Os olhos de Amycus foram revirados no instante que ouviu o lufano e ele teve que respirar fundo para manter a pouca calma que tinha. - Ou você levanta por bem ou levanta por mal, Kyon. E acredite, a segunda opção não vai ser a melhor de todas. - diz com um tom insanamente calmo - ainda mais se tratando do Carrow - e os olhos azulados fixos no rosto alheio sem sequer piscar.
O instrutor olhou confuso à sua volta, procurando a presença de mais alguém, mesmo sabendo que era a si que o outro estava se dirigindo. Cruzou os braços sobre o peito e esboçou um sorriso torto, fintando atentamente o aluno e a sua postura problemática. — Ah sim? Quer me contar por que seria mais seguro eu cuidar da minha própria vida? — questionou, curioso e ao mesmo tempo receoso em ouvir a resposta alheia. Não que ele estivesse com medo, mas era claro que o outro era alguém problemático e normalmente pessoas problemáticas são bastante imprevisíveis também.
Um pequeno sorriso se formou nos lábios de Amycus, o sorriso cruel que sempre aparecia neles de modo que o Carrow ajeitou a postura um pouco com os olhos azuis e frios ainda fixos no rosto alheio - Sabe como é, com aurores por ai, ficar fazendo perguntas sobre o que as pessoas estão fazendo, pode não agradar alguns. Devia tomar mais cuidado. - a última parte saiu em um tom baixo e notavelmente perigoso, as iris azuis brilhando de forma sinistra antes do sonserino fechar o livro que estava na sua frente lentamente.
O sonserino tinha os livros nas mãos, lendo sobre magia negra - mais especificamente a maldição da morte - sobre as quais queria ter mais domínio e pensava em praticar em alguma coisa quando a voz o vez erguer a cabeça lentamente para o rosto do rapaz a sua frente, os olhos azuis e gélidos fixando-se na face masculina. - E isso te interessa por que? Acredito que deva cuidar da sua própria vida, sabe, é bem mais... seguro. - soltou em um tom perigosamente baixo, enquanto o sorriso doentio delineava os lábios do Carrow.
Duvidava que os professores ou qualquer pessoa acreditasse verdadeiramente na inocência dos Carrow. Os irmãos do mal acreditavam que enganavam bem a todos só porque eram bons em esconder seus vestígios e nunca acharam provas contra eles, mas Marlene e outros sabiam muito bem do que eles eram capazes, não era como se a fama deles não fosse conhecia entre os alunos. Era um risco que estava correndo, mas a grifana estava determinada a dar um recado aqueles malditos puristas, mesmo que a consequência fosse Amycus querendo lhe matar, seria divertido para ela e revoltante par ele. Esbarrou nele de propósito e sorriu de canto, sem se deixar abalar pelo olhar gélido. “Se eu tivesse esquecido como se usa os olhos, não estaria vendo vossa beleza estonteante na minha frente”. Suspirou dramaticamente e jogou os cabelos para trás. Poderia ser irônica, mas falava sério, deixando bem claro que estava dando em cima dele. Claro que ele poderia rejeita-la por ser mestiça, mas arriscar não era um problema e acreditava em sua beleza para seduzi-lo de alguma forma. “Essa raiva toda é falta de diversão, Carrow? Ou seria falta de um belo par de pernas a sua volta?” Voltou ao ataque de forma atrevida, aproveitando que o corredor estava vazio.
A expressão de Amycus se fechou mais ainda - se é que aquilo era possível - e os olhos claros quase soltaram faíscas na direção da morena que havia esbarrado em si naquele momento. - Por que não cala a boca, McKinnon? Se está achando que vai realmente me fazer cair no seu charminho barato... está muito enganada. - soltou segurando o punho da varinha dentro do bolso das vestes pronto para lançar um feitiço na mestiça caso fosse necessário ou se ela simplesmente torrasse a sua - já muito curta - paciência. - Pode até ser, mas não seria com uma mestiça nojenta. Tenho diversão quando eu quiser com gente descente, mestiça e não preciso de você para me dizer isso. Agora, por que não sai da minha frente antes que eu faça com você o que eu fiz com sua amiguinha sangue ruim? - deu um sorriso cruel, beirando a loucura ao se lembrar quando torturou a Evans e só de pensar que poderia fazer aquilo novamente o deixou um tanto quanto animado. - Pelo visto Severus foi muito bonzinho com você, não é mesmo? Acho que poderia ter sido a maldição da morte ao invés da tortura... como os outros.
