Viena, 25 de Abril de 2022
Cara Berenice, venho por meio desta carta lhe perguntar por onde anda a senhorita?
Desde a última vez que nos vimos, você estava belíssima numa dessas praias do litoral sul da Bahia, aproveitando todo o frescor da maresia. Me recordo perfeitamente dos seus cachos loiros levemente molhados, usando uma singela saída de praia branca rendada, levando seu par de chinelos cheio de areia em uma das mãos e na outra o telefone celular e uma carteira vermelha.
Admirando de não tão distante a sua beleza, até você se virar e me olhar com aqueles olhos verdes nos quais não me esqueço, foram os dos mais lindos e penetrantes olhares que já cruzaram com os meus. Seria paixão à primeira vista se eu não tivesse me apaixonado antes de uma forma tão encantadora quanto a essa que lhe escrevo agora.
Posso afirma-lhe que sinto seu perfume todas as noites quando saio para fumar no jardim e contemplar o céu, as estrelas e a sua amada lua. Você me traz a memória todos os nossos momentos únicos, como aquele dia que te vi tão plena em uma cafeteria tomando seu café gelado favorito relendo “ O sol é para todos. ”
Daquele dia em diante tive a plena convicção que meu coração já era mais seu do que meu, ali você já havia feito morada. Desde então estou à sua procura, pois desta vez almejo que você fique e faça jus daquele que sempre foi seu, o meu amor.
Com o peito cheio de saudade, no seu aguardo, Felipe.
𝓖𝓮𝓸𝓿𝓪𝓷𝓪 𝓢. 𝓑𝓻𝓲𝓽𝓸
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