(cailee spaeny/madeleine pestch/lexi minetree) Há algo profundamente perigoso em certas histórias… especialmente naquelas protagonizadas por CORONELLE IMPERIA VERMILIA PÉROLA OF CRIMS. Aos 25 anos, ela carrega o legado de IRACEBETH OF CRIMS, RAINHA DE COPAS (ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS) & PRINCESA LANGWIDERE (O MÁGICO DE OZ) em cada aspecto de sua narrativa. Ligada a Casa BELADONA, tornou-se conhecida entre outros alunos por sua reputação de CONTROLADORA E FRAGMENTADA— qualidades extremamente valorizadas em Mythborne — ainda que existam rumores persistentes sobre uma natureza PERSPICAZ E MAGNÉTICA escondida sob toda essa deturpada perfeição.
HABILIDADE MÁGICA:
Crown Cabinet
Coronelle possui três cabeças vivas e intercambiáveis — Imperia, Vermilia e Pérola — sendo que apenas uma pode ocupar o controle do corpo por vez. Quando Imperia assume o trono, sua voz adquire autoridade sobrenatural, permitindo que ela imponha ordens simples e diretas difíceis de ignorar. Quando Vermilia está no controle, ela transforma emoções negativas, como raiva, inveja, obsessão, ressentimento ou ciúme, em roseiras e espinhos rubros capazes de atacar, prender ou se espalhar pelo ambiente. Já Pérola é capaz de enxergar a imagem idealizada que cada pessoa possui de si mesma e projetá-la sobre sua própria aparência, fazendo com que os outros a percebam como alguém familiar, admirável ou reconfortante. Coronelle também pode remover completamente as três cabeças e continuar controlando o próprio corpo, enquanto as cabeças permanecem conscientes e capazes de observar o ambiente separadamente.
Limitações: Apenas a cabeça atualmente equipada pode utilizar sua habilidade. Trocas frequentes podem causar fadiga mental e desorientação. Ferimentos sofridos por uma cabeça permanecem nela mesmo após a troca. Caso uma das cabeças seja capturada, aprisionada ou destruída, Coronelle perde temporariamente acesso àquela faceta de sua personalidade e ao respectivo poder. Quando utiliza o estado sem cabeça, o corpo continua funcional, mas perde completamente visão, audição e percepção espacial próprias, dependendo exclusivamente das informações fornecidas pelas cabeças removidas. Quanto mais distante as cabeças estiverem do corpo, mais difícil se torna coordenar seus movimentos, podendo resultar em lentidão, desorientação ou perda total de direção. Em situações extremas, se as cabeças forem separadas demais ou impedidas de se comunicar com o corpo, Coronelle ainda poderá se mover, mas agirá praticamente às cegas.
OCUPAÇÃO: Trabalha como atriz ocasionalmente, mas faz isso mais como um hobbie.
DESCENDÊNCIA:
A princesa Langwidere não precisava de muito para que ficasse ao lado do mágico, afinal, ficaria do lado em que poderia manter sua bela coleção de cabeças, seu verdadeiro amor e obsessão. Quando a união de Dorothy e Absolem lhe deu mais um local para fugir, foi encarregada de cuidar do aspecto político e caçar Dorothy em Wonderland, para isso precisava adular a rainha de copas é claro. E o que melhor par agradar uma rainha que adora decaptações do que uma princessa obcecada por cabeças? Foi assim que o ínicio de uma amizade bem estranha nasceu.
Após alguns anos, mesmo contra todos os instintos da rainha, ela não conseguiu evitar de se ver encantada por Langwidere e isso talvez seja apenas mais uma vez uma desmonstração de que o amor é a fraqueza primordial de todo o naipe de copas. E essa foi a abertura que Langwidere precisava para atingir os próprios objetivos, roubou um dos livros de magia da velha Mombi e após diversas conversas cobertas de adulação convenceu Iracebeth que uma filha parecida com a rainha era tudo que ela precisava. Contudo, praticar o ritual em Wonderland talvez alterasse um pouco a forma que ele reagia. Uma bela garota desabrochou do centro de uma rosa vermelha, a amada princesa Coronelle of Crims. Mas seu choro era diferente, era como se três crianças chorassem ao mesmo tempo. O que havia acontecido, seria compreendido só alguns anos depois, no inicio do fim da relação entre as duas mães de Coronelle.
SOBRE:
TW: Violência, sangue, abuso parental, decapitação, homicidio.
A criança fragmentada...