- Glenda Chittock, do Jornal de Hogwarts – A noite virou dia e Glenda estava pronta para o ataque. Com o quadribol temporariamente suspenso e todas as fofocas no ar, sentia ser seu dever trazer a informação de qualidade para os alunos, mesmo que os aurores não gostassem e a considerassem uma aluna enxerida e irritante (como ouviu ser chamada enquanto escutava escondida atrás da porta da sala dos professores). Mas já tinha ouvido pior e, acima de tudo, nenhuma ofensa ficaria no caminho da verdade – Qual é a sua opinião sobre a ação dos aurores na escola? Ação responsável ou arbitrária? – ligou o gravadorzinho, aproximando-o do rosto de quem tinha abordado no corredor. Como já tinha prática no assunto e bastante experiência, ele era encantado para ser extremamente resistente e não poder ser arrancado de seus dedinhos, uma estratégia esperta quando se tratava de assuntos delicados. Perdeu uns dois aparelhos antes de desenvolver uma solução. A escuta ficava meio abafada por conta da magia impressa nele, mas, já que realmente gostava e tinha mais tempo livre do que nunca, valeria o tempo perdido tocando as gravações de novo e de novo até entender tudo – Você acha que o Ministério está fazendo tudo o que pode ou sendo conivente com a situação?
Foi com muita impaciência que Amycus virou os olhos no momento que ouviu a voz da garota ao seu lado e a última coisa que queria era falar com o Jornal de Hogwarts como se aquela coisa fosse um Profeta Diário... era uma idiotice completa e foi com todo o desprezo do mundo que ele fitou a morena ao seu lado. - Não preciso ter opinião sobre droga nenhuma. Como se eles fossem descobrir alguma coisa, não conseguem nem cuidar das coisas do lado de fora, quem dirá cuidar das coisas aqui dentro. - soltou dando de ombros completamente indiferente, apoiando as costas na parede atrás de si e fechando o livro de Artes das Treva que havia pego na seção reservada depois de convencer Slughorn a assinar o papel para ele. A segunda foi recebida com o mesmo desprezo que a primeira enquanto ele novamente respirava fundo para não estourar com a garota - Novamente, eu não acho nada. Por que não vai procurar outra pessoa para perturbar Chittock? Ainda mais com essas coisas idiotas que os trouxas usam. - apontou para o gravador na mão dela, os olhos frios se erguendo para o rosto feminino.
Seu “interrogatório” aconteceria apenas na manhã seguinte, o que de certo deu bastante tempo para Orpheus refletir a cerca de alguns assuntos grande parte dos quais estava de alguma maneira relacionada a festa. E assim ele foi caminhando despretensiosamente até que estivesse em um dos corredores próximos, ou pelo menos era algo sobre o qual ele estava vagamente ciente. Estava mais ocupado refletindo a respeito do feitiço que escutaram em suas memórias. Se fosse o caso voltar ao local poderia o ajudar a pensar ou lembrar alguma coisa. Não fazia sentido, mas valia a pena tentar. Deveria ter escutado o som dos passos estrondosos de Amycus, mas quando o fez ja era tarde demais para desviar levando-os a colisão inevitavel. Não se aborreceu diferente do sonserino, que nunca parecia ter paciência para nada. — Porque esta correndo desse jeito ? — perguntou simplesmente, embora ele pudesse estar devagar demais.
A visão de Orpheus, trouxera a tona as lembranças de Amycus sobre a festa de Halloween mas ele simplesmente o fitou como se nada tivesse acontecido e com a mesma expressão de raiva de sempre - Porque eu estava atrasado para a aula de Defesa Contra as Artes das Trevas, mas pelo menos agora estou realmente atrasado demais então vou simplesmente matar aula. - deu de ombros, colocando os livros na mochila antes de voltar os olhos azuis para o corvino em uma expressão falsamente curiosa afinal, por quê diabos ele estava indo para a torre? - Mas já que perguntou e eu respondi, aonde você está indo que não presta atenção?
