À bout de souffle (1960). Jean-Luc Godard.

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@debutbreak
À bout de souffle (1960). Jean-Luc Godard.
L’arte vivrà bene senza di noi. Splendida e immortale come la poesia, come la natura, sorriderà sempre sulle nostre rovine.
- George Sand
Os homens. É preciso amar os homens. Os homens são admiráveis. Sinto vontade de vomitar – e de repente aqui está ela: a Náusea. Então é isso a Náusea: essa evidência ofuscante? Existo – o mundo existe -, e sei que o mundo existe. Isso é tudo. Mas tanto faz para mim. É estranho que tudo me seja tão indiferente: isso me assusta. Gostaria tanto de me abandonar, de deixar de ter consciência de minha existência, de dormir. Mas não posso, sufoco: a existência penetra em mim por todos os lados, pelos olhos, pelo nariz, pela boca… E subitamente, de repente, o véu se rasga: compreendi, vi. A Náusea não me abandonou, e não creio que me abandone tão cedo; mas já não estou submetido a ela, já não se trata de uma doença, nem de um acesso passageiro: a Náusea sou eu.
Jean-Paul Sartre, Náusea (1938)
Clube de Literatura Clássica
© Rala Choi
Granar , Fir Trees - Inge Schiöler . 1956.
Swedish , 1908-1971
Pastel
Gustav Klimt, The Park, 1909
L’amour est dans le temps, dans le quotidien, dans le souci de l’autre, dans les mouvements qui se répètent, dans l’ennui et les routines, et il est malgré tout. Le coup de foudre est en dehors du temps, il l’abolit, il est un instant présent en perpétuelle expansion lumineuse. Il est fébrile et à bout de souffle, il brûle, il est « hors de moi », il est incompréhensible et dévorateur, il est contraint de mourir.
Madame Nielsen, Lamento