50 anos do 25 de Abril, Porto - Portugal, 2025.
Lint Roller? I Barely Know Her
No title available
he wasn't even looking at me and he found me
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
Alisa U Zemlji Chuda
will byers stan first human second

No title available

titsay
Three Goblin Art
Peter Solarz

izzy's playlists!
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
Jules of Nature
we're not kids anymore.
Cosimo Galluzzi
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH

Kiana Khansmith
🪼
Mike Driver

No title available

seen from Colombia
seen from Colombia
seen from United States
seen from Malaysia
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from Venezuela
seen from United States
seen from Singapore

seen from Malaysia
seen from United States
seen from Greece
@des-organizando
50 anos do 25 de Abril, Porto - Portugal, 2025.
Keep the educating yourself and stand with the Palestinians 🇵🇸❤️
Tradução em PT
Graffiti spotted in Huntington Beach, California
"Depose"
Sticker spotted in Nanaimo BC Canada
Volta para a tua terra
Eu sou imigrante. Expatriado é o nome que se dá à pessoas com características específicas.
Normalmente pessoas ricas e brancas. Há algumas excessões em cor, em classe social, mas o país de onde ela emigrou pode ter influência para a utilização do termo.
Eu venho da América do Sul, Brasil, e me estabeleci na Europa, Portugal. Minha "passabilidade" de branca me deu certos privilégios e consegui me encaixar em grupos sociais locais pela facilidade do mesmo idioma (resultado da colonização portuguesa no Brasil) e da minha carga de estrangeirismos que aprendi ao longo da vida num páis que idolatra os produtos estrangeiros e neocoloniais.
Mas essa "passabilidade" está em jogo. Portugal está a entrar numa política anti-imigratória.
O mais difícil, talvez, mas também merecido, é a rejeição e olhares desconfiados dos locais que antes já me ofereceram sorrisos; eu sempre soube que eu tinha a "passabilidade", eu sempre soube que eu era como a mascote que eles decidiram adotar, eu sempre soube que nunca fora vista realmente como uma igual, embora eu tivesse esperança que um dia o fosse.
E eu digo que foi merecido exatamente por isso: por ter me deixado levar. Por ter baixado a guarda. Por ter tentando me encaixar e agradar e caber, quando desde o princípio deveria ter rejeitado o "afeto" de quem descrimina (mas não à mim), segrega (mas não à mim) e faz "piadas" (mas não sobre mim). (Ainda).
E daí a pergunta: por que não volta para a tua terra, então?
Porque conheci pessoas maravilhosas. Conheci verdadeiros aliados dentro de um lugar onde poderiam se deleitar nos seus privilégios e ignorar qualquer situação social alheia, como eu já fiz, mas que ao contrário, escolheram a luta.
Me senti uma traidora ainda mais indecente quando comecei a me radicalizar. Por que não estou ao lado do meu povo? Por que a luta que agora travo aqui, não a faço de volta em minha terra? Por que tive que deixar a minha gente para que me crescesse essa visão?
Foi quando li sobre individualismo e coletivismo, e a literatura da psicologia talvez diga que eu tenha sentido reafirmação e validação na interpretação desses conceitos.
Mas será mesmo?
Quando você se torna um militante, sua posição social muda? O motivo que te fez deixar sua casa, de onde supõe-se que estava desconfortável, e por isso se deu a sua saída, de repente e magicamente foi resolvido?
Também só não faz mais sentido que você tenha compreendido as chagas que acompanham o trabalhador em QUALQUER lugar que ele pise? Uns com mais privilégios que outros, mas sempre um trabalhador que é portador das mazelas do sistema que foi feito e desenhado para dividir e conquistar?
Será que não vejo o trabalhador branco, português, pegar a mesma fila que eu para uma consulta num postinho médico público? Será que nós, os dois, não estamos a passar pelos mesmos problemas financeiros e de dignidade da vida neste exato momento?
Será que não foi o político, que por acaso também é empresário, que apontou o dedo para mim e disse: "cuidado, essa imigrante quer roubar a sua vaga na fila!", ao mesmo tempo em que precarizava o serviço público de saúde que estamos a tentar usar? Será que não foi ele que retirou o investimento dessa entidade e o transferiu para um mercado predatório em crescimento vertiginoso, como o mercado imobiliário, por exemplo? Ou da hospitalidade/turismo?
E ora, também um adendo, não acontece casos de xenofobia e rivalidade entre pessoas da mesma nação, mas de regiões/estados/distritos diferentes?
Parece-me que essa questão toda seja um bocado mais profunda que a pesquisa e leitura que eu tenha feito. Há que se estudar mais.
A citação "Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; cada homem é uma partícula do continente; uma parte do todo...", embora pertencente à um jacobino, John Donne, que foi dicutido por alguns lá nos primórdios do liberalismo, é a que com mais frequência me vem à cabeça quando penso no assunto.
Já ouvi a icónica frase de comando: Volta para a tua terra!
E digo que não volto! Ou volto quando eu quiser! Ou quando me obrigarem de maneiras fascistas, mas aí já terão mostrado suas verdadeiras cores, e a luta pela equidade dos seres na terra se tornará então cada vez mais forte diante dos atos opressores, divisórios, excludentes e violentos, vindos de um pequeno grupo que, nos dias em vigência, realmente ainda detêm o poder.
