Era Uma Vez... Uma pessoa comum, de um lugar sem graça nenhuma! HÁ, sim, estou falando de você DEVON SAUNDERS. Você veio de PORTLAND, EUA e costumava ser DESENVOLVEDORA DE SOFTWARE por lá antes de ser enviado para o Mundo das Histórias. Se eu fosse você, teria vergonha de contar isso por aí, porque enquanto você estava ALIMENTANDO TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO EM FÓRUNS ONLINE, tem gente aqui que estava salvando princesas das garras malignas de uma bruxa má! Tem gente aqui que estava montando em dragões. Tá vendo só? Você pode até ser DETERMINADA, mas você não deixa de ser uma baita de uma INDIVIDUALISTA… Se, infelizmente, você tiver que ficar por aqui para estragar tudo, e acabar assumindo mesmo o papel de APRENDIZ DE JAFAR na história ALADDIN… Bom, eu desejo boa sorte. Porque você VAI precisar!
INFORMAÇÕES BÁSICAS
Nome completo: Devon Avery Saunders
Gênero: mulher cis (ela/dela)
Sexualidade: bissexual
Data de nascimento: 18 de janeiro, 1996 (28 anos)
Cidade natal: Portland, Oregon (EUA)
Faceclaim: Courtney Eaton
PERSONALIDADE
Embora não goste de ser o centro das atenções, Devon cresceu acostumada a ter tudo o que queria na palma das mãos, o que faz com que ela lide com certa frustração quando as coisas não acontecem conforme sua vontade. Tem um jeito naturalmente sereno na maior parte do tempo, portanto dificilmente toma decisões precipitadas mesmo quando está sob pressão. Prefere trabalhar sozinha e não costuma ser a pessoa mais divertida em eventos sociais. Nem sempre tem tato para lidar com situações delicadas, mas é uma boa amiga para aqueles que precisam de um atento par de ouvidos.
Filha caçula e única menina entre três irmãos bem mais velhos, Devon foi fruto de uma gravidez acidental que, apesar dos riscos, foi recebida com cerimônia pela família. O resultado disso foi uma criação regada a muitos mimos não apenas dos pais, mas também dos irmãos e sobrinhos, que eram também um pouco mais velhos do que ela.
Lidar com seus pais sendo protetores na adolescência foi mais fácil para Devon do que ela imaginava que seria. Embora não tivesse dificuldades em mentir e às vezes achasse divertido fazer coisas escondido dos mais velhos, ela preferia passar os fins de semana em casa em vez de frequentar as festas às quais seu grupo de amigos era convidado.
Conhecida pela sua aptidão com tecnologia, não foi uma surpresa para ninguém quando Devon escolheu cursar Ciência da Computação na universidade. Após tirar um ano para fazer um mochilão pela costa oeste americana, ela se mudou para Berkeley, onde estudou na Universidade da Califórnia até os 23 anos, retornando à sua cidade natal ao fim da graduação.
Apesar de sempre ter amado Portland e de sentir saudades de casa, o principal motivo para ter retornado à cidade em vez de explorar o — muito mais promissor — mercado de trabalho da Califórnia foi para que pudesse ficar mais próxima de sua mãe, que há algum tempo sofria de uma doença grave. Em uma reviravolta digna de um conto de fadas, não muito tempo depois da morte da mãe, seu pai já estava noivo de uma outra mulher, muito mais jovem e detestável aos olhos de Devon.
Aos 28 anos, extremamente dependente das novas tecnologias, Devon praticamente se esqueceu de como era viver em um mundo em que cada pedaço da sua vida não estivesse integrado em algum dispositivo smart para otimizar a sua rotina. Sendo mulher, teve que se esforçar muito para tentar alcançar um lugar de prestígio na indústria de softwares e ela poderia dizer que quase chegou lá. Estava no meio da entrevista do emprego dos seus sonhos quando abriu o livro por acidente e foi enviada para o Mundo das Histórias.
HEADCANONS
Nunca assistiu muitos filmes infantis mesmo quando era criança, por isso não reconhece alguns dos personagens no Mundo das Histórias. Tem uma memória especialmente traumatizante dos vilões graças a uma viagem que sua família fez ao Disney World em que a menina passou todo o tempo com medo dos atores fantasiados.
Não é uma pessoa naturalmente ativa, mas, por influência dos pais, sempre esteve envolvida em alguma atividade física. Praticou balé na infância, fez parte do time de vôlei da escola até o seu último ano e jogou tênis na faculdade. Esse último se tornou um hobby que ela pratica até hoje.
