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@dammitkrum
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“Não que eu não aguente, Weasley. Fui criado em Durmstrang, afinal.” Ele disse simplesmente, piscando com um de seus olhos em direção a ela. Ele sentou do lado dela na cama, acompanhando-a. “O que havia de errado com a história de veela Delacour?” Ele perguntou. Perguntou porque ele sabia que ela precisava contar; desabafar, porque por dentro ele entendia exatamente o que ela queria dizer, afinal, era quase a mesma situação dele fugindo do mundo do quadribol, fugindo do seu pai. Quando ela pegou a miniatura da estátua de Buda, ele sorriu. “Foi depois dessa viagem que me tornei budista, sabia? A história dele é linda. Posso te contar os detalhes se quiser, depois.” E aí finalmente ela disse o que ele estava esperando. O assunto... Viktor suspirou, assentindo devagar. “Sua mãe é um amor, Vee.” Ele sorriu. “Bem... Depois da França... Fomos para a Austrália. Alice ficou me enchendo o inverno todo que passamos na casa dos Delacour, para irmos a Austrália. E eu achei que fosse por conta das praias.” Ele deu de ombros. “Ela tinha um tipo de adimitador secreto lá. Ela queria ir atrás dele, e foi. Voltei sozinho dessa viagem em particular.” Ele contou, mencionando enfim o termino. “E não diga que sente muito ou... Que eu mereço mais. Se aconteceu, tinha que acontecer. Foi aprendizado, crescimento. Não me sinto mal por isso.”
ᴡʜᴇɴ ᴛʜᴇ ᴘᴀsᴛ ʜɪᴛs ᴛʜᴇ ᴅᴏᴏʀ | • ᴀᴅʀɪᴇʟ & ᴅᴀɴ
Viktor não sabia ao certo o que acontecia ali. Eles acabaram de flertar, era isso? Dizendo sobre distração e frequencia disso? Só para logo depois o assunto ‘ex namorada’ estragar o bom humor do bulgaro, é claro. E isso era difícil de acontecer, diga-se de passagem. O moreno era extremamente positivo e paciente com as pessoas e com tudo o que acontecia a sua volta, poucas coisas tinham o poder de mudar seu estado de espírito. Mas enfim, estavam falando de um chute na bunda, afinal. Era esperado o desequilíbrio que isso traria.
Os olhos de Krum fitaram diretamente os de Adriel quando ele soltou a frase sobre a garota. Porque para ele, parecia muito que o outro havia visto a garota pessoalmente. Mas ele não achava isso sinseramente possível. Quer dizer... Se Adriel tivesse avistado Dan, ele teria falado, certo? Teria ele ido até lá? “Quando... Você viu a Alice?” Perguntou, por desencargo. De qualquer jeito, mesmo que o outro tivesse visto ao vivo a ex, Viktor duvidava que seu ego o permitiria admitir isso assim, tão gratuitamente.
Dannok finalmente suspirou com a tentativa de Adriel de aliviar a conversa. Ele deu de ombros, reavaliando a resposta que estava prestes a dar, mas decidiu mante-la de qualquer jeito. “Sabe... Eu disse que não estava namorando, mas não disse que não ia ficar com o gato.” Ele disse baixinho. “Quer dizer... O que acha de uma guarda compartilhada. O gato pode ter dois pais, não pode?”
Dannok não conseguiu evitar sorrir. Céus! Pensando bem na situação, era bem bizarra. Alguém havia roubado as roupas de um professor! “Claro. Será um prazer ajudar, Mr. Serpens.” Ele disse, com polidez. Era sempre polido, na verdade. Mas de qualquer jeito, acabou por perceber que o professor o olhava difrente, e se prontificou a voltar a fazer contato visual. “Não fui eu, se está querendo saber.”
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“Desfiles e roupas.” Ele disse, assentindo. Adriel havia seguido o rumo dos pais, naturalmente. Algo de Viktor estava longe de pensar em fazer, claro. Talvez ele que fosse o ponto fora da curva. Quando ele ouviu o outro dizer ‘Voltei para cá esse ano quando soube do intercâmbio. Tenho… estudado. Estudo dos Trouxas, sabe?’ Foi invitável ele fazer uma careta. “Sei. Lembro bem que você largou todo mundo para se enfiar nesse mundo. Que bom que gerou resultados, pelo menos.” Dannok não era de jogar na cara. Mas isso era sua única defesa contra a saudade que sentiu por tanto tempo.