A certeza que tinham desde o príncipio era que Coronelle não era sã, não que o lado maravilhoso justificasse sua loucura inata, mas uma criança que brigava consigo mesma e falava com vozes diferentes entre si mesma estava longe do habitual. Desde os dois anos a princesa apresentou fortes dores de cabeça, especialmente quando contrariada, o que levou a rainha a temer que a garota fosse tão parecida com ela que sua pequena cabecinha fosse inchar e nunca mais parar. Até os cinco anos de idade, teve sua cabeça medida todos os dias como uma forma de assegurar que ainda detinha o mesmo tamanho e não crescia mais do que seria o considerado normal.
Suas dores de cabeça eram maiores quando na presença de Langwidere, especialmente quando a mãe começava a elogiar demais a cabeça dela e fazia com que as vozes na cabeça de Coronelle inadagassem de qual cabeça ela falava, qual delas ela queria tomar para si? Na época, ninguém entendia tal questionamento ou por que a princesa atribuía mais 3 nomes para si mesma: Imperia, Vermilia e Pérola. Eram as vozes, ela dizia, eram ela e não eram ao mesmo tempo. A princessa Langwidere a fazia usar fitas ao redor do pescoço, dizia a todos que era para combinar com ela, uma pequena lembrança de que também era sua mãe já que Coronelle havia puxado tanto de Iracebeth. Contudo, era uma forma hábil de esconder os machucados que causava na filha em tentativas falhas de lhe arrancar a cabeça usando as mãos ou os poderes. Por alguma razão, parecia incapaz de arrancar a cabeça da pequena Coronelle e fazer dela parte de sua coleção.
A princesa nunca contou a ninguém, esperava que um dia a mãe fosse parar e se dar conta de que não deveria fazer aquilo... Esperanças são como borboletas, suas são frágeis o suficiente para sem arrancadas. Tinha seis anos quando Iracebeth viu as marcas em seu pescoço, mesmo que não tivesse acusado a outra mãe, a rainha saiu em um rompante furioso gritando que arrancaria todas as cabeças de Langwidere. Corenelle seguiu a mãe, quieta o suficiente para não ser percebida, quieta o suficiente para escutar toda a discussão que se desenrolava entre as duas. A rainha de copas nunca matava ou agredia alguém com as próprias mãos, sempre tinha quem o fizesse, mas naquele momento a fúria que lhe atingiu foi tão grande que a rainha apenas empurrou Langwidere e por alguns segundos houve apenas o silêncio e o som dos ossos se quebrando ao atingir o chão. Iracebeth pareceu estar em um misto de choque e raiva, saiu da sala tempestuosa aos prantos enquanto gritava que tudo aquilo era culpa de Langwidere e sobre como ninguém nunca era capaz de amar.
Coronelle apenas desceu até o pátio onde o corpo da mãe havia caído, a cabeça que Langwidere usava estava caída há alguns centimetros do corpo dela. A princesa achou que choraria, já havia visto execuções antes, mas nunca viu a própria mãe rodeada de tanto sangue. A dor de cabeça da princesa surgiu de novo como um raio rompendedo o céu tempestuoso, ela apertou as mãos contra a cabeça com força, mas tudo que conseguiu fazer foi arrancar a própria cabeça e ver outra nascer em seu lugar. Eram elas, era ela, tomando a forma que deveria desde o príncipio. A última cabeça a nascer foi Pérola, as outras duas brigavam uma com a outra alocadas no chão, mas agora a mente da princesa era clara e silenciosa pela primeira vez.
Ouviu a cabeça de Langwidere a chamar no chão, Pérola então se aproximou da mãe esperando que pedisse ajuda ou lhe guiasse dentre o mundo de várias cabeças, mas novamente, a esperança nada mais era do que uma borboleta de asas rasgadas. A mãe elogiou sua cabeça, algo como era a cabeça que ela sempre havia sonhado e com isso exigiu que Coronelle colocasse aquela cabeça no corpo de Langwidere, seria o suficiente para que ele se curasse. Pérola apenas pendeu a cabeça pro lado, observando a raiva fria de Langwidere crescer, mas não fez o que a mãe pediu. Foi quase instâtaneo a maneira que seu poder se manisfestou tranqulizando a cabeça de Langwidere e a fazendo chorar de felicidade ao ver Pérola, a pequena garota então sorriu, e gentilmente tocou o rosto da mãe com ambas as mãos, um toque tão delicado que não deixou espaço para que Langwidere soubesse o que viria a seguir até sentir os pequenos dedos da própria filha se afundando nos globos oculares dela. Langwidere morreu gritando de dor, ao menos aquela cabeça.