Os deveres já estavam feitos, não tinha mais aulas naquele dia e Sibyll deveria estar estudando, mas sua mente não a permitia se concentrar, não quando a culpa a corroía. Estava ansiosa pelo interrogatório, não que fossem acreditar nela quando dissesse que tinha sentido algo ruim e sabia que algo terrível iria acontecer, mas queria contribuir de alguma forma, mesmo que não tivesse comparecido a tal festa. Tinha feito pássaros de origami e os fez voar a sua volta, fazendo-os segui-la por toda parte com um pequeno encanto, era uma boa distração, até demais considerando o fato de ter esbarrado em alguém. “Oh, meus passarinhos”. Lamentou com inocência, vendo todos caídos ao chão junto com ela. A raiva nos olhos alheios não lhe causava medo, mas a aura negra e de crueldade sim, pelo menos um pouco. Levantou-se e o encarou sem qualquer expressão.“Você ainda causará muitas mortes e dor…” Murmurou com sua voz etérea, não que ele tivesse perguntado, mas a loira sempre dizia coisas que não fazia sentido para os outros, ela simplesmente não conseguia segurar quando via algo.
Se havia uma pessoa ali com quem Amycus não tinha sequer resquício de paciência, era Sibyll. Ele odiava o jeito etéreo com que ela falava, além de parecer uma louca idiota que falava sozinha e dizia ser capaz de ver o futuro quando em sua opinião, não passavam de bobagens. O murmúrio dela, que poderia fazer alguém temer ainda mais sabendo que causaria dor, mas que para o Carrow apenas fez abrir um sorriso cruel e despido de qualquer tipo de sentimento - Vou é? Pela primeira vez você falou alguma coisa que preste, Trelawney. - soltou ainda com o sorriso malvado nos lábios, os olhos azuis e gélidos brilhando de malícia - Agora, vai sair da minha frente ou vai querer que eu comece a causar dor e morte por você?
Amycus sabia que seriam interrogados, já estava esperando por aquilo e conforme caminhava para a sala ele pensava no que iria falar - e com toda a certeza não seria cem por cento da verdade -, manter uma mentira era com ele mesmo e sabia que poderia enganar alguém com uma facilidade tremenda. Os olhos azuis e frios fitaram os aurores no momento que entrou no local, se sentando de frente para eles com uma expressão totalmente descontraída.
Você compareceu a todas as aulas dessa sexta feira? Se não diga o porque.
Por que diabos isso é relevante para uma investigação? Mas a resposta é sim, Alecto estava comigo assim como os outros alunos e professores, então acho que pode fazer uma pergunta melhor.
Foi ai jantar da escola?
Mais uma pergunta irrelevante. E a resposta também é sim, eu fui ao jantar.
Foi convidado ou ficou sabendo que teria uma festa entre os alunos?
É, eu fui convidado sim para a festa.
O que acha disso? Gosta de festas assim?
Interessante e diferente. Festas a fantasia? Até que são legais.
Qual seria seu sentimento se não o convidasse?
Não estaria nem ai, uma festa organizada por um bando de idiotas não seria o bastante para me fazer ficar com raiva se é isso que quer saber.
Gostou do que foi servido na festa? Algo de muito estranho?
Não, eu não gostei. Já provei coisas melhores. Não, nada de estranho que eu tenha notado.
O ambiente estava agradável? Escutou alguma briga?
Tirando a presença de alguns “bruxos” até que estava tolerável. Não escutei nenhuma briga até o horário que eu sai.
Sabe quem foram os responsáveis pela festa? Eles estavam presentes?
Ouvi dizer que foram James Potter e sua turma. É, estavam presentes sim.
Você esteve envolvido com a preparação para a festa?
Acredite, se eu estivesse envolvido teria sido mais seletivo para com os convidados.
Percebeu algum aluno com comportamento diferente durante a festa?
Não, eu não vi nenhum aluno com comportamento diferente.
