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Couple mood: Micastrid.
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A new reboot, a new cast (também chamado como o here we go again da high hopes).
Introducing: The Bishop.
Marley, James, Uriah, Astrid, Elio e Eliza.
I miss you... and I love you.
Desde que YouTubers começaram a investir em sua própria imagem para serem encontrados por olheiros, estúdios, gravadoras e qualquer lugar que lide com artistas começou a crescer muito em demanda. Eu, como produtora audiovisual, raramente tinha um dia inteiro para descansar. Muitos vídeos musicais dos artistas da gravadora para produzir, garantir que nada estaria faltando e nem teria o que atrapalhar. Tanto trabalho quanto aqueles produtores que trabalham em Hollywood e suas megas produções. Os produtores da Sony não tem um dia de paz e a prova disso (se é que ainda restavam dúvidas) chegou quando a gravadora rompeu o contrato com um artista revelação que foi achado na internet por um olheiro. O motivo disso? O rapaz simplesmente não entregava nada e não colaborava com a própria carreira depois que o boom do sucesso inicial o alcançou. Esse foi o início da merda que se desenrolou.
Prédio da Sony Music, Nova York, o ano que só deus sabe.
Por não ter passado a noite com Micah já que ele estava ocupado no trabalho, acabei por chegar mais cedo na gravadora para adiantar parte do processo de preparo para a gravação do novo single da Pink que iria acontecer num local alugado pela produção após a mulher repassar os vocais aqui mesmo.
Tudo estava caminhando conforme o esperado, a equipe focando esforços no grande evento do dia antes que a artista chegasse. Foi um pouco depois do almoço que o primeiro tiro disparou. Pelo barulho, só podia ser no andar de baixo. Em seguida, gritos. Olhei para Melanie e Ronan em alerta.
- Temos que sair daqui. - Aviso aos dois que concordaram e sem demora já fomos nos encaminhando para os elevadores. Todos fora de funcionamento. Foi aí que senti meu coração disparar. - Escadas. - Tento outra rota.
- Astrid, se os elevadores não estão funcionando, seja lá quem estiver aqui no prédio, está usando as escadas. Talvez seja melhor nos escondermos. - Ronan segurou meu braço quando eu só queria sair dali. Melanie parecia nem conseguir se mover direito, em choque.
- Você quer ficar aqui?! Sério? - Perguntei em sussurros. Antes que eu pudesse ter uma resposta, mais tiros. Nas escadas.
Junto com meus dois amigos, nós corremos para uma das salas que usávamos para guardar o basicamente instrumentos velhos ou que estavam aguardando reparo. Os gritos tornaram-se mais altos, pedidos de socorro poderiam ser ouvidos, objetos quebrando, mais tiros. Eu me encolhi atrás de uma bateria, tentando ficar o menos visível possível. Ronan e Melanie também procuraram lugares dentro da sala para ficarem escondidos enquanto tentávamos entender o que acontecia.
Em meio ao caos lá fora, Ronan aproveitou a oportunidade para ir até a porta tentar ouvir algo. Melanie e eu tentamos impedir, mas é claro que fomos ignoradas. Antes que ele falasse alguma coisa, eu mesma já tinha ouvido uma voz conhecida. Jordan Pale, o artista demitido no mês passado e que estava tentando vender a gravadora em um processo judicial. Ele gritava alto, a voz parecia de uma pessoa claramente alterada. Alguns segundos depois, a porta da sala abriu com brutalidade, assustando Ronan que estava tentando ouvir o que tinha acontecido. Só que esse susto foi o suficiente para que Ronan caísse no chão com uma bala atravessando sua cabeça. Nesse momento eu cobri a boca com as duas mãos, fechando os olhos apertados.
- Além de terem me fodido ainda querem me assustar? Eu vou levar tudo o que tenho direito e isso inclui até a vida de quem ajudou a destruir a minha. Todos vocês! - Ele gritou para o cadáver de Ronan. Minhas mãos já estavam molhadas por conta do choro, a imagem do meu amigo caindo no chão de olhos arregalados. - Ei, Nate, Cameron, já reuniram todo mundo? Porque achei esse daqui escondido. Bom, agora tá morto. Vem cá um dos dois. Agora, mermão! Anda! - Vociferou para seus colegas, a voz arrastada.
