29.JUN.2021 -- 11h13
Pálpebras abertas, olhos acessos, pouco alertas. O celular denuncia o que parece ter sido uma péssima noite de sono -- 6:59.
Lista de tarefas: - Beber água; - Tomar as vitaminas.
Um dia ela seguiria à risca. Hoje, não. Hoje, um cigarro de bom dia. Como todos os dias passados. A louça sorri perante a expectativa de ser lavada e posicionada no lugar. A água ferve e o café (de qualidade duvidosa) aguarda no filtro.
Uma manhã como qualquer outra. O computador a postos. Qual será a leitura do dia? Algumas pausas entre goles, pensando no segundo cigarro do dia. Aproximadamente 8:00. O pensamento passa pela possibilidade de parar.
Muito difícil. E a vida, como um todo, já preencheu essa lacuna. Próximo.
O mix de tabaco e sejá-lá-qual-for o lixo que colocam aqui dentro é consumido discretamente, tão rápido. O último trago é amargo e o sabor de feltro queimado preenche a boca.
Um dia ela pararia. Hoje, não. Hoje, ela vai ignorar o seu bem-estar, sua saúde e todo dinheiro gasto num prazer mais passageiro que qualquer outro. Tudo por esse prazer passageiro. A sensação da pressão caindo já não é tão boa quanto nos primeiros dias.
Tudo é melhor nos primeiros dias.
A rotina destrói até os inimigos mais persistentes. Dejetos da existência. O rastro claro da vida que deu mais errado que certo. A trilha para o futuro. Um futuro cheio de incertezas. Muito similar ao presente.
As lições do passado pretendem ensinar o possível para que ela siga em frente. O problema é que não há nada que a conecte com esse passado além de doses de arrependimento, vergonha e desgosto.
Estar perdida é uma puta viagem!
















