LYRA & OLIVER d’ESTAING GIFSET
a brother and a sister who disagree on everything >> e x c e p t << for how much they love one another and how loyal they are to each other.
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LYRA & OLIVER d’ESTAING GIFSET
a brother and a sister who disagree on everything >> e x c e p t << for how much they love one another and how loyal they are to each other.
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lexicllark:
Claro que não. Fique a vontade. - Alexia voltar a olhar a revista que estava vendo antes e o silencio se instalou no local novamente. Era estranho ficar em um ambiente tão silencioso, quando se estava na companhia de outra pessoa. Ela não conhecia o garoto, mas isso não impedia que os dois tivesse uma conversa agradável, enquanto estavam a espera de seus compromisso. - Também veio fazer uma sessão de foto?
Timidamente, Oliver assentiu. O rapaz tirou o celular do bolso, abrindo em um dos aplicativos para começar a jogar, mas a voz alheia chamou-lhe atenção e o olhar foi então erguido, um sorriso sem graça apareceu em seus lábios ao que concordava. ‘ --- Sim, eu vim. Mas acho que comecei a atrapalhar a mulher a sessão. ‘ admitiu sem jeito. Ainda estava nervoso, claro. Aquela era a primeira atividade parecida que tinha junto com a banda, Oliver não tinha um pingo de experiência. Na realidade, nem achava que tão longe eles chegariam. ‘ --- Eu estava muito nervoso e me mandaram andar um pouco. ‘
June respirou fundo e assim que lembrou de como podia soar como se tivesse colocando os dois em perigo, ela respirou fundo e olhou para Oliver. - Ollie não se preocupa ok? - Pediu da maneira mais gentil que podia, tentando o tranquilizar, já que o rapaz estava deixando-a entrar ali e ficar em sua casa, mesmo que pudesse ser um risco. - Olha, esses homens estão todos presos, nenhum deles pode me alcançar, ou alcançar qualquer pessoa próxima de mim. - Falou com um sorriso suave, aquela era a verdade, mas tinha medo mesmo assim, por mais bobo que fosse. Quase todos os dias a loira costumava checar e ligar para a polícia para ter certeza, mas todos ficariam presos pelo resto de suas vidas. - Quando eu voltei pra cidade a polícia me garantiu que eles estão em outros países inclusive, eles eram em sua grande maioria estrangeiros e vão passar o resto da vida na cadeia. - Suspirou aliviada ao falar aquilo, olhando para o amigo. - Eu sei que parece perigoso e meio louco, mas não é, não mais, meu medo é só quando eu acabo vendo alguém parecido sabe? Ainda é assustador. - Disse soltando o ar, com um peso saindo de seus ombros. - Sim, meu pai está vivo, também está preso e eu nunca mais quero olhar para ele. - Disse sincero, olhando para Ollie, não sabia como conseguia ser tão sincera com ele, mas era simplesmente muito fácil se abrir com o rapaz e ela sentia como se tivesse tirando um peso dos ombros cada vez que falava. - É meio doido, mas ver alguém parecido me faz lembrar do inferno que eu vivi e eu fico morrendo de medo mesmo que seja completamente irracional sabe? Eu fico muito feliz que tenha permitido que eu venha para cá, tenha me deixado entrar… E eu não estou falando só daquela porta. - A cantora deu um sorriso sincero, gentil. - Não tem ideia do que significa para mim o que está fazendo hoje. - Seus olhos marejarem por um momento, mas ela logo enxugou as lágrimas que escaparam. - Ai, desculpa por isso. - Falou um pouquinho envergonhada e passou uma mão pelos cabelos, então prendeu os cabelos. - Eu adoro esse desenho, já assisti inteiro, podemos continuar vendo ele, sem problemas, é ótimo. - June disse com um sorriso leve e sincero no rosto, se sentia infinitamente mais tranquila diante de ter conversado com Oliver e ter conseguido se abrir daquele modo.
