Já era esperado que 𝐙𝐎𝐑𝐀 𝐀𝐋𝐊𝐀𝐑𝐈𝐍 𝐒𝐓𝐑𝐔𝐆𝐀𝐑 viesse para a Ilha de Treatan, afinal, ela é um CONDESSA vinda do DURMOREN. Não que seja elegante perguntar, mas sei que ela já conta com seus vinte e seis anos, e não esconde a fama de INSANA, mas é sabido que seu lado PERSISTENTE compensa. Se não tivesse sangue azul, eu diria que é uma descendente direto de 𝑀𝐼𝑅𝐴𝑌 𝐷𝐴𝑁𝐸𝑅, porque não poderiam ser mais idênticas!
𝙿𝙸𝙽𝚃𝙴𝚁𝙴𝚂𝚃 . 𝚂𝙿𝙾𝚃𝙸𝙵𝚈 . 𝚆𝙰𝙽𝚃𝙴𝙳 𝙲𝙾𝙽𝙽𝙴𝙲𝚃𝙸𝙾𝙽 . 𝙰𝚁𝙲𝙷𝙸𝚅𝙴
nome completo: zora alkarin dragojević strugar
idade: vinte e seis anos.
signo: sol em escorpião, lua em peixes e ascendente em gêmeos
aniversário: 18 de novembro.
sangue: azul
filiação: milan dragojević (pai), radmila çakır (mãe), irmã mais nova
título: condessa
inspos: juliette ferrars (estilhaça-me), targaryen (mundo de gelo e fogo), odile (lago dos cisnes), clã malkavian (vampiro: a máscara), morgana (rei arthur), quỳnh (the old guard), ridley duchannes (dezesseis luas)
RESUMO.
zora nasceu na antiga linhagem dos strugar encarregada de proteger as fronteiras de o que seja aquilo que vaga em durmoren — uma herança que cobra seu preço em sangue. aos 16 anos, ela participou do ritual ancestral realizado sob a lua oculta, um desafio onde todos da geração enfrentam as florestas e montanhas encantadas pela bruxa baba Vještica para provar valor daqueles que clamam pela sua proteção, no entanto, ao não finalizar a prova até o surgimento da primeira lua cheia a loucura caiu sobre ela como uma coroa. diferente dos outros que sucumbiram logo após o toque da baba vještica, zora resistiu. por quatro anos, viveu entre as pedras frias do castelo de gorven, mais animal do que pessoa, mas aos 20, desapareceu — tomada pela bruxa para serví-la como uma serva muda e marcada. foi dada como morta, com lápide e tudo. mas aos 26, ressurgiu em althara: ela não parecia louca, ela parecia saudável com bochechas pálidas dos azuis, mais madura do que a adolescente magricela vista pela última vez no alto da montanha, agora era uma mulher. mas alguma coisa parecia diferente, os olhos, agora cada um de uma cor, um verde e outro castanho, ambos cintilando em uma instabilidade intrigante, mas é o sorriso malicioso que arranca arrepios, um sorriso etéreo, não pertencente a este mundo, como se lembrasse de segredos que ninguém deveria saber.
PERSONALIDADE.
zora foi uma criança sonhadora, encantada com estrelas, com o som das folhas e com histórias de magia contadas à beira do fogo — acreditava que tudo no mundo tinha um brilho secreto. mas alguma coisa se quebrou dentro dela durante os anos sob o domínio da bruxa, e esse caco nunca mais foi colado. hoje, ela é silenciosa demais, bonita de um jeito estranho, com um sorriso que parece lembrar de coisas que ninguém devia lembrar. ainda vê magia em tudo, mas já não acha bonito. tem algo nela que inquieta, como uma música tocando ao contrário, como um reflexo que não segue o espelho.
HEADCANNONS.
existe um ditado em durmoren “loucura e grandeza são duas faces da mesma moeda.” quando criança, zora ouvia as histórias dos antigos lideres de sua nação, como eles conquistaram batalhas e venceram disputas diplomáticas, sobre a magia e como ela era especial, por que no sangue dela corria um sangue especial, não azul como de qualquer outro monarca, mas sangue strugar. talvez para ser grande era necessário ser um pouco louco. acreditar em algo que todos julgam impossível, lutar guerras dadas como perdidas, o que é um visionário se não um louco com fé?
ela nunca imaginou, no entanto, que as palavras daquele antigo ditado selaria seu destino, talvez para sempre.
ela era uma criança muito alegre, por muito tempo foi filha única e aproveitou de todas as mordomias, era neta do duque, e as matriarcas planejavam o casamento entre os filhos muito antes que o futuro duque e a condessa tivessem dentes. para eles, althara não era o lugar ideal para fazer um casamento, era necessário não só um sangue azul, mas o sangue certo.
havia magia ao seu redor, nem sempre do tipo ruim. sua mãe, embora uma estrangeira, era uma poderosa domaterra, com poderes de fazer florecer as flores do jardim e tremer as rochas que fundavam o castelo em que moravam, fora a sua magia que a fizera ser escolhida e a pequena zora havia herdado o poder da mãe. gostava de brincar com as plantas, de fazer as árvores se arquearem enquanto passava, os olhos verdes ficavam ainda mais vivos em meio a floresta. quando sua irmã nasceu, ela fez crescer iris pallida, uma flor que só crescia nas regiões montanhosas de durmoren e chamava atenção pelo tom único de azul-violeta.
