Jacqueline Eloise Renoir é uma dama da Casta Cinco, que veio da França para ser escultora e restauradora de obras de arte. Aos seus vinte e sete anos, Jacque é extremamente parecida com Camille Razat.
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NOME: Jacqueline Eloise Renoir.
APELIDOS: Jacque, Line, Eloise.
IDADE: 27 anos.
CARGO: Escultora e restauradora de obras de arte.
ORIGEM: Rochefourchat, França.
MBTI: ENFJ.
ZODÍACO: Libra.
ALINHAMENTO: Neutral good.
QUALIDADES: Amigável, sociável, fiel.
DEFEITOS: Dependente, emocionalmente instável, melindrosa.
Podia não ser um ambiente luxuoso, mas era habitável; e para a sorte deles, com alguma qualidade. Os ganhos de um violinista e uma gravurista eram o suficiente para colocar pão na mesa, acompanhado de chás e da água limpa que, infelizmente, não era presente em diversos lares da sua Casta. E essa consciência de saber que viviam relativamente bem em relação a vários cidadãos, traziam, além de bolos e chás, modestos vestidos e um teto para viver sob, a consciência de que segurança financeira e social eram, além de tudo, a maior prioridade de uma família que não gozava das regalias dos que possuíam sangue azul.
Era a segunda filha de um total de quatro do casal de artistas, que, sejamos honestos, não viam a hora de se livrar das pobres garotas. Não porque não as amassem; mas, pela verdade absoluta que era a garantia da estabilidade financeira para todas as meninas, o único jeito era encontrar um bom casamento. Não fosse isso, viveriam de esmolas de parentes próximos. Por isso, cada visita de um homem jovem e solteiro à pequena vila francesa já se tornava um grande evento para a matriarca ––– e como uma das mais velhas, era basicamente um dever para Jacqueline servir de exemplo para as irmãs mais jovens que um dia viriam a ser pedidas em matrimônio.
De temperamento brando, embora extrovertido, e de quem havia acatado toda a cortesia ensinada pela família, Jacque foi a primeira das quatro a ser devidamente pedida em casamento. Jean não era um homem rico, tampouco bonito, mas possuía bens o suficiente para manter uma vida segura, mesmo que pacata e completamente previsível. Casou-se logo quando completou dezenove anos, e sem muita cerimônia, despediu-se da família para passar o resto da sua longa e previsível vida desfrutando dos deveres e lazeres que sua época, seu contexto e sua realidade eram capazes de proporcionar.
Jean era gentil. Dócil, compreensivo, e além de tudo, alguém impossível de travar qualquer conflito. Os meses de convivência tornaram os recém conhecidos em bons amigos, e acima de tudo, confidentes. Jacque aprendeu a amar Jean, e vice versa. Contudo, seu amor pelo parceiro jamais ultrapassou a linha da boa e velha amizade. A química jamais existira, e mesmo depois de tanto tempo dividindo o mesmo teto, ambos já haviam compreendido que o amor romântico não era o seu destino enquanto casal. Estava segura financeiramente, e em boa companhia também; e todas as mulheres que encontrava diziam o quão sortuda ela era. Contudo, as conversas com Jean pelas madrugadas a faziam refletir se elas estavam mesmo de todo certas. Lhe doía ver seu amigo contando-lhe sobre seus romances, e o quão importante o casamento por amor era para ele, tanto quanto para ela. Mas ambos escolheram a segurança; e depois de mais de um ano juntos, repensavam se havia sido mesmo a melhor opção.
Se colocarmos na balança, qual é o mais valioso? A certeza da segurança e do bem estar, ou a liberdade de escolha, por mais incerta que ela seja? Decidir por si mesmo, sem a pressão de uma sociedade que anseia por ver seus filhos seguindo a boa e velha cartilha de quem e como vai amar. Por muito tempo, Jacque pensou que não deveria sonhar com muito além da primeira opção; ou pelo menos, foi isso que ouviu durante toda a sua criação numa casa que tinha pavor de um dia ser assolada pela escassez. Mas depois da sua vivência, conversas e reflexões, Eloise decidiu libertar o coração do seu marido e amigo, e ele o dela. Ele, já tolo de amor por um jardineiro, seguiria seu coração. E Jacque, exerceria sua profissão em algum lugar distante do interior francês, e, com sorte, encontraria sonhos e expectativas mais amplas. Foi assim que fez suas malas, e sem o conhecimento dos pais e irmãs que juravam por Deus que a loira seguia casada, partiu para ser restauradora e escultora em Illea.
A chegada ao palácio com apenas vinte e dois anos foi um deslumbre para Eloise. E se dissesse que era infeliz trabalhando na nova cidade, no novo ofício, estaria mentindo. Contudo, após cinco anos solteira, e já quase beirando os trinta anos, faziam com que a voz da matriarca voltasse, vez ou outra, aos ouvidos de Jacqueline. Não seria jovem para sempre ––– bem da verdade, já começava a passar da idade do casamento. E a incerteza de se conseguiria se sustentar para sempre com suas esculturas, assim como a ideia de que não teria a mesma sorte de Jean, e morreria solteira e sem encontrar alguém por quem nutrisse um genuíno amor, passavam a perturba-la cada dia mais. Podia dizer que não se importava com o que a sociedade pensava, tampouco que não queria um casamento para si, mas estaria sendo hipócrita, e desonesta consigo mesma. Afinal, quem cresceu ouvindo esses valores todos os dias haveria de crer neles pelo menos um pouco; ninguém é incrível o suficiente para ser blindado de influências externas, sejam elas boas ou não. E desde que deixara sua segurança e estabilidade de lado para buscar um algo a mais, Jacque começava a pensar que havia tomado uma péssima decisão.
Insp:
Carla Diaz ( BBB21 ), Hannah ( Made of Honor ), Anne Elliot ( Persuasão ), Jane Bennet ( Orgulho e Preconceito ).