Tem um gato chamado Deckard, em homenagem ao protagonista do seu filme favorito, Blade Runner.
Um dos seus hobbies desde a adolescência é participar de fóruns de discussão online. Quando se sente muito entediada, Devon até cria contas fake para alimentar teorias da conspiração nas quais ela nem sequer acredita.
Também tem o hábito de passar o tempo pesquisando sobre assuntos aleatórios em wikis e já gastou incontáveis horas da sua vida em jogos eletrônicos.
É conhecida nos seus círculos sociais por ser sempre a última pessoa a chegar nos lugares e a primeira a ir embora. Isso acontece, em parte, por não gostar de eventos sociais, mas também porque tem dificuldade de gerenciar seu tempo.
Parou de falar com seu pai desde o casamento com a madrasta, ao qual ela fez questão de não ir. Embora insista que não quer mais manter contato com ele, Devon tem medo de que, pela sua idade mais avançada, seu pai possa falecer sem antes terem feito as pazes.
@devsndrs comentou ⚔️ para um starter: "not sure what you were trying to accomplish with that".
o maior problema de shang, naquele momento, não eram os perdidos ou a falta de respostas sobre quando voltaria para seu império com mulan — era humilhante demais perceber que, ainda que se esforçasse para ser o melhor, algo ainda o atrapalhava; e esse era o motivo pelo qual havia montado um local provisório para treino ao lado do lago. conseguia se sobressair em qualquer terreno daquele reino, menos quando estava próximo da água e estava disposto a mudar sua realidade, por isso acomodava a corda do arco próximo ao rosto. "perigoso aparecer sem avisar." murmurou para a nova companhia, com um visível mau humor. havia errado o alvo e não queria que ninguém tivesse testemunhado. "eu estava tentando acertar, imaginei que seria óbvio." um suspiro inquieto, conforme massageava as têmporas. "e você? algum motivo especial pra estar aqui?"
"Foi mal, pensei alto," justificou a sua fala repentina, embora, no fundo, tivesse achado um pouco engraçada a forma como o erro parecia tê-lo irritado. Ela assentiu, estreitando os olhos para enxergar o alvo e se perguntando o quão difícil seria acertá-lo daquela distância. "Novo hobby?" Perguntou, indicando com a cabeça o arco que o rapaz segurava. Embora suspeitasse que esse não era o caso, Devon ficou curiosa para ver como ele reagiria à pergunta. Ela balançou a cabeça em resposta ao seu questionamento. "Nenhum. Apenas contemplando a vista. E atrapalhando desconhecidos, aparentemente."
❛ here, you look like you need this more than me right now. ❜
bombom boon chocolate latte boon
Snow encarou a pequena caixa que a mulher lhe estendeu. Talvez algo na expressão da rainha tivesse denunciado que ela não estava muito bem, sentada pensativa em um banco em frente à loja de chocolates. Ela pegou a caixa, pensando em como Zangado lhe daria um grande sermão sobre não aceitar coisas de estranhos de novo. "Obrigada, isso é muito gentil." Snow a lançou um sorriso, pegando um dos pequenos ovinhos de chocolate dali. Quando o abriu no meio, um coelhinho de brinquedo apareceu. Snow sorriu, entregando o boneco para a perdida enquanto dava uma mordida no chocolate. "Eu vou ficar bem. Só tive um pesadelo essa noite e não consegui dormir mais." Contou, sentindo a grande cicatriz em seu rosto arder só de lembrar dos sonhos ruins. Pareciam muito mais reais ali no reino dos perdidos, quase como se ela estivesse prestes a reviver todo o terror de novo. Tentando escapar desses pensamentos, ela voltou a sorrir para a outra. "Me chamo Snow White. E você?"
Talvez Devon não tivesse lhe oferecido os doces se já não estivesse comendo uma quantidade excessiva deles, mas, como havia dito antes de oferecê-los, a mulher parecia precisar mais do que ela. Sentou ao seu lado no banco, mordendo um pedaço da barrinha que tinha em uma das mãos, enquanto a outra carregava uma sacolinha repleta de outros chocolates (ela se empolgava com os doces na época do Halloween, ok?!) "Somos duas," respondeu, seus dedos mexendo no coelhinho de brinquedo que a mulher havia lhe entregado enquanto falava. "Você também sente que seus pesadelos têm se tornado mais frequentes nos últimos tempos?" Questionou com uma curiosidade genuína. Ela consideraria recorrer à magia das trevas se isso significasse dar um fim nos seus pesadelos de uma vez por todas. "Espera... Você é a Snow White?" Como se lesse os pensamentos da mulher, Devon olhou para a caixinha que ofereceu a ela. "Eu não sei se tenho cara de mocinha pra você, mas talvez seja bom saber que eu sou uma vilã no meu conto," falou com bom humor, sem considerar se aquilo poderia trazer alguma espécie de trauma. "Mas esses daí não estão envenenados. Prometo," decidiu esclarecer, embora não soubesse o quão confiável ela parecia agora. Mordeu mais um pedaço do chocolate antes de perceber que não havia respondido a sua pergunta. "Ah, e meu nome é Devon."
