Já ciente das regras do evento, Dilara desceu do táxi já chamando a baby sitter de Yasemin para uma chamada de vídeo, que foi interrompida ao perceber que estavam requisitando sua atenção. Ela não atendia aquele tipo de chamado, mas a insistência a fez virar o rosto, deparando-se com o louro. ❝ —— Desculpa? ❞ Indagou, realmente não compreendendo o que ele lhe pedia. O telefone, esquecido em sua mão, só ganhou a atenção da Atakan novamente quando ouviu a voz da funcionária, contudo, ainda que desejasse despedir-se da filha, encerrou a ligação, concentrando-se no outro. Possuía um discurso pronto na ponta da língua, sobre aquele não ser um evento de caridade e fazer necessário um convite, quando uma análise do homem, dos pés à cabeça, a fez cogitar uma possibilidade. ❝ —— Você ao menos gosta de vinho? ❞ Ela não deveria levar um estranho à festa intimista, mas considerando que ela sabia quem ele era, não era um estranho, certo? Ora, Emmett tinha uma carreira promissora antes do surto, e seu nome havia sido cogitado na Vandenberg antes. Ademais, ela duvidava que todos se lembrassem dele, e seria bom para ela aparecer acompanhada de alguém. Poderiam até supor que era seu ocupado marido, e não que ela fosse dizer que era, mas se o boato surgisse... Piscou, voltando à si, antes de concordar com ele. ❝ —— Temos um acordo. E se eu não estiver muito boa para me enfiar em um táxi na volta, a corrida vai ter que ser hoje. ❞ Negociou, já oferecendo a mão para ele, como quem fecha um acordo. ❝ —— Dilara, a propósito. ❞