Escrevo porque, às vezes, é a única forma de não explodir por dentro.
Meus textos são o espelho da minha alma: honestos, intensos e humanos.
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Escrevo porque, às vezes, é a única forma de não explodir por dentro.
Meus textos são o espelho da minha alma: honestos, intensos e humanos.
Hoje você decide: continuar adiando a sua vida ou finalmente assumir o controle dela.
Tem dias em que a gente carrega um peso estranho no peito… não é só tristeza, nem só raiva — é uma mistura bagunçada dos dois. Hoje eu tô assim.
Chateada comigo, porque sei que poderia ter feito mais, sido mais, dado mais. Aquela sensação incômoda de “não foi o meu melhor” fica ecoando, como se não me deixasse esquecer nem por um segundo. E isso dói, porque quando a gente se importa, a gente queria ter ido até o fim, sem falhar, sem deixar nada pela metade.
Mas ao mesmo tempo… tem a irritação. Aquela que queima por dentro. Porque não dependeu só de mim. Porque é difícil carregar algo em grupo quando parece que só você tá tentando segurar tudo sem deixar cair. A falta de comprometimento dos outros pesa — e pesa muito.
E aí fica esse conflito: me culpo pelo que não consegui fazer, mas também me revolto pelo que não foi responsabilidade só minha.
Talvez a verdade esteja no meio disso tudo. Talvez eu não tenha sido perfeita — e tudo bem. Talvez eu tenha tentado dentro do que dava — e isso também conta.
Só queria que, às vezes, as coisas fossem mais leves… e que o esforço não fosse tão solitário.
Me mantenho aqui por 2 motivos:
- Desabafar sobre o que eu sinto.
- Esperança de te ver escrevendo novamente.
Sempre que a gente briga você exalta o quanto nosso relacionamento esta a beira do fracasso. Engraçado, no momento que eu estou ali alimentando seu ego frágil, eu sirvo.
eu dormi pensando em você.
como quem rebobina um filme que ainda dói assistir.
lembrei da primeira vez que te vi entrando pela porta
e tudo parou.
o barulho, o tempo, eu.
cabelo preto, olhos claros, pele branca —
parecia irreal demais pra ser só alguém.
você sentou do meu lado
entre tantos lugares vazios
e eu ofereci o que sabia oferecer:
cigarro, bebida, cuidado disfarçado de casualidade.
você sorriu, recusou o refrigerante,
disse que não estava fumando.
e ficou me olhando
como se já soubesse de algo que eu ainda não sabia.
a noite passou em risos, conversas soltas
e aquele olhar que não me soltava.
eu saí, você esperou.
eu voltei, você se escondeu num quarto.
eu deitei fingindo dormir
ouvindo vocês respirarem do outro lado da parede.
até você bater na minha porta.
“oi, tudo bem?”
não, mas eu disse que sim.
você quis ficar.
eu disse que não era uma boa ideia.
mas foi.
e foi ali que tudo começou a acabar.
na manhã seguinte, o mundo voltou ao normal.
minha amiga foi trabalhar.
você ficou.
e a gente se amou
como se aquilo fosse rotina,
como se não fosse me marcar pra sempre.
eu me apaixonei pelos seus olhos.
e foram eles que me quebraram depois.
os mesmos olhos que prometeram sem dizer
e foram embora sem explicar.
eu queria ter ficado com o amor.
mas fiquei com a dor.
e até hoje me pergunto
em que momento amar virou erro
quando tudo o que eu fiz
foi sentir demais.
Fonte: pinterest
Lembra quando eu disse que só estava esperando você atravessar aquela porta pela última vez?
Chegou o fatídico dia, você saiu hoje cedo e por uma mensagem você disse que não voltaria mais.
Eu não consegui chorar, não consegui reagir, mas meu corpo entrou em uma inércia tão profunda que tentar explicar o que eu to sentindo é impossível.
Seja feliz, se cure, se cuide e se ame.
Adeus!
Os dias tem passado bem devagar, mas as horas correm, e eu me encontro sentada aqui no chão esperando apenas um pingo de coragem.
A música toca ao fundo, e o Liniker pergunta "quero saber quem vai correr atrás de mim no aeroporto...", e isso me fez pensar que se eu fosse embora hoje, eu não precisaria nem me dar ao trabalho de olhar para trás, pois não teria ninguém correndo para me impedir de ir embora.
Estou sentindo a depressão tomar conta do meu corpo, durmo demais, não sinto mais fome, e o medo de sair de casa tem aumentado.
E quando chega a noite eu coloco a minha melhor roupa e um lindo sorriso no rosto, e aguardo o outro dia, onde eu sei que a cama vai me abraçar como uma velha amiga.
É triste quando o amor não acaba, mas desbota.
Quando ainda existe presença, rotina, endereço compartilhado…
mas não existe mais aquele arrepio que fazia tudo valer a pena.
A gente ainda divide a casa, o sofá, a cama,
mas não divide mais o brilho nos olhos.
Você passa por mim e eu sinto só um eco —
a lembrança do que um dia fomos.
É como morar dentro de um álbum antigo:
mesmo lugar, outros sentimentos.
O mais doloroso é esse quase.
Quase amor, quase toque, quase nós.
Uma convivência silenciosa que pesa,
como se cada cômodo guardasse
a versão feliz que deixamos de ser.
Dormimos lado a lado,
mas acordamos tão distantes.
E o que mais machuca
não é ficar sem você,
é ter você por perto
e mesmo assim sentir falta.
Seguimos juntas,
mas daquele jeito…
como quem fica porque não sabe ir,
ou porque já não sabe voltar.