Eu quero ser aquele abraço apertado que você espera, depois de um dia difícil.
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@de-stymest
Eu quero ser aquele abraço apertado que você espera, depois de um dia difícil.
Volkere
˖ 𝕯𝖊𝖗𝖊𝖐 𝕮𝖍𝖆𝖘𝖊 𝕾𝖙𝖞𝖒𝖊𝖘𝖙 ˖
#. Bem-vindos, esse tumblr narra a história do personagem Derek; selfpara, para com amigos, atividades de sua base e de seu crescimento quando marcante será postado aqui. O que deve saber antes de seguir: que todos os turnos e a personalidade do personagem é baseada em uma construção fiel de um contrabandista, eleito presidente da torcida organizada mais violenta do Reino Unido (Os Urchins de Liverpool F.C) , e líder da facção criminosa que comanda Liverpool. (Hive.) Da qual agora segue até território Californiano para expandir negócios.
Tʀɪɢɢᴇʀ ᴡᴀʀɴɪɴɢ ˖ Tʀɪɢɢᴇʀ ᴡᴀʀɴɪɴɢ ˖ Tʀɪɢɢᴇʀ ᴡᴀʀɴɪɴɢ
Os temas variam entre: abuso de drogas, nudez, violência gratuita, gore, transtornos psicológicos, gatilhos sexuais, CNC, BDSM e afins.
Nada aqui postado ou interpretado tem como característica algo de sua autora como pessoa. Trata-se de um personagem FICTÍCIO e se tem gatilhos, não entre, não leia, e avise brevemente para evitar o submundo de seus atos nas nossas interações. A imagem associada é de um cabelereiro e nenhuma das coisas aqui postadas são de sua autoria ou responsabilidade.
──────────────── British and Scouser | 1,87 | smuggler | president of the Urchins | father of three | bar owner and troublemaker. ────────────────
that's true love
De todas as loucuras que eu já fiz na vida, te montar um casamento surpresa foi a mais saborosa delas, você é meu doce. E volto a repetir que eu nem gosto deles, mas você... Você é o doce mais saboroso que eu poderia ter na vida, eu te amo. my sweet purple. 💜
⌗ 𝑠𝜎𝜋𝜋𝜀𝜏 𝛼𝑏𝜎𝜇𝜏 𝑙𝜄𝑓𝜀 Em meio ao céu estrelado. Desbloqueei uma herança profunda Tudo que era bonito, tornou-se raro. E a emoção tornou-se imunda.
De desespero rasguei o vento. Do profano quis o mundo. Machuquei mais a mim mesmo E do passado não restou muito.
Eu engoli minhas virtudes. Moldei e cultivei meu desespero. A minha alma sangrou tudo. E a consciência queimou primeiro.
Dos olhos desfez-se a última trama. O fogo queimou cada memória. Engoli as dores e o meu drama. Pra do fracasso fingir glória.
De repente, não mais que de repente Fez-se tristeza por um instante. Não mais sozinho, e talvez contente. Em cada passo de aventura errante Nenhum amigo tão mais distante Da púrpura nasceu amor vibrante.
E de repente, não mais que de repente. Queimou melhor do que era antes.
BIOGRAFIA ATUALIZADA:
Derek era o mais novo dos gêmeos Stymest, filho de Anne e George e irmão de Maddox. Quando criança Derek mostrava um pouco de dificuldade para socializar, era introvertido demais e o completo oposto de seu irmão. O pai sempre estimulava que ele conhecesse mais crianças da sua idade e usava o único ponto de interesse que o menino tímido costumava ter em comum com os outros garotos da rua; o futebol. Com quatorze anos Anne faleceu e as coisas começaram a tomar um rumo diferente. Maddox era o que mais sofria a falta da mãe, ativando um lado até então desconhecido no mais novo que passou a ser super-protetor e se aproximar mais do irmão.
A relação entre eles desenvolveu ao ponto de criar uma ligação, já que fizeram a primeira tatuagem logo após a morte de Anne. O pai assumiu um posto de maior responsabilidade no estaleiro de Liverpool o que para a época foi a única saída para manterem um nível de vida aceitável. Ainda que a renda viesse totalmente de “seu velho” como chamava o homem, com o passar do tempo as necessidades ficavam cada vez maiores ainda que banais. Derek perdia muitas roupas e bebia muitas cervejas, o que começava a ficar caro e para não ter que pedir tudo para o pai foi atrás da sua própria fonte de renda ainda aos dezessete. Nas arquibancadas do Anfield que conheceu John, de onde veio seu primeiro emprego.
O que Derek não sabia é que estava nascendo sua nova ideologia, somente no primeiro jogo em que as cores de Liverpool FC pintavam seu rosto e o capuz cobria sua cabeça, que Derek entendeu que desde que o conheceu na arquibancada, ele já tinha o plano de ser seu padrinho e sim, Derek havia passado e entrado para os The Urchins com louvor. Uma vida fácil e sem grandes dramas ou vitórias pessoais, ninguém que lhe cobrasse mais do que ele mesmo esperava de si. Nunca fora destacado na escola, esse era o papel de Mad e provavelmente sofreu o impacto disso quando ele saiu de Liverpool para ir estudar nos Estados Unidos. Sem o irmão para cuidar ou estar ao lado, apenas aumentou a sua facilidade em atrair problemas, embora a mesma que tinha para escapar deles.
Claro que seu amor cego pelo hooliganismo não era apoiado pelo irmão nas inúmeras chamadas de skype, tatuagens combinadas ou horas de conversa. Mas o tempo que ficava escondido e encapuzado por entre as arquibancadas ou até mesmo balcões de bar, esperando ansiosamente o resultado do jogo para depois voltar a disputar, entretanto dessa vez em punhos. Tinha a violência das ruas como uma fútil fantasia de felicidade. O amor doentio pelo Liverpool FC, sua única devoção. A vaga como bartender deixou de ser apenas bico e passou a ser oficial. Bebidas, cigarros, entorpecentes, futebol e farra. Era engraçado como via a beleza em todas as coisas e procurava viver a sua vida da forma mais gostosa possível; Um km/copo de cada vez. Ainda que isso não lhe fizesse a pessoa mais rica ou bem vivida, não era como se precisasse de mais. Seu dinheiro era todo voltado para manter o impala 67, reformado quando o pai finalmente conseguiu trocar de carro. Liverpool acabara por ser o único lugar do mundo onde gostaria de estar e ter o irmão de volta fora a melhor coisa. O susto veio quando a atual garota com quem saía apareceu grávida. Derek lhe deu tudo, casa, comida, suporte… Só não o compromisso que era a única coisa que ela parecia contar.
Tudo indo lindo, tudo muito bom, alguns anos mais tarde tinha recebido a gerência do seu segundo lar, mas Maille descobriu que morar com um hooligan e gerente de um pub sede de torcida organizada não era a melhor opção de estabilidade que queria para sua vida, tampouco para a pequena Summer e com ajuda de um juiz determinou que Derek só poderia ver a pequena duas vezes ao mês em visitas supervisionadas ao menos por enquanto. E essa era apenas a ponta do iceberg.
Foi aí que o meio para o fim se deu, Maille tentava cada dia mais afastar o homem de sua filha, a lei nunca esteve ao seu favor, e as inúmeras denúncias de roubos, drogas e agressões apenas cresciam em seu nome. Ainda podia burlar a lei, e já estava acostumado com isso. Entretanto, Maille tirou o que ele reconhecia ser o seu maior bem, a ex levou a filha embora, e como se não bastasse a afronta de sequer lhe avisar, o homem que as acompanhava era nada mais e nada menos que um County. A mente doente e hooligan do inglês não permitia sua filha sendo criada por um azulzinho de merda, perdeu a cabeça, perdeu todo o pouco de sanidade que lhe restava quando deixou tudo para trás e saiu pela Inglaterra buscando pela mulher para reaver sua filha A ira e agressividade por muito fora chamada de distúrbio dissociativo de personalidade,culpa de uma raiva intermitente onde a torcida dava o escape que ele necessitava para liberar sua ira. Derek preferia chamar aquilo de balela, sentia-se bem com a violência que lhe foi imposta na vida e aprendeu a gostar isso, o que era sempre existente no homem se mostrou ainda mais forte quando espancou o county que as levava até a morte. Maille não foi diferente, nem mesmo o fato de ser mulher a protegeu do rapaz que conduziu-a para a morte com três tiros indolores na cabeça, consequência de ter se colocado em seu caminho na intenção de afastá-lo de sua filha.
O sangue pelo pequeno apartamento estava por todos os lados, Summer estava assustada pelo que ouviu, mas a inocência da menina a fez acreditar que o pai chegou ali para lhe salvar dos homens maus que machucaram sua mãe e o padrasto. Derek estava perdido, duas mortes agravavam e muito a sua ficha criminal. Os county não descansaram até que tomassem sua vida e sabia que o irmão também estava em risco, pensou em se entregar ou quem sabe uma morte honrosa de quem não foge ao combate, mas Mad lhe proibiu de tentar. Quando se deu conta estava em um avião com pouca bagagem, saindo do seu amado país um fugitivo com um valor gordo de recompensa por sua cabeça. Liverpool teria de ser esquecida se quisesse ficar com seu irmão e sua filha e bem ele teria que viver clandestinamente o máximo que pudesse.
Teve sorte, ou quem sabe devia chamar de atração negativa, mas em pouco tempo já havia conseguido um emprego em uma bar de uma boate de baixo nível, isso para não mencionar o que se passava dentro dela. E bem, nunca imaginou que seu histórico de má-conduta fosse lhe dar a vantagem em um cargo na vida, mas dessa vez havia conseguido e em pouco tempo conquistado a confiança o suficiente para ficar a frente de todo o serviço sujo. Drogas sempre estiveram em sua vida, e mesmo que usuário árduo sabia manter o controle de si mesmo. Foi por isso que conquistou seu espaço no tráfico, e Derek aprendeu a gostar, afinal, se adaptar é preciso.
