"Mais um dose por favor" e foi assim o resto da noite. Eu, o moço do bar e as diversas doses. Não sei por que diabos eu pensei que poderia preencher a sua falta com bebida, mas de alguma forma estava ajudando. Luzes. Minha música favorita. Estranhos se beijando freneticamente. E nada de você. Vez ou outra achava que havia te visto, mas era apenas mais uma garota com o seu corte de cabelo. Depois de mais alguns goles lá estava eu dançando a sua música favorita, aquela que costumávamos dançar juntas. Não entendi o por quê de você não ter aparecido, tudo indicava que viria. A pista de dança girava, as luzes pareciam que atravessavam o meu corpo me fazendo girar também. Finalmente o álcool havia começado a fazer efeito. Encontrei algumas amigas, aquelas que você não suportava. Não dei muita bola. Elas estavas preocupadas comigo e eu com você. Com nós. Todo mundo parecia tão feliz, a festa toda girava e piscava e eu ali com o pensamento a quilômetros de distância. Em você. Mais uma dose; quem sabe passa? Tentativa inútil. Fim da noite. Algumas dores de cabeça e nada de você. Acordei hoje cedo rezando para que tudo isso tenha sido um pesadelo e que você estaria ali quando eu olhasse para o lado. Nada. Minha cabeça dói e o vazio continua. Não sei por que pensei que uma noite de bebedeira faria com que eu esquecesse meses com você. Eu tô bem, mas continuo repetindo toda hora: vem, e me salva dessa vida de tentar me preencher com outra coisa que não seja você.
Diferenciada

















