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Betrayal part.2 || Comonot. Vs. Derbel. X Lydia
O dragão pousa em sua frente de uma maneira veloz e brusca, suas asas posicionadas contra o vento foram capazes de fazer uma rajada de ar — Derbel tivera que colocar sua mão no topo de seu chapéu para que o mesmo não voasse. Comonot assumiu sua forma humana e sendo envolvido por uma bela chama, uma armadura começava a se formar cobrindo seu corpo despido. Fora uma bela cena.
O convés da nau estava praticamente vazia naquele momento, o barulho dos gritos havia sido substituído pelo som do fogo que se alastrava acima deles — uma fumaça escura escondia as brilhantes estrelas do céu — e não demoraria muito para aquelas chamas tomarem conta do resto da Mehezlis. Não respondeu a pergunta do dragão, apenas abriu um sorriso travesso. Sabia muito bem de como ousara planejar tal coisa, o poder da liberdade que teve em suas mãos ao conseguir completar parte de sua missão e seu antigo rancor. A pirata era uma mulher que gosta de se arriscar pelo que deseja. O Ardmagar desembainhou sua bela espada, exibindo toda a sua lâmina. Já ouvira falar anteriormente sobre a arma do General, a Esmaga Almas, e vê-la pessoalmente foi ainda mais animador. Beleza não significa eficiência. Juliet poderia parecer mais simples, mas não deveria ser subestimada de forma alguma.
Num golpe um pouco repentino, Comonot acerta o cabo de sua espada um pouco acima do estômago. Os reflexos hábeis da ruiva a impediram de se ferir, mas o seu movimento para trás os distanciou. “Ele está um tanto apressado” riu internamente o olhando nos olhos. Amarelos e tão vibrantes quanto os dela. Tinha certeza que não esqueceria desse duelo em nenhuma hipótese. “Infelizmente isto é um sigilo que morrerá comigo, caso o faça” respondeu numa voz calma “Uma informação importante dessa não poderá ser arrancado de mim”.
Monyren era fiel, nunca revelou para quem estava trabalhando — quando lhe era ordenado a confidência — e isso fazia seus serviços valerem o que valem — e serem altamente respeitados pela comunidade. Além do valor que recebeu pela missão juntamente com o que ganharia ao completar ser excessivamente alto, Ayn era a rainha de Khador e qualquer desobediência poderia ter graves punições posteriormente.
O dragão investiu contra a capitã, que num movimento rápido, foi para esquerda e, com sua espada, cortou as costas da armadura dele abrindo um rasgo, entretanto, não o fizera com força suficiente para feri-lo. “Essa armadura vai dificultar as coisas”. Num piscar de olhos suas espadas duelavam fazendo altos sons metálicos em razão ao atrito.
A lâmina daquela espada que o golpeia abre uma fenda em sua armadura e a pele esfria com o toque. Comonot olha por cima do ombro com desdém escárnio e trava o maxilar - Ótimo. Porque este navio fará do fundo da costa o seu túmulo! - Num brilhar de chamas a fenda se fecha. O tinir das espadas toma conta dos ouvidos e dá-se início a trilha sonora perfeita de uma batalha. A claridade luminescente completa o cenário com o navio, desta que batalha, em chamas rumo a destruição desenfreada. Comonot brande Esmaga Almas com maestria. Não mais o importava os civis que pudessem estar por ali, nem mesmo se Lydia estivesse por perto, pois, a única coisa que anseia é a morte de Derbel. No dançar da batalha, Ardmagar, apara um dos golpes da pirata e a prende em seu domínio. Com a canhota segura ambas as mãos da rival por detrás do corpo e a destra segura a espada no pescoço desta. - Última chance. Prometo deixá-la partir com apenas um exílio do reino e, minha palavra de que não irei atrás de você! - Diz com tom moderado tendo a proximidade nítida tanto de quem os olham quanto vendo por si mesmo. O ar aquece entre eles e as respirações se chocam. O hálito de vinho de Derbel penetra suas narinas e Comonot lamenta por ter de estar ali travando uma luta, quando poderia estar bebendo do bom e do melhor vinho já fabricado. - Não faça desdém