O irmão nem sonhava, mas a venda de drogas era o último dos problemas a considerar o meio em que estava se enfiando cada vez mais e até admitia sentir falta de sua casa, amigos, e de toda a emoção do futebol e suas arquibancadas, ainda acompanhava o jogo e às vezes se pegava fitando a arquibancada procurando pelos torcedores. Maddox foi que acreditou que a volta para a casa depois de longos três anos em solo americano iria fazer alguma diferença. Os Urchins, que nunca tinham desistido de seu sub-líder não cessaram descanso até conseguir colocar o rapaz em segurança de volta para casa. A família da ex sob fortes ameaças decidiram aceitar o rapaz de volta sem qualquer denúncia. O caso havia sido levado magicamente para a caixa de arquivo morto, o assassino nunca teria existido e ainda que grande parte das pessoas soubessem quem ele era e como tinha feito, ninguém tinha ilusão de que passaria bem em denunciar o rapaz. No fim, ele estava de volta a sua cidade natal, com a mesma casa que ainda herdara de seus pais. A filha morava consigo e pagava uma babá em tempo integral para manter o bem estar da menina. Afinal, Derek não só voltou para casa, como também para os Urchins, retomando a liderança da torcida e seu emprego no The Park, no começo apenas a fachada, mas quando Jhonny resolveu que iria se aposentar foi a chance do rapaz investir todo o dinheiro que vinha conquistando. O bom desenvolvimento com o tráfico lhe alavancou e o homem se dizia empreendedor pois das vendas de droga ele passou apenas a exportar a fabricação. De todo modo, agora o que levantava mais do dinheiro era a nova sociedade com o contrabando de armas, diretamente com os "IRA" que dominavam o território irlandês. Derek não era mais um hooligan com uma ficha criminal suspeita, seu nome tinha sido tirado dos rastros por acordo bem gordo que mantinha a segurança dele. Por hora, afinal, quanto maior o voo no mundo do crime… mas alta era a queda e ele tinha consciência de que a qualquer momento iria chegar. Claro que o mar de rosas não era tanto, um deslize o colocou na cadeia por algum tempo. Estava com a cabeça fora do lugar, um coração partido fodia mais a vida do que a porra de um coração bandido, precisou de meses para se dar conta do seus erros e uma boa bolada em dinheiro paga para lhe colocar de volta nas ruas.
Mas como sempre, na vida do hooligan, ele continuava se metendo em problemas… mas conseguindo escapar facilmente deles. Desty - 2.0 Derek Chase Stymest, o mais novo dos gêmeos Stymest, nasceu em Liverpool como um garoto tímido, introvertido e de difícil socialização. Era um completo oposto do irmão Maddox. Filho de Anne e George, a criança sofreu diversos traumas que até os tempos atuais vem se tornando difíceis de lidar. A mãe, era tão doce e maravilhosa para seu irmão, mas para si era uma verdadeira algoz. Os abusos, físicos e morais da genitora foi claramente o principal fato de definição de sua personalidade. A morte da mãe quando ele tinha apenas quatorze anos foi a segunda cicatriz que moldou sua personalidade, aproximando-o do irmão e firmando a devoção mútua entre eles. Ele cuidava, e se sacrificava com a única ideia de manter o mais velho com algum conforto. Foi para garantir que o irmão tivesse um futuro que ele mentiu, mentiu que teriam dinheiro e dedicou-se para garantir que a mentira tornaria o outro alguém melhor do que ele próprio. Desde cedo, Derek encontrou nas arquibancadas do Anfield não só o amor pelo Liverpool FC, mas também o chamado para uma vida violenta e clandestina junto aos The Urchins, onde aprendeu melhor o significado de família. Conseguiu através da torcida organizada se tornar “alguém”, ter nome, local e um propósito. Enquanto Maddox seguia um caminho acadêmico, Derek se afundava em tatuagens, pubs, brigas e hooliganismo. Entre copos, drogas e noites sem fim, construiu a imagem de um homem de rua, apaixonado pelo clube e por encrenca demais. Ele conseguiu então, aos 17… um emprego, um lugar no bar e ao lado do presidente de sua torcida. Mas a violência escapou dos estádios quando Maille, uma garota com quem se relacionou por um tempo, engravidou de si e usou disso para o manipular até que não restou qualquer laço entre eles e ela tentou afastá-lo da filha que ele nunca quis ou planejou mas que aceitou a vinda, sua pequena Summer. A briga o levou ao limite, e foi ali que Derek conheceu o preço do sangue. Derek matou a ex e o padrasto da menina, o líder da torcida rival que por consequência também era um policial. Procurado, tornou-se fugitivo com preço pela cabeça, coisa que por sorte teve a mão do irmão para lhe ajudar. Fugiu de sua terra, indo parar nos Estados Unidos, começou como bartender em bares decadentes, pequenos trampos com lutas e apostas, em seguida pequenos roubos de carros, até mergulhar de vez no tráfico de drogas. Foi então que ele conseguiu com muito custo o perdão da família Doyle, desde que Summer tivesse contato com os avós. Voltou pra Liverpool, com seus 27 anos, e reassumiu o posto nos Urchins, expandiu seus negócios tendo lucrado o suficiente para herdar do amigo e antigo patrão… O bar oficial da torcida do Liverpool e também a presidência da torcida organizada. Dali, os lucros e o respeito só começou a crescer, aprendeu a viver entre poder e instabilidade. Primeiro as drogas, depois as armas, depois os bordéis, depois o tráfico seguiu para cenários muito mais cruéis. O segundo filho veio aí, Kalel era um pedacinho quase planejado de um dos seus relacionamentos mais duradouros, o pequeno era como luz em meio ao seu mundo cruel. O terceiro filho veio de um casamento fadado ao fracasso, a mulher que um dia considerou ser um grande amor assumiu contra si uma guerra pessoal, que acabou quando o Timothee desapareceu junto dela. Momento crucial na vida do homem, que estava em uma vida tão delicada.
Casado com Sofie Fontes, uma pianista de sucesso procurava de alguma forma lidar com uma possível anulação de casamento, o amor que não conseguia superar. Mas Derek tinha a própria conduta e a própria ética… Para ele e sua facção, o dinheiro era o que regia o quanto valia a sua humanidade. A liberdade custa caro, e para se manter vivo quando se reina é preciso largar muito pelo caminho. Cada ascensão no crime tornava a Hive maior, cada território tomado aumentava o perigo, para cada inimigo um novo e mais forte aliado. Atualmente, a pressão de inimigos, a vigilância da lei e a proteção da própria filha que era a única consigo, o levaram a aceitar um novo acordo: abandonar Liverpool para preservar o pouco de paz que ainda lhe restava. Foi forçado a aceitar um acordo com a Interpol, um que iria garantir uma nova vida no país que ele mais odiava… Mas Liverpool já era completamente dominada, México e também a Espanha… Agora era a hora de tomar a Califórnia. Los Angeles seria seu destino, escolhendo uma mansão isolada em Stone Canyon, Bel Air, cercada de muralhas naturais e com um reservatório nos fundos perfeito para ocultar os barcos e os depósitos. Derek gostava de desafios, e agora estava entrando em um novo jogo.
“Meu orgulho não fala mais alto, não. Ele grita, ele berra, ele se intromete e ele me atrapalha.”
— Vinícius Kretek. (via rejeitei)
Pudding, like a call. (w — Cath.
𝓐𝓷𝓷𝓮 𝓒𝓪𝓽𝓱𝓮𝓻𝓲𝓷𝓮
#20 — 365 days from us.
“Calma, pai. Calma.” — Summer disse enquanto saltava do carro, a porta não era tão pesada, mas as vezes na mão da menina ficava um tantinho mais. Ela empurrou enquanto Kalel ficava segurando o alarme do carro com toda a expectativa do mundo. Acionou o botão assim que ela bateu a porta, ouvindo o toque do land rover branco. “Viu, fui eu que tranquei.” O loirinho falou todo animado. “Grande coisa.” ela respondeu enquanto saiu um pouco na frente.
— Sun. — O pai policiou, a idade fazia com que a menina começasse a ter um comportamento mais arisco com o irmão, mas por incrível que pareça o menino não ficava por baixo naquilo, o que gerava discussões dentre outras coisas. “Desculpa.” Derek sabia que a fala era mais para si do que para Kel, mas por hora ele ia deixar valer. “Posso levar?” Ela perguntou, enquanto o pai concordou com um aceno de cabeça.
“Ta, vamos buscar primeiro o meu!” — Kalel disse ao tempo em que saiu correndo na frente, Derek não se importou, já que a porta do shopping se abriu com a proximidade do pequeno e ele nunca ia longe demais. O inglês colocou uma mão no bolso, enfiando dentro do bolso direito da social enquanto ele andava calmamente ao lado de uma Summer que ia empurrando o carrinho do bebê e se sentindo completamente responsável já que o fazia. Já estavam andando pelo terceiro andar consecutivo sem o menino se decidir quando Summer o chamou e apontou uma fachada para o baixinho que parou em frente a uma relojoaria com algumas marcas interessantes em sua placa. “Aqui.” Ele disse empolgado, e entrou todo atrapalhado, tropeçando em uma moça que lhe sorriu simpática e segurou para que ele não caísse.
“Oi, eu posso te ajudar?”
“Oi, é meu aniversário de casamento.” Kalel falou todo orgulho, fazendo a mexicana rir baixo e olhar ao redor a procura de quem estava com a pequena criança.
“Não é dele, é dos nossos pais. Dã.” A menina disse quando entrou e levou o carrinho para perto de uns banquinhos de couro próximo ao caixa. Se sentou ali enquanto fazia carinho na barriguinha de Teemo.
— Bom dia.
“Olá, são lindos. Pode vir comigo, você já tem algo em mente?” Ela perguntou, arrancando do filho uma bufada. “ Mas eu que vou escolher esse.”
