with: @dng-kyungshim
Correr para realizar algo quase sempre gera desastre, mas havia muito pouco a se fazer quando o tempo era curto, o trajeto era longo e Jinwo, um impaciente. O moreno provavelmente até havia terminado sua apresentação da noite mais rápido do que deveria e era mais que certo que levaria um puxão de orelha como consequência no dia seguinte, mas tudo que o garoto tinha em mente era no banho rápido que ia tomar para tirar todo aquele óleo do corpo e terminar indo para a casa dos Kang e puxar Kyungshim para sair com ele ou então a puxar literalmente sobre o asfalto por não estar respondendo suas mensagens.Tudo bem que o moreno jamais teria a iniciativa ou a coragem de fazer tal coisa justo com Kyung, mas era bom fingir pelo menos em sua cabeça que estava tão estressadinho assim, ainda mais ali, que já estava ligando para a mais velha pela quinta vez e nada de atender. Ou quase. Como que para pagar sua língua, dessa vez a chamada não foi para a caixa postal. “Yah, os sequestradores te deixaram usar o telefone? Não acredito que são tão bonzinhos em te deixar fazer isso, em?” O tom dramático no tom que podia sair meio falho pela falta de fôlego do garoto que andava rápido pelas ruas. “Porque é melhor que seja sequestro pra você estar me ignorando até agora, onde já se viu, me ignorar? Logo eu que tenho essa voz tão linda de se ouvir no telefone, Kyunggie.”
‘Silêncio neste local’ se aplicava a todas as pessoas que estivessem na biblioteca, ou seja, incluía também quem quer que trabalhasse lá. Naturalmente, seu telefone permaneceu no modo silencioso durante todo o expediente e, assim como de costume, Kyungshim só voltava a aumenta o volume quando chegava em casa. Naquele dia, em especial, acabara indo à pé para o trabalho e do mesmo jeito voltara para casa, despreocupada e acreditando firmemente que não tinha nenhum compromisso. Foi só quando desceu para seu quarto que abriu a bolsa, e assim foi recebida com nada mais nada menos que cinco chamadas não atendidas e tantas mensagens que Kyung tinha medo de sequer abrir. A tela escureceu e, quando brilhou novamente, recebia outra ligação. Mesmo antes de conseguir falar qualquer coisa, seu ouvido já estava sendo bombardeado. Revirou os olhos, mesmo sabendo que ele não podia ver e se perguntou como exatamente conseguiu se cercar de pessoas dramáticas. Já bastava Jiho. “É isso mesmo,” retrucou, irônica. “primeiro eles me ofereceram um chá com uns biscoitos e depois me pediram para ligar para quem quer que fosse dar a minha falta e avisar que eu vou fazer uma pequena viagem.” Apoiou o telefone entre a cabeça e o ombro enquanto remexia desesperadamente dentro de sua bolsa à procura de uma liga de cabelo. “Deixa de ser dramático, Jinwo. Não se pode nem andar mais do trabalho para casa sem pensarem que você foi sequestrada, hein?”