Com um dos seus parceiros chegando, os dois entraram na sala e não demorou para nos encontrar. Melanie foi puxada pelo braço por um dos rapazes e Jordan me encontrou. Não tive tempo nem mesmo de reagir e meus cabelos já estavam sendo puxados com violência. Senti o ferro da arma pressionado contra a minha têmpora logo em seguida. - Astrid Bishop! Achou que poderia se esconder, docinho? - Um riso de deboche.
- O que você quer, Jordan? Por favor, pare com isso. - Imploro, tentando me manter firme. Ele não ajudou em nada ao me parar em frente ao corpo de Ronan, forçando minha cabeça para baixo.
- O que eu quero, Bishop? Eu quero que você olhe bem para o seu amigo e entenda o que vai te acontecer se não colaborar. Vocês me tiraram tudo e eu fiquei na merda. Agora é a minha vez e sou eu que mando! - A cada sentença, ele forçava mais a minha cabeça sem o menor cuidado. Eu sentia o cheiro de álcool exalando e as pupilas dele estavam extremamente dilatadas. Não respondi nada, apenas assenti e tentei focar em não ser morta ou ficar muito tempo olhando para Ronan.
Melanie e eu fomos levadas para onde estavam os outros reféns. Ronan não tinha sido o único morto e outros feridos também estavam ali. Jordan tinha vindo com seu próprio grupo, alguns deles revirando o andar e as salas, quebrando tudo, pegando o que tinha de valioso e também o que fica guardado para lançamentos futuros, ou seja, o que ainda não tinha chegado até o público.
Não sei afirmar quanto tempo se passou. Sei que foram horas ou assim pareceu. A polícia já tinha entrado em contato diversas vezes para tentar negociação, eu vi mais colegas sendo mortos. O disparo de uma arma é absurdamente alto na vida real e deixa um zumbido no ouvido de quem está perto. Ainda assim, esse fato não é nada perto de ver vidas sendo tiradas a troco de nada. Apenas por uma revolta. Em determinado momento, Jordan Pale começou a brincar para escolher quem seria sua próxima vítima. Ele já não queria mais nada. Ele só queria...matar. Perdido dentro de si mesmo.
A cada tiro, eu pensava na minha família, nas pessoas importantes para mim. A cada tiro, eu sentia que estava mais perto da minha vez. A cada tiro, um momento vivido vinha na mente e eu parecia enxergar toda a curta jornada que tive em apenas um flash. Me mantive calada porque todas as pessoas que imploraram acabaram morrendo primeiro. Uma pilha de corpos. Só me encolhi o máximo que eu podia, mantendo os olhos fechados e pedindo para Deus me ajudar. Eu estava sufocando.
- Quem será agora... - Jordan falava distraído enquanto seus colegas vigiavam as portas e reféns. Seu hálito foi sentido perto de mim. Apertei as mãos. - A produtora de merda que disse que meu trabalho falta conteúdo e dedicação? Profundidade? - Ele provocou e eu me mantive calada. - RESPONDE, ASTRID! - Senti meu corpo estremecer. Minha voz não queria sair.
Segundos depois, com Jordan quase puxando o gatilho, a porta foi arrombada. Um novo caos se instaurou e quando me dei conta, o sangue de Jordan Pale estava espalhado em meu rosto, cabelos e roupa. Cobri os ouvidos com as duas mãos, apertando e me curvando. Foi nessa posição que eu fiquei, chorando e não querendo ver mais nada até sentir mãos me segurando. Uma voz ao longe falando comigo. Parecia dizer que estava "tudo bem". Nada está bem. Então só deixei que fossem me guiando para fora.