— É, o aniversário é familiar também. Então, vamos tentar colocar um pouquinho de cada no presente. — Explicou e a mulher sorriu parecendo entender. “Então como eu posso ajudar o senhor?” Ela disse se abaixando na frente do mais novo e este deu um saltinho animado.
“Eu quero um lologio assim, mas tem que ter uns fios assim, e pedra brilhosa.” Ele explicou, ela pareceu um pouco confusa. Mas Derek estava ocupado ajudando Summer a com a inclinação do carrinho já que Teemo parecia estar pra pegar no sono e a claridade da luz da loja estava incomodando e o deixando um tantinho resmungão. “Você diz relógio? Assim?” Ela tentou, apontando para um dos do vidro. “Mas esse é feio.”, comentou quando se levantou, Derek conseguiu cobrir o rostinho dele e entregou a fraldinha de boca na mão da filha que estava com o pé no carrinho, o fazendo balançar enquanto prestava atenção.
“Diamante, pai.” Summer se intrometeu e Derek fez uma careta.
“Bom, fazemos peças únicas também, posso mostrar o catálogo com alguns exemplos.”
— Quanto tempo?…
“Vamos viajar amanhã bem cedinho e se meu pai aparece nessa viagem sem o presente… “ Summer disse, enquanto ela e Kel em uma sincronia perfeita fizeram sinal de uma faca cortando a garganta, arrancando o riso de todos. “Entendi, bem, tendo na central… posso providenciar para hoje a noite e o senhor pode retirar na loja mesmo.” Ela abriu o livro e começou a mostrar alguns exemplos, Kel escolheu dois deles, mas levou para Summer fazer o mesmo. A menina então foi quem fez a exigência do diamante, enquanto Derek comentou sobre o rose gold que sabia que a mulher gostava.
“Tem que escrever mamãe” — Que tal Love? — O pai se intrometeu, já que para as crianças representaria o amor e para eles não somente isso, ainda assim, demorou alguns segundos de discussão entre os dois até que entraram em consenso. A mulher anotou todos os detalhes da peça e quando pronto, Derek seguiu até o caixa para assinar o termo de contratação do artigo, não trabalhava com cartão, então ele apenas pegou o valor para pegar o dinheiro em seu cofre, pagando apenas um sinal no ato. “Acha que ela vai gostar?” Summer parecia nervosa, os três ali estavam. Derek riu. — Se ela não gostar você pega pra você. — A menina riu. “Agora você vai buscar aquele que não podemos ver qual é né?” — Derek rodou os olhos e fez um sinal para que ambos viessem. — Quem quer almoçar fast food?
—— ••• ——
❝ Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor. ❞ — William Shakespeare
Sabia que o sol começaria incomodar em algum momento, Derek acordou cedo aquela manhã. Desceu para o restaurante do hotel, preparando ele mesmo a seleção do café da manhã junto com uma das funcionárias. Seguiu até o quarto de hotel que a babá estava com os filhos, para ajudar ela com o preparo das crianças. Estavam agitados, Kalel já tinha separado a caixinha de veludo com o relógio e colocado sobre uma mesinha no centro de uma mesinha decorativa, assim como Summer estava arrumando o arranjo de tulipas vermelhas no centro dela… as flores eram sugestão de Dulce “Amor verdadeiro e eterno, é como o de vocês, não é?” ela comentou com um sorriso significativo. Derek tinha concordado e agora ela quem podava melhor o arranjo no vasinho de vidro transparente. O pedido foi servido e eles mesmos arrumaram a mesa que ficava na sacada do quarto deles, a vista para o mar era espetacular e por se tratar da cobertura, estarem no alto de tudo tornava ainda melhor, as paredes brancas mas rústicas como toda a decoração, o som da água que caía em cascata de piscinas que iam por toda a estrutura do hotel desde a cobertura até os quartos mais baixos. — Eu vou mandar uma mensagem pedindo para ela vir.. — Derek disse segurando o celular e já digitando o chamado, mas dando dois toquinhos para garantir que a mulher acordaria e viria, Kel correu para perto da porta, mesmo que a mãe fosse levar algum tempo para chegar. Sabia que não estar lá quando ela acordasse a deixaria toda manhosa, mas era parte do pacote surpresa. Summer estava ajeitando a decoração da mesa de café mais uma vez,olhou curiosa quando o pai tirou mais uma caixinha de veludo - só que esta é vermelha - e colocou ao lado do presente universal. Ela abriu as duas, se deparando com o “colar” sem fecho, pareceu curiosa mas não disse nada. Deixou de uma forma que as duas joias ficassem aparente e ficou em pé. A garota estava com o mesmo vestido que usou no casamento dos pais, uma trança de ladinho no ombro, Kel assim como Derek vestiam bermudas brancas, mas o menino uma regatinha do procurando Nemo, enquanto o pai, uma camisa florida em tons azuis com os botões levemente aberto pelo tempo agradável que fazia, embora até ventasse um tantinho. Dulce estava mais ao canto, de short e blusinha e com um Teemo de macacãozinho jeans e bonezinho de tecido em seu colo enquanto ela parecia até mesmo roer as unhas. Assim que Kel abriu a porta para a a loira, Summer levantou o papel para começar a ler. “Você veio do nada em nossas vidas, eu tive um pouquinho de medo de que fosse como as outras pessoas, que passasse apenas e deixasse um grande aperto no meu coração…” “No meu também né, Sun?!”, Kel disse e a menina concordou antes de continuar. “Mas você sempre diz que não foge de encrenca” O riso foi geral, enquanto Derek se encostou na parede perto da sacada, onde o sol lhe tocava a pele e definitivamente o mantinha aquecido, seu sorriso ladino e olhar procurando fitar os da loira, tão apaixonado como poderia estar. “E você aceitou, nesse dia… Não só casar com papai, como também ser minha mãe e a outra mamãe do Kel. Você disse sim para nós três e por isso hoje é um ótimo dia pra estarmos juntos." — Por enquanto só… Depois é só do papai. — “Dã” Ela e Kel disseram ao mesmo tempo. "Tem o Teemo também que veio depois, então a gente ficou com mais gente de novo" Kel corrigiu a carta com um pensamento que ele achava que deveria estar incluso e Summer assentiu como se não precisasse o corrigir dessa vez, Dulce ria e Derek também, ainda assim. — Termina. — Ele pediu e a filha voltou a respirar fundo procurando onde tinha parado no bilhetinho novamente. “Obrigada por aceitar nossa família toda e se casar com nosso pai, obrigada por ser tão boa pra gente e por ter nos encontrado, e-vo-cê-é-a… “ Ela foi dizendo pausadamente, até colocar a cartinha fechada dentro do envelopinho perto dos presentes e os dois correram para abraçar gritando juntos: “Melhor mamãe do mundo” Teemo soltou um berro como se quisesse participar, mas era apenas o ânimo dos irmãos que o deixava agitado. “ — Feliz um ano.. e eu também te amo muito... também.” Derek não disse, mas fez a brincadeira entre eles ao só mexeu a boca bem devagarzinho para ela entender, não ousaria atrapalhar aquele momento dos filhos com ela, afinal… Para eles o aniversário estava apenas começando.
A loira se remexeu na cama, sonolenta, até demais, com o celular que tocou por pouco. Tinha ido dormir tarde com a apresentação dos devidos presentes de um ano, a lembrança a fez abrir um sorriso largo, mesmo que de olhos fechados. A mão bateu, onde devia ser Derek, mas encontrou os lençóis. Ela abriu os olhos, confusa, se apoiando nos cotovelos e olhando em volta rapidamente. — VIIIIIDA?! — Se jogou na cama novamente, pra pegar o celular e se virar de costar ao ler a mensagem. O sorriso cresceu novamente. — O que você está aprontando agora, Homem.
Ela levantou em um pulo, animada, apenas mandando um gif da Po dançando pra avisar que estava acordada. Prendeu o coque enquanto correu pro banheiro. Por mais que ela fosse enrolada por natureza, ela não demorou mais que 20 minutos. Ela usava um conjunto de top e shortinho azul, de tecidos, com uma camisa aberta no mesmo tom sobrepondo. Não passou maquiagem, soltou o cabelo no elevador enquanto arrumava os fios no espelho.
A mão foi pra maçaneta, mas alguém abriu a porta primeiro, ela arqueou a sobrancelha vendo o filho e sorrindo. — Ora, bom di... — Ergueu o olhar ao ouvir a voz de Summer, o pequeno que correu pra se colocar ao seu lado. Ela levou a mão na boca, porque no momento em que começou, pode sentir ele vindo. O famoso: choro.
As palavras que faziam o coração de Kylie aquecer. Olhou pra Kel, dando uma risadinha, as mãos no rosto e os olhos marejados. Ela deu uma gargalhada, jogando a cabeça pra trás e concordando. — Não fujo mesmo. — Os olhos procuraram Derek por um momento, céus, ele estava lindo. O sol iluminava a pele e aquele sorriso perfeito no rosto bonito, ela sorriu largo, o olhar tão apaixonado quanto podia ser.
Voltou o olhar para os filhos, ela concordava com a cabeça, enquanto assistia os dois. O vestido de Sum, ela conhecia, agora um pouco mais curto do que se lembrava, e a trança, bem mais longa. Kalel com aquele sorriso que iluminava o mundo, a postura de adulto naquela miniatura loira. — Ah é! Então tem presente do Papai? — Ela riu, olhando pra Derek como quem o declara culpado. Kel chamou novamente sua atenção, ela riu, concordando com a cabeça e limpando as lágrimas que escorreram pela bochecha. — Tem mais? Vocês vão matar a mamãe! — Kalel cobriu a boca pra dar risada, e Summer trocou um olhar convencido com ela.