Mesmo que tentasse esconder, Oliver ficou muito mais aliviado ao saber que os bandidos não podia alcançá-la ou a sua caçula. Saber que ambas encontravam-e fora de perigo era o que realmente lhe importava, que lhe acalmava. E, pelo o que June passara, fazia sentido que a mesma sentisse medo apenas de ver um vislumbre de uma feição parecida com algum dos bandidos. O moreno assentiu, oferecendo-lhe um sorriso singelo. ‘ --- Está tudo bem. Eu entendo, na verdade. Bem, não realmente, porque algo assim eu nunca passei. Mas entendo o motivo de você se assustar, realmente não deve ser fácil. ‘ explicou, querendo tranquilizá-la também. A loirinha não precisava lhe agradecer ou pedir desculpas, não fizera a simples ação para receber aquelas palavras, queria ajudá-la e era isso que estava tentando.
O canto do lábio foi mordido assim que algumas lágrimas escaparam dos olhos alheios. Seu coração apertou um pouco. De certa forma, June lembrava-lhe Lyra. Apesar do que dentro de si sentia não ser semelhante com as duas, o fato de ambas serem bastante claras com suas emoções era o que ele podia chamar de coisa em comum. ‘ --- Não chore, por favor. Olha, você pode ficar aqui o tempo que precisar para se acalmar, okay? Mesmo quando a chuva passar. Estamos todos de férias aqui, então nem saímos de casa nesse tempo frio. ‘ ele sorriu fracamente para tentar passar-lhe calmaria. ‘ --- Nos entocamos aqui dentro e relaxamos. Você está convidada a isso também. ‘ assentiu, remexendo-se para aproximar-se um pouco da loira, esticando a mão para limpar a bochecha da mesma. ‘ --- Eles vão apodrecer na prisão e você está segura. Agora posso perguntar uma coisa? ‘ a hesitação fez-se presente e Oliver ponderou. Deveria arriscar soltar aquela pergunta? Bem, de que mal faria? Ela poderia muito bem optar por não responder, estaria tudo bem. ‘ --- Você já conseguiu rever sua filha? E seu noivo? ‘
camykazy:
A mão livre de Cameron arrancava o mato que crescia de uma fenda no encontro do meio fio com o asfalto, enquanto aguardava pela resposta de quem era o tal Stewart. “Ah…” Soltou o murmúrio baixo quando finalmente pôde diferenciar o sobrenome que havia escutado do apelido carinhoso - ou não. A voz de Oliver parecia distorcida por algum motivo, talvez fosse seu sinal, por isso não o reconheceu de imediato. “Ollie, hey!” Ele respondeu mais aliviado. “Eu… Eu não sei onde estou.” Olhou em volta, se dando conta de que não fazia ideia de como voltar para a casa de Gustave. “Seu idiota, você devia ter marcado o caminho com gummy bears.” Murmurou revirando os olhos, como se o que acabara de dizer fosse óbvio. “Espera aí, eu vou te enviar a localização.” Ao invés de minimizar a chamada para a barra verde na parte superior da tela, Cam encerrou a chamada sem querer. Foi até o aplicativo do maps e encaminhou a atual localização para Oliver - na verdade, criou uma nova lista de transmissão e encaminhou o endereço para todos os seus contatos -, clicou sobre o número do amigo novamente para iniciar uma nova ligação. “Eu desliguei sem querer.”
O som do término da ligação fez Oliver franzir o cenho e repetir o nome do amigo antes de tirar o celular do ouvido. A tela já estava demonstrando que o outro realmente desligara, mas a esperança de que Cameron conseguiria mandar o local que se encontrava foi bem maior, motivou-o a levantar-se daquele sofá e passar a mão no cabelo para tentar deixar um pouco mais aproveitável. O celular vibrou fazendo o barulho de mensagem e o endereço anexado finalmente apareceu, conhecia aquele lugar, podia chegar de moto facilmente. Uma nova chamada foi recebida e a face do mais jovem aparece na tela, arrancando-lhe uma risada ao ouvir atender e ouvir a explicação. ‘ --- Presumi. Meu Deus, você está muito ruim. Eu sei onde você está, não sai daí, okay? ‘ alertou-o enquanto calçava o sapato, deixando o aparelho eletrônico preso entre a orelha e o ombro. ‘ --- Eu estou falando sério, Cam, não sai daí, eu estou chegando. Vou desligar para pegar a moto, em dez minutos chego. ‘ garantiu ao amigo, desligando. Queria manter a ligação ativa para ter certeza de que o outro não iria cochilar na rua, se meter em encrenca ou pior, mudar de local. Mas como dissera para o mesmo, não demorou muito para alcançá-lo; o trânsito não se encontrava turbulento, para a sorte, e, com tranquilidade a figura de Cameron foi discernida sem complicação. ‘ --- Ei, sweetheart, ainda bem que te encontrei vivo. Estava com medo de encontrá-lo engasgado no próprio vômito. Vamos, idiota, pega o capacete e sobe aqui.’