No térreo, fui levada até uma ambulância para ser examinada. Meu olhar era de puro choque e eu tentei responder só o essencial mesmo que até isso fosse difícil. Quando me liberaram, eu não sabia o que fazer ou para onde ir. Me sentei na calçada mesmo. Liguei para os meus pais para que viessem me buscar. Em seguida, o telefone de Micah. Caixa postal.
Deixe seu recado...
- Eu sei que você está trabalhando, mas eu realmente preciso de você agora. Eu vi amigos e colegas sendo assassinados na minha frente e quase aconteceu comigo também. Só não aconteceu porque a polícia conseguiu entrar. Micah, eu acho que nunca te disse isso mesmo que eu esteja com você desde a escola. Eu te amo. E eu te amo muito. Não existe outra pessoa pra mim. É você e todo o caos que nos acompanha. Não quero mais ser só a "ficante séria" porque sei que podemos e somos mais que isso. Eu não quero mais desperdiçar um minuto sequer da minha vida. Eu te amo. -
Aquele beep final, indicando que o tempo tinha esgotado.
Abracei meus joelhos e escondi o rosto ali, não me movendo até ouvir a voz de Marley e James, indicando que eles tinham vindo por mim.
YEARBOOK: Ladies and gentlemen, the class of 2021 from Trinity School.
Resposta de Astrid Bishop ao pedido de Micah Puckerman.
W/ @hhcorporation
Os corredores estavam mais agitados que o normal por conta do baile de inverno que infelizmente iria unir os alunos da Trinity com os da Hackley. Eu queria me divertir no baile com os meus irmãos e amigos, mas sabia que Cyrus estaria por lá e desde nosso último encontro um tanto quanto polêmico, onde eu deixei de sentir qualquer afeto por ele, a ideia de Cyrus no mesmo ambiente que eu, não me soava animador. Ainda assim, eu sabia que não poderia me privar de algumas experiências por conta de um garoto com a masculinidade tão frágil que precisou me atacar para se sentir melhor.
Eu estava tentando acompanhar Eliza no caminho do refeitório, sempre com um sorriso sereno no rosto, mas uma expressão pensativa, pois a minha irmã mais nova não parava de falar sobre suas ilusões de uma aventura romântica e sobre o que iria vestir para o baile. Eu não sabia nem como começar o meu discurso de “Sei que Maison é um bom rapaz, mas toma cuidado para não partir seu coração. Não confie demais.” para Eliza quando chegamos na fila do bandejão e cumprimentamos a moça que nos servia a comida, aproveitando para perguntar como ela estava, assim como a família. Minha avó um dia esteve no lugar daquela moça e eu a admirava muito. Ainda assim, logo voltei a atenção para a minha irmã. - Eliza, sei que está animada e isso é ótimo! Só peço que tenha cuidado, você é frágil e seu coração não aguentaria uma decepção atrás da outra. Você se encanta demais. Precisa ser mais firme. - Aconselhei minha irmã mais nova enquanto íamos até a mesa de Mell. Foi aí que Micah Puckerman nos abordou e gentilmente dispensou Eliza para sentar de frente para mim e começar com a conversinha sobre ir ao baile comigo.