Esteve presente até o final dela? Caso tenha se afastado explique porque.
Não, eu não fiquei até o final. Alecto se sentiu mal depois de umas horas e voltamos para o dormitório, eu fiquei cuidando dela até ela dormir e depois eu mesmo fui dormir.
Porque não foi a enfermaria?
Qual seria o motivo para eu ir até a enfermaria se não havia ninguém importante lá? Além de que, se está perguntando porque eu não levei Alecto, é porque ela é mais teimosa do que um elfo doméstico e não queria ir, então eu apenas esperei que ela melhorasse um pouco, já aconteceu em casa e eu sei como cuidar da minha irmã.
Percebeu alguém se afastando antes?
Além de Alecto e eu? Ninguém.
Se envolveu em alguma briga durante a festa?
Não, eu não me envolvi.
Consumiu alguma coisa na festa que normalmente não o faria?
Tipo...? Não consumi e nem comi nada além do que foi servido.
Onde você estava instantes antes da confusão começar?
No dormitório com Alecto, como eu já havia falado antes.
O que fez em seguida? Ajudou os colegas?
Se eu não estava na festa e sim no dormitório, o que imagina que eu fiz? Ajudar? Eu não teria como não é, a menos que possuísse uma bola de cristal.
Seguiu para o salão principal como o instruído?
Depois que foi passado para todos os salões comunais, eu fui com Alecto já que ela ainda estava um pouco mal.
Tem mais alguma coisa que queira acrescentar potencialmente relevante ao caso?
Não.
Alguma pessoa que acredite que seja importante entrevistar com mais cautela? Porque?
Não, não penso em ninguém que possa fazer isso. Já posso ir? Com licença. - o Carrow se levantou do mesmo jeito que havia chegado, indiferente e calmo.
Depois da festa, Amycus havia ficado um pouco mais quieto para parecer tão inocente quanto os outros alunos. Como se estivesse realmente preocupado com o acontecido - embora se deliciasse só de lembrar - o loiro precisava manter as aparências, mesmo que soubessem que ele não expressaria compaixão alguma pelo sangue ruim. O Carrow estava com os livros nos braços, os pensamentos no final de semana que poderia se ver livre dali depois daquele maldito interrogatório que com toda a certeza não levaria a nada quando sentiu o corpo enorme bater em alguém menor - ou talvez só mais fraco do que ele - fazendo com que o rapaz respirasse fundo para não gritar com a pessoa. - Olha por onde anda. Ou por acaso esqueceu como se usa os olhos? - indagou entre dentes, os olhos azuis fixando-se com raiva na face alheia.
Blood spray hot and wet blending in with the black fabric of her dress.
Two
Princess. Bring your friend
Three
This is a new octave of scream. Don’t you like it? You like it. Don’t lie! We like it!
“Nós conseguimos!” Alecto disse triunfante quando entrou no quarto que Amycus dividia com Lucius no dormitório masculino, puxando-a de suas memórias encharcadas de sangue. Ela não havia duvidado de que conseguiriam mas estava emocionada por que em breve teriam o que seu pai queria. Ela e Amycus haviam trabalhado para aquilo, treinado para fazerem o que necessitavam, ela a maldição imperius e ele conjurar a marca negra nos céus de Hogwarts, poderia não ser grande coisa aos olhos de grandes bruxos mas nas últimas semanas o humor de Alecto tinha sido venenoso e mercurial. Hecate choramingou melancolicamente quando foi acordada por sua dona inconstante e Alecto puxou o gatinho entre os braços, fixando Amycus com um olhar de satisfação. “Agora só preciso fazer uma cara de doentinha.”
Alecto retirou a capa negra e a dobrou indo ate o malão de Amycus e a colocando lá embaixo das roupas, puxou as cobertas e se enfiou embaixo delas. Mudando a face completamente, para uma expressão de dor, fingiu esfregar os olhos. Sua reação inicial foi de comemorar, era sempre uma alegria cumprir mais um objetivo com seu irmão gêmeo, mas agora precisavam ser dissimulados, pelo menos o suficiente para manter o alibi que tinham. “E ai, estou uma boa doentinha, Amy?” perguntou Alecto olhando para longe, mantendo o olhar tristonho de quem sentia algum incomodo mas se recusava a ir para a enfermaria.