juneewin:
Quando ele pediu que ela se sentasse June se aproximou e sentou ao lado dele, dando um longo suspiro, então sentou ao lado de Ollie e se remexeu até ficar mais confortável, então olhou para o rapaz. - Do tipo que estaria em um filme de ação com suspense bem ruim. - Respirou fundo e soltou um suspiro cansado. - Vou te contar o que houve. - Disse baixinho e passou uma mão pelos cabelos loiros. - Eu estava noiva anos atrás, meu pai era viciado em jogos de azar ilegais e desde adolescente ele me obrigava a jogar, quando eu noivei eu parei de me envolver nas loucuras dele… - A loira falou calma, encostando a cabeça no ombro de Ollie, sentia que podia fazer aquilo sem problemas, ou esperava que sim. - Mas ele fez umas besteiras e foi ameaçado de morte, então eu tentei recuperar a grana, aí acharam que eu trapaceei nos jogos e me ameaçaram de morte. - Explicou. - Tive que largar tudo, minha filha, meu noivo… Por que eu entreguei as pessoas dos jogos ilegais. - Desabafou, não sabia exatamente o porque, mas sentia que podia confiar nele e que ele seria um bom ouvinte. - Hoje eu me assustei que tinha um cara parecido com um dos criminosos que entreguei na festa e pirei um pouco. - Confessou ao final e deu um longo suspiro.
- Acha mesmo que foi uma boa ideia? - June perguntou erguendo os olhos para ele, com um sorriso no rosto, feliz dele ter dito aquilo para ela. - Eu só queria sair de lá e ver um rosto amigo e acho você um cara legal, então decidi vir aqui com a desculpa do casaco. - Assumiu com uma risada baixa, escondendo o rosto com as mãos, tentando tirar um pouco do peso de sua história, que havia revelado para ele. - Obrigada Ollie, mesmo. - Falou com um sorriso sincero e colocou a mão sobre a dele, fazendo carinho de leve ali. - Você é ótimo, mesmo. - Riu baixinho e olhou para a televisão. - Então, o que estava assistindo? Vamos parar de falar de coisas tensas, por favor. - Pediu rindo baixinho, os olhos atentos ao rapaz com uma expressão que continha admiração, aquele sentimento sendo criado pelo fato de que Oliver estava acolhendo uma garota quase desconhecida e se dispondo a ajudar, mesmo que quando houvesse chegado ali ele não tivesse a menor ideia de sua história e do quão complicada era.
Enquanto a ouvia, parecia impossível não temer tanto pela segurança de June, quanto pela da irmã que encontrava-se dormindo em seu quarto. Oliver havia aberto as portas de casa para a loira sem sequer hesitar ou questionar-se se aquilo era o certo a se fazer; agora, apesar de ver que sim, estava correto, indagava-se se aquilo colocava em risco também a segurança de sua caçula. Por incrível que pudesse parecer, não pensou no que poderia trazer de consequência para si, mas geralmente era o que acontecia quando havia algo que envolvia Lyra. E a história contada pela mulher à sua frente tornava-se cada vez mais confusa, mais tenebrosa. Não bastasse o pai usá-la para os jogos, ainda a metia em uma situação assim?
