Diário pessoal 03022019
Os anos vão se passando e quando revejo todos os meus escritos, desde quando comecei com isso, eu percebo que não mudei quase nada, em relação às minhas confusões eternas.
Eu ainda sou a mesma pessoa, e já se passaram 8 anos.
Conheci um cara há algum tempo, 11 anos mais velho, bonito, alto, olhos verdes, boa pinta. Seu óculos o deixava parecer bem intelectual, o que escondia seus anos de trabalho pesado como caminhoneiro. Estudante de arquietura, se formaria naquele ano.
Tivemos pouquíssimos encontros até começarmos a namorar e quando digo pouquíssimos, não estou sendo moderada. Começamos a namorar no nosso segundo encontro. Quanta adrenalina me pareceu aquilo, aceitei de pronto, mas quando me dei conta percebi que talvez tivesse me precipitado. Mas isso não importava para mim, eu estava longe de obedecer a padrões ou paradigmas.
O mais engraçado é que ainda vivo no mesmo dilema anterior: o que é amor, o que é amar, o que é gostar, o que é ter um sentimento?
Minha vida mudou muito de uns anos para cá e atualmente vivo sozinha num kitnet alugado localizado na área nobre da cidade. Há poucos, antes de conhecer os olhos verdes, namorei por 1 ano uma pessoa na qual eu não sentia nada. Apenas consideração. Nem o sexo era bom. Até que não teve jeito, o já esperado aconteceu. Terminamos.
Me senti aliviada para falar a verdade, muito aliviada. Parecia que carregava um saco de cimento nas costas e partir daquele dia teria jogado o tal saco no chão e começado a andar sozinha.
Ele não era uma pessoa ruim, era muito carinhoso, atencioso, presente. Fazia tudo que eu queria, íamos em todos os lugares que eu tinha vontade, mas a verdade é que apenas isso não basta.
O homem dos olhos verdes, parece estranho, mas consigo ver o interior de sua alma. E sua alma é jovem e bastante confusa.
Alma confusa assim como eu.
Liberté, é uma palavra que quero tatuar em minha costela e que o chamou bastante atenção, pois ele é adepto a liberdade mesmo tendo um relacionamento.
Eu gosto da minha liberdade, mas também gosto de companhia. Pra falar a verdade, sou bastante carente, mas sei que isso vem por causa da minha história de vida e eu espero de verdade conseguir curar isso um dia.
Ele quer se encontrar pouco, mas tudo bem, eu também não quero me apegar, nem me apaixonar e nem amar.