quando completou dezesseis anos ela participou de um ritual que deveria honrar sua família. como a celebração ocorria uma vez a cada século, ela havia sido preparada para enfrentar cada desafio conhecido desde os primeiros anos de idade. era boa com espadas curtas, bestas, adagas e artes marciais de vários tipos. além de agilidade, lógica e estratégia. tantos anos de treinamento certamente haviam lhe dado uma boa vantagem para descer as montanhas e se embrenhar entre a floresta mística da velha bruxa no crepúsculo da primeira lua oculta, os desafios não seguiam uma ordem, podendo mudar a cada versão do ritual, mas eram conhecidos por medir não só a força bruta como o intelecto de seus participantes. em seu ano, todos os da linhagem strugar dos dez aos vinte e cinco anos participaram, o que dava um total de quase quinze participantes. era uma honra para ela participar, era romântica e idealista a esse ponto, bom, pelo menos até aquele momento, onde ela não sabia que nunca mais voltaria para casa, pelo menos não como ela mesma.
durante duas semanas ela e seu grupo enfrentaram magias, animais, labirintos e miragens e dois de seus parentes morreram antes do surgir da lua crescente e a partir de então o número de mortes, ou de sacrifícios para a bruxa, apenas cresciam. e quando a lua apareceu cheia no céu do décimo quarto dia, e ela brilhou mais azul do que nunca, ela soube, de alguma maneira, que tinha falhado. a parte boa é que a sensação de culpa e vergonha duraram muito pouco, afinal ela começou a sentir as garras da bruxa em sua mente como um animal faminto, e sua pele queimava, primeiro por todo o corpo e então apenas em seu braço e depois apenas no pulso esquerdo, a marca expõe um círculo irregular queimado na pele, como uma cicatriz de fogo frio, onde pequenas linhas negras se movem lentamente, como se o símbolo estivesse respirando ou pulsando sob a pele.
depois disso, nada é coerente. ela gritava, e gritando foi encontrada e levada para os escuros porões do castelo, nunca terminados, cavados entre as pedras das montanhas, onde seus gritos não perturbariam ninguém. pros parentes o único consolo vinha de que a vida da neta, filha e irmã não perduraria por muito mais tempo. a maioria não vivia mais do que alguns dias, era o que se tinha registro. os gritos pararam, em troca apenas grunhidos semelhantes a de um animal ferido ficaram no lugar, a bruxa havia roubado sua voz, mas a tinha deixado ali, por dias, e então esses dias viraram semanas e as semanas viraram meses.
ela comia quando tinha fome e bebia quando tinha sede, mas não havia qualquer consciência, os olhos ofuscados pela insanidade deixavam claro que qualquer vestígio que havia da garota havia desaparecido. depois do segundo ano, pararam de checar a coisa que ela havia se tornado. por isso é difícil saber quando ou como ela sumiu. a bruxa a levou para seu refúgio na floresta, e passou a cuidar e a treinar a menina que foi dada como morta não muito tempo depois. o que aconteceu naquele chalé ninguém sabe, a única coisa que se sabe é que um dia, como outro qualquer, um barco atracou no cais da ilha de treatan, de lá saiu zora, nem um pouco insana, a postura ereta, a pele pálida e bem cuidada, falava perfeitamente e se não fosse pelos olhos um de cada cor, era impossível dizer que algo havia acontecido com ela, além, de, é claro, a passagem do tempo que transformou a adolescente em uma mulher formidável.
houve certa confusão com os registros, mas depois que a família a reconheceu, ela era uma solteira de sangue nobre digna de participar da temporada na ilha à procura de um casamento. entre cochichos e sorrisos tensos, foi reintegrada à corte. afinal, sua linhagem era inegável. e ninguém ousava questionar seu retorno dos mortos. como, porque e com que objetivo, no entanto, permanece um mistério. bem, pelo menos até agora.
PODERES.
toque do vazio é uma habilidade mágica única canalizada por zora, que carrega um fragmento do poder da bruxa que a prendeu. em vez de conjurar magia própria, zora manifesta uma força de ruptura e desestabilização: ela pode anular, corromper ou distorcer magias alheias, além de afetar a mente daqueles ao seu redor. a habilidade se manifesta por meio de toque físico ou sussurros — e sua presença já é suficiente para interferir em feitiços menores.
pontos Fortes
anulação mágica: pode silenciar feitiços em andamento, especialmente se o conjurador estiver distraído ou vulnerável.
corrupção de magia: ao tocar ou se aproximar de uma magia ativa, pode distorcê-la, revertendo seus efeitos ou tornando-os instáveis.
perturbação mental: seus sussurros ou toques podem induzir confusão, memórias falsas ou pequenos delírios, desestabilizando emocionalmente o alvo.
pontos Fracos
sem criação: zora não consegue conjurar magias próprias — apenas interfere nas dos outros.
alcance limitado: para ativar seu poder com eficácia, precisa de proximidade (toque ou sussurro).
custo psíquico: quanto mais poderosa a magia que tenta anular, mais ela sente efeitos colaterais como dor, vertigem ou lapsos de memória.
CURIOSIDADES.
antes de ser capturada, zora tinha uma ligação ancestral com a terra — conseguia moldar pedras, fazer raízes crescerem ou mover o solo com o pensamento. era chamada entre os seus de domaterra, mas perdeu completamente esse dom. ao invés disso ela canaliza através da marca da bruxa que a prendeu, uma magia que é puro vazio, o que a torna naturalmente perturbadora.
ela voltou mudada, e até a sua risada, agora parece mais insana — gosta de jogos mentais, rimas enigmáticas e piadas que só fazem sentido depois que já é tarde demais.
zora tem heterocromia — um olho verde e outro castanho. antes ambos eram verdes escuros como a folhagem da floresta, agora os olhos revelam algo profundo, uma mente dividida.