De repente porém a coisa toda não era sobre ele ou desfiles. Num piscar de olhos havia um gato-caneca em seus braços. Voltando ao seu humor normal, assim como Adriel, Dan sorriu de lado. “Eu te distraí, é? Bom saber que ainda tenho esse super poder.” E deu uma piscada, mesmo não tendo certeza se o outro chegou a perceber. Dan não conseguiria ficar bravo de verdade com Adriel nem se quisesse muito.
Adriel então falou sobre a namorada de Viktor e isso o fez desmanchar o sorriso. Era um assunto delicado, ainda. O bulgaro não comentava sobre isso, só para não alastrar ainda mais a situação, mas na época, estava muito perto de pedir Alice, sua antiga namorada em casamento. Isso não aconteceu, claro. “Eu não tenho namorada, Adriel.” Ele disse, empurrando o gato para o colo do outro. “Ela me largou para ficar com um surfista loiro e músculoso na Austrália, acredita?” Confessou. A história tinha muito mais drama que isso, como Alice jogando na cara de Dannok que ele nunca seria nada além do filho de um famoso, mas ele preferiu deixar essa parte de lado.
“Vinte e cinco anos, Victoire. Se eu não tivesse barba meu iria me deserdar.” Ele disse, rindo baixo. Viktor Liberou o espaço para que ela adentrasse o dirmotório dele, para que os dois não ficassem só conversando de pé ali na porta. “Ótimo. Vou precisar de alguém para me ajudar a me habituar por aqui.” Respondeu, sobre estarem na mesma classe. “Bem... Precisava fazer alguma coisa além de viajar, não?” Ele forçou um riso baixo, mas não comentou mais nada a respeito. “E você cansou da França?”
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Dannok havia escolhido ir estudar em Hogwarts por uma única razão: a mãe. Sua mãe era britânica e havia estudado ali, e mais: havia morrido ali, durante a segunda guerra bruxa. E quando decidiu virar auror, prometeu que nada iria lhe tirar daquele caminho. Ele precisou repetir aquilo algumas vezes, ao perceber o homem que Adriel havia se tornado. “Estou aqui. Você também está.” Aquela conversa não tinha sentido nenhum. Estavam os dois surpresos demais para formar uma frase interessante sequer, e Viktor teve vontade de dar as costas e gritar. Só para extravasar um pouco. Em vez disso suspirou fundo.
Ele entendia o nervosismo do outro; tinha certeza que estava sentindo a mesma coisa. Era como se um pedaço de seu passado estivesse ali na sua frente, e não apenas o garoto, mas todos os sentimentos, conversas e inseguranças. Por mais que agora fosse adulto e as coisas tivessem mudado, ele ainda não sabia muito bem como lidar com tudo isso.
“É... Faz algum tempo.” Ele não queria deixar que o outro percebesse quanta falta ele fazia na vida de Dan. “Você também parece muito bem, o que tem feito?” Ele sabia que iam acabar chegando na parte do ‘E a sua namorada?’. Era inevitável, e todos sabiam dela. Céus! Havia saído até em alguns jornais: ‘Filho do famoso Viktor Krum nega o Quadribol e foge com a namorada’. Era óbvio que isso havia chegado aos ouvidos de Adriel, de algum jeito.
Haviam boatos de que Viktor Krum estava por Hogwarts. Victoire não fazia ideia se era verdade ou não. Por quê o viajante resolvera tornar-se auror? Nunca imaginaria! Porém, não era impossível. Anos se passaram desde a vez que conheceu-o na França. As pessoas mudam, suas história ramificam-se. Era um pouco tarde, mas a garota estava curiosa. Seguiu em direção ao dormitório que imaginava ser de Krum, e ao ver que a luz estava acesa pela fresta da porta, bateu. “Ouvi dizer que Viktor Krum está por Hogwarts.” Afirmou, escorando-se na porta. “Imaginei que um famoso jogador de Quadribol não viria para Hogwarts para estudar. E que não teria mais um filho chamado Viktor.”
