Que a gente seja sempre inteiro, pra não ter que ser a metade de ninguém.
O moço e o ócio. (via contentei)
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Que a gente seja sempre inteiro, pra não ter que ser a metade de ninguém.
O moço e o ócio. (via contentei)
Ninguém entendeu nada. Mas eu acho que entendi. O vazio dá desespero, cara. Dá um desespero filho da puta. O vazio dá um desespero silencioso. É como se o tempo jogado no lixo batesse sutil, num relógio esquecido em algum canto do quarto, que você só descobre quando está muito de madrugada e ao longe você escuta aquele tic,tac,tic,tac. Um batida que quase não existe. Você não sabe se é o tempo sendo contado pra você ou o seu coração contando você pro tempo. Um desespero sem cara de desespero. Mas que é desespero puro. A pior espécie dele.
Tati Bernardi. (via florejaste)
Amores pela metade não se completam.
Carlos Antônio. (via flagelar)
“Não adianta implorar para ninguém ficar, fica quem quer. E é por isso que estou deixando você ir. Não estou desistindo, nem sendo fraco. Deus bem sabe o que se passa dentro de mim. Sabe de todas as orações que faço aos prantos, sem resposta. Ou talvez essa seja a resposta: deixar você ir. Eu errei, você errou, erramos. E ajoelhar aos seus pés não muda nada, só tortura mais. Então vou sumir um pouco, te bloquear da minha mente. Não quero ouvir notícias suas, nem boa nem ruim. Não vou responder mensagem, não agora. Você precisa sentir falta, precisa ver se realmente me quer. E não é que eu vou estar aqui te esperando, mas amor não acaba fácil. E ainda que eu esteja sendo forte, se você voltar, eu deixo você entrar. Mas cada dia a mais, é algo a menos. E a verdade, você sabe, se tiver que ser, daqui 10 anos a gente se encontra. Boa sorte sem mim.
Desconhecido. (via falsoprince)
Talvez você encontre alguém melhor. Com mais maturidade que eu, com menos orgulho, com mais experiência, com menos… Problemas. Alguém que não seja um problema em si. Alguém que vai facilitar tudo pra você, ao invés de dificultar mais ainda, tá me entendendo? Alguém que vai te proteger e afastar de tudo que te assusta, alguém que vai compreender teus medos bobos e que vai te dar colo naqueles teus momentos sensíveis e acessos de choro. Que vai saber as coisas certas pra dizer e a hora certa de dizer também. Que vai respeitar teu tempo e espaço. Que não vai ter orgulho quando se trata de você. Que andaria até a puta que pariu a pé só pra ver teu rosto. Que escalaria o Monte Everest se isso fosse o necessário pra arrancar um sorriso isso de ti. Que iria até o fim do mundo pra conceder teus desejos e vontades. Mas, namoral? Achar alguém que te ame mais do que eu… Isso aí já vai ser difícil. Enfim, boa sorte.
Vinícius Kretek (via falsoprince)
Me disseram “Você anda sumido” e me dei conta de que era verdade. Eu também, fazia tempo que não me via. O que teria acontecido comigo? Não me encontrava nos lugares em que costumava ir. Perguntava por mim e as pessoas diziam “É verdade, você anda sumido”. E “Que fim levou você?” Eu não tinha a menor ideia que fim tinha me levado. A última vez em que me vira fora, deixa ver… Eu não me lembrava! Eu teria morrido? Impossível, na última vez em que me vira eu estava bem. Não tinha, que eu soubesse, nenhum problema grave de saúde. E, mesmo, eu teria visto o convite para o meu enterro no jornal. O nome fatalmente me chamaria a atenção. Eu podia ter mudado de cidade. Era isso. Podia ter ido para outro lugar, podia estar em outro lugar naquele momento. Mas por que iria embora assim, sem dizer nada para ninguém, sem me despedir nem de mim? Sempre fomos tão ligados. No outro dia fui a um lugar que eu costumava frequentar muito e perguntei se tinham me visto. Não era gente conhecida, precisei me descrever. Não foi difícil porque me usei como modelo. “Eu sou um cara, assim, como eu. Mesma altura, tudo”. Não tinham me visto. Que coisa. Pensei: como é que alguém pode simplesmente desaparecer desse jeito? Foi então que comecei, confesso, a pensar nas vantagens de estar sumido. Não me encontrar em lugar algum me dava uma espécie de liberdade. Podia fazer o que bem entendesse, sem o risco de dar comigo e eu dizer “Você, hein?”. Mudei por completo de comportamento. Me tornei - outro! Que maravilha. Agora, mesmo que me encontrasse, eu não me reconheceria. Comecei a fazer coisas que até eu duvidaria, se fosse eu. O que mais gostava de ouvir das pessoas espantadas com a minha mudança era: “Nem parece você”. Claro que não parecia eu. Eu não era eu. Eu era outro! Passei a me exceder, embriagado pela minha nova liberdade. A verdade é que estar longe dos meus olhos me deixou fora de mim. Ou fora do outro. E um dia ouvi uma mulher indignada com o meu assédio gritar “Você não se enxerga, não?” E então, tive a revelação. Claro, era isso. Eu não estava sumido. Eu simplesmente não me enxergava. Como podia me encontrar nos lugares onde me procurava se não me enxergava? Todo aquele tempo eu estivera lá, presente, embaixo, por assim dizer, do meu nariz, e não me vira. Por um lado, fiquei aliviado. Eu estava vivo e bem, não precisava me preocupar. Por outro lado, foi uma decepção. Concluí que não tem jeito, estamos sempre, irremediavelmente, conosco, mesmo quando pensamos ter nos livrado de nós. A gente não desaparece. A gente às vezes só não se enxerga.