Sentia-se mal por acabar pensando se o pai dela é quem não deveria estar tendo que enfrentar aquilo tudo. June, aparentemente, caíra de paraquedas em uma emboscada pelo vício de outra pessoa. Ela não tinha culpa de tudo aquilo. Mas o que de fato chegou a lhe incomodar com surpresa, foi o fato de não apenas ela ter tido um noivo, mas de tê-lo deixado para trás apenas por causa daquela confusão. Se ela reencontrasse o homem, arriscava dizer então que ele não seria mais o rosto seguro e amigo que a mesma iria procurar. Seria egoísta demais de sua parte incomodar-se com isso? ‘ --- Seu pai está vivo? ‘ perguntou, mordendo o canto do lábio. Mas esta foi a única pergunta. Não queria intrometer-se nos assuntos dela, então faria o melhor para que a mesma se sentisse bem e confortável sob seu teto. ‘ --- Sim, aliás. Eu acho sim. É o Brooklyn, eu sei, mas aqui você está segura… pelo menos aqui dentro. ‘ brincou, soltando um riso baixo. O olhar voltou-se para a televisão e ele encolheu os ombros. ‘ --- É algum episódio da primeira temporada de Gravity Falls. ’ esticando-se para pegar o controle, aumentou a tevê. ‘ --- Quer trocar para algo de seu agrado? ‘
❮Things will look better in the morning.❯
Um dos seus problemas era não saber lidar com a bebida. Acabava fazendo ou dizendo idiotices que se arrependia depois e aquela era uma das ocasiões. Quando chamara @trcublemack e @littlerussianxprincess para sair, Oliver já sabia que seria, talvez, ele fosse o único a beber fora da própria conta. As amigas eram as mais sensatas, mas o moreno simplesmente não se importava. Num instantezinho que elas se afastaram para irem no banheiro, ele arrumou uma briga com o barman, o que levava-os para a situação atual. Já na delegacia, Oliver estava sentado junto as garotas, no meio das duas, com a feição emburrada enquanto esperavam as horas passarem. Nem ele ou o barman estavam presos, contudo, assim que os policiais o deixaram sair, ele novamente se atracou com o homem mais velho, o que fez com que Oliver acabasse tendo que esperar uma hora ali depois que o funcionário do bar saiu. ‘ --- Vocês acham que vai ter algum paparazzi lá fora quando sairmos? ‘ indagou hesitante. Doía para falar por causa dos ferimentos na face, mas o receio de serem flagrados pelas lentes das câmeras era maior.
littlelyra:
Claro, sempre. - assentiu com um sorriso para ele. Ela sabia que ele sempre cumpria, tanto que ela estava ali agora com ele como o mais velho disse que ela estaria. A garota o ouviu em silêncio franzindo o cenho para a pergunta e deixou o chocolate um pouco de lado para poder pegar a mão do irmão com carinho - Oli, eu nunca ficaria com raiva de você. Eu só fiquei chateada, mas já passou. Agora, eu nunca vou ficar com raiva. É meu irmão… eu te amo acima de qualquer e sei que só quer me proteger. - falou naquele jeito meigo que tinha sorrindo para o maior antes de voltar a comer o chocolate - Eu te contei que vamos ter um jogo sábado? Você vai? Vai me ver ser líder de torcida? - pergunta esperançosa para ele.
Lentamente, um sorriso veio a aparecer nos lábios do moreno. Oliver sentia-se extasiado sempre que a irmã lhe dizia aquele tipo de coisa. Era por momentos assim que ele se esforçava o tempo inteiro, para que fosse recompensado com palavras sinceras quando a indagasse sobre algo. ‘ --- Que bom. Porque sabe, não suportaria ver minha princesinha com raiva. ‘ brincou, dando-lhe uma piscadela antes de rir baixo. ‘ --- E eu também te amo. ‘ acrescentou. Mas o sorriso logo se transformou em uma careta ao ouvir sobre o jogo, não que não ficasse orgulhoso do que a caçula fazia, mas era esquisito vê-la em roupas curtas na frente de outras pessoas. ‘ --- Jogo, é? Hm, é claro que vou. Mas sabe, eu estava já pensando em te sugeri… por que você não experimenta o clube do livro, hein? ‘
lexicllark:
❮Oh boy! This is gonna be good.❯
Alexia tinha sido convidada para fazer mais uma campanha publicitaria para uma marca de roupas. O dia de tirar as fotos tinha chegado e ela se encontrava no lugar onde seria a sessão fotográfica. Já tinha chegado a hora marcada e nada de chamarem ela, a morena odiava ter que esperar, porém naquele caso não tinha muito o que fazer. Enquanto esperava em uma sala, Alexia via algumas revistas e em uma delas, se deparou com uma foto de uma outra campanha que ela tinha feito e sorriu. Sua atenção foi dirigida para um garoto que acabará de entrar no lugar. - Tudo bem. Essa cadeiras sempre entrando na nossa frente do nada. - A morena fez uma brincadeira para que o garoto se sentisse mais a vontade, depois do ocorrerá.
