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@continu3-a-nadar
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Essa semana ela me pegou, não como antes mas me pegou e eu estou lutando com ela para sair mas ela está batendo forte e eu tenho medo dela.
Eu tenho raiva por ter me permitido ser tão frágil e vulnerável, por ter sangrado na frente de um tubarão. Por viver querendo voltar em um passado morto e fantasioso. Eu fico triste por perceber até onde o ser humano vai por egoísmo de conseguir o que quer e fico triste por isso ter acontecido comigo. Ele parecia ser a minha companhia no mundo, ele parecia me traduzir como ninguém! Eu nunca fui tão compreendida na vida e às vezes isso é só o que eu quero, só quero que me escutem e quando estou vulnerável emocionalmente, eu procuro abrigo nele que nem existe mais e isso acaba comigo por ser nele que eu encontrei isso e por não ter sido real. Eu me sinto descartável, é um mix de sentimentos e que acabam piorando o que me levou até esse pensamento. Junta tudo e eu explodo de tanto chorar.
Às vezes eu penso tantas coisas que acabo não pensando em nada, igual aquele disco cheio de cores que quando roda fica branco.
Eu sinto que o direito atinge o ego, mas a psicologia atinge a alma. Mas tem aquilo também... nunca estaremos felizes e sempre iremos pensar nas possibilidades e nos "e se?" A grama do vizinho parece mais verde e tal. O que eu não faço parece mais agradável justamente por eu não estar lá e não saber qual a realidade daquele lado, mas às vezes bate isso. Eu sinto que eu nado contra a maré e que o certo seria a psicologia mesmo, já que é algo que me traz alegria o conhecimento, já o direito não! Só o meu ego que infla quando sei/acerto determinada questão, mas não gosto de buscar por conta própria e não sinto prazer.
Minha vida parece não me pertencer; eu tenho vagas memórias do passado, como um sonho. Eu lembro de quando eu não me preocupava com o futuro por não entender bem como funcionava; eu lembro do meu pai me levando para a escola no carro, com uma vizinha que estudava na mesma escola, e com músicas antigas que hoje eu amo, talvez sejam afetivas e eu gostava de ouvir músicas de manhã. Eu lavava o cabelo antes de ir para a escola; eu lembro do meu cabelo molhado no carro, do frescor e de como eu não ligava para o meu cabelo ficar feio ao secar naturalmente e de às vezes, estar no carro de outros vizinhos. Eles me davam carona para a escola porque eu parecia ter futuro e os adultos gostam gratuitamente das crianças, mas, quando crescemos, eles nos odeiam e descobrimos que quase todos te odeiam porque você cresceu, principalmente quando você não dá certo. Dar certo é um conceito tão vago quanto beleza; o belo é questionável, assim como o grandioso “dar certo”. Ao meu ver, dar certo tem relação com ser uma pessoa boa, honesta; tem a ver com caráter, é pessoal. Se eu amo os animais, eu dei certo na vida; se eu tenho empatia, eu dei certo; se sou leal, eu dei certo e é assim que eu penso. Dar certo vai além do financeiro; você pode ser juiz e ter dado errado por ser desonesto ou injusto, por não ser feliz na profissão, mas pode ser um feirante que deu certo por só trabalhar e fazer o seu em paz, por encontrar alegria vendendo frutas. Para mim, todas as profissões são dignas e todo mundo que trabalha, que corre atrás, deu certo. Elitização cansa, mata, diminui a grandeza da alma. Reduz as pessoas; é uma visão limitada do ser humano. As pessoas são muito mais do que cargos; elas são o que têm no coração. Para mim, dar certo tem a ver com amor e bondade, cargos são detalhes.
Acho que não é bem dele que eu sinto falta, eu só queria alguém que ocupasse esse mesmo lugar. Alguém que me entendesse, que demonstrasse querer falar comigo, mas que dessa vez fosse de verdade. Eu queria ser a amiga de alguém e não quem toleram. Mas eu nem ando saindo de casa e muito menos dando abertura para as pessoas. Na verdade, eu não ando sendo uma pessoa boa para conversar, para nada.
Não aguento mais esse vazio, ele dói.
Parece que nossas cores se misturaram de tanta proximidade.
photographer: delfi carmona