de tua vida, Itsyaari. Dou-lhe à você esta única e preciosa chance. Pense bem no que irás fazer, ou no que pensas, pois não sou conhecido por dar segundas chances às minhas vítimas! - Continua a barganhar. O sangue lhe ferve com a raiva que cresce. Comonot segura o punho da espada tão forte que as juntas de seus dedos embranquecem. Os olhos amarelos estão esbugalhados de ódio fitando-a ardilosamente como se pudessem esmagar seus ossos apenas com a força deste olhar quase que penetrante de um lado ao outro da carne fraca. Perverso, irão pensar deste dragão que só quer fazer justiça à aquela que quase lhe trouxera a desgraça. Contratada e mandada por outrem, atitude tomada por conta própria, nada disso o importa uma vez que raptara a esposa que agora o detém. Um monstro irão dizer, e disso Comonot não pode discordar. Passara anos de sua vida sendo julgado ser um, feito achar-se a si mesmo um destes que o descrevem. O medo é a melhor forma de controlar as pessoas seu mestre lhe dissera e talvez seja por este motivo em que todas as vezes que ousara matar, não dispensava uma bela platéia. O que não é diferente no momento. Arrepende-se de ter ordenado que fosse retirada todas as pessoas do navio, e no fundo queria o olhar dos curiosos para a cena que se decorre. Lhe arde a garganta com a vontade de atear fogo em Derbel tendo-a em seu domínio, tão próxima que poderia assistir a pele desta verme desprezível sucumbindo, derretida por seu próprio fogo. Os músculos cheirarem a cervo assado e os gritos forem o último som que esta pirata pudesse emitir. Não há mais nada que Derbel possa fazer, esta é sua última noite de vida e Comonot iria se assegurar disso caso esta não quisesse cooperar.
Betrayal part.2 || Comonot. Vs. Derbel. X Lydia
Observara com atenção a entrada épica que Comonot fizera juntamente com sua princesa Lydia, os olhos daquele homem ardiam de fúria. Derbel estava posicionada num lugar perfeito para assistir a todo aquele show sem ser percebida pelo dragão. Embora soubesse do que lhe aguardava, a pirata estava se divertindo com aquilo. Faziam anos que não participava de algo tão grandioso assim, podia sentir a adrenalina correr por suas veias.
Várias pessoas corriam desesperadas na Mehezlis a medida que o general enfeitava as velas e os mastros da nau com seu fogo. Aquele desgraçado iria destruir seu precioso barco e sabia que essa consequência não teria escapatória. Seus rosnados em meio aos gritos a faziam se arrepiar — não de medo, mas de excitação. Retirou sua bela e poderosa espada da bainha e andou calmamente até um local onde que poderia ser vista: o meio do barco. Juliet, uma espada forjada cuidadosamente pela Derbel, sua lâmina é capaz de cortar qualquer coisa que estiver em seu caminho. Um orgulho feito no metal.
A brisa naquele momento fazia o cabelo da ruiva voar de maneira delicada. “Vejo que está me procurando, não é mesmo?” gritava confiantemente em direção ao Ardmagar enquanto se aproximava, não estava nem um pouco amedrontada. Derbel era tão resistente quanto um dragão e não negava em dizer que era um dos benefícios que tinha por ser uma ityasaari que herdara tantas características dessa criatura.
Suas orbes pareciam terem sido rasgadas onde seriam suas pupilas, a cor azul transformou-se em vermelho sangue rapidamente. Seus olhos não eram mais os mesmos de antes. “Sua performance fora ainda mais divertida quanto as peças a que assisti durante minha vida” não pode resistir de zombá-lo enquanto o mesmo preparava-se para pousar em sua frente.
O navio cintila visto do alto quase tomado pelo fogo e a escuridão dá lugar à luz deste que consome o navio sobre as calmas águas da encosta que banha o cais. A fumaça sobe desenfreada e polui o ar acima do dragão que voa enfurecidamente até avistar Derbel – cuja certeza de ser a tal é desconhecida, mas a julgar pela pose e a espada em mãos andando para contra a multidão que desembarca desesperadamente para fora do navio em chamas, só pode ser ela.
