῾ ♡ ᵎ crimson não tinha o hábito de ficar bêbada, ao menos não em festas como essa, mas nem tinha se dado conta de quantas taças de vinho havia bebido enquanto conversava com aqueles que conhecia. e, era por isso que tinha menos de seu semblante fechado e andava com um leve sorriso nos lábios, uma taça recém-enchida nas mãos aveludadas. era a primeira vez que aparecia num evento desde que o término de seu namoro havia estampado pelo menos a capa de duas revistas de fofocas diferentes, e, não gostaria de admitir, mas talvez houvesse passado levemente da conta por causa disso. as pessoas ao redor estavam comentando sobre? duvidava, deviam ter tido términos ou pelo menos escândalos piores que o seu, mas sua parte paranoica ainda a fazia se sentir um tanto quanto self-conscious. afundada numa confusão de sentimentos, algo nada incomum para a gibbs-geller, atenuada pelo álcool, era difícil tentar decidir o que fazer ou para onde correr, especialmente no meio de tantas pessoas.
precisava tomar água, isso, era exatamente o que precisava e tinha certeza que a mãe, bianca, concordaria sobre. a faria se sentir melhor e, droga, queria que brooklyn tivesse desistido de ir para ibiza e estivesse ali — o irmão gêmeo estaria causando algum escândalo pela festa e teria certeza de que o gibbs-geller comentado não seria ela. caminhou até o bar, o sorriso nos lábios de nada em acordo com sua mente bagunçada, e, por fim, foi capaz de pedir algo não alcoólico, não demorando muito para que se sentisse bem menos pirada. um lembrete de que não deveria ficar bebendo sem limites e também que — hm, o raciocínio parou quando perfume masculino invadiu o ar ao seu redor, ouvindo uma voz familiar e decidindo que deveria se virar e ver de quem se tratava (bobinha, não tinha prometido para as amigas que nunca mais chegaria perto de um homem?). acontece que não existe telepatia e o outro com certeza não entendeu o que ela faria, porque quando se virou ele também o fez, ao mesmo tempo, e crimson trombou com tudo contra a figura de @mlkpirvnha. “meu deus.” conseguiu falar, os olhos fechados pelo susto e surpresa, sentindo o tecido do vestido branco molhado, enquanto uma das mãos alheias apertava seu braço, um instinto rápido e que a impediu de se desequilibrar nos saltos. não queria nem olhar o estrago feito, as bochechas ardendo pela vergonha, mas se obrigou a o encarar. ah, já havia o visto antes. “hm, me desculpe.”