Ela respirou fundo junto com Summer, colocando as mãos na cintura e olhando pra eles. Ela maneou a cabeça, dando uma risada alta quando viu a correria, se abaixou, o impacto quase a fazendo cair, mas ela não se importava. Apertou os filhos contra o peito, olhou pra cima pra ver Timothée e deu risada. — Mamãe também te viu, você tá lindo! — Disse como se de fato ele fosse entender. Afagou o cabelo deles, afundando o rosto entre os dois. Se afastou, o carinho foi pro rosto, uma mão no de cada, acariciando a bochecha. — Eu amo muito vocês dois, muito, muito, muito. — Ela abriu os braços pra demonstrar o quanto. — Vocês são a melhor coisa da minha vida, e os melhores filhos do mundo. — Ela colou a testa na de Summer, dando um beijinho de esquimó nela, e logo deixou um beijo na testa de kalel. — Meu deus, vocês são incríveis. Oh, céus. O coração da mamãe é fraco. — Ela deixou mais um beijo e um abraço apertado em cada antes de se levantar e enxugar o rosto. Eles pareciam animados com o decorrer do café.
Ela olhou pra ele, tombando a cabeça com aquele sorrisinho bobo no rosto e concordando com a cabeça. Dulce veio lhe entregar Timothée e desejou um parabéns meio tímido, ao que a loira sorriu pra ela e a abraçou de lado. — E você, bonitão, tá a coisa mais linda do mundo! — Ele bateu palminhas ao que a loira se direcionava ao Marido. Os olhos passaram corridos por toda a decoração do café e as caixinhas na mesa, olhou rápido, mas o colar lhe chamou a atenção, e a ideia que lhe passou pela cabeça fez o coração acelerar. — Simples. — Ela disse dando um tapinha no peito dele e o puxando pra um selar encaixado e demorado. — Você disse simples! — Ela riu, enchendo mais uma vez o rosto do Marido com vários beijos, ao que Teemo ria sem entender. E ela se perdia naquele momento, na melhor vida que ela poderia ter.
#PLOT19— About heroes and villains. /self
Já era fim de tarde em Liverpool a noite estava prestes a cair. Derek era o presidente do Urchins, e não importava o que acontecesse em sua vida, ele honrava esse título. A partida havia acontecido no Anfield, e ele esteve nela, na torcida, em casa emoção. Cantou o hino para os jogadores, e segurou a bandeira no peito de seu uniforme. Dessa vez, não era completo. Vestia uma calça de moletom grossa e forrada, preta com o logo do time, a camiseta também parte daquele conjunto, mas por cima dela a jaqueta de um jeans escuro que por dentro também era forrada com o aquecido moletom para conter a brisa gélida. Derek havia de fato se segurado o máximo que podia desde o dia anterior, graças a Kylie que segurou um pouco de toda a bronca. Por sorte o jogo aquela tarde deu a Maddox um pouco mais de tempo com sua sobrinha e a Derek um pouco menos da luta consigo. Mas sinceramente, não tinha como ficar parado e esperando, as conversas com o irmão desde que a mulher deixou a criança com ele não era das melhores. Dava para notar que Maddox estava chateado, e claro, quem não estava? Mas não se tratava apenas dele, ou da filha, e até mesmo de Maddox no fim de tudo. “Você sabia que aconteceria.”, a mente ressaltou depois das milhares de vezes que pensou no assunto. O Rolls estava parado em frente a casa do irmão, o urchin não quis a comemoração e não estaria lá para decidir que base teria o confronto. Não, aquele dia sua luta por honra era diferente e a chuva estava forte demais. Era cômico, a cidade era mesmo chuvosa e ele não conseguia se lembrar um único e importante dia de sua vida que não fosse regado pela melancolia também do céu. Derek não queria mesmo ter que levar a menina debaixo dela e por isso resolveu esperar por uma trégua. O problema em estar sozinho é que sua mente não para, no rádio devia ter alguma música tocando, ele via painel de led reproduzindo mas não era como se realmente desse atenção. Os olhos se fecharam: A menininha abriu os olhos assustada, tirando o fone que tocava algum pop alto demais e se jogando nos braços de seu pai, abraçada a ele e chorando. — tem de apêta, apêta foite.,. a mamãe já volta… — A pequenininha repetiu o que sua mãe disse ao lhe trancar ali, Derek a abraçou e em seguida pegou o fone novamente. O choro veio novamente, logo em seguida. Derek bateu a cabeça contra o encosto do banco do carro, a mão batia contra o volante do couro duro, várias vezes, não estava pronto… Uma vida inteira sabendo que um dia aquilo poderia acontecer, para não estar pronto. Acontece que o mundo não te prepara para certas coisas, ele sabia como se sentia, sabia que por vezes tentava não ser o culpado por aquele disparo, o disparo que perfurou o estômago da ex e a levou para a morte. Era o tipo de lembrança que mesmo que fechasse os olhos para tentar ter, ela não viria. Se ele ou Maille, não tinha como saber, mas sabia que a arma era sua… Sabia que a tinha levado na intenção de matar o líder da torcida rival, e o fez também. Ele não tinha problemas com quem ele era, sabia, mas naquele momento em especial… Queria poder se explicar. O vidro passou a embaçar menos, ele ligou o pára-brisa que com movimentos silenciosos limpava o vidro e deixava a visão exata do que se formava ali. O hooligan pegou um dos cigarros de dentro do bolso da jaqueta jeans, estava frio, e quando ele acendeu a droga lícita acabou por abrir o vidro do carro ao seu lado. A chuva estava de fato um pouco mais mansa, e não molhava mais do que a batente, Derek tragou, enfiando a mão no bolso para tirar também outros pertences. Celular, cigarro e isqueiro foram para o painel do carro, tudo que pudesse tirar de si parecia o tornar menos pesado. O rosto estava pálido, um pouco mais do que o de costume, os lábios avermelhados assim como os olhos e ao redor deles pelas vezes que esfregou. O toque era discreto e baixo, mas o alertou da mensagem. • My princess: Eu estou vendo você bem aí. Derek abaixou o aparelho e olhou para a casa do irmão, em uma das janelas o rostinho tentava ver além da cortina. A força que não tinha pareceu se acender naquele momento, a coragem que a chuva tinha tirado de si por todo aquele tempo voltou. Derek largou o aparelho e saiu do carro. Provavelmente não era só ela que sabia de sua chegada a tempos, porque o irmão abriu a porta ao que ele deu o último trago, normalmente havia uma mochila e um sorriso. Naquele não, Derek olhou nos olhos de Mad, sabia que tudo o que tinha para dizerem um ao outro já havia sido dito. O olhar do hooligan ressaltava que ele sentia muito, muito por não poder deixar aquilo por mais tempo, sentia por saber que ela era importante e ele estava a tirando sem dar a ele o direito de fazer algo. — Obrigado. — Falou, dando o passo que o fazia se aproximar do irmão. — Eu nunca deixaria que você não fosse um herói pra ela. — Derek disse baixo, ao pé do ouvido do mais velho porque ele entenderia do que se tratava. Nunca iria assumir para ninguém o quanto Mad estava envolvido naquilo, até porque, o mais novo sempre assumiu a parte negativa da vida sozinho e não era agora que iria parar. Se afastou dele após a tentativa de um abraço ao qual o irmão se esquivou, ressaltando uma percepção que Derek estava tentando negar ter sobre todo o contexto. O encarou por um pequeno segundo, mas em seguida desviou a atenção para a pessoa mais importante. — A gente pode conversar? A menina não parecia pronta para ir embora, o conjunto de moletom era um que Derek havia comprado para ela, também era preto com detalhes vermelhos e carregava o logo do time bem grande nas costas, entretanto a toca era com um coringa estampado na testa e as meias de alguma Barbie que Derek sequer sabia. Ele a viu negar com a cabeça e estava esperando, pediu para que Mad não se envolvesse com o olhar e sabia que o irmão nunca lhe obedecia, mas para a sua sorte ele saiu de perto. Talvez estivesse chateado demais. Para o contrabandista era quase um insulto ver ele a alguns passos olhando para a sobrinha. Derek não era um perigo para a própria filha e doía demais ver o irmão agir como se fosse. Ainda assim, ele se abaixou numa distância segura da pequena. — Você viu o jogo? — Ela pareceu relutar. — Voltamos hoje para o estádio. — EI, VOCÊ PROMETEU! — Ela falou ofendida e Derek deu risada. — Você não estava lá. — A menina fez cara feia por alguns segundos e depois riu também. — Por que será? A mão do hooligan foi estendida para a mais nova e ele a viu recuar. — Eu não quero ser o cara que te força a ir embora comigo. — Então não seja. — Me dá uma chance? — A menina desviou o olhar. — Só quero conversar, eu vou te contar o que precisar saber, o que quiser saber… Mas eu preciso que você me dê uma chance. — Ela abaixou a cabeça e abraçou o próprio corpo, viu como ela olhou na direção do irmão e isso acabava ainda mais com o hooligan que abaixou a cabeça para buscar um pouco de controle. Derek não era nenhum pouco controlado, mas era sua filha e se havia algo que ele não era capaz, seria de a magoar ainda mais naquele momento. — Eu prometo que eu saio de casa por uns dias se não quiser me ver, não tem problema… Mas você precisa ir pra casa, sua mãe está preocupada… Kalel não parou de chorar. — O Teemo também? — O que? — Derek levantou o rosto para encarar a menina e notar que ela falava sério e só então assentiu. — Claro, você é a única que faz aquele rabugento rir. Ela riu mais uma vez, a ponta do nariz vermelho sendo esfregada enquanto ela puxava o cabelo para um lado só do ombro. — Eu disse que ia ser do Mané. — Derek sorriu e a menina lhe deu as costas para ir buscar provavelmente seu tênis. Um peso saiu de seus ombros, Derek ajoelhou no chão, as mãos tocando o mesmo enquanto ele deixou o choro escapar. A