Se o prefácio de uma história são começos, meios e o tão promiscuo fim, eu sempre estarei no começo, recomeçando e recomeçando. Evoluindo. Mudando. Veja bem, se cruzou o meu caminho ano passado tu já não me conheces mais, se cruzou meu caminho ontem, tu já não me conheces mais, estou sempre em constante evolução. Me desamarrando do medo, rasgando as cordas com a mão para que assim doa, que o meu processo me doa, para que assim eu possa sempre lembrar para onde nunca voltar. Se nunca parou para me ler, perdeu um bom orgasmo mental, não falo de pele, mas de mente. Eu gosto de conversas profundas, que amassem meu âmago, que adentre meu ser e me cause uma boa noite sem dormir, só pensando em inúmeras teorias. se reparou no quão sou fascinada pelo universo, pela forma que somos minúsculos e pequenos. Tu nunca me conheceu, nem me leu, nem se aprofundou. Nosso contato foi supérfluo e bem não me apetece nada que não seja profundo. Sim, eu gosto de uma foda boa, de uma boa dose de álcool mas isso nem de longe me deixaria hipnotizada, eu gosto do eterno enquanto dure, do intenso, intensidades. De mergulhar profundamente, de olhar nos olhos do outro e afagar a alma, gosto do que me tira de órbita, nada menos que isso. Se nunca me ouviu citar zygmund Bauman, bem você não sabe nada sobre mim. Como ele poderia dizer que são tempos líquidos e são, mas sempre irei escolher ser inteira, sólida. Nada menos que isso. Nunca terei medo de mostrar minhas vulnerabilidades, eu sou exatamente isso que podes enxergar entre pele e ossos, alma, luz e sombra. E bem se só leu o prefácio, realmente nunca saberá quem eu sou.