Tentei interromper o garoto diversas vezes, mas ele conseguia ser irritante e não me deixar falar. Então apenas fiquei encarando Micah com um olhar de poucos amigos mesmo, fazendo uma leve careta antes de revirar os olhos quando ele citou o episódio de Cyrus, achando que estava arrasando nos argumentos. Quem ele pensava que era? Então, finalmente, ele terminou toda aquela conversa e respirei fundo antes de encarar Micah de maneira séria, para que ele entendesse todo o recado. - Primeiramente, boa tarde para você também, Micah. - Abri um leve sorriso, mantendo ainda a voz doce antes de continuar com o meu discurso. - Vamos lá. Eu acho bem legal que você tentou criar todo um contexto para jogar seu pedido e pensar que eu não conseguiria recusar. - Falei agora séria de novo, organizando a comida na bandeja antes de voltar a olhar para ele. - Eu aprendi e odeio julgar as pessoas baseado em primeiras impressões, mas o seu sobrenome não tem a melhor das reputações e pelo o que eu observo de você na escola, todo esse discurso que você me ofereceu não parece ser verídico. No entanto, foi muito esperto ter tentado usar todo o argumento do Cyrus e a situação que você presenciou. Não que tenha funcionado. - Me estiquei para dar dois tapinhas no ombro do garoto. - Eu não preciso aparecer com outro cara no baile para ficar de cabeça erguida e mostrar para Cyrus que segui em frente. Eu não quero mais nem saber dele ou qualquer pessoa de sua família. Ele pode continuar com a pose dele, eu sigo em paz sabendo da verdade. - Falei ainda muito plena. - Eu não gostei, nem por um segundo, que você achou que poderia me fazer cair na sua lábia. Eu tenho um cérebro, sabia? - Perguntei antes de voltar a ficar séria. - Ainda assim, eu vou aceitar ir com você. Isso me pouparia olhares indesejados vindos de ambas as escolas. Você não vai, em hipótese alguma, descer essa mão abaixo da minha cintura. Vai sim, me buscar e seguir todo o protocolo. Qualquer gracinha que venha a tentar comigo... Bem, você já sabe o desfecho. - Finalizei o discurso antes de oferecer um sorriso para o rapaz e me levantar para procurar minha irmça.
O baile de inverno estava aí e eu não tinha muita pretensão de ir acompanhado até então. Meu plano era chegar sozinho, fingir ajudar com o pessoal da banda, sair furtivamente e então ir dando a letra para cada menina solitária que assistia a tudo sentada na arquibancada. Sempre tinha alguma, era um clássico. Estava sentado na cafeteria da escola com o pessoal do football, mais necessariamente sobre a ponta da mesa, rindo de alguma coisa muito estúpida dita pelos meus colegas, quando as Bishop entraram em cena. A frente, Astrid, do meu ano, a cabeça erguida e um sorriso polido, enquanto sua irmã mais nova, Eliza, vinha falando com ela sem pausas ou perda de fôlego, o que justificava a expressão da mais velha de quem está pensando no que dizer depois de tanta informação jogada.
— Ei, vocês souberam? — Perguntou um dos meus colegas que também notou a presença das duas ali. Olhei para baixo, para onde ele estava, já com um ar desconfiado. — Eliza Bishop vai mesmo ao baile com o Maison.
— Ah não! — Um outro garoto reclamou, agitando a mão em desconforto. — Qual é, cara, eu já ia chamar ela.
— E ela ia dizer sim pra você, por um acaso? — Perguntei em desdém, não sem antes conferir novamente as duas irmãs e as ver ser extra-gentil com a moça do bandejão. O que era peculiar sabendo que eram filhas de duas grandes celebridades do mundo pop.
As pessoas não costumavam ser assim tão legais com a galera da camada social mais abaixo, sabe.
— Bem, ela disse sim ao seu primo ano passado, então eu tinha lá minhas esperanças. — O segundo moleque me respondeu, fazendo toda a nossa mesa rir na sua cara sem o menor respeito. Lhe dirigi apenas um tsc impaciente em sua direção, ficando atento aos movimentos das duas.
Os Bishop eram uma turma que eu não entendia direito. Eles pareciam felizes demais em alguns momentos, e em outros extremamente fechados. Especialmente Astrid. Tudo bem que no seu caso, eu totalmente entendia. Eu e todo mundo do nosso ano sabíamos o que tinha acontecido naquele passeio entre as escolas e todo o pessoal nas escadarias do MET escutamos as suas palavras com atenção, inclusive muitas meninas da Trinity anotaram a informação e passaram a usá-la como regra. Mas ficava com vontade de perguntar a ela porquê uma moça tão bonita não saía para aproveitar a vida, talvez mesmo até comigo em uma tarde dessas, se bobeasse. Afinal o high school não era para sempre e nem as coisas que passávamos nele. Estreitei meus olhos. Aparentemente, eu tinha alguns argumentos.
