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Soleil
No quarto de hotel, número 36
Estávamos no bar apreciando uma boa música de jazz, com dois copos de vinho entre nós. Apenas nos encarávamos, sem dizer uma única palavra; a química no ar dispensava qualquer fala. Pouco depois, começamos a conversar sobre assuntos aleatórios, mas a vontade de ter o corpo dela próximo ao meu era física, palpável. Com um sorriso contido, pensei: essa mulher está me mandando toda a energia do mundo para que eu a agarre. Segurei o impulso e continuei falando sobre a vida.
Naquela noite, eu vestia uma calça preta de algodão, camisa social branca e sapatos discretos, também pretos. De repente, senti suas mãos na minha coxa, apertando-me de forma suave, mas precisa. Estávamos em uma mesa reservada, ao fundo. Ela, com uma ousadia sutil, abriu o zíper da minha calça e começou a passar as mãos por cima da cabeça, de um jeito único. Um jogo provocativo para testar até onde eu conseguiria aguentar. Ficamos assim por uns quinze minutos. Eu tentava disfarçar com caras e bocas a intensidade do tesão que aquela mulher me causava.
Quando um dos garçons se aproximou para saber se estava tudo bem, pedimos mais uma rodada: eu optei por um uísque, e ela por uma taça de vinho branco. Ela recolheu a mão e, em um gesto discreto, abriu ligeiramente as pernas, permitindo-me entrever a lingerie que usava por baixo. Fiquei sem reação. A minha única vontade era me ajoelhar ali mesmo e devorá-la com a língua, só para sentir o seu gosto.
Com o ambiente mais tranquilo e o garçom distante, ela não perdeu tempo. Deslizou para baixo da mesa, onde ninguém podia ver, e começou a me mamar de um jeito incrivelmente gostoso. A sensação da boca dela, quente e úmida, foi um contraste absurdo com a elegância do jazz ao fundo. Eu tentava manter a compostura e bebericar meu uísque, enquanto, ali escondida, ela me levava ao limite com habilidade e desejo.
Pausamos o jogo quando algumas pessoas se aproximaram da mesa ao lado, e nos contivemos. Uns dez minutos depois, fingi alcançar meu copo para passar o braço por ela. O objetivo real era sentir seus seios, fartos e rígidos de desejo. Molhei os dedos com saliva e a toquei rapidamente por cima do tecido. Ela me olhou nos olhos e mordeu o lábio inferior, sustentando a provocação.
Assim que o casal ao lado se afastou e o caminho até o banheiro ficou livre, levantei-me primeiro. Poucos minutos depois, ela veio ao meu encontro.
Lá dentro, puxei seu vestido vermelho. Segurei seus cabelos de comprimento médio, dominando-a, e a tomei com força. Entre tapas suaves e o controle do momento, a prensei contra a parede, enforcando-a todinha para sentir toda a pressão e a entrega do seu corpo. Coloquei até o final, afundando na parte que eu mais gostava. Quanto mais eu escutava os seus gemidos, mais fundo eu penetrava, como se alcançasse a sua alma. Amei-a ali, sentindo cada centímetro da sua presença.
Depois, levei-a para o meu hotel, onde eu estava hospedado. Conduzi-a até o sofá e fizemos amor de todas as maneiras possíveis. Fiquei por cima do seu corpo, beijei sua boca e fui descendo com os lábios entre os seus seios, pela barriga, até chegar à sua vagina. Senti seu cheiro, beijei sua virilha e continuei ali, até que você empurrou minha cabeça para dentro de você. Comi essa boceta como um carnívoro, chupei até a última gota, enquanto você se abria, me dando prazer com cada gemido. Amo quando fico sufocado no seu corpo, ele me deixa preso, sem querer sair. Fiz você gozar assim.
Logo após, te penetrei devagarinho, porque sei o quanto é apertada; mas, do jeito que estava, ia entrando fácil. Eu te olhava enquanto me colocava para dentro de você, sentia suas unhas na minha pele e escutava você pedir: "Mais rápido, por favor, não para". Nesse momento, acelerei e não me controlei mais. Meti sem parar, colocando pressão, afundando em você e mantendo o olhar fixo no seu.
Saí de cima de você e você veio por cima. Fiquei te observando, vendo a mulher incrível que você é na cama comigo. Senti todo o seu desejo. Cada sentada sua era como ir ao céu e voltar; senti a sua fome de ser devorada, aquele ritmo sem parar. Você pegou meus dedos, os chupou e os levou até os seus seios. Depois, te virei de ladinho e meti assim de novo, te enforcando.
Depois que gozamos mais uma vez, dormimos abraçados e felizes.
Ecos de 1825
Dizem que os olhos são a janela da alma, mas os meus... os meus parecem guardar portas para outro tempo.
Às vezes, quando o silêncio aperta, sinto uma saudade que não pertence a esta vida. Um eco distante da minha antiga casa na França, o cheiro da névoa úmida, a textura do frio cortante que atravessava o casaco e a memória viva daqueles que caminharam ao meu lado em 1825.
Não fui apenas um soldado vestindo uma farda ou cumprindo ordens em um mapa. Fui, acima de tudo, um humano em busca de liberdade — com o peito queimando por Ideas a entrelaçado aos laços de uma fraternidade que o tempo não conseguiu apagar.
Oh, saudades da minha velha França...
Há uma memória no meu sangue que não esquece o toque daquela terra. Um dia, espero pisar novamente naquele solo, respirar aquele ar antigo e, finalmente, sentir que cheguei um pouco mais perto de mim.
“O corpo muda de era, mas a alma reconhece o chão onde aprendeu a ser livre.”
O que será que essa mulher quer comigo?
for rain you are, and to rain you shall return
The Meadow's Warmth
Por que ?
waking to
a golden coast
the sky is
my baptism
📸Abdul Arif
Where the Rails Meet the Bloom by Claudette Monet
Ela não sabe, mas senti falta de sua voz.
Queria te ligado pra você hoje.
Existe um brilho no seu olhar de quem já atravessou tempestades, guardou silêncios e, ainda assim, escolheu florescer. 🌺🐦
Uma vez vi você quando era bebê em meus sonhos. E guardei essa comigo.