O dragão estreita os olhos e mostra os dentes enquanto desce num único rasante. As asas se abrem e amortecem a queda. Comonot toma a forma humana desprovido de qualquer tecido cobrindo o corpo e mostra-se indiferente, pois o único desejo, o único anseio em seu peito é ter o coração de Derbel em sua mão esmagado como uma folha seca de um carvalho. A pele arde tanto quanto uma queimadura de uma espada sendo forjada, como a brasa de um fogo que se alastra, a armadura começa a cobri-lo. Uma única e fina linha de chama surge no pescoço rude e pálido enquanto desce pelo corpo despido. – Como ousa sequestrar minha esposa e ordenar que um de seus homens à desvirtue? – Com o tom ríspido, Harkon se aproxima da capitã. O peitoral de metal agora está visível assim como as ombreiras. Em seu peito, ela exibe um dragão com vermelho rubro e em seus ombros, asas abertas na mesma cor incrustadas num fundo tão negro quanto a noite mais escura. – Você… Humana desprezível, não passará desta noite! – Comonot desembainha Esmaga Almas e com o punho acerta Derbel pouco acima do estômago. A armadura completa exibe o resto desenho, onde a calda do dragão termina em zigue-zague nas pernas.
O Ardmagar assume pose de luta enquanto brande sua espada de cristal esverdeado como as águas do amar no ponto onde se afunda, o punho desta é todo feito de ouro que reluz com a luminosidade do fogo que aquece o ar a sua volta, e sobe até a metade da lâmina. O cabo, este que deveria ter perfurado a pirata, usufrui de um garfo de duas pontas na forma de meia lua, ainda intacto e sem nenhuma gota de sangue. – Quem a contratou? – Comonot exige num grito que quase se assemelha a um rugido. Seus olhos animalescos amarelados com um fino risco onde deveria ser o lugar das pupilas humanas emana o ódio que sente desta a sua frente
Nada mais está em seus pensamentos a não ser a morte de Derbel e a segurança de Lydia. Emoções… Emoções… Controle as emoções, frase que ecoa em sua cabeça vinda do dragão que o treinou sua vida toda. Não se permita sentir demais. Dragões não sentem, dragões matam, “para o inferno tudo isso”, e investe contra a capitã.
♫ A drabble about our muses inspired by the next song that comes on shuffle
Com a armadura ensanguentada, assim como a espada, ele atravessa o campo de batalha com seus inimigos caídos aos pés. A vida é uma dádiva, e esta passa longe do lugar de onde se encontra. A morte é sua melhor amiga e anda de mãos dadas com este causador da discórdia e semeador do fim pra’queles que o procuram. Pretensioso, triunfante e destemido. Os olhos sorriem maquiavélicos e os lábios mostram a trama que se esconde por detrás da bela, misteriosa e perigosa face. O tempo é negro com a brisa fria que sopra os cabelos longos e levantam as folhas secas caídas sobre o chão das árvores que desistiram de tê-las em seus galhos. - Ó Comonot, por que não me poupas mais um ano? - Implora aquele que lhe mais lhe causou dor. - Mas o que é isto que não consigo ver, que está me envolvendo com mãos frias? - Diz este que morre aos poucos. Harkon sorri com crueldade e frieza. - Quando os Deuses desaparecerem e os Dragões tomar o poder, quem terá piedade da tua alma? - Diz com escárnio e diversão silenciosa ao homem que morre lentamente. - Nem riqueza, nem ruína, nem prata, nem ouro. Nada me satisfaz a não ser a tua alma! - As palavras são cuspidas sem misericórdia. Os olhos arregalados do delator encaram-no com nítido desespero. - Eu sou a morte, ninguém pode escapar. Abrirei a sua porta para o inferno! - A vida se esvai daquele corpo maltratado e ensanguentado tendo os pulmões clamando por ar e suspiros cada vez mais fracos. - Meu nome é morte e o fim é aqui!
