Muitas coisa haviam mudado na vida de Rodolphus, os tempos de adolescente, pareciam ter sido vividos em outra vida, ele havia mudado, não somente pelas coisas que havia ganhado, mas também pelas que havia perdido. Sua saída de Hogwarts havia sido conturbada, a morte de Rosier logo antes da formatura o havia pegado do surpresa, e logo depois da formatura a morte de seu pai, a unica coisa que havia mantido os pedaços do garoto unidos havia sido Alecto. Em sua mente a um tempo atras ele nunca se imaginaria vivendo a vida que ele tinha, havia assumidos os negócios da família, provia não somente para sua casa, mas também para sua mãe que morava sozinha na antiga mansão que costumava ser sua casa, se casar havia sido uma esperiencia unica, apesar de nunca ter tido a Alecto, aquele havia sido o dia mais feliz que ele tinha em sua memória, depois de tanta dor que ele estava carregando, a sua vida de casado havia chegado para ser o ponta pé de uma nova vida. Apesar de ele ter mudado em muitas coisas, Rodolphus ainda era fiel a suas antigas praticas, como ser um comensal, ele ainda queria em seu intimo um mundo limpo se sangue-ruins, e ele tinha a esperança que esse acontecimento estivesse mais perto que longe.
Ele estava na cozinha já pronto para sair para trabalhar quando se surpreendeu com Alecto já de pé e arrumada para sair, ela foi muito rápida como se estivesse evitando que ele fizesse alguma pergunta, o que só fez ele ficar ainda mais desconfiado. Ele saiu para o trabalho ainda pensando nisso, muitas ideias passaram por sua cabeça, mas a medida que o dia ia passando ele deixou de pensar, afinal tinha que prestar atenção no que estava fazendo, a época de brincadeiras havia ficado para trás. Hoje ele estava sem muitas coisas para ele próprio resolver, o que fez ele voltar para casa muito mais cedo, no caminho viu Amycus, o reconheceu de longe apesar de ele estar de lado, Amycus ainda não havia aceitado a ideia de que Alecto e ele estava casados. Nesse momento um antiga lembrança veio a cabeça de Rodolphus, quando Amycus havia descoberto que ele e Alecto andavam se encontrando, hoje essa ideia o fez sorris, no fim ele havia tomado mesmo a decisão certa. Ele aparatou no portão de sua casa e seguiu pelo jardim para a mansão que estendia-se gloriosa ao lado das outras casas, ele mordeu o lábio pensando se Alecto já havia chegado em casa, na porta o esperando estava Kuizia, a elfo-doméstica da família, ele passou pela mesma, e parou virando-se olhando para ela. -Alecto já esta em casa?- perguntou ele. -Não Senhor, minha Senhora ainda não chegou.- disse o elfo passando um dedo no outro nervosamente.
Assim que escutou a resposta do elfo Rodolphus virou-se indo para o seu quarto, não estava com fome, havia comido no Caldeirão Furado, ele tirou aquela roupa social, ele havia mudado, mas seu ódio por esse tipo de roupa havia permanecido, ele vestiu roupas mais leves e sentou-se na cama, a sua pasta estava na mesa de cabeceira junto ao seu óculos, ele pegou o óculos e a pasta tirando alguns papéis de dentro da mesma, alguns contratos e encomendas que ele havia recebido hoje, ele teria que analisar as mesmas antes de tomar qualquer decisão. Submerso na leitura podia se ver algumas marcas de expressão que havia se formado em seu rosto, ele ainda tinha o corpo esguio e definido, seu cabelo negro mantinha-se do mesmo modo de sempre. O fim de tarde estava quente e abafado, ele deixou os papéis de lado e encostou sua cabeça na parede fechando os olhos, não pretendia dormir apenas acamar sua mente, já havia trabalhando e sentia um pequena dor de cabeça, ele tirou os óculos e apertou sua têmporas suspirando. Ele escutou passos, sons de uma sapato de salto alto batendo na madeira, vinham em direção ao seu quarto, era Alecto, ´´finalmente´´ pensou ele, e a garoto abriu a porta.
