em new york, é difícil saber quem são os seus verdadeiros aliados. se resolver depositar a sua confiança em minerva farnese, talvez vá lhe encontrar praticando combate ou passando pela entrada da inferno. pode notar pelo sotaque que nasceu em roma, precisa de um descanso por ser condessa dos lasombra e venceria um concurso de sósia de bruna marquezine. ainda não temos muitas opiniões ao seu respeito, mas mina passou os últimos 290 (aparentando 29) anos sendo chamada de petulante e determinada, o que não mudou depois que começou a atuar como curadora do metropolitan museum of art.
inspirações: anna valerious (van helsing, 2004), evy o'connel (a múmia, 1999), dante sparda (devil may cry, 2025), elena de la vega (zorro, 2005), sonja (anjos da noite), vanessa yves (penny dreadful)
O mundo em que Minerva cresceu era deveras diferente daquele no que vive atualmente. Há 290 anos, Minerva nasceu uma Farnese, pertencendo assim a uma das grandes famílias da Itália no período. Ela cresceu em meio à soberania Papal e, portanto, uma devota temente à Deus, mas mais do que isso, os Farnese tinham um segredo.
A serviço da Igreja Católica, a família era uma das que secretamente purificavam a terra dos seres impuros que por ela vagavam: vampiri, lupi mannari e streghe. Vampiros, lobisomens e bruxas. Assim, desde tenra idade Minerva foi ensinada a identificar e eliminar essas criaturas, tornando-se uma caçadora implacável ao atingir a maioridade, versada no manuseio das mais diversas armas da época. Era a mais velha das filhas e o orgulho de seus pais.
Contudo, não demorou muito para que as criaturas alcançassem os Farnese; exatos 29 anos, na verdade. Foram pegos desprevenidos numa emboscada silenciosa de vampiros e, embora tenham resistido bravamente, não foram páreos para as criaturas. E então, na carnificina que deixaram para trás, um deles condenou Minerva à eternidade suja. Seu desespero a levou ao confessionário onde, aos prantos, implorou por ajuda, por qualquer salvação que lhe ofertassem, mas a Igreja não só lhe fechou as portas, como também a caçou, apagando toda uma vida de serviços prestados para vê-la somente como o que havia se tornado: uma vampira. Um monstro.
Por tempo demais Minerva rezou, pedindo a Deus que a ajudasse, que a salvasse, mas o silêncio era ensurdecedor. Seu desespero, então, tornou-se ódio. Deus a tinha abandonado primeiro quando permitiu que vampiros destruíssem sua família e, portanto, ela também o renegaria.
Absteve-se de todos os costumes, adornos e preces, abandonando a religião que um dia a moldou, mas ainda se recusava a se alimentar como mandava a existência vampiresca; a ideia de beber sangue lhe era tão repulsiva que Minerva quase causou a própria morte. No auge dos pensamentos descontrolados, chegou a pensar que morrer de fome seria um final digno para uma caçadora transformada. Mas a vontade de vingar a morte de sua família surgiu na mente e se tornou razão o suficiente (a única) para continuar viva por quanto tempo fosse necessário.
O tempo e os rastros dos assassinos de sua família a levaram até Nova York, onde filiou-se aos lasombra a fim de investigar a fundo e descobrir os responsáveis pelo massacre dos Farnese e sua condenação à vida eterna.