"Então, essa flor..." Pegou a flor que estava decorando seu cabelo e a segurou em mãos. "Eu nunca tinha visto nada assim antes! Foi tão empolgante. Estava caminhando pela Floresta das Fadas quando dei de cara com ela. A primeira coisa que fiz foi pegar meu caderno e começar a desenhar! Deixa eu te mostrar também..." Ela sorriu, ajeitando a flor no cabelo de novo e continuou a falar enquanto procurava seu caderno de desenhos na bolsa. "Mas o mais interessante é como as pétalas seguem aquele padrão de biobotânica mágica! É uma das sequências mais perfeitas e raras da natureza. Fiquei pensando se essa flor só poderia existir lá por causa das condições mágicas específicas dessa floresta, ou se houve alguma interferência das próprias fadas. Então, eu estava terminando o meu desenho e apareceu a Rosetta, uma querida, percebeu que eu tinha me interessado e fez uma para mim! Literalmente criou uma flor igual, só para que eu pudesse trazer para casa! E essa não morre. Achei tão gentil da parte dela, eu..." Quando olhou para a pessoa a sua frente, Jane notou algo estranho em sua expressão e parou de falar abruptamente. Franziu o cenho, um pouco confusa. "Espera, acho que estou falando demais, não é? Outra vez." Sorriu, meio sem graça. "Você não queria saber da flor quando veio até mim? Me desculpa! Acho que fiquei tão empolgada que entendi errado. Eu posso ajudar em alguma outra coisa?"
Devon podia parecer desinteressada, mas estava ouvindo cada palavra que a mulher dizia. Havia de concordar, após tanto tempo naquele mundo, que ficava impressionada com as coisas incríveis que só podiam ser encontradas na natureza local. Talvez só não estivesse conseguindo acompanhar a quantidade de informações que estavam sendo jogadas em sua direção e imaginou que sua expressão confusa tivesse ficado evidente quando a outra parou de falar. "Você parece empolgada. Não vou te julgar por isso," Devon não se importava. Na verdade, até preferia que a mulher falasse enquanto ela se preocupava apenas em escutar. "Ajudar? Ah, não... Eu só estava andando... sem rumo específico. Mas pode continuar falando das suas flores, se quiser. Eu não estou exatamente ocupada no momento."
aysel já estava no quarto drink , e claro , com a liberdade de inventar suas próprias bebidas , tinha decidido misturar coisas que provavelmente nem deveriam existir no mesmo copo . algo com um toque de licor de fada , uma pitada de pó de dragão e ... tequila , porque por que não ? o resultado era uma bebida colorida e extremamente duvidosa que descia queimando pela garganta . estava no centro da pista de dança , seu corpo se movendo com uma energia que parecia infinita , os braços soltos no ar enquanto ela girava sem qualquer coordenação aparente . ela estava descalça , porque obviamente os sapatos tinham se tornado um problema em algum ponto da noite . até que uma ideia brilhante surgiu em sua mente . ela virou-se para devon , os olhos brilhando de excitação ( ou era o efeito das bebidas ? ) e apontou para a parede onde estava a área de dardos . ‘ vamos jogar dardos ! ’ claro , essa era uma das piores ideias possíveis , mas na cabeça de aysel , naquele momento , parecia absolutamente genial . ela se lembrou de que sua mira , mesmo sóbria , já era questionável . mas agora , depois de quatro drinks — e considerando que um deles tinha pó de dragão — , a chance de ela acertar o alvo era praticamente nula . ‘ aposto que você não consegue me vencer ! ’ bêbada e confiante ... aquilo era a pior combinação possível . ‘ ainda mais se o alvo for uma foto do meu ex ... será que eles tem impressora aqui ? ’
Embora não fosse necessariamente fã da música alta, nem da pista de dança, Devon encontrava em lugares como o The Mist uma certa familiaridade que a lembrava do mundo real e de todos os lugares que ela costumava odiar quando vivia por lá. Ela se via fazendo proveito do local com alguma frequência no Mundo das Histórias, embora isso se devesse principalmente à área de jogos que o seu jeito competitivo impedia que ela abandonasse antes que tivesse ganhado pelo menos alguma partida. Apesar de estar num pub, Devon não tinha o costume de ficar embriagada, por isso reagiu com um erguer de sobrancelhas à sugestão de Aysel. "Dardos? Só se você tiver muito a fim de machucar alguém," riu fraco, se perguntando se a mulher realmente acreditava que tinha condições de jogar dardos naquele estado. Ela teria insistido em aconselhar que Aysel não o fizesse, mas a frase seguinte soou como um desafio e ela odiaria ter que dizer não para aquilo, mesmo que sua competição parecesse fácil de vencer. Suspirou ao finalmente aceitar, indo até o alvo que ficava colado na parede para resgatar alguns dos dardos usados pelos jogadores anteriores. "Acho que a foto do ex vai ter que ficar na sua imaginação," comentou, estendendo um dos dardos para a mulher com certa relutância e se posicionando estrategicamente um passo atrás dela. "Só tenta não acertar a cara de outra pessoa sem querer. Eu não quero que a gente seja presa por ter agredido um animal falante ou algo do tipo."
