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@couro-e-jeans
acima de tudo ame
como se fosse a única coisa que você sabe fazer
no fim do dia isso tudo
não significa nada
esta página
onde você está
seu diploma
seu emprego
o dinheiro
nada importa
exceto o amor e a conexão entre as pessoas
quem você amou
e com que profundidade você amou
como você tocou as pessoas à sua volta
e quanto você se doou a elas
- Outros jeitos de usar a boca
“Às vezes parece que tudo está dando errado, que a vida sai dos trilhos, e é tudo e nada ao mesmo tempo. É um sufoco e é um caos, é uma bagunça que externa, que é interna, e a gente tá sempre se preparando pra explodir, mas nunca ta preparado realmente. A vontade é lançar bala, meter fogo na dinamite e deixar tudo sair voando pelos ares. É sempre essa pressão, a faculdade, o emprego, os sentimentos, tem sempre alguma coisa… a vida quase sempre é essa roleta-russa, é quase sempre essa pressão constante no nervo. E eu sei, dá vontade de ficar na cama, de se cobrir e fingir que não existe ao menos uns minutos, umas horas. Respirar fundo e fantasiar com manhãs mais leves, menos corridas, sem pressão, só coisa sadia. Mas o despertador toca e o tempo ta passando, e já é segunda de novo, e de repente já meio do ano. É, já dizia Cazuza que o tempo não para, a terra continua girando nos mostrando suas prateleiras de novidades e opções, e eu pergunto: Que novidades? Que opções? E as pessoas e os antigos dizem.. “Nada como um dia após o outro”, “a esperança é a última que morre”, “Deus escreve certo por linhas tortas”, “o mundo dá muitas voltas”, “um dia é da caça, outro do caçador”… E o que aparentemente eles querer dizer com todos esses ditados? Algo muito importante. Você não pode perder sua fé, não pode parar de sonhar, porque isso sim seria como estar morto, seria como perder todo o sentido do porque continuar. Você pensa que vai explodir, mas não explode, e mal percebe que isso vai te forjando num material bem mais resistente, uma carcaça mais dura aos embates do dia a dia. E você continua, por você, por algo, por alguém, por você de novo. Porque as explosões no fim não te matam, as decepções não te matam, as frustrações não te matam, são delas que a gente apanha, aprende e vive, pra depois quando tudo passar, quem sabe até ensinar.”
— Nanda Marques.
Aprendi que o tempo cura, que mágoa passa, que decepção não mata, que hoje é reflexo de ontem, que os verdadeiros amigos permanecem e que os falsos graças a Deus vão embora. Compreendi que as palavras tem força, que o olhar não mente e que viver é aprender com os erros. Aprendi que tudo depende da vontade, que o melhor é ser nós mesmos e que o segredo da vida, é viver!
Clarice Lispector (via citografou)
Você vê as coisas. Você guarda silêncio sobre elas. E você compreende.
As vantagens de ser invisível (via citografou)
Se implorar resolvesse, não me importaria. De joelhos, no milho, em espinhos, agachada, com o cofrinho aparecendo. Uma loucura qualquer, se ajudasse, eu faria com o maior prazer. Do ridículo ao medo: pularia pelada de bungee jump. Chorar, se desse resultado, eu acabaria com a seca de qualquer Estado, de qualquer espírito. Mas amor não se pede, imagine só. Ei, seu tonto, será que você não pode me olhar com olhos de devoção porque eu estou aqui quase esmagada com sua presença? Não, não dá pra dizer isso. Ei, seu velho, será que você pode me abraçar como se estivéssemos caindo de uma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença? Não, você não pode dizer isso. Ei, monstro do lixo, será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença? Definitivamente, não, melhor não. Amor não se pede, é uma pena. É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira. É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um semblante altista de quem constrói sozinho sonhos. Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema? Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei. Raiva dele ter tirado o gosto do mousse de chocolate que você amava tanto. Raiva dele fazer você comer cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum momento, o gosto volta. Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar. Ele roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia. Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta. Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são claros demais, são tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as noites que cumprem a promessa. É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro que acalma a busca. Aquele cheiro que dá vontade de transar pro resto da vida. É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz. Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto amargurado. É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer, implorar. É triste lembrar como eu ria com ele. Mas amor, você sabe, amor não se pede.
Tati Bernardi (via citografou)
O amor é nobre demais para ficar mendigando.
Eu me chamo Antônio. (via chapeleiro-insano)
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo. Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar. Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante. Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe. Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade.
Martha Medeiros. (via citografou)
Amei teu corpo, teu jeito, teu cheiro, tua sombra, abri meu peito, acreditei na gente.
Tati Bernardi (via assoprador)
Eu passei a ver o mundo de outra maneira. E não foi ele que mudou, fui eu.
Cabana dos Sonhos. (via protagonizar)
loveis-youme-real