Luís Fernando Veríssimo. (via falsoprince)
Você não pode demonstrar nenhuma fraqueza. É isso que todos os livros dizem.
Orange Is The New Black. (via falsoprince)
O problema é quando olhamos a nossa volta e vemos que todo mundo tem alguém. Aí tu olha pro teu lado e não vê ninguém. É só você.
Allax Garcia. (via falsoprince)
Oi, esta ligação é gratuita! O coração para o qual você ligou no momento está impossibilitado à receber sentimentos à cobrar. Caso tenha urgência em amar, não seja pobre de amor, insira mais afeto, talvez isso cure corações cansados de apanhar.
Acaricia. (via acaricia)
A gente tem que reciclar todo esse amor que é rejeitado e jogado fora com pessoas desnecessárias e começarmos a investi-lo em nós mesmos. Afinal, amor próprio é tudo.
Zurich, 1829. (via desalentou)
A gente se apertou um contra o outro. A gente queria ficar apertado assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro.
Caio Fernando Abreu. (via desalentou)
Eu estava frágil, um tanto quanto machucado e você me tratou bem, me ouviu, me aconselhou, até cantou pra mim. Para me animar, você tentou ser legal, tentou ser culto e intelectual, e eu achei isso super fofo. Eu acabei gostando disso, e achei que na manhã seguinte seria a mesma coisa e para minha surpresa, não foi. Você não me procurou, falava comigo por obrigação, isso quando lembrava de falar, e não adianta negar. Eu senti. Eu até insisti no começo, pensei ‘deve ser coisa da minha cabeça’, mas não, não era. Era só você sendo você. Você é um anjo e eu sou egoísta. Você é o anjo de quem precisa, não meu.
Matheus Becker. (via gangstei)
Pode ser nada como também pode ser tudo. Pode ser sua ausência com o aumento da minha ansiedade toda vez que se lembra de mim com um “bom dia” e depois some por aí com suas frases sem sentido. Se eu sei que ninguém vai te substituir, por que continuo tentando ocupar seu lugar? Mais fácil cavar mais fundo e arrumar outro quarto para outra pessoa. A questão é: Como se compara um quartinho de hóspedes com o quarto principal? Hóspedes vão e vem, o dono da casa sempre fica.
Desanuvia-me (via desanuvia-me)
Nesse vai e vem eu fico. Fico esperando sua boa vontade de ficar. Fico porque escolho ficar. Espero o insano e o essencial. Tento entender por que volta e por que vai. Por que não fica? Desacredito do que sinto, acredito no que me dizem pra sentir, desejando o resultado exatamente como na receita que acabaram de me passar. Utópico. Sem jardim de rosas, nem somente os espinhos. Somente o solo seco que racha conforme a chuva demora a cair. Terapia de espera. Eu no nordeste da minha mente e você me esperando no sul do continente.
Desanuvia-me (via desanuvia-me)
Ruim com ele, pior sem ele. Uma sensação de aperto, peso, medo… Um aperto que incomoda Por eu saber que não vai estar por muito tempo O peso do medo que a constante espera por ele traz. Se ele desmarca? Desato, já sabia. Mas se não liga o nó aperta E não se desfaz e o medo sufoca e ele não vem. Se ele aparece, o filme dramático me faz rir e a música clássica vira samba. Panfleto vira poesia e o sorvete não engorda. Café amargo fica doce e o cigarro não acaba. Na ida, comédia vira terror Poesia me trava a língua E o açúcar não adoça E o cigarro não acende e a música não existe e eu não rimo. Estou ruim e o remédio é ele voltar. O problema é que ele vai e volta, nunca fica e nunca vai.
Desanuvia-me (via desanuvia-me)
Ela levantou da cama e se espreguiçou delicadamente com medo de me acordar, porém eu estava acordado e ela não sabia. Seguiu em direção ao banheiro, e por acidente bateu o dedinho na quina da estante, coitada. Ela olhou para trás e eu estava sorrindo, pois eu não consegui segurar. O sorriso foi recíproco e ela falou com aquela voz rouca de sono: — Está rindo do que idiota? em seguida eu respondi: — De você, desastrada. Sabe nem ser discreta ao acordar. Ela veio em minha direção, deitou novamente na cama e me abraçou. Naquela noite, eu pude perceber o quanto eu amava aquela mulher, por mais que ela acordasse parecendo um leãozinho, toda desastrada batendo o dedo, derrubando as coisas de madrugada, eu sei que se ela não estivesse eu sentiria um vazio, por isso eu digo e repito, ela é a mulher da minha vida.
Gabriel Barboza. (via vaporizou)