mão passou nos olhos logo em seguida e ele engoliu em seco, se levantando para poder ir até a porta e esperar ela do lado de fora. Não prestou atenção nas palavras de Mad ou de Draven para ela, ele apenas esperou até que a menina viesse até a porta. Ela passou direto por si indo para o banco do carona, abrindo a porta e adentrando já colocando o cinto. Derek notou que ela estava tensa, mas a seguiu pouco depois ao esperar que o irmão fechasse a porta. Deu a volta, adentrando o banco do motorista. Deu a partida e ligou o carro, e acelerou para que saíssem. O silêncio só foi quebrado para perguntar se ela tinha comido e recebido a confirmação de que sim. Derek continuou a dirigir e Summer levou algum tempo até entender que não estava indo realmente para a casa. O carro só parou quando chegaram em frente a imensa Catedral de Liverpool, ele parou o carro no gramado, perto do murinho para o rio Mersey e desceu primeiro, se sentando sobre ele. A menina levou alguns minutos para entender que deveria fazer aquilo também, mas seguiu o pai, subindo com um pulinho no muro. — Sim, Summer. Eu a matei. Summer ficou com a cabeça baixa alguns minutos, era difícil, ela era só uma criança e ele tinha plena consciência disso. — Ela era má? Derek negou com a cabeça e a menina teve os olhos avermelhados, mas ela não parecia estar querendo chorar. Pelo contrário, era um misto de curiosidade e raiva. — Sua mãe era só uma garota riquinha que se meteu com as pessoas erradas, ela… tinha uma vida entediante e viu um monte de maloqueiro e achou que se por acaso ela se envolvesse com eles, teria emoção. — Tipo a mamãe?! Derek começou a rir e então procurou olhar para a menina que sorriu também, entretanto, ele acabou assentindo para aquilo também. — Eu não sei o que você ouviu falar sobre ela, e eu gostaria muito que me contasse, pra que eu possa te explicar. — Disseram que você é mau. — Ela abaixou a cabeça e em seguida enfiou as mãos no bolso da sua jaqueta de moletom. — Você não parece mau pra mim agora, mas parece mau quando não está e eu lembro que você fez isso, por que fez isso? — Porque eu sou. — Deu pra ver que não era o que ela queria ouvir. — Quando você nasceu sua mãe queria que eu fosse uma pessoa que eu não sou, um homem bom, com um bom emprego e uma família e ela brigava muito por isso, mas eu não queria nada… eu nem sequer queria você. Mas aí eu te conheci, quando você nasceu foi o dia mais especial do mundo e… eu não estava lá, eu queria estar e eu queria poder voltar no tempo para estar, mas eu não estava. E ela usou isso contra mim e todas as vezes.. E filha não importa o que eu diga, não vai justificar meus motivos. Ela queria te tirar de mim, ela chamou a polícia, ela fez uma restrição por alguns meses eu sequer podia te ver, foram quase dez meses com o Mad indo te visitar para trazer alguma informação ou foto…Mas você ainda estava lá. — Por que ela não queria que você me visse? Derek negou e então deu de ombros. — Ela queria que eu ficasse com vocês duas, ou com nenhuma. — Summer fez uma careta como quem não entende, mas a menina era inteligente o suficiente para assimilar o que estava sendo dito em algum momento e arregalar os olhos. — Ela começou a namorar com o Bispo. — O tio da minha amiga. Derek captou a informação para entender de onde ela tinha vindo de uma forma ou de outra e ainda que não fizesse ideia de qual era essa amiga, ele concordou. — Ele era presidente dos Blues. — Summer fez outra careta. — Ela ia fugir com ele e levar você. — Eu ia torcer pro Everton. — Não, sua genética não é burra assim. — A menina riu um pouquinho. — Eu não queria machucar, mas eu queria machucar ele. Queria muito ele, só que ela queria muito defender ele também. — Você podia ter apenas pedido. — Não era assim tão fácil.. e talvez eu seja mesmo mau. — Por quê, papai? — Derek deu de ombros.— Tem vezes que eu ouço você e a mamãe quando se machuca e ela chora e não pode te levar no médico. — Derek não tinha aquela informação, sempre achou que eles eram bem discretos quanto a tudo. — Kalel e eu achamos que você combatia o crime. Mas agora eu acho que você faz crimes ao invés. — Summer eu sinto muito. — Não sente não, pai. — A menina desceu do muro para andar um tantinho de um lado para o outro. — Você disse que se eu batesse na Melanie seria uma escolha minha e que eu tinha a escolha de não fazer, se você sentisse muito, você não faria não é? — É o meu trabalho. — Seu trabalho é cuidar do bar, é organizar a torcida para acompanhar seu time e dar alegria para os jogadores. Seu trabalho é cuidar da mamãe e do Kel, e agora tem o Teemo, e tem eu. — Summer. — Então por que você escolheu isso? Porque escolheu ser mau? — Porque é o que eu faço. — É só não fazer! — É o que eu sou! — A essa altura as falas estavam um pouco altas. A menina tirou as mãos do bolso e andou até o murinho de volta, mas cruzando os braços sobre ele e fechando os olhos ao deitar o rosto ali por alguns segundos, Derek permitiu que ela tivesse seu tempo. — Quem você é matou a minha mãe. Ela queria ficar comigo… ela ia ficar comigo. E aí você casou, titio Mad casou, e vocês tem outros filhos, e todas as pessoas que eu gosto vão embora… A Tessa, a Raven, titia Eleanor, depois a Briar… Todas vão embora e agora a mamãe tem um outro filho só dela. — Não é assim. — E se ela não me quiser mais? E se ela for embora também? — Ei. — Derek desceu do muro para pegar a menina no colo, a virando, foi reconfortante sentir o abraço esmagador da pequena enquanto a colocou sentada no muro. A abraçou de volta e deu um beijo no topo de sua cabeça. — Eu nunca vou embora, Kalel nunca vai embora… E sua mãe também não. Teemo também não… Agora somos uma família, e nós vamos ficar pra sempre com você. Eu prometo. E essas outras pessoas elas amam você, elas amam muito… Elas só não estão aqui por causa ó… — Ele fez ela levantar o olhar para ver ele apontando para si mesmo. A menina fungou um pouquinho. — Todas as pessoas que se foram foi minha culpa, não sua. — Promete que não vai deixar a mamãe ir embora? Nem o Teemo, nem o Kel? — Eu prometo. Eu vou proteger vocês, muito… — Promete que não vai mais machucar ninguém? — Summer. — Viu? É uma escolha. — Ela disse brava dando um tapinha no ombro do pai. — Está com medo de mim? — A menina negou com a cabeça. — Então está triste por Maille? — A menina voltou a negar. — Eu não me lembro, de como ela era… Vi fotos na casa da vovó, e às vezes ela chora quando olha pra mim. Eu não sei como é que está as coisas aqui. — Apontou pra dentro de si mesma. —... mas eu não queria que a vovó fosse triste por minha causa, porque você matou a mamãe pra ficar comigo. — Não, eu fiz isso por minha causa. Você não tem culpa de nada. Precisa confiar em mim, nós vamos cuidar dessa cabecinha e desse coração, e te fazer entender que nada do que aconteceu é culpa sua, Summer. Nada. É confuso agora, mas preciso que você acredite em mim e fique comigo... não pode fugir de mim ou de casa, porque… porque somos uma família e vamos passar por isso bem juntos. — Você chorou?! Chorou de verdade? Tipo que nem no casamento? — Ele sorriu, porque de fato não era como se deixasse a criança ver aquela parte frágil. Derek concordou com um aceno de cabeça e a menina colocou as duas mãos no rosto dele, fazendo ele olhar diretamente em seus olhos. O hooligan o fez, e antes que pudesse segurar o choro voltou. Os olhos se encheram e molharam o rosto enquanto soluços escapavam. Ele tentou se esconder no abraço com a criança, escondendo o rosto no ombro pequeno enquanto ela fazia carinho em suas costas. — Está com medo, papai? — Ele assentiu, notando o quanto ela tentava ser carinhosa com a forma que lhe chamou já que não era habitual e a menina deu um beijo em sua cabeça. — Do que? — De te perder, Sun... De me odiar.... De achar que eu não te amo o suficiente de ser um péssimo pai. — Nunca se imaginou desabafando com a menina daquela forma, mas na atual situação, não havia pra onde correr. — Tudo bem, eu sempre gostei mais dos vilões mesmo. Ele levantou olhar pra ela. — Me perdoa, eu sei que nada vai trazer ela de volta e eu sinto muito. Um dia eu vou te explicar, um dia vai entender que eu não queria machucar ela, eu não queria que ela estivesse lá. Eu não quero te perder. — Summer ainda não entendia, e é claro que ela perdoava. Era uma criança e como tal, ela não tinha nem a lembrança da mãe e nem sua imagem, como ficar triste por algo que a memória não mais é guardada? Ainda assim, era muita informação para se tragar com tão pouca idade. — Eu posso falar para as pessoas que meu pai é o poderoso Chefão? — Como é? — Derek perdeu a pose de sério e a menina riu. — To brincando, pai. — Ele riu um pouco também.— E então… Você é tipo aqueles caras do filme que roubam bancos? — Não é bem esse tipo de homem mau, e a gente não precisa ter essa conversa agora.
— Não, pai! A gente vai sim, sem mentira, somos uma família. E eu já tenho quase dez! —Ou seja, você é uma criança. — Eu odeio você! Ele beijou a testa dela e deixou a criança secar suas lágrimas enquanto secava as dela. — Não fala mais isso. — Não era de verdade. — Eu sei. — A gente vai ficar doente, ta chovendo. Vou faltar essa semana. — Derek a pegou no colo e levou para o carro em uma corridinha idiota depois de tanto tempo que ficaram na garoa. Não era nem o começo de todo o processo, precisariam do apoio da família, dos amigos, talvez ajuda profissional. Mas Summer ainda era uma criança… E como tal, tinha uma cicatrização mais rápida, a ferida podia ser até esquecida por algum tempo. Ao menos até que começasse a doer de novo.