Com um aceno positivo da cabeça, Oliver bufou um riso. Aquela era uma boa desculpa quando se atrapalhava com algo, mas já havia usado tanto quanto menor que, agora, já não surtia mais efeito. No entanto, usado por outra pessoa para justificar seus atos, trouxe-lhe um sorriso aos lábios. ‘ --- Exatamente, essas pessoas com capas de invisibilidade acabam sempre nos atrapalhando fazendo isso. ‘ brincou também, puxando a cadeira em que havia tropeçado para deixá-la perto de um puff que usaria como apoio para os pés ao sentar-se. ‘ --- Se importa se eu ficar por aqui também? ‘ a questionou, afinal, não queria atrapalhar-lhe ali.
❮Oh boy! This is gonna be good.❯
O nervosismo de Oliver deveria ser visível demais pois a fotógrafa pediu que ele fosse andar um pouco pelo prédio para que pudesse descarregar a energia agitada. Estava com os amigos a fazerem algumas entrevistas e agora era a parte das fotos independentes, já que as com o grupo, ele havia conseguido fazer. Mas sozinho? O moreno entrou em pânico. Uma das salas que mulher indicou foi a de descanso, então Oliver não ponderou, rumando para lá assim que encontrou o corredor certo. E, para sua sorte, encontrava-se quase vazia, exceto por uma mulher mais distante da porta. Ao entrar tentando fazer o máximo de silêncio possível, acabou chutando uma das cadeiras, fazendo então uma careta ao xingar baixo. ‘ --- Foda-se. Urgh.‘ e ao erguer a face para a @lexicllark, pediu um pouco envergonhado: ‘ --- .... desculpe. ‘
❮You and i are a team. Nothing is more important than our friendship.❯
Jogar boliche não parecia tão difícil nos filmes, então Oliver não hesitou quando chamou @ray para ir consigo ao novo local de jogos que abrira perto de sua casa. Enquanto todos pareciam focados em jogos feitos nos campos abertos, o moreno via-se excitado para testar os das quadras e locais fechados. O ambiente imenso o surpreendeu, mas a animação só veio a diminuir quando, depois de duas partidas, ainda não havia acertado um pino sequer. As bolas que lançava acabavam desviando do caminho que deveria seguir, começava a ser frustrante. ‘ --- Caramba, esse jogo é uma merda! Podemos escolher outro jogo? ‘
juneewin:
Não podia negar que estava morrendo de frio, era impossível não tremer diante de ter tomado tanta chuva e de em Nova Iorque está fazendo um frio horrível. Era impossível não notar, apenas olhando para a expressão de June que algo estava errado, mesmo assim ela tentou oferecer um pequeno sorriso para Ollie, e depois de olhar para a calça do pijama que ele usava, um sorriso um pouco mais sincero surgiu em seus lábios e ela fitou o rapaz. - Doctor who! - Exclamou com um pouco mais de empolgação do que pretendia, estava com medo, é claro, mas ao ver aquele desenho e ver um rosto amigo, sentiu alívio e de repente estava um pouco mais animada. - Eu adoro doctor who. - A loira explicou, abraçando o próprio corpo por conta do frio, os lábios ainda levemente azulados e trêmulos, mas agora o rosto um pouco mais iluminado, menos vazio e temeroso.
- Eu não queria ir pra casa ficar sozinha, então decidi vir devolver. - Confessou, completamente derrotada, sua expressão estava envergonhada, as bochechas avermelhadas por conta da timidez. - Obrigada. - Sussurrou, enquanto olhava para os próprios pés, mordendo o lábio inferior. Ficou balançando o corpo de maneira nervosa, para frente e para trás, o coração apertado no peito, não queria tê-lo incomodado. - Desculpa aparecer assim do nada. - Deu um longo suspiro, enquanto praticamente comia o lábio inferior, sem saber o que mais poderia dizer além daquilo, quando o rapaz ofereceu-lhe as peças,ela sentiu vontade de chorar, mas se segurou.
