
if i look back, i am lost
Claire Keane
Show & Tell

JVL

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@enflorear
“Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.”
— Caio Fernando Abreu.
Vontade de dormir ouvindo tua voz.
“Não é a satisfação da vontade que é causa do prazer (combaterei vigorosamente essa falsa teoria, a absurda falsificação da psicologia das coisas próximas), mas é o fato de que a vontade quer avançar e tonar-se dona de tudo o que se encontra em seu caminho. A sensação de prazer consiste justamente no fato de que a vontade fica insaciada, no fato de que ela não pode satisfazer-se se não encontra nem adversário nem resistência. — O homem “feliz”: ideal do rebanho.”
— Friedrich Nietzsche.
“Não saberei nunca dizer adeus Afinal, só os mortos sabem morrer Resta ainda tudo, só nós não podemos ser Talvez o amor, neste tempo, seja ainda cedo Não é este sossego que eu queria, este exílio de tudo, esta solidão de todos Agora não resta de mim o que seja meu e quando tento o magro invento de um sonho todo o inferno me vem à boca Nenhuma palavra alcança o mundo, eu sei Ainda assim, escrevo.”
— Mia Couto.
“Existem bandidos e mocinhos? Quem sempre diga a verdade, quem nunca minta? Bons e maus governos? Não, existem apenas governos ruins e outros ainda piores. Haverá o clarão de luz e calor rachando a gente de cima a baixo em uma noite em que se estiver trepando, cagando, lendo histórias em quadrinhos ou colando selos raros em álbum? A morte instantânea já não constitui nenhuma novidade, muito menos a morte instantânea em massa. Mas aperfeiçoamos o produto; podemos contar com séculos de conhecimento, cultura e descobertas; as bibliotecas estão aí, sempre aumentando, rodeadas e apinhadas de livros; grandes quadros são vendidos por centenas de milhares de dólares; a ciência médica já faz transplantes cardíacos; não dá para se diferenciar um louco de um são aí pelas ruas, e de repente, quando se vê, as nossas vidas dependem mais uma vez de verdadeiros idiotas.”
— Charles Bukowski.
“Deflagrou um incêndio nos bastidores de um teatro. O palhaço foi dizer aos espectadores. Pensavam que era uma piada e aplaudiram. O palhaço repetiu que havia um incêndio e eles riram-se ainda mais. É desta forma, penso eu, que o mundo será destruído – entre a universal hilaridade de avisos e acenos que são tomados como uma piada.”
— Søren Kierkegaard.