Timothée Hemmings Stymest
. . . 𝔀𝓲𝓽𝓱 @de-stymest ఌ
— 𝙆𝙮𝙡𝙞𝙚 › Kylie acordou muito antes do que o necessário para o dia, se é que ela conseguiu dormir. Eram por volta das seis e meia quando levantou. E nesse momento o corpo dela era composto por cafeína e ansiedade. As crianças tinham sido ocupadas durante o fim de semana de mudanças em sua vida. Summer tinha ido para a casa dos avós na noite anterior para o fim de semana e Kalel seria deixado na casa da tia Eda logo menos, para um fim de semana com Mavis. Se certificou três vezes que a bolsa de Timothée continha tudo o que precisava antes de a colocar no banco de trás da SUV. O caminho até o hospital parecia uma eternidade, a mão nervosa de Kylie apertava a perna do Marido enquanto mesmo dirigia. Suspirava mais do que o necessário, fechando os olhos por várias vezes, tentando realmente parecer mais tranquila. Quando não era segredo que ela estava apavorada. O quarto onde ela acompanharia o filho durante os três dias necessários de internação estava pronto, com todos os equipamentos necessários e confortos possíveis para eles. Liz estava sentada em uma das poltronas com um sorriso largo no rosto enquanto mexia no celular. Kylie por outro lado estava em pé, inquieta. Passava alguns minutos olhando para a parede de vidro que dava vista para a cidade para voltar a andar de um lado para o outro. — "Calma, filha." — Calma, deveria ser piada. Não precisava olhar para o marido pra saber que provavelmente, por mais que também ansioso, ele estava achando graça da situação. — Ainda bem que já estou em um hospital. "Bom dia!" — A voz da obstetra preencheu o ambiente quando ela adentrou com uma enfermeira em seu encalço. — "Ansiosos?" — Que pergunta idiota, Kylie pensou, mas não externou. Apenas sorriu amarelo, correspondendo ao cumprimento, enquanto se aproximava das profissionais com o Marido. — "O parto vai acontecer daqui a trista minutos. Melissa já está sendo encaminhada para anestesia e já está tudo preparado." A prancheta com os resultados dos mais recentes exames foi entregue para a loira, enquanto a Doutora falava sobre posição, oxigenação e tudo que levava a crer que o parto não teria nenhum risco. Não, além do que já esperavam. — "A pediatra de vocês provavelmente já lhe passou todos os riscos perante a exposição do feto com o vírus, certo?" — Sim, sim. Tivemos alguns encontros, ela me disse sobre a medicação necessária após, a porcentagem de risco, tudo. Estamos a par. — Ela sorriu e olhou para Derek concordando com a cabeça, ao que abraçou o Marido pela cintura. — "Perfeito, vamos fazer nosso melhor para a saúde do filho de vocês. Se vocês quiserem assistir ao parto, Lucy vai guiar vocês. " — Ela sorriu enquanto indicou a enfermeira com ela. — "No demais, até daqui a pouco e boa sorte, papais." — O sorriso era simpático, ela se despediu e deixou o quarto. — 𝘿𝙚𝙧𝙚𝙠 › Ele sabia a data do nascimento da criança, sabia o horário e todo o planejamento, mas trabalhar não era bem uma questão de escolha apenas em seu ramo. Aquela noite chegou por volta das cinco da manhã, mas teve tempo para deitar ao lado da esposa e dormir como podia ou o tanto que podia, ao menos. Ainda assim, mesmo que estivesse extremamente cansado, ele conseguiu sentir quando ela deixou a cama, conseguiu ouvir os sons de passos no quarto, saber quando ela saiu dele. E sinceramente ali teria ficado se não por ela lhe acordando. Tomou um banho, um belo café para sustentar o cansaço quando se dirigiram ao local. Ansioso, sim, ele estava muito. Mas deixava a parte mais bonita para ela, e preferia ficar com a técnica. E ela contava com, um ótimo quarto em alguns andares mais para baixo e a organização para a viagem pós descanso cirúrgico que aconteceria em sete dias, mas que ele já tinha previamente pago para toda a família, logo sendo, era o último momento juntos. A pergunta soou quando ele tratava ao telefone com Joseph, que era quem estava a frente daquilo para si. Encerrou a ligação como pôde e apenas concordou, fazendo um cumprimento com a cabeça para receber o abraço de sua esposa. — Vai dar tudo certo. — Garantiu, ainda que não
pudesse. Torcia para que tudo fosse seguro e a doença não fosse transmitida ao filho, mas ele não podia estar menos preocupado, porque sabia que eles teriam todo o cuidado e suporte caso acontecesse. Beijou a testa dela e então os lábios. A porta foi aberta novamente, ao que a enfermeira trouxe as roupas para entrar na sala de parto. Claro que, só um conjunto já que o quarto tinha uma janela de vidro que permitia Liz e Derek assistirem, já que previamente autorizado pela mãe biológica. — Vai você. — Não era nenhuma duvida de que deveria ser ela a primeira a segurar o filho deles, mas ainda assim ele disse antes de deixar um beijo nela. "Eu acompanho vocês até a espera. Estamos preparando, se troque e nos encontre na porta. " Disse para ela enquanto os três saíram dali para ir com a enfermeira até o local mencionado. Ao chegar, Liz ficou sentada em uma poltrona. Derek andou até o vidro que dava para ver a sala de parto completa. Melissa já estava deitada e anestesiada. Ainda assim não dormia, razão pela qual ela estava olhando para o teto com a mão na cabeça. A porta da espera foi aberta e a mãe da moça entrou. "Olá", disse de forma gentil, parecia nervosa também e preocupada com a filha naquela situação, mas teve a empatia de segurar a mão de Liz que parecia igualmente nervosa. "Vai dar tudo certo. Ela é forte, seu neto também", a mulher disse sorrindo e o hooligan começou a estralar os dedos apreensivo, só então demonstrando o quanto aquilo o deixava nervoso, nunca havia visto um... e ao ver a equipe médica entrando no quarto para começarem, o fez sorrir procurando por Kylie que deveria estar tão animada quanto. — 𝙆𝙮𝙡𝙞𝙚 › Kylie não duvidava que Derek pediria pra ela ir, então não foi surpresa alguma. Fechou os olhos com um sorriso quando sentiu o beijo na testa, a mão acariciou a barriga dele devagar ao que eram guiados para a fora da sala. Respirou fundo quando chegaram na porta da sala de espera, por que seguiria para outra ala. A mãe lhe sorriu ao afagar seu rosto, a filha deixou um beijo em sua mão e sorriu pra ela ela na mesma intensidade. Deixou um beijo mais longos nos lábios de Derek, sorrindo pra ele ao acariciar seu rosto e se separar do marido. A loira vestia roupas confortáveis, a calça era justa no corpo e tão não teve problemas ao vestir a roupa cirúrgica. Precisou apenas tirar o moletom mais grosso, para vestir a parte de cima. Não seria capaz de descrever o nervosismo que sentia. Não tinha problema com sangue, corte, dor. Mesmo que não fosse ser ela a sentir ou passar pela experiência do parto. Mas era seu filho, era o tão esperado momento, e Kylie podia jurar que desmaiaria a qualquer momento. Ela foi guiada para dentro da sala pela enfermeira, cumprimentou com o aceno os médicos presentes e os que já conhecia previamente. Se posicionou ao lado de Melissa. Segurou sua mão para acariciar. — "Você parece nervosa." — A deu risada, mesmo que não pudesse ver, talvez ser ouvida. — Não é querendo ser indelicada, mas você parece um pouco mais. — Brincou. Por mais que desejava nunca mais ver a mulher em sua frente, a loira não tinha o coração de pedra. Não se sentia em dívida com Melissa, mas era grata. O olhar da loira lhe incentivava, nunca tinha passado a experiecia, mas como mulher e como mãe podia imaginar que a jovem não estava menos nervosa, realmente. Kylie não se afastou, ou deixou de segurar a mão de Melissa. A obstetra entrou por último, olhou para Kylie e também para Melissa com um sorriso encorajador, ao que anunciou que dariam início a cirurgia. Kylie sentiu todo o corpo arrepiar, respirou fundo fechando os olhos por um segundo, antes de procurar pelos do Marido. Sentiu o coração aumentar ainda mais o ritmo quando cruzou o olhar com ele, Derek não precisava ver por trás da máscara pra saber que a esposa estava sorrindo. E tampouco precisavam de palavras. — 𝘿𝙚𝙧𝙚𝙠 › — Essa parte não parece assim tão bonita. — Disse para as duas mulheres no mesmo ambiente que si no instante em que seu sorriso se desfez e notou que a esposa daria mais atenção para o parto. Sabia que era
