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@coffeesncigarettes
Lilie and François, from Regular Lovers (2005)
Dir. Philippe Garrel
Existe um experimento da fĂsica quĂąntica em que partĂculas minĂșsculas, tĂŁo pequenas que parecem ideias, que quando ninguĂ©m observa, elas nĂŁo escolhem um caminho.
Elas sĂŁo ondas que se espalham.
Elas sĂŁo tudo e todas as possibilidades ao mesmo tempo.
Chama dupla fenda de young.
Mas no instante em que alguém olha, algo muda.
Elas se contraem, se definem, escolhem ser uma coisa sĂł.
Como se o olhar para essas partĂculas exigisse que elas assumissem uma forma.
Isso me faz pensar que quando eu nĂŁo te observo, vocĂȘ Ă© vasto. Ou seja, o vocĂȘ de verdade.
Ă possibilidade.
Ă tudo o que poderia ser.
Mas quando eu te olho â quando minha atenção repousa em vocĂȘ â vocĂȘ se transforma.
Assume um estado especĂfico.
Uma versĂŁo que existe sĂł ali, no meu olhar.
E eu me hipnotizei por essa versĂŁo sua, fiquei obcecado.
Fiquei, parado, observando demais, desejando demais, criando uma realidade alternativa onde vocĂȘ brilha quando eu olho e se dissolve quando eu desvio o foco.
The lunatic on the grass, stargazing
Como se minha flor favorita sĂł desabrochasse sob meu olhar, e que talvez ela Ă© apenas uma planta comum na varanda de outra pessoa e de outra histĂłria.
A versĂŁo que, aos meus olhos, Ă© bonita, atraente, inteligente, sensĂvel, engraçado, intensa, agradĂĄvel, fascinante.
NĂŁo sei se ela Ă© toda real ou se Ă© a forma que vocĂȘ assume quando passa pelo campo da minha percepção.
Talvez seja uma mistura das duas coisas.
O problema Ă© que eu nĂŁo posso observar como gostaria.
Não posso dar a atenção constante.
NĂŁo posso cuidar de vocĂȘ como merecia.
NĂŁo posso estar presente quando vocĂȘ precisa falar.
NĂŁo posso garantir que vocĂȘ estĂĄ bem, feliz, inteiro.
Porque eu nĂŁo sou o lugar onde vocĂȘ existe.
E eu acabo esquecendo de mim
por querer olha pra vocĂȘ.
Talvez por amor demais, talvez a falta dele.
Quando tiro os olhos de vocĂȘ, essa versĂŁo desaparece.
NĂŁo porque vocĂȘ deixe de existir,
mas porque o âvocĂȘâ que vive em mim depende do meu olhar.
Mesmo sabendo que isso dói, que é triste, um mårtir, que me expÔe e que me deixa vulneråvel, diz muito sobre mim. Me ensina a como eu devo me amar também e como eu poderia me observar.
Alem de que Ă© algo profundamente humano, genuĂno, natural e bonito.
Eu nĂŁo queria que vocĂȘ soubesse, mas eu precisava dizer