Tirem os olhos do meu marido
Não tema minha bela dama, você é minha e eu sou seu.
Se precisasse desistir de um dos dois completamente pelo resto da vida, qual escolheria: comida ou sexo?
Sexo é apenas uma coisa que os humanos inventaram para se divertirem e terem prazer. Um homem vive uma eternidade sem sexo, não há um tolo no mundo que escolha morrer de fome à ficar sem este prazer da vida. Estou contente em viver e há maneiras melhores de se morrer do que de fome, então preferiria ficar sem sexo.
Já pensou em ser mais simpático? Um sorrisinho não dói e nem mata, flw, tio?
Simpatia jamais deixei de ter. Mas se quer um sorriso, talvez deva fazer por merecê-lo.
♥ - family headcanon
O laranja do sol poente colori o céu outrora azulado. De um lado o sol se despede e do outro a escuridão toma conta trazendo consigo a maior lua vista no ano. Comonot brinca com Esbern, um garotinho inquieto cujo dragão é adormecido. Possui quatro anos e tem os cabelos louros da mãe, mas os olhos verdes escurecidos do pai, assim como a intensidade trazida com o mesmo. Lydia, tão amada e respeitada esposa, na varanda está da pequena casa construída por seu marido. Em seu colo, Delphine descansa após alimentar-se. Uma linda criança, ainda de colo prestes a desmamar, tem sua mão esquerda escamada num tom de preto azulado completando sua beleza. Brynjolf -- Lydia acredita ser um garoto e Comonot não discorda -- é formado no abençoado e sagrado ventre de sua adorada mulher. Uma vida simplória após tempos difíceis é a graça que todo homem anceia secretamente. Os tempos mudaram. Tanamoot, Cygnar, Ord e os demais reinos não são mais os mesmos. Tempo de mudança, e as melhores ja vistas pelos homens.
What's one thing that no one knows about you?
Se ninguém possui tal conhecimento, deve ter um real motivo, não?!
Se tua esposa não der conta, eu to aqui disponível (;
Sinto em dizer-lhe, mas não sou um homem com tal disponibilidade.
91. Is there anyone you want to punch in the face right now?
Desejo socar a face de alguém a todo o momento.
Betrayal part.2 || Comonot. Vs. Derbel. X Lydia
Antes que pudesse falar com o rei, viu um de seus marujos correr em sua direção com certa pressa, ele carregava consigo um semblante que a desagradou. Não podia ser boas notícias. O homem a puxou pelo braço levando-a para longe do rei.
“Capitã…” ele tentava recuperar o fôlego, estava desesperado “… o Comonot encontrou a Lydia”. “Mas que caralh…” Derbel soltou um grito, mas logo se calou para não chamar atenção “Como ele fez isso?”. “Eu não sei”. O rapaz olhou para o chão como se esperasse uma bronca, mas a ruiva não o fez.Rolnan deveria estar morto naquele momento e sua ruína estava próxima. “Avise os outros sobre isso, eu irei averiguar a situação. Não acho que apareça algum guarda aqui, mas mantenha os homens atentos para pegarem as armas quando necessário”.
Abandonou o moreno no convés e correu para as escadas, queria saber onde o casal estaria naquele navio. Todo o tempo que passou naquela embarcação a fez ter conhecimento quais partes do piso rangiam quando pisadas e isso cooperou com o silêncio que pretendia fazer. O que devo fazer? O que ele irá fazer?
Encontrou-os próximo a porta do porão, Lydia vestia a capa de seda que Comonot trajava mais cedo para esconder a pele que fora exposta a força por Derbel e o General a apoiava para a mesma permanecer equilibrada em pé. Os olhos da loira carregavam consigo o choque que sofrera. Notou a mão ensanguentada de Harkon e sua roupa branca suja com gotas de sangue. Não ficou tão chocada ao ter certeza da morte de Rolnan, afinal, ele era um novo marujo e não chegaram a possuir algum laço forte suficiente, mas eleera um de seus homens. Não há custo na vida de uma pessoa a quem ela deposita confiança.