importante e especial e toda aquele papo de todos, mas estranhamente, ainda que sempre tenha desejado assistir aquilo, no momento ele não conseguia ficar parado. Não tinha como não olhar, apreensivo. Queria que aquilo funcionasse da forma mais segura possível e principalmente, queria que acontecesse logo. De onde estavam viam mais a atitude dos profissionais, já que tinham um ponto de vista pela lateral do corpo da mulher e era bem coberto. Ainda assim ele conseguia saber o momento que estavam efetuando o corte graças ao monitor que registrava bem de perto a forma como o bisturi abria a barriga. Se permitiu assistir, o corte, a abertura, a mão da obstetra bem vestida pela luva enquanto ela movia perninhas e bracinhos. Todo o processo era lento, demorado. Por vezes ele olhava para a garota que sabia que não tinha dor, mas por algum motivo os olhos molhados dela lhe causava desconforto. — Devia ter janela. — Comentou. "Você não é nem louco de fumar aqui, menino". Era sempre engraçado ver alguém lhe chamando de menino, mas acabou rindo baixo e levantou as mãos como se rendesse. "Acho que ela desmaia." Liz comentou e a senhora ao lado deu um sorriso amarelo de quem não está nem um pouco afim de comentar nada. Derek viu quando o bebê passou a ser tirado pelo corte, aproximou-se do vidro enquanto a senhora saiu de perto e Liz também chegou para ver. A criança sendo retirada com todo cuidado, o rosto segurado para com cuidado a obstetra limpar, dava para ouvir o chorinho conforme os canais foram desobstruídos e o corte do cordão antes de levar para uma maca e enrolar como podia. Era notável o choro da biológica, que cobriu o rosto enquanto ouvia toda a situação assim como os que assistiam. Derek olhou para Kylie, sabia que a filmagem que encomendou do momento gravaria bem aquele momento, mas ele só queria prestar atenção nisso também. No instante em que a enfermeira com aquele cisco de gente enroladinha no lençol era levado até os braços da loira. — 𝙆𝙮𝙡𝙞𝙚 › Estava em pé ao lado da maca e preferiu ficar daquela maneira, conseguia ver o trabalho dos médicos , tudo parecia se mover rápido demais, mesmo que o processo não fosse assim tão rápido. Qualquer movimento que parecia um pouco mais apressado fazia a loira se perguntar se alguma coisa estava dando errado. Por isso ela inclinava um pouco mais o corpo, para a visão melhor dos médicos. Sabia que Melissa não sentia dor, mas a mão apertava a sua da mesma maneira forte que a de Kylie apertava a dela. Notou o choro e sentiu o desconforto do corpo, não tinha dor, apesar de claro ser um ato importante. Não sabia como se portar diante daquela situação, por isso apenas manteve a mão na dela. As enfermeiras se certificavam de tempo em tempos perguntando para a jovem se ela não sentia dor, ou qualquer outra movimentação. Kylie e Melissa trocaram algumas piadas de descontração e comentários divertidos durante o parto. Por vezes ela também encontrava um Derek aflito ao lado de fora, o que a fazia dar uma risada gostosa. Afinal, foram longos 47 minutos. Quarenta e sete minutos até o coração ir parar na garganta ao ouvir o anúncio dos médicos. Se afastou um pouco mais, pra poder assistir enquanto via o filho ser puxado para fora, os cuidados com o cordão, com o pegar. O segurar. A primeira lágrima escorreu quando ela ouviu o choro. Sentiu todo o corpo arrepiar e ela engoliu em seco, a mão foi solta para Melissa cobrir o rosto. O quadro delicado de Timothée exigiam alguns protocolos específicos. Por isso a loira ficou apreensiva quando por cima do ombro dos médicos assitia o filho ser imediatamente levado ao banho, enquanto os profissionais continuaram com a finalização do parto. Céus, o processo levava séculos, horas? Kylie sentia até a respiração faltar um pouco, enquanto continuava a ouvir o choro vindo de seu filho, fazendo o coração bater acelerado. "Calma, mãe. Quase la." Mas naquele momento tudo que kylie enxergava era o filho vindo até si. Ela sorriu largo ao que com as mãos trêmulas segurou o neném nos braços. Céus, ela não saberia descrever. "Parabéns, mamãe."
Foi ouvido da enfermeira que lhe entregou, mas continuou por perto. A loira olhou para o rostinho chorando, se mexendo agitado enquanto tentava soltar as mãozinhas. Mais algumas lágrimas escorriam pelas bochecha. — Oi, meu amor. Oi. — A voz era calma, baixinha. Kylie subiu o olhar para Derek e se virou de ladinho pra que ele tivesse uma visão do filho. — O papai tá bem ali, ó. — Ela apontou para a janela, como se fosse realmente compreensivo para a criança que apenas chorava. Melissa tirou as mãos do rosto para se virar, talvez tenha sido um pedido silencioso. Kylie particularmente não gostava da ideia de qualquer apego emocional, não mesmo. Era técnico. Mas se abaixou um pouquinho para que a jovem pudesse ver o rostinho da criança. — "Parabéns." — Ela sorriu para Kylie, a mão afagando a cintura da loira como pode. Infelizmente o momento durou menos do que ela gostaria, enquanto kylie era guiada para fora da sala, já que Melissa seria logo encaminhada para o pós cirúrgico. Foi auxiliada a tirar as roupas com segurança, enquanto ela ainda tentava se recuperar e parar o choro. A enfermeira brinco com ela, que apenas ria e concordava. "Logo levaremos ele ao quarto pra vocês". Abriu a porta trêmula ao que adentrou o cubículo onde sua família estava. Cobriu o rosto com as mãos, o sorriso largo, enquanto deu uma corridinha até encontrar com Derek e lhe abraçar pelo pescoço. — 𝘿𝙚𝙧𝙚𝙠 › Okay, ele sabia que era emocionante, esperava de fato. Mas a quem conhecesse o rapaz saberia que ele não tinha qualquer domínio sobre como era seu medo de choro. E Liz foi a primeira, ele ouviu aquele som quase desesperado vindo da droga que chorava e colocava a mão no vidro da forma mais "bonita" que alguém poderia fazer, mas ainda assim era um choro. A outra mulher também estava lá, aos prantos e Derek se viu obrigado a fingir que estava com torcicolo para manter a postura sem olhar para nenhuma das duas. Ele assistiu, quando o bebê era limpo, assistiu todo o processo embora vez ou outra não desse para ver muita coisa. Ainda assim, quando ela virou para si, o homem fez um coraçãozinho com as mãos, os olhos ficaram cheios de água também e ele deu um sorriso soprado, maneando a cabeça em negação. "Ele é perfeito, meu amor." a boca só moveu para que ela pudesse entender o que estava falando, a beleza de Timothée era incomparável, ou era por conta de Derek estar tão perdidamente apaixonado por seu bebê. Liz tentava falar com a filha, elogiar ela e a criança. O processo que a mulher provavelmente não esperava que Kylie um dia teria devido a sua infertilidade, seus olhos mantiveram-se na cena. Até o filho ser levado, ele recebeu o abraço da sogra. E em seguida uma parabenização da mãe de Melissa, Derek esperou a esposa aparecer. Seu sorriso se alargou, e ele secou as lágrimas antes de rolarem. Reduziu as passadas, chegando até ela quando a mesma lhe abraçou, apertou sua cintura com todo o carinho do mundo, a tirando do chão para girar enquanto enchia seu pescoço de beijos. — Vão indo para o quarto para receber ele, eu já to indo pra lá. — Disse para as duas, e Derek tocou o ombro da senhora ao seu lado. — Vamos lá? — A mulher concordou enquanto fazia um aceno para a loira. A janela foi fechada para que não vissem mais nada já que a mãe ainda recebia os tratamentos comuns pós o parto. [ • • • ] O Hooligan levou a senhora até o quarto que tinha pago para sua filha, a ajudando com o básico para o preparo do ambiente. Esperou com ela até que a filha viesse ser colocada na cama, parecia cansada e sonolenta. O Hooligan pegou no ombro dela. — Muito obrigado, por tudo. — A menina só concordou, parecia querer chorar e o rapaz evitou ver ao se despedir e esperava do fundo do coração para o resto da vida. Subiu novamente para o quarto com a esposa, batendo antes de entrar. — 𝙆𝙮𝙡𝙞𝙚 › — Você tá chorando. — Ela disse, com a voz embargada no próprio choro e com uma risada gostoso recebendo os beijos de Derek. Ela afagou o rosto dele ainda sorrindo e lhe selou por fim, ainda com as testas coladas, antes de concordar om a cabeça.
