“— Acho que o importante é fazer diferença — disse ela. — Mudar alguma coisa, sabe? — Você está falando de “mudar o mundo”? — Não o mundo inteiro. Só um pouquinho ao nosso redor.”
— Um Dia - David Nicholls.
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Show & Tell

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we're not kids anymore.
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@destemidamente
“— Acho que o importante é fazer diferença — disse ela. — Mudar alguma coisa, sabe? — Você está falando de “mudar o mundo”? — Não o mundo inteiro. Só um pouquinho ao nosso redor.”
— Um Dia - David Nicholls.
O latido do cachorro do vizinho da esquina
O miado do gato em cima da casa cor de rosa
O zumbido do inseto sobrevoando o quarto vazio
O suspiro dos pulmões enfraquecidos sorrateiramente pela solidão
Respira um
Inspira dois
Os lábios entreabertos calculando o tempo lentamente
Os olhos fechados anulando todo e qualquer grito ensurdecedor do pavor
Os punhos serrados distribuindo energia para o corpo conter o desgaste
Bomba
Dez minutos
Quinze
O chão do quarto gelado tocando as pernas nuas agora paralisadas
A cabeça repousando como se fosse cama sobre a mesa lateral
Um suspiro
Ou três
Agora calmaria
Olhos abertos
Todo resquício minuciosamente explanado nas paredes
Do quarto
Ou da mente?
Respira um
Expira dois
Até a próxima explosão.
Ana Caroline.
quando a pessoa dos seus sonhos começa a se tornar um pesadelo é hora de acordar.
“As vezes dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do próprio corpo, porque dentro da gente, naquele momento, não é um bom lugar para se estar.”
— Caio Fernando Abreu.
Na alma ninguém manda. Ela simplesmente fica onde se encanta.
Fernando Pessoa.
“O problema é que muitos esquecem que os detalhes são importantes. O jeito de falar, de olhar, até mesmo de digitar. O jeito de fazer as coisas do dia a dia; como trata os outros, como trata a família, como vê as coisas do mundo. Tudo isso importa. Do mesmo jeito que nos apaixonamos pelos detalhes, eles também podem nos fazer desapaixonar. Por isso, cuide, trate bem; perceba os olhares, os gestos, os sinais, o pequeno e o simples. De gota em gota, se faz um oceano. E um relacionamento também.”
— Ana Lívia Lima
Tempestades.
A cura é um processo lento, arrastado, parece que nunca vem e um dia você está no fim de uma tarde e percebe que já não dói tanto, mas a cicatriz ainda está lá, avermelhada, pronta para dar uma fisgada e é bem desgastante viver assim, esperando que antigas feridas voltem a doer. Pode ser que nunca mais incomode, mas e se? A maioria das pessoas cobrem suas cicatrizes com uma tatuagem, mas como que se faz quando a cicatriz é interna, na “alma” ou o que quer que isso signifique? Talvez seja colocando outros sentimentos por cima, outras pessoas, mascarando do jeito que der. Sou mais a favor da ideia de que nunca somos realmente curados, apenas aprendemos a viver com essa dor de uma forma que dê para seguir com a vida. O ser humano se adapta a qualquer coisa, qualquer. Todas às vezes que eu pensei que não conseguiria seguir, eu segui. Quando cogitei que iria doer para sempre, mais cedo ou mais tarde parou de doer. Quando eu disse que jamais machucaria alguém, machuquei. Quando disse que jamais perdoaria tal atitude, eu perdoei. Adaptação para a sobrevivência, não necessariamente para viver da melhor forma que poderia, mas apenas para continuar vivendo. A vida segue, para todos nós. Todos também somos substituídos, mesmo que não totalmente, mas de alguma maneira. A tempestade não dura para sempre, não é mesmo? Talvez o que nos diferencie é poder nos tornarmos imortais nas memórias de alguém, sejam boas ou não. O sofrimento que causamos e as alegrias que trouxemos mesmo que superadas ainda se imortalizam nas lembranças de alguém. Como trauma ou saudade. No fim das contas somos todos caos tentando não interferir no caos dos outros. Eu literalmente só estou divagando.
“Mas a vida Charlotte, ela é um emaranhado de confusões, e dentro dela existem 4 estações: O outono, inverno, primavera e o verão, e tudo não passa de pontos de vista, por exemplo as vezes eu gosto do inverno e as vezes do verão mas você Charlote, gosta da primavera e as vezes do outono. Consegue entender? O que pra mim parece bom, talvez pra você possa não ser mas no fim, querendo ou não, vamos passar pelas 4 estações, mas um dia, minha cara, para mim chegará minha estação favorita assim como a sua também.”
— bekleyin.
você passou por mim como quem entra numa livraria de um shopping qualquer, anda por todos os livros sem dar a mínima e vai até a seção de papelaria comprar uma caneta
eu, como qualquer obra de arte que anseia pela apreciação minuciosa, senti a rejeição como se o céu tivesse me prensado contra o chão
sempre soube do seu desprezo pela literatura, mas a afetação cruel que nos torna cegos em busca das luzes e cores mais chamativas me levou ao ponto de querer rasgar minha essência, como uma adaptação de terceira categoria de uma narrativa pro cinema
leitores atenciosos estão em falta, mas hoje sei que um texto épico como eu tem de ser valorizado
Gian Lucas.
“Chega certa idade que alguém entra pela porta, junta seus cacos, passa merthiolate em seus ralados, prepara seu almoço, lhe oferece remédio quando tu estás gripado, acaricia suas cicatrizes. E essa pessoa tem seus olhos, seu cabelo, sua boca e suas lembranças da infância. Esse alguém é você. Chega certo instante que não existe ninguém que possa te ajudar a não ser você mesmo.”
— Giulia Rodrigues, Prefixos.