O DRAGÃO DO MEU PAI
Depois do trabalho, precisei fazer minha filha dormir. Dei banho, coloquei um colchão no chão, um filme de baixo estímulo e, do nada, me vi imersa em um pequeno filme infantil sobre sonhos. Eu me vi na mãe, cansada e tendo que dar conta de tudo sozinha, mas também me vi no pequeno Elmer, com seus sonhos mágicos e mirabolante
Deixar para trás momentos bons e felizes que vivemos é difícil, dolorido, e muitas vezes vamos sempre voltar àquele lugar, procurando memórias, cheiros e tudo o que nos faz lembrar. Entender que tudo passa e que novas oportunidades são uma página em branco que podemos decorar do jeito que quisermos é libertador.
Há uma melancolia doce que atravessa toda a história: a saudade do que foi perdido, o medo do que está por vir e a solidão que às vezes acompanha a coragem. Mas também há luz — na amizade sincera entre Elmer e o dragão, na fé de que, mesmo em terras estranhas, podemos encontrar um lar.
No fim, "O Dragão do Meu Pai" nos lembra que crescer não é abandonar quem fomos, mas carregar a nossa bondade para dentro do que estamos nos tornando. E que, para aqueles que continuam acreditando, o impossível nunca é tão distante quanto parece.
( ChatGPT sobre o filme )
Em um momento do filme Boris fala " eu tinha esquecido o quanto isso é gostoso " em relação a uma pequena tangerina. Quantas vezes esquecemos das pequenas coisas que nos deixam felizes, quantos momentos bons e gostosos não aproveitamos pela correria do dia. Existe esperança na nossa criança interior.
é um filme lindo e tem um design maravilhoso. Os tons, os traços, tudo é belo.