O casal trocava palavras, então demoraria um pouco até alcançarem a festa com a princesa naquele estado. Correu de volta ao convés para preparar-se para enfrentar o pior. Ou apenas fugir.
De fato, Lydia não podia negar a sua iminente felicidade ao ver o seu marido. Um sentimento raro que nunca havia nutrido pelo mesmo, apossou-se de si. Seu coração encheu-se de esperança novamente, assim como os seus olhos que voltaram a brilhar. Afinal, ela não estava sozinha.
Antes que pudesse ser liberta das algemas que a prendiam, Comonot teve primeiro de lidar com o pirata. Uma breve luta se seguira, e Lydia assistira de olhos abertos e bem atentos. Presenciara o momento onde, sem nenhuma misericórdia, o dragão arrancara o coração ainda pulsando do peito do homem.
A cena havia lhe espantado, se fosse em outras ocasiões, talvez acharia que o Ardmagar fosse um verdadeiro monstro, entretanto, no presente momento, ele estava sendo o seu herói, e não importava como havia feito, ele a salvara, e Lydia não podia deixar de se sentir imensamente grata ao mesmo.
Após a batalha ter terminado, enfim, Comonot a soltara, Lydia passara a mão no pulso esquerdo, ao redor da marca que a corrente havia lhe deixado, devido aos seus esforços em tentar se safar. — Eu estou bem… — Conseguira dizer por fim, ainda atônita por tudo o que ocorrera. Deixou-se ser envolvida pela capa do marido, cobrindo-lhe a pele desnuda. Os seus olhos pousaram sobre os do dragão, havia visto com clareza quando estes mesmos olhos mudaram de forma e cor, agora já estavam novamente “humanos”.
— Você salvou a minha vida. — Aquilo havia soado mais como uma pergunta do que como uma afirmação. — Eu não sei como posso lhe agradecer. — A perplexidade presente em suas feições que antes o pavor tomava conta. Apesar de ter visto como Comonot havia matado impiedosamente aquele homem, uma sensação tomava conta de si, gratidão talvez? Não sabia dizer ao certo, mas sabia com toda certeza, de que ele a salvara de um destino terrível. Ele não era um monstro. Ao menos, não mais.
Apoiou-se no marido, enquanto caminhavam para fora da soturnidade daquele cômodo. Aos poucos, sua pulsação ia desacelerando, e os batimentos de seu coração, iam voltando ao seu estado natural. — A pirata… — Começara a dizer, relembrando dos terrores que havia passado minutos atrás. — Ela colocara algo na minha bebida, e quando eu desmaiei, ela me trouxera para cá. — Agora fazia sentido o motivo pelo qual Lydia havia desmaiado, e essa era a única explicação plausível. — Ela disse que alguém queria me ver, e que ela iria me levar para essa pessoa. — A sua curiosidade em saber quem fora o responsável por tudo isso, ainda rondavam inquietantemente em sua cabeça. — Mas antes, ela queria que o seu marujo me deflorasse. — O medo novamente tomava conta de sua voz. — Ela queria que eu não fosse mais virgem, para o nosso momento de consumação. — O medo agora dava lugar a timidez em seu tom. A loira tinha dificuldades em andar, mas matinha-se apoiada em seu marido, enquanto ambos deixavam para trás aquele lugar. Lydia estava aliviada.
