“ Agora? Você fala como se não me conhecesse Kiha.” Sorriu maliciosamente andando em passos lentos em direção do aluno. “Vai ver o que é diplomacia.” Sussurrou em frente ao rapaz antes de pego-lo pela nuca e empurrar a cabeça contra os armários dos alunos. Não havia professores, apenas outros alunos que jamais ousariam em interferir. Seungho era mais alto e forte com seus anos no taekwondo sempre utilizou sua força para qualquer coisa que quisesse. “ Isso é diplomaticamente suficiente para você? Isso é provocação suficiente? ” Rente ao ouvido do rapaz seungho ditava cada palavra devagar com um pequeno sorriso no rosto. Mantinha a destra presa à nuca alheia empurrando cada vez mais a cabeça do outro contra o alumínio. “ Achou que eu não faria nada? Por causa da vida de merda que tu leva? Não me confunda com essas pessoas tolas dessa cidade. Eu não vou trata-lo diferente.” Terminou o que tinha para falar antes de soltar o corpo pequeno do outro e continuar a olha-lo com superioridade. “ Experimente folgar comigo outra vez.”
"...fala como se não me conhecesse..." Aquelas palavras o deixaram em alerta, assim como a aproximação do maior. Diferente de muitos outros, não tinha medo de SeungHo, tampouco gostava dele, mas sua presença era, de fato, intimidadora. Antes mesmo que pudesse agir, os dedos firmes agarraram-lhe os fios e, num piscar de olhos, sua testa já estava contra a peça de alumínio fria. Por impulso, fechou os olhos com força, sentindo o crânio latejar de dor. Ainda tonto, KiHa pode ouvir as palavras do agressor, os murmúrios ao redor... Podia sentir os olhos queimando em sua direção. Tantas pessoas ali. Tantas testemunhas. Nenhuma corajosa o suficiente para fazer alguma coisa; Mantinha as mãos nos armários, empurrando-se para trás enquanto SeungHo pressionava-lhe ainda mais a cabeça. Até que por fim a soltou. KiHa lutou contra a tontura, não estava disposto a ir ao chão. Era orgulhoso demais para isso. Além do mais, já estava acostumado a apanhar. -Você é como todos os outros... -As palavras saíram baixas, mas sabia que ele as escutava. O Jung não precisou de muito esforço para retribuir a atitude. Bastou um impulso com as mãos e girar o corpo para desferir um soco no maxilar do maior. Não havia provocações ou deboche por parte de KiHa, apenas raiva em seus olhos. Os punhos estavam levantados, mostrando que estava disposto a brigar, se preciso.