"Agora eu tenho um trabalho especial para você!" Esme sorriu animada e colocou três pratos à frente da pessoa. Cada um continha um doce diferente, todos inspirados no Halloween, portanto tinham decorações bem temáticas e algumas até eram realistas demais. Desde que assumiu como chef do Teatime Tea Shop, e entendeu que não tinha nenhuma previsão de voltar para casa, Esme tomou a decisão de trabalhar nele como faria em seu próprio restaurante. A ideia era sempre trazer alguma novidade e nunca diminuir a qualidade da entrega. Não podia deixar aquela ocasião especial que se aproximava de lado. Iria tornar aquele lugar extremamente popular! "Estou querendo adicionar alguns doces temáticos para a loja e também vou vender na feira de Halloween. Acabei de criar a receita desses aqui e quero ajuda para decidir quais vão entrar no cardápio! Qual deles você quer começar provando?"
Embora não expressasse verbalmente, a empolgação de Devon com aquela tarefa estava evidente na forma como seus olhos brilharam e seus lábios se curvaram em um sorriso discreto diante dos pratos temáticos. E como não se empolgar, quando aquilo envolvia duas de suas coisas favoritas: doces e Halloween? "Ok," ela respondeu, como se estivesse prestes a se concentrar para tomar uma decisão muito séria. Talvez fosse isso mesmo que estava fazendo. Ela tomou seu tempo avaliando cada prato, finalmente apontando para o que mais chamou a sua atenção. "Esse aqui," escolheu, um tanto assustada (e estranhamente animada) com o quão realista aquele doce em formato de um olho humano parecia. "Como eu vou saber que eu não vou estar comendo um olho de verdade?"
"Nossa Senhora, me dê a mão, cuida do meu coraçãooo..." A voz áspera e desafinada continuava a entoar a canção. Maurício procurou o lugar mais parecido com uma capela para fazer suas promessas e entoar seus louvores, assim seria atendido e voltaria logo para casa. O perdido novato e iludido estava crente de que tinha batido a cabeça e estava em alguma espécie de alucinação...ou estava sendo testado pelo seu anjo da guarda. Bom, de qualquer forma, precisaria de bastante fé para retornar logo para casa e não perder o próximo treino. "Opa, já tô acabando aqui e depois tu pode vir rezar também" Gesticulou um sinal de calma, assim que escutou passos se aproximando e logo retomou a cantoria. "Da minha vidaaa, do meu destino...Peraê, volta aqui, acho que se tu cantar também, eu sou atendido mais rápido."