— Senhores, se me dão licença... — Disse aos meus colegas antes de me levantar dali em um salto, dar dois tapinhas nos meus ombros espanando uma poeira imaginária e cruzar o refeitório para sentar de frente para Astrid. Abri um sorriso para Eliza, que já estava com a bandeja na mão indo na direção de Mell McCarthy e cia. — Se me permite, gostaria de ter a palavra com a sua irmã. — E depois que a menina disse um baixo “claro”, se despedindo de Astrid e seguindo em frente. — Ah, Astrid... Eu sei que não somos nada próximos e sei que muito provavelmente você quer saber o que diabos estou fazendo aqui, do nada, com a cara lavada e ignorando meus colegas barulhentos ali atrás. — Comecei a falar, apoiando os cotovelos sobre a mesa e cruzando os dedos. — Mas como sabe, o baile de inverno vai acontecer. E os garotos estão convidando as garotas com o maior desespero possível. E quando eu digo desespero, me refiro a chegar a coisas primitivas como disputar no soco por uma chance de chamar uma garota realmente bonita e interessante para ser sua acompanhante pelo menos por uma noite. — Me inclinei sutilmente no banco, ficando mais próximo dela. — E é aí que entra a minha preocupação. O pessoal tá ficando maluco, Astrid, e eles estão abrindo uma longa disputa para ver quem vai sair com você. E isso é horrível. Olha só como eles estão olhando para você. — E então apontei por cima do ombro na direção da minha mesa, onde os meus colegas foram pegos no flagra se esticando para ver onde iria dar aquela minha empreitada sem anúncios. — São um bando de predadores famintos. Desprezíveis. — Balancei a cabeça em negativa, aumentando a mentira sem um pingo de remorso porque afinal, faltava bem pouco para que aquilo iria realmente acontecesse. — É aí que eu entro. Com uma proposta de paz. Teoricamente. — Me ajeitei no banco, sem deixá-la me cortar em meu discurso, buscando por sua atenção, mas sem ser invasivo ou ela me botaria para correr. Já vi isso acontecer antes. — Esse baile vai reunir as pessoas de ambos os colégios, o que significa que todo mundo do nosso ano, daqui e da Hackley, estará lá, inclusive as pessoas que talvez não queira ver. Sabemos a quem estou me referindo aqui. E quando ele pisar naquele lugar se achando por cima, tenho a certeza de que você ficaria pelo menos minimamente feliz em ver ele sofrendo um baque em te ver inabalável. Coisa que nenhum desses garotos iria se prestar a ajudar, já que eles mesmos estão de olho em você como um prêmio. Você precisa de uma escada para fazer aquele cara se arrepender da graça, Astrid, ver que você superou e está bem, muito bem, seguindo em frente e de cabeça erguida. E eu posso ser esse escada. — Abri um sorriso em sua direção, mesmo vendo em seu rosto que aquilo poderia não estar colando como eu esperava. — Pense sobre isso: Eu sei o que aconteceu, estava lá, e também acho que ele merece um grande castigo pela graça. Somos da mesma escola, temos até algumas aulas juntos, o que poderia justificar nossa aproximação e até mesmo esse convite, ninguém iria desconfiar exatamente de algo. Além do mais, prometo não fazer nada que não queira fazer, e ser totalmente profissional. Nenhum toque abaixo da cintura que não seja pedido e expressado verbalmente. — Ergui as mãos no alto, como se já estivesse agindo de acordo com as regras. — E irei cumprir todos os protocolos existentes: Buscar na porta de casa, a flor de pulso combinando com seu vestido, pegar um carro emprestado e prometer aos seus pais que a trarei dentro do horário especificado por eles. E uma dança lenta se você quiser. Serei o melhor acompanhante de todos, além de ajudar na imagem de que está pisando no que restou da imagem de Cyrus Dummont. Vamos, você merece ser adolescente sem qualquer medo, com o bônus de exibir isso na frente de um bundão. — Cruzei os dedos sobre a mesa, esperando. — Então, o que me diz? Me acompanha no baile, senhorita Bishop?