A raiva que cresce no peito já não encontra lugar algum para onde se esvair. As palavras da esposa, envolta por sua capa, só o faz desejar a morte daqueles que a colocaram nesta situação e a humilharam sem nenhum motivo. Nenhuma palavra é proferida pelos lábios deste que se mantém sério, duro. Os pensamentos vidrados em encontrar a pirata o tira da realidade, mas o corpo de Lydia em volta dos braços o traz de volta do torpor que tenta imergi-lo por inteiro. - Essa atrocidade não ficará sem punição, minha Princesa, tens minha promessa - O tom ríspido e costumeiro volta à garganta, mas a vingança é nítida nas entre linhas das cordas vocais. Os convidados presentes ainda estão no convés quando o pé de Comonot encontra a porta com violência. Os olhos passeiam por todos aqueles rostos assustados e confusos, enquanto procura por Derbel ou qualquer um que tentar se contra por. O ódio é visto não apenas em teus olhos, mas também na postura -- a mesma imponente -- que é um tanto exacerbada desta vez. - Onde está a pirata? - Diz esta com escarnio. - Continuas mesmo no navio de uma pirata sem valor, meu povo? Esta… - Olha-a e voltou a atenção pra’queles que ainda pareciam não entender o alarde. -... É sua princesa Lydia. Esta, cuja mão me foi presenteada acaba de ser vítima dessa pirata que se diz anfitriã. E esta maldita festa… - Comprime a mandíbula ao ainda continuar passeando com os olhos. -... Fora uma armadilha para minha esposa. Se alguém a detém sob proteção, se alguém a esconde, estou condenando por crimes contra o reino e sentencio à morte! - Comonot esbraveja aos ventos e deixa que os mesmos levem as ameaças ao ouvido daquela que se esconde. Harkon toma uma das mãos de Lydia com a sua e indica para ela se aproximar. - Dou-lhe esta chance, caro cidadão ou cidadã de Cygnar. Dou-lhe apenas esta chance aproximar-se, ajoelhar-se diante minha esposa e implorar por seu perdão! - Algumas pessoas se retiram assustadas ao que se decorre. Murmúrios podem ser ouvidos por entre as meras pessoas ali presentes, mas nada daquele que detém a culpa se manifestar. A raiva dá lugar à fúria. - Meu amor… - As mãos são levadas às bochechas da esposa que agora está à sua frente. A voz de Comonot é controlada pois não quer assustar Lydia ou deixá-loa com medo de si. -... Peço-lhe que deixe este navio agora. Um dos nossos guardas a aguarda no cais. Não quero que veja o que pode vir a acontecer! - Comonot deposita um beijo singelo nos lábios da amada. Curto, porém longo. Lança um olhar decidido para esta que diz “tirem todos os inocentes daqui”. Um par de asas avermelhadas se abrem iluminadas pela luz bruxelante das lamparinas e, em um único salto, alça vôo. O fogo consome as velas e o mastro do navio outrora prisão de Lydia, fruto dos rasantes dado pelo Ardmagar que arde na fúria pelo que fizeram, e tinham a intenção de fazer, com sua esposa. Como pode alguém querer fazer tão mal à uma pura inocência como a dela. Deplorável é a alma de um ser insignificante que pensa poder cometer tal atrocidade. Como ousa tentar deflorar uma mulher comprometida? Como ousa tentar deflorar a esposa de um dragão? Grunhidos, rosnados e o doce, calmo e lento som do fogo se proliferando -- além dos convidados gritando -- é a música de batalha de Comonot. “Onde é que você está, verme?”.
Do you hide your real personality? Why?
Sabem como sou. Nunca usufruí e não irei de tal covardia.
A princesa de Cygnar é do tipo que grita na cama?
Ainda descobrirei se minha dama possui pesadelos.
pessoas querendo seu trono ou apenas querendo te destruir
Não entendo esta revolta que me assola. Tenho conhecimento de que o trono não é meu por direito, mas questiono-lhe, quem da família real estava presente para tomá-lo para si e governar as terras? Continuo, estavam onde aquelas pessoas que se dizem habilidosas e que melhor fariam no meu lugar, para reivindicar o trono? Não pedi para me tornar um Ardmagar, me elegeram. Estes que parecem querer me destruir agora, apoiaram-me anteriormente para assumir o que foi deixado para trás. Ele estava lá e não vi uma única pessoa oferecer-se para assumi-lo. Vejo hipocrisia em todos e uma raiva sem fundamentos argumentativos para contra o meu reinado sobre Tanamoot
você pretende ao menos fazer sua esposa gozar alguma vez? É o mínimo que o senhor pode fazer
Detalhes de nossa consumação não lhe diz respeito.