Sim, conseguimos! - soou no mesmo tom triunfante enquanto entrava no dormitório atrás da irmã com um sorriso animado e até mesmo um pouco doentio nos lábios, visível no momento em que tirou a máscara que escondia seu rosto. Não achou que seria tão emocionante e que tudo daria tão perfeitamente certo como aconteceu, havia ficado semanas se preparando com a irmã e a marca negra parecera um dos feitiços mais complicados para o sonserino, mais complicado até do que as maldições imperdoáveis. O Carrow se livrou da parte de cima da fantasia, ficando apenas com a calça antes de virar para a loira, assentindo lentamente com a cabeça. - Faça. É a melhor nisso. E eu vou fazer uma cara de preocupado.
Amycus sentou-se ao lado de Alecto no momento que ela deitou na cama, levando a mão a testa dela como se estivesse medindo sua temperatura - Está uma ótima doentinha, Ally. E eu estou um bom irmão preocupado? - indagou com um tom sarcástico olhando por cima do ombro para ver se alguém iria aparecer ali naquele momento mas como não ouviu nada, voltou os olhos para a sua outra metade - Nos saímos bem. Acho que podemos até pensar naquele plano contra nosso amado pai. - comentou em um tom mais baixo, como se quisesse ter mesmo certeza de que ninguém os ouviria.
A mesa de doces era bem analisada por Carol, que ponderava entre pegar um dos bolinhos de abóbora recheados de chocolate e matar sua vontade, ou manter-se com o batom intacto na boca. Optou pela primeira opção, os dedos finos quase atingindo o bolinho bem decorado quando sentiu os braços em seus ombros, e não precisou de muito para que reconhecesse o perfume que adentrara suas narinas. Inclinou o rosto, então, de modo que pudesse observar Amycus com atenção, um sorriso quase sacana em seu rosto conforme o fazia. “You look good too.” respondeu, a posição do rosto lhe permitindo depositar um beijinho no pescoço masculino, antes de voltar sua atenção ao bolinho em cima da mesa. “Não sei porque pergunta isso… estou acostumada a festas de alto nível, os últimos jantares da família fui eu quem organizei, isso aqui parece organizado por uma criança.” revirou os olhos, virando-se em seu local para ficar de frente a ele, observando-o beber o conteúdo de sua taça. “Quero experimentar.” disse, com firmeza, os olhos claros indo da taça que ele segurava para o rosto masculino, uma das mãos acariciando o braço do maior.
[[FLASHBACK]]
Os olhos claros de Amycus estavam fixos em Caroline, ela tinha aquele pequeno efeito sobre o sonserino como ninguém mais tinha. Claro, era óbvio que ele tinha uma queda por ela, não iria negar e era óbvio também que ela sabia daquilo e compartilhava do mesmo sentimento. Sentiu um leve arrepio com o beijo dela em seu pescoço, apertando os ombros femininos em resposta - Eu sei que estou. - piscou para ela antes de olhar rapidamente ao seu redor, parando por um segundo no grupo de primeiranistas que parecia um pouco perdido e por um momento quase largou a garota para ir atormentá-los um pouco, contendo-se no último instante - É claro que parece. Existem crianças por aqui então é preciso agradá-las, embora eu pense que é bem melhor deixá-las em seus dormitórios para não encherem o saco. - comentou um pouco pensativo, olhando divertido para ela antes de franzir o cenho com o pedido. - Quer mesmo? Está um pouco forte. - tratou de falar, suas palavras saindo um pouco preocupadas. - Mas tudo bem. Pode provar. - estendeu sua taça para ela, a mão descendo dos ombros para a cintura da morena.
Seu desafio é arrumar algum amigo de verdade. Pra facilitar pra você, pode ser qualquer um.
Esse é o desafio mais escroto que eu já vi. Já tenho um amigo de verdade, na verdade, é amiga @thefury-carrow. Mas posso fazer amizade com ela de novo, não tem problema.