E que na terra não há nada de ninguém ou alguém. Ou pertencemos à ela, como iguais, mesmo em nossas individualidades, ou pereceremos todos.
Women Workers, Take Up Your Rifles!
Russia, c. 1918
Two pictures of smiling fascists touring concentration camps.
Top: SS officers tour the Trawniki camp in Nazi-occupied Poland on July 19, 1942.
Bottom: Trump, DeSantis and Noem at "alligator alcatraz," July 1, 2025.
Materialismo Histórico Dialético
Do vídeo Comunismo: princípios básicos e guia de leitura no canal de Youtube Ian Neves - História Pública.
6:40 Materialismo Histórico Dialético
O "Materialismo": A Realidade é Material
Ao contrário das visões idealistas (que colocam a ideia ou o espírito como o ponto de partida da realidade), para o materialismo, a matéria é a base de tudo. A existência não depende da nossa consciência ou das nossas ideias; as ideias e a consciência, na verdade, são produtos e reflexos da matéria em movimento.
Não foi a "ideia de pão" que criou o trigo, mas o trigo (matéria) e o trabalho humano sobre ele que geraram a ideia de pão e a necessidade de formas de produzi-lo.
Ponto-chave: A realidade existe objetivamente, fora da nossa cabeça.
2. A "Dialética": Tudo Está em Movimento e Cheio de Contradições
Se apoiando em Hegel, mas fazendo a "virada": a dialética não é sobre o embate de ideias abstratas no mundo do Espírito, mas sobre o movimento e as contradições inerentes à própria matéria e à sociedade material.
Três Leis Fundamentais (simplificadas):
Unidade e Luta dos Opostos: Tudo na natureza e na sociedade contém forças opostas que estão em tensão e conflito. Essa tensão é o motor da mudança. Exemplo: no capitalismo, a contradição principal é entre a burguesia (donos dos meios de produção) e o proletariado (aqueles que vendem sua força de trabalho). Essa contradição não é estática; ela impulsiona a história. Passagem da Quantidade à Qualidade: Pequenas mudanças graduais (quantitativas) se acumulam até um ponto em que provocam uma transformação súbita e fundamental (qualitativa). Exemplo popular: a água vai esquentando (mudança quantitativa), mas só vira vapor (mudança qualitativa) quando atinge o ponto de ebulição (100ºC). Aplicado à sociedade, o acúmulo de problemas e contradições sociais pode levar a uma revolução. Negação da Negação: Um processo onde algo existe (tese), é negado por seu oposto (antítese), e essa negação é por sua vez negada por uma nova forma (síntese) que não é um retorno ao original, mas uma superação que incorpora elementos dos estágios anteriores em um nível superior. Ele poderia usar o exemplo de formas de organização social que são superadas por novas, mas que carregam consigo algumas características das anteriores, ainda que transformadas.
3. A Junção: Materialismo + Dialética = Uma Ferramenta de Análise e Transformação
O materialismo dialético não é apenas uma teoria sobre como o mundo é, mas também uma ferramenta para entendê-lo e transformá-lo.
Mostra que o mundo não é fixo, mas está em constante evolução, e que as contradições são o motor dessa evolução.
A consciência e as ideias não são a causa das mudanças sociais, mas são influenciadas pelas condições materiais e pelas contradições que se desenvolvem na base material. No entanto, uma vez que as ideias surgem, elas podem, por sua vez, influenciar e acelerar as mudanças materiais.
Aplicação à História (Materialismo Histórico): Conectar o materialismo dialético diretamente ao materialismo histórico, explica que o materialismo dialético é a "filosofia da história" que explica a evolução das sociedades humanas através da luta de classes e das contradições nos modos de produção.
Em resumo, o mundo é material, está em constante movimento e transformação, e essa transformação é impulsionada por conflitos e contradições inerentes à própria realidade, e não por ideias ou fatores divinos. É uma forma de ver o mundo em constante "vir-a-ser".
@jelenawor Quando você ouve que uma pessoa sem-teto "recusou serviços" que incluem... - recusou-se a abrir mão de seu animal de estimação para conseguir um quarto de hotel de curto prazo - o abrigo onde lhes foi oferecido um espaço não é seguro para seu gênero/sexualidade - não conseguiu colocar todos os seus pertences em duas malas
"Your enemy travels by private jet, not migrants dingy"
Poster seen in London
Os intelectuais tradicionais que representam o ideário burguês adoram defender a sonegação de impostos como meio de combater os mecanismo regulatório do Estado, sob a tese de que a tributação prejudica a produtividade. De fato, o Estado é um comitê de negócios da burguesia tão eficientes, que o banco Central atua cobrando mais impostas dos pobres do quê dos ricos. Aqui tem uma contradição: A burguesia( os acionistas, grandes empresários, senhores de terra e etc.) só aceita pagar os impostos quando é mínimo possivel. Mas, eles são os primeiros a solicitar os aparelhos repressivo do Estado ( policia, exército guarda nacional) para defender a propriedade privada e o mantimento da ordem. Adoram enriquecer com os títulos da dívida pública e subsídios, mas quem acaba pagando o alto preço é o próprio pobre que paga quase 40% de sua renda em tudo que consome. Ernest Mendel — Capitalismo Tardio
Jones Manoel
A'ed Abu Amro por Mustafa Hassouna em Beit Lahiya, 22 de Outubro de 2018.