ou então escolha uma frase daqui + nome do seu personagem para um starter fechado (1/6). (adicione reverse se quiser que o maurício diga a frase)
Fazia tempo que Devon havia deixado de visitar o Templo das Conciliações com a intenção de pedir que voltasse para casa ou de implorar por algum senso de normalidade naquele lugar. Ela já tinha aprendido, das piores maneiras possíveis, a aceitar o que quer que estivesse predestinado a ela naquele mundo. Ultimamente, suas visitas ao templo eram mais contemplativas. O silêncio e a grandeza do local a acalmavam e ela sequer se sentia intimidada pelas figuras pintadas nos belos vitrais. O silêncio, que tanto a atraía ao templo nos dias comuns, não era uma realidade daquela vez. Não mesmo! Devon até levou as mão aos seus sensíveis ouvidos para protegê-los da cantoria que ecoava facilmente por entre as quatro paredes. Ao ouvir o convite do rapaz, era possível ver em sua expressão de surpresa que ela estava tentando bolar alguma mentira apenas para fugir daquela situação. "Eu não posso," falou com convicção. A verdade é que Devon simplesmente não gostava de cantar e jamais havia demonstrado qualquer interesse pelo canto em toda a sua vida. "Eu... uh... fui amaldiçoada por uma bruxa má quando cheguei aqui. Ela tirou de mim a única coisa que me trazia alegria nesse mundo..." adicionou, para fins dramáticos. "Meu dom de cantar."
starter fechado
com @sucks4me
@ dormitórios do c.c.c.
Devon despertou confusa. Devia estar muito cansada para ter dormido sobre a escrivaninha do seu dormitório, tendo até amassado algumas páginas do livro que estava consultando. Ela esticou os braços, ainda sonolenta, lentamente tentando se recordar do que estava fazendo antes de ter pegado no sono e, ao lançar um olhar para a página aberta, se lembrou. "Como reverter feitiços que transformam humanos em animais." Estava tentando encontrar soluções para o problema de Connie, que, de alguma forma, havia se tornado também um problema seu desde que seu gato adquiriu uma certa obsessão por ela. Seu gato, que definitivamente estava ao seu lado antes de ter caído no sono. "Deck?" Chamou, mesmo sabendo que o animal certamente já tinha aproveitado a oportunidade para escapar da sua estrita supervisão. Ela tinha uma ideia de onde ele poderia ter ido...
A mulher levantou apressada quando decidiu ir até o dormitório de Connie para se certificar de que estava tudo bem. Sequer checou sua aparência no espelho antes de sair, sem perceber que tinha marcas de sono pelo rosto e seu cabelo estava um tanto desgrenhado. Bateu algumas vezes na porta, esperando obter alguma resposta. "Connie! Você tá aí?" Chamou num tom apreensivo. "O Deckard fugiu. De novo... Você não o viu por aí, viu?"
starter fechado
com @descrtmoons
@ observatório refúgio crepuscular
Após passar tanto tempo presa no Mundo das Histórias, Devon começava a perceber que, naquele lugar, tudo que era ruim sempre podia piorar. Não dava para dizer que as coisas estiveram necessariamente boas em algum momento, mas era uma coisa ter que se acostumar a viver em um mundo mágico desconhecido sendo ela mesma e outra completamente diferente estar ali enquanto passava por uma mudança que a transformava lentamente em uma figura vilanesca de um filme da Disney. As noites eram longas e seus pesadelos, cada vez mais frequentes. E além de tudo isso, ainda tinha que lidar com os olhares de desconfiança que os personagens daquele lugar lançavam em sua direção por causa de algo que sequer podia controlar. Ela não ligava para os julgamentos, até porque, na maior parte do tempo, sequer percebia que estava sendo julgada. Mas o jeito que uma pessoa específica vinha agindo ultimamente não havia passado despercebido por Devon.
Jasmine era alguém com quem ela havia se identificado rapidamente. Apesar do papel de antagonista que tomaria futuramente no seu conto, a verdadeira Devon tinha muitas coisas em comum com a sultana. Elas estavam até se dando bem depois que Jasmine deixou de lado a sua desconfiança inicial pela chegada dos perdidos, mas agora era como se qualquer progresso que tinham feito para terem uma boa relação tivesse sido em vão. Devon se questionava se ela realmente estava começando a se fundir com aquela coisa que se tornaria no futuro. Ela quis perguntar aquilo diretamente para Jasmine quando a encontrou no jardim do observatório naquela noite, mas não sabia como fazê-lo sem iniciar uma conversa desconfortável entre as duas. Em vez disso, se aproximou da outra para anunciar a sua presença ali. "Eu não tocaria nisso, se fosse você," avisou ao ver a sultana se aproximar de algumas flores mágicas. Então fez uma careta ao perceber que havia uma certa hostilidade na maneira como pronunciou aquela frase e, por um instante, se perguntou se aquilo havia sido causado pelo seu jeito socialmente inepto ou se seria a sua Aprendiz de Jafar interna falando. "Isso não foi uma ameaça, eu só quis dizer..." ergueu a mão brevemente para mostrar uma ferida pequena em seu dedo indicador. "Essas flores têm espinhos bastante afiados."