Pérola se ergueu do chão, observando os polegares vermelhos de sangue e se virou na direção do corpo o vendo de retorcer mesmo quebrado, enquanto o coração batesse a casca da mãe viveria, afinal, ela era tal qual uma barata. Pérola acatou quando Vermilia disse que resolveria, algo pouco sábio, mas que pareceu certo naquele momento. O corpo então cedeu espaço e tomou Vermilia como a cabeça funcional. Vermilia estava furiosa, as palavras de Iracebeth ressoando em sua mente "Ninguém é capaz de me amar"... Subitamente aquilo virou sobre ela também, afinal, Corenelle era apenas mais uma extensão de outra pessoa, apenas mais uma cabeça. Isso foi o suficiente para que espinhos e rosas brotassem do chão rompendo a caixa tóricica de Langwidere e arrancando seu coração fora.
O corpo de Coronelle tombou um pouco pro lado e Imperia ordenou assumir o controle, a contra gosto de Vermilia, o corpo deixou Imperia ser realocada. A cabeça doía e o corpo inteiro beirava o cansaço agora, mas Imperia pegou todas as forças que ainda tinha e pegou as duas outras cabeças do chão correndo para o próprio quarto, ainda pensando em como resolveria sua nova realidade, como as três cuidariam do mesmo corpo e conviveriam entre si agora que separadas, mas ainda juntas.
A vida a três
Crescer com uma só cabeça deveria ser bem difícil, então, o quão mais complicado seria crescer com três? Ao fim do dia, ela ainda era Coronelle, mas ninguém mais lhe via daquela forma... Imperia era o que Iracebeth havia desejado, era majestosa e não lhe trazia dores de cabeças, sabia o que dizer e como agir apropriadamente, ainda que talvez fosse mais séria do que Wonderland gostasse. Ela concordava com as execuções da mãe e muitas vezes paricipava de julgamentos por vontade própria. Já Vermilia era a explosão de raiva que Iracebeth sempre teve e agora refletia em sua filha, a ruiva sempre foi considerada a mais emotiva e copal dentre as três cabeças, também era a mais assustadora dentre elas para os residentes de Wonderland.
Já Pérola... As duas mães queriam sua cabeça, apenas de forma diferente. A cabeça loira era parecida demais em seu jeito de agir com Mirana, o sorriso doce e o jeito gentil de agir com os outros gatilhava a rainha de maneira que ela não conseguia evitar. Talvez Iracebeth sentisse que tivesse perdido parte da própria filha para Mirana, que mesmo diante da reescrita continuava tomando o que era ela. Não importava o quanto Pérola tentasse agradar a mãe ou mostrar que ainda era Coronelle, isso apenas aumentava mais a raiva da rainha e talvez a junção com a pressão externa de outros vilões tenha sido o suficiente para sentencear o destino da princesa. Vilões não amam, vilões não se importam de verdade com seus filhos, a força está no egoísmo e a rainha deveria provar isso e que forma melhor do que decapitar a cabeça da filha que menos gostava?
O problema talvez tenha sido que sempre que decapitava Pérola, era como se visse a irmã ali com a cabeça rolando pelo chão e isso acabou virando algum tipo de obsessão deturpada. Graças aos poderes, Coronelle sempre ficava bem ao fim do dia, ainda que com fortes dores de cabeça, mas que outra opção ela tinha além de sorrir e perder a cabeça? Era isso ou acabar como Langwidere, algo que ela não conseguia sequer lidar com o pensamento. Convencer as pessoas de que era uma única pessoa em várias versões parecia difícil, ao ponto de que deixou de tentar, apenas deixa que pensem o que querem dela e toma aquilo que julga ser direito dela.
Acredita que a reescrita foi justa, afinal, se aquele mundo não poderia conceder amor e felicidade a todos, que ao menos concedesse poder aqueles que mereciam de verdade. Considera os mocinhos patéticos tal como seus filhos, ainda que Pérola costume os tratar bem dentro do possível, mantendo até mesmo alguma conexão com eles. Não acredita no destino selado nas cartas contados por Wonderland, não se importa se é o 3 de copas ou 3 de espadas no tarô, ela vai fazer do futuro o que ela quiser e ninguém vai se enfiar no seu caminho, até por que se alguém tentar... Cabeças irão rolar.