@dammitkrum
Viktor estava ainda tirando coisas da mala. Merlin! Porque decidira trazer tantas coisas? Enquanto terminava de tirar as tralhas que havia trazido, ele ouviu uma batida suave na porta, e foi abri-la. Seus olhos azuis se arregalaram levemente, e seu sorriso logo apareceu. “Victoire?” Ele deu um passo a frente e acabou com o espaço entre os dois, lhe dando um abraço. “Olha, não duvide do meu pai e do ego dele. Ele com certeza teria outro filho chamado Viktor.” Disse, rindo baixo. “Uau, então você está aqui também.”
“Certo.” Ele disse. Não havia dito aquilo por maldade, afinal. Quando ela se levantou, ele assentiu. Ele nunca sabia ao certo como dizer seu nome. Sempre vinha uma situação desconfortável incluindo seu sobrenome. Não que ele já não estivesse acostumado, a essa altura. “Dannok. Mas pode ser só Dan.” Decidiu por fim deixar por fora o seu primeiro nome ‘Viktor’ e também o sobrenome ‘Krum’.
Viktor ficou um tantinho atônito pelo garoto. Era engraçado, ele geralmente não recebia conversas descaradas assim. De todo jeito, ele riu, colocando um pedaço de pudim na boca e mastigando-o. “Oi meu bem. Apelido esquisito o seu. Pode me chamar de Dan, a propósito.” Ele levou na brincadeira, sorrindo de lado.
“Muita carne. Mas muito cereal também. Tinhamos uma sopa de iogurte com pepinos, nozes, alho e óleo vegetal. Sabe, eu até gosto. Mas quando servem isso toda quinta-feira, começa a ficar meio chato.” Ele se arrepiou a lembrar do prato. “É, adoro essa diversificação. Principalmente porque eu adoro comida francesa.”
“Bem, nunca experimentei a comida de Mahoutokoro, então eu não posso julgar. Mas eu sou vegetariano, e é extremamente difícil sobreviver na Bulgária sendo um vegetariano.” Ele deu de ombros, pegando um pedaço do que o outro lhe oferecia. “Eu acho que eu ‘to no céu e não sei.”
“Oooook. Combinado então. Me dê isso aqui.” Ele esticou a mão e roubou-lhe a bala do garoto, cheirando e tentando identificar o sabor do doce. “Parece... cítrico. Eu votaria limão. Mas também parece... Eu não sei, abacaxi. Ok, escolho abacaxi.”
“Ah, duelos exige muito de qualquer pessoa. Eu sou do clube avançado. Adoro tudo aquilo. Deviamos marcar de duelar algum dia. A não ser que tenha medo de enfrentar alguém mais velho.”
“ —— Eu não vi quem foi… Eu só estava andando e de repente senti um empurrão e caí. Pode ter sido qualquer coisa… Luna Lovegood diria que foi os nargulês, quem sabe não foi? Ah! Obrigada… Eu estava com frio mesmo. ”
"Entendo... Bem, as vezes pode ter sido um gato... Grande?” Viktor disse, cheio de incerteza, e tirou seu casaco para oferecer para a garota. “Sem problemas. Acho melhor voltar ao castelo, ou ficará resfriada.”
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Existia alguns pontos soltos em sua história, no seu passado. Sua saída abrupta do mundo da magia e o rompimento com as relações que tinha para com as pessoas daquele meio era o que mais lhe dava dor de cabeça ultimamente. Adriel tentara retomar tudo, a maioria das pessoas apenas recusaram educadamente, não tendo gostado de serem deixadas para trás de maneira tão simplória; eles não entendiam seu ponto, não entendiam que naquele tempo, sua mente estava confusa com a possibilidade de focar todo o seu esforço na vida mágica. Não era isso que queria, não totalmente. Adriel gostava da agitação e certa ingenuidade dos trouxas; da maneira idiota como eles atribuíam respostas inúteis quando presenciavam algo mágico.
Sua vida não estaria completa sem essa parte da história. Contudo, havia passos que ele desejava não ter dado. Dentre esses deixar Solana e Dan para trás. Abrir mão daqueles dois foi a coisa mais difícil que já fez, foi o que mais lhe machucou durante os anos. Da melhor amiga ele conseguiu ficar apenas três anos longe, por sorte, a mesma tinha lhe perdoado. Mas de Dan? Dele, Adriel não conseguiu se aproximar novamente. O moreno não o encontrara, e, quando o fez, não teve coragem de interromper a vida do mesmo; este estava em um relacionamento que, aos seu ver, seria duradouro. Já tinha visto aquele olhar antes nos o olhos do Krum.
