governo”
Se não estivesse na situação que estava, Clarissa teria percebido a forma como Jasmine acelerou o carro bruscamente e passou a ignorar qualquer lei de trânsito.
(A morena não podia deixar que a única irmã de John Merlyn morresse no seu banco de trás. Não depois de ter falhado com ele.)