Ele abriu um sorriso quando viu ela, ele achava que seria impossível, mas ultimamente ela parecia ainda mais bonita. Ele abriu os braços para e ela e viu-a correr para si, sentando-se no seu colo. Ele sorriu enquanto ela beijava o seu costo e pescoço, fazia cocegas, ela parecia uma criança quando encontra o melhor amigo depois de um tempo separados. Quando ela afastou ele a fitou esperando-a despejar montes de palavras, parecia que ela queria contar algo, mas ao invés disso ela apenas abriu um largo sorriso, ele sorria também, mas levantou a sobrancelha franzindo o cenho, perguntando-se o porque de tudo aquilo. O choque apareceu no rosto do garoto quando ele viu uma lágrima rolar no rosto dela, rolar entre o largo sorriso, ele levantou a mão até o rosto dela enxugando a lágrima e beijando seu rosto de olhos fechados. -Porque essa lágrima querida?- perguntou ele afastando-se novamente para fitar o rosto dela, ela demorou alguns longos segundos até falar novamente, ela começou e parou, o que fez com que o garoto assentisse para mostrar que ela podia continuar, podia falar. Nunca ele estaria ocupado demais, estressado para ela, somente para ela, ele era compreensivo ele não não conseguia ter um sonho, visão de felicidade sem pensar nela. Quando ele escutou as palavras dela achou que estava tendo miragens, o mundo girou a sua volta, sua garganta embolou, ele não conseguia respirar, se aquelas palavras haviam mesmo saído da boca de Alecto, ele seria pai. Pai, ele não conseguia processar tudo aquilo, era demais, estava começando a ficar vermelho quando lembrou-se de respirar, ele nunca havia tido uma relação exatamente perfeita com seu pai, mas havia sentido sua perca. Sempre havia se perguntado se seria um bom pai, chegou até a sonhar com algumas coisas que poderia fazer junto com seu seu filho, um pai presente, uma lágrima rolou em seu rosto, ele tentou dizer alguma coisa, falar como estava feliz, Rodolphus Lestrange estava sem palavras, ele a fitou e beijou-a segurando seu rosto levemente entre as suas mãos, ela não podia ter lhe dado um melhor notícia, ele sentia que aquele momento poderia ser infinito.
Ela ficou uns momentos o fitando, tentando entender sua reação. Ele estava completamente paralisado, e ela notou que ele mal respirava. Parou ali mesmo, achando que tinha feito uma grande bobagem contando para ele, assim, desse jeito. Será que ele estava bravo? Franziu o cenho, diminuindo seu sorriso. O tempo que ele ficava em silêncio era torturante. Estava prestes a sair de seu colo quando ele segurou seu rosto e a beijou. Quando se separaram, ela suspirou aliviada, desfazendo aquela postura suspeita dela.
"Você está bem?", perguntou em voz baixa, olhando bem fundo em seus olhos. Passou a mão por seu rosto, acariciando seu maxilar para que ele relaxasse sua expressão. Em seguida saiu de seu colo e o puxou levemente, fazendo com que ele desencostasse da parede. Foi para trás dele, posicionando suas mãos nos ombros, começando a massageá-lo. "Nós vamos conseguir, sei que sim", sussurrou, beijando seu pescoço enquanto movia suas mãos. Estava nervosa, sim, mas também ansiosa. Não queria ser uma mãe ruim, queria ser como uma versão melhorada de sua própria. Sabia que Rodolphus não erraria assim como ambos os pais fizeram, até porque ela não permitiria. Como ela havia dito há tempos atrás, não queria que os outros pensassem que eles estavam juntos só por status. Um dia descobririam que havia muito mais que isso incluso no relacionamento, amor. E esse mesmo sentimento os fariam diferentes dos demais, afinal, não criariam aquele filho cheio de regras e punições, mas com muito mais que isso. Criariam-no do jeito certo, o jeito que ela ou ele nunca tiveram, mas pelo menos Alecto sempre desejou.
"Vai dar certo", murmurou, mais para si mesma do que para ele. Estava insegura, completamente. Depois de pensar melhor, pôde perceber que estava com medo. Estava apavorada de ser uma péssima mãe, não aguentaria ser odiada pelo próprio filho. Suportava o ódio de seu irmão, seu pai e todo o resto do mundo, mas não de uma criação dela, não algo que tinha parte dela consigo. Alecto não amava seu pai ou seu irmão, nunca amou nenhum dos dois, apenas os aguentou até o limite onde pôde escapar, mas não aquele filho. Mal havia tido certeza de sua existência e já o amava, assim como amava Rodolphus. Soltou-o e respirou fundo, fechando seus olhos. "Não sei se consigo fazer isso", admitiu, baixando a cabeça. Abraçou-o por trás, com a bochecha colada em suas costas. Não queria que ele a visse, não daquela forma. Já estava achando que voltaria a chorar, mas não de felicidade, e sim de medo. Ela não suportaria chorar à sua frente de novo, não mesmo. Conteve-se, mantendo-se às costas dele, só por precaução.