Todos os papéis já haviam sido assinados, toda a documentação que garantia que Timothée era filhos deles, mas o toque dos Stymests era sempre necessário. Liz não pareceu questionar, e também não fazia muita questão no momento. Kylie sorriu para a mulher que se ausentou com Derek, o seguindo com o olhar até que saísse pra entrar ser sufocada no abraço da mãe. A loira deu uma risada gostosa porque a expressão no rosto de Liz dizia tudo. Kylie nunca se imaginaria em um lugar como aquele, até mesmo pela infertilidade, mas também porque jamais imaginou que iria ter algo parecido com aquilo. Uma família, a sua família. E era tudo tão incrível. [ • • • ] O desenrolar da hora que correu após o nascimento de Timothée parecia ainda mais longa que toda aquela espera de meses pelo filho. Derek ainda não tinha retornado, e Kylie sabia bem o motivo. Explicava para a mãe enquanto prendia o cabelo em um rabo de cavalo e limpava o rosto inchado na frente do espelho. O sorriso não deixava o rosto e as mãos ainda estavam um pouco trêmulas. A mãe dava risada, mesmo que igualmente emocionada. A loira tinha substituído o jeans por uma calça também de moletom para maior conforto. Ficaria ali pelos próximos três dias necessários de internação. O filho não poderia ser alimentado pela mãe biológica, e suas primeiras refeições seriam através do Banco de Leite, previamente solicitado pela pediatra. A batida na porta anunciou a entrada da enfermeira com o pequeno pacotinho de gente deitadinho em um daqueles bercinhos móveis. A pediatra logo veio atrás.— "Oi, mamãe. Cheguei, e estou com fome". — A jovem enfermeira brincou. Ele parecia sereno, provavelmente controlado pelo sono, a roupa que tinha separada previamente que parecia simplesmente feita pra ele. Kylie sorriu largo ao pegar o filho no colo, que logo despertou. — Oi meu amor, oi. — Voltando a se mexer mais agitado e ameaçando abrir outro choro. A loira se sentou na poltrona, balançando de levinho pequeno ao que a enfermeira lhe entregava a mamadeira explicando sobre os cuidados iniciais. Kylie parecia assustada, e não só, estava. — "Estou aqui filha, vai dar tudo certo, fica tranquila." Timothée pegou o bico específico da mamadeira de forma rápida, o furo e a sucção tinham um mecanismo que dificultava o bebê a engasgar, mesmo que a força que ele aplicava em mamar fosse absurda. Kylie riu, deixando um sorriso e uma lágrima escapar enquanto assistia o filho. — "Bom..." — a pediatra começou. — "Primeiramente, parabéns mamãe. Está tudo mais que certo com o pequeno, na iniciamos a primeira dosagem da medicação tá? E a enfermeira vai vir sempre nos horários das próximas, durante os três dias. E você pode ficar despreocupada. Se precisar de auxilo com banho, ou algo. Nossa equipe está aqui pra isso, bem vinda a bordo." A loira deu risada e concordou com a cabeça enquanto ouvia e prestava realmente mais atenção no filho que mamava. Ia responder para a Doutora e agradecer como deveria, quando o Marido entrou. — Olha quem chegou, filho. É o papai. — A voz era mais doce, naturalmente. Olhou para Derek com o sorriso que parecia rasgar o rosto e depois para o filho. — 𝘿𝙚𝙧𝙚𝙠 › Não precisou de uma resposta para entrar, era apenas o alerta de que estava ali que precisava antes de abrir a porta. Moveu a cabeça ao cumprimentar a mulher ali e esperou até que ela terminasse de dizer para só então olhar para esposa. — Ei! Isso foi complicado? — Perguntou pra ela quando notou que ela amamentava. Mas pegando um banquinho para levar para mais perto da poltrona. Se sentou, embora parecesse uma mesinha, mas ficava um pouco mais baixo do que o colo da esposa. O sorriso nasceu ali, os olhos até voltaram a ficar avermelhados, mas ele não se importava, a mão tocou a cabecinha coberta pela toquinha que ele usava, para alisar na barra dobrada e não diretamente na pele, o toque era bem gentil, o polegar ia e vinha enquanto olhava o buço do menino movendo, o vãozinho entre eles ainda mais aparente com a sucção faminta. Os olhinhos pareciam confusos entre fecharem de vez ou se continuavam abertos, ele parecia
encantado com o mundo novo. — Oi, você não me conhece ainda né? — Disse para o bebê, a voz baixa e até um pouquinho mais fofa do que o de costume, Derek sorriu largo e procurou olhar para loira, entretanto no processo os olhos se encheram de água. Estava feliz, de fato, não era algo que tinha tido a chance de viver e um sonho que já tinha deixado de querer por um tempo, mas que agora ele reconhecia existir tão forte quanto antes. Sua boca enviesou e a mão livre tocou o rosto dela ao que ele se levantou para dar um beijo na testa da mulher, demorado, ocultou que dessa vez de fato ele derramou algumas lágrimas. — Eu amo vocês. — Disse pra ela, enquanto afastou-se e secou o rosto. Andando para ficar atrás da poltrona onde dava uma visualização boa de como ela o amamentava. A mão tocando o ombro dela para acariciar enquanto ainda sorria e sentia toda aquela emoção tomar conta de si. — É o joelho mais lindo que eu já vi. — Brincou, fazendo a sogra rir. — 𝙆𝙮𝙡𝙞𝙚 › A Doutora deixou a sala logo após a explicação, felicitando mais uma vez ambos e a enfermeira seguiu seus passos, reforçando que qualquer coisa era só chamar. Liz assistia a cena do sofá próximo a janela grande de vidro, Kylie seguiu o marido com os olhos quando ele se aproximou. O bico foi tirado da boquinha rápida de maneira lenta, para que ele pudesse dar uma respirada. A loira riu pelo desespero, mas logo voltou a dar a mamadeira. A pequena interação fez os olhos brilharem, ela tinha aquele sorriso bobo enquanto olhava para o Marido. Maneou a cabeça de lado para sentir mais o carinho dele. — Eu amo você. — Sussurrou pra ele, antes mesmo de o ouvir dizer. Fechou os olhos para o beijo, sentindo o rosto ser molhado novamente por mais algumas lágrimas. Ela mordeu o próprio lábio, negando com a cabeça algumas vezes como se quisesse afastar o choro, mesmo que fosse um bom. Mas o choro foi substituído por uma risada que se juntou a da mãe. — meu deus, amor! — Ela o olhou, rindo enquanto deitava a cabeça em sua barriga e voltava a olhar pro filho. — Não fala assim do Timotio. — Brincou. Mais uma batida na porta interrompeu a família, mas dessa vez não foi a aberta a voz anunciando que era a promotora. Liz prontamente se levantou sem precisar que lhe pedisse. — "Eu conheço verônica, pode deixar que cuido disso. Já está tudo resolvido, não?" — Sim, mãe. Provavelmente só pegar os papéis. Obrigada. — "Assim você aproveita ele antes de eu roubar." — Disse com um sorriso no rosto, ao que deixava o quarto. A mamadeira tinha chegado ao fim e ela estendeu o recipiente vazio para Derek, ao que o filho começou a fechar o cenho. — Ala, nasceu mais um dragãozinho pra você. — Ela se preparava para apoiar o filho no ombro para o processo de arrotar, ela se levantou devagar enquanto conseguia segurar o pequeno todo com um braço e delicadamente dar tapinhas bem leves nas costas. — Vida, pega aquela fralda ali, coloca no meu ombro. Eu só trouxe esse moletom... Garoto, isso é Fendi. Não vamos querer começar assim, né? — 𝘿𝙚𝙧𝙚𝙠 › Derek não entendia porque a mulher não se permitia sentir tudo quanto deveria. mas achava uma graça ver ela tentando tanto. Ele não ouviu ela dizer que lhe amava, mas era o que sempre falava: já sentia. De todo modo, o riso dele foi mais contido e breve. Era apenas para descontrair e tinha ficado feliz por ter acontecido. — Obrigado, Liz. — Disse por fim, enquanto via a loira se levantando. O Hooligan foi até as coisas separadas, pegando a fralda citada por ela. — Nós não nós importamos não é? — Disse ao pequeno bebê, forrando a fralda, enquanto prendia e aproveitava para olhar o rostinho confuso da criança. Mandou um beijinho e se afastou para posicionar o bercinho próximo a cama dela. O quarto tinha mesa com cadeiras, um sofá espaço além da poltrona e a cômoda. Ele foi até a janela para fechar a cortina e deixar tudo o mais clean possível para eles. Não precisavam ficar, mas imaginava que Liz também iria querer ficar. Ele, era uma certeza pela forma como abriu a gaveta para guardar suas coisas, exceto pelo celular já que tirou fotos para
registrar o momento. — Tinha que ver sua cara quando ele nasceu, foi incrível. Sua mãe te olhava assim, Teemo. — Fez uma expressão abobada e sorriu, o som do arrotinho saiu e o pequeno pareceu parar de lutar com a curiosidade e pegar no sono. — 𝙆𝙮𝙡𝙞𝙚 › Ela deu um sorrisinho olhando para Derek e negou com a cabeça. Parou os movimentos quando ele forrava o braço, logo voltando a balançar sutilmente. A loira observava os movimentos do marido com um sorriso no rosto, cantarolava baixinho mesmo uma música aleatória enquanto balançava o filho. Fechando os olhos para não chorar mais uma vez. Ouviu o som da câmera, olhou por cima do ombro ainda com aquele sorriso bobo no rosto. Arqueou uma sobrancelha enquanto o ouvia falar e deu uma risadinha. Não conseguia ver direito o rosto que Derek fazia por ele estar atrás dele, mas podia imaginar. — Teemo. — Repetiu baixinho. — Seu pai chorou filho, e você deveria crescer contando isso pra todo mundo. — Ela notou quando o pequeno parou de se mexer tanto logo após o arroto. — Dormiu? — Mas não esperou de fato uma resposta. A loira deitou o pequeno no bercinho, que já estava forrado com a mantinha que ela usou pra o enrolar como um casulo. Torcia pra estar fazendo aquilo certo, porque sentia que poderia desmaiar a qualquer momento. Ainda pegando ainda um segundo cobertor pra colocar nele. Ela parou, em pé, olhando o filho e depois olhou pra Derek. — sério, olha esse cenho franzido. — Era engraçado, porque ele estava na mais relaxada forma, dormindo, e a testa fazia pequenas ruguinhas entre as sobrancelhas que faziam ele parecer bravo. — Derek, essa criança nasceu brava. — Olhou pra ele rindo, porque a comparação que ela estava fazendo era clara. Era o filho deles, bem ali. E a loira não podia estar mais feliz ao que abraçou o marido pelo pescoço, descansando a cabeça em seu ombro.
Say You Won't Let Go — James Arthur.
I met you in the dark You lit me up You made me feel as though I was enough We danced the night away We drank too much I held your hair back when You were throwing up
Then you smiled over your shoulder For a minute, I was stone cold sober I pulled you closer to my chest And you asked me to stay over I said, I already told ya I think that you should get some rest
I knew I loved you then But you'd never know 'Cause I played it cool when I was scared of letting go I know I needed you But I never showed But I wanna stay with you Until we're grey and old Just say you won't let go Just say you won't let go
I wake you up with some breakfast in bed I'll bring your coffee With a kiss on your head And I'll take the kids to school Wave them goodbye And I'll thank my lucky stars for that night
When you looked over your shoulder For a minute, I forget that I'm older I wanna dance with you right now, oh And you look as beautiful as ever And I swear that everyday you'll get better You make me feel this way somehow
I'm so in love with you And I hope you know Darling, your love is more than worth it’s weight in gold We've come so far my dear Look how we've grown And I wanna stay with you Until we're grey and old Just say you won't let go Just say you won't let go
I wanna live with you Even when we're ghosts 'Cause you were always there for me When I needed you most
I'm gonna love you till My lungs give out I promise till death we part Like in our vows So I wrote this song for you Now everybody knows 'Cause that is just you and me Until we're grey and old Just say you won't let go Just say you won't let go
Just say you won't let go Oh, just say you won't let go https://www.youtube.com/watch?time_continue=200&v=0yW7w8F2TVA