Então não, depois disso não tinha mais esperanças de recuperar as pessoas que fizeram parte de sua vida antes. Afinal, elas tinham suas novas realidades agora. E Adriel não fazia parte disso. O problema? Era que o destino gostava de brincar consigo. Estava brigando no corredor com um aluno idiota que ele presenciou transformando um gatinho em uma caneca quando seus olhos irritados pegaram o vislumbre de um rosto que não esperava ver ali. Adriel calou-se no meio da reclamação que dava no estudante, encarando Dan com um certo espanto. Oh Merlin, você tá brincando comigo? O garoto com quem Adriel brigava aproveitou para correr na direção oposta, deixando com uma caneca com rabo peludo para trás. Saiu então do transe ao sentir o adolescente esbarrando em si no processo de fugir, a raiva voltando a sua face apesar das bochechas estarem coradas mas não por causa daquela irritação. ” — Sim, seu imbecil! Fuja antes que eu transforme você em uma caneca!” gritou a plenos pulmões, se agachando para pegar com cuidado a caneca-gato. ” — Adolescentes são idiotas, por que ainda me surpreendo?” a pergunta foi lançada para o outro homem ao que se levantava e mantinha de novo os olhos nele. ” — Ei, Dan.” sorriu sem jeito, esquecendo-se momentaneamente que deveria trazer o gatinho de volta, provavelmente nem devolveria o animal, seria seu agora.
Viktor segundo geralmente não tem muito problema em deixar as pessoas irem. Seus traços sagitarianos -mesmo que não acreditasse muito nessas coisas- sempre espelhava bem a sua personalidade libertina. As coisas porém não eram bem assim quando se tratava de certos relacionamentos. Fora assim com Adriel. Viktor II não estava nem um pouco preparado para o sumisso de seu namorado da época, principalmente por não saber ao certo o porque ele estava indo. No final das contas, Dan acabou por assumir que a culpa era completamente sua própria.
A culpa lhe seguiu por anos, até conhecer Alice. Foi quando finalmente pode superar Adriel e também foi quando ele largou seu pai para trás, para fazer uma viagem imensa e totalmente irresponsável com a namorada. Agora, sem namorada e com a mente lotada de lembranças que sempre continham uma pessoa especial, ele sentia-se quieto demais para ser ele mesmo. Por isso, quando virou o corredor e seus olhos azuis encontraram um par de olhos escuros, ele paralizou. O garoto estava bastante diferente do que se lembrava, mas ele nunca se esqueceria daqueles olhos. E Adriel parecia tão surpreso quando Dan, por perder a fala -o que fez Viktor sorrir de lado por alguns segundos.
Viktor Dan se aproximou do outro, os olhos claros presos no do outro, temendo que se desviasse o olhar, a imagem do outro iria de desfazer em segundos. “Ei, Adri.” Ele não pode deixar de suspirar quando ouviu o outro o chamar pelo nome que quase ninguém usava. Dava uma sensação de lar doce lar, ao mesmo tempo que lhe dava uma sensação de estranhamento por ficar sem isso por tanto tempo. Fora aquela frase, mas nada Viktor conseguiu dizer.
Patrono: Urso Negro
Porque?
O Urso Negro só é o Patrono de quem tem um coração selvagem e livre, como Viktor Dan Krum II. Aqueles com este patrono são muitas vezes auto-suficientes e precisam de pouca ajuda. Muitas vezes capaz de lidar com problemas difíceis da vida sozinho. Também possuem imensa coragem, especialmente cara a cara com um conflito. Essas qualidades tornam as pessoas com o Urso Negro bons líderes naturais.
Como?
Viktor conseguiu conjurar seu primeiro patrono aos dezessete anos, relativamente tarde. O garoto sempre tentou usar a mãe ou o pai nas memórias felizes, mas que surpresa foi para ele, ao constatar que a memória feliz que finalmente fez o urso negro aparecer, estava entrelaçada a sua namorada da época.
As memórias para ele conjurar o patrono mudavam, mas todas incluiam sua antiga namorada. A maioria delas eram memórias deles dois em viagens imensas pelo mundo. Desde que a garota terminou com ele, Viktor foi incapaz de produzir um patrono novamente. Ao menos até agora.