- O-obrigada. - A loira pegou as peças, ainda tremendo um pouco, respirou fundo e passou uma mão pelos cabelos, ainda com bastante frio. - Você é um cara ótimo, mesmo. - June disse com um sorriso sincero e beijou a sua bochecha, antes de ir para o banheiro. A garota tomou um banho quente, vestiu as roupas emprestadas e foi para a sala. - Oliver desculpa mesmo aparecer aqui assim, parecendo uma maluca… É que aconteceram umas coisas comigo e eu fiquei meio assustada, estava com medo de voltar pra casa e algo ruim acontecer, aí me pareceu uma boa ideia sair que nem uma louca no meio da chuva pra devolver o seu casaco. - Falou ainda meio envergonhada pela atitude que fora impensada.
Como não estava acostumado com elogios, Oliver corou. Ele precisava largar essa reação pois, quando tinham shows e as garotas iam para os bastidores pegar autógrafos, ele é quem acabava sendo o único a ficar com as bochechas rosadas por conta da timidez que lhe assumia sempre que alguém lhe elogiava. E ouvir aquilo vindo de June, parecia dez mil vezes mais estranho. Uma mulher como ela lhe elogiando? Deus, a chuva deveria tê-la deixado realmente muito mal. Mas, para piorar a situação, ele ainda podia sentir a maciez dos lábios alheios grudados tão brevemente em sua face. Apesar de tentar mostrar-se como um rapaz que beijara inúmeras pessoas, isso não passava de uma completa mentira. Oliver nunca tinha beijado alguém, e, o singelo contato em sua bochecha já foi o suficiente para que ele lamentasse de fato não sentir em outro local, como sua boca, por exemplo.
Mas tais pensamentos foram empurrados para trás na mente enquanto acomodava-se no sofá para esperar a loirinha retornar. June não havia chegado ali em bom estado, seria insensível de sua parte continuar a pensar tudo aquilo. Então, com um suspiro baixo, puxou o cobertor para o colo, subindo as pernas para o sofá. O olhar vago permanecia na televisão, apesar da mente estar tão longe cogitando o que acontecera para a face da garota estar tão conturbada. Suas inquietações, no entanto, foram postas de lado ao ouvir a voz da mesma. Os seus olhos foram arregalados mas ele afastou os cobertores, abrindo um espaço ao seu lado. ‘ --- Vem, senta aqui. ‘
Embora não fosse de sua conta, o moreno soltou um pequeno suspiro. ‘ --- Coisas ruins, June? De que tipo? ‘ indagou com curiosidade. Um dos cobertores foi pego para que a loira colocasse sobre os ombros assim que tivesse chance, esquentá-la e mantê-la tranquila agora era a prioridade. ‘ --- Bem, na verdade, foi sim uma ótima ideia. Tirando o fato de você ter vindo sob a chuva, deveria ao menos ter pego um táxi. ‘ ele lhe deu um pequeno sorriso, tombando a cabeça para trás no encosto do estofado. ‘ --- Mas aqui você está segura, então sim, eu diria que foi a melhor ideia que você teve. ‘ garantiu-lhe com um assentir. ‘ --- Sem contar que Whovians sempre são bem-vindos na minha casa. ‘ encolheu os ombros, alargando um pouco mais o sorriso.
Cameron sabia muito bem dos seus limites e quando o assunto era álcool, quase nunca extrapolava. Entretanto, em uma ocasião ou outra se deixava influenciar e acabava provando a bebida do copo de outra pessoa. Naquela noite, tal irresponsabilidade tinha resultado no Davenport sentado no meio fio de um lugar desconhecido por ele. A única coisa que sabia com clareza era de que a house party em que estava com os amigos se passava em uma casa há não muitos metros dali. Já que tinha se afastado para que seu pai não escutasse o barulho da música. “Pai… Pai? Você pode vir me buscar… O quê? Pai, você tá me ouvindo?” Ele perguntou com a voz arrastada. Afastou o iPhone da orelha para ler as letras duplicadas da tela. Voltou a colocar o celular sobre o ouvido. “Stewart? Que Stewart? Stewart é você, meu nome é Cameron Davenport.” Tagarelou, deixando um suspiro pesado escapar. “Você pode ligar pro meu pai?” Perguntou pra pessoa do outro lado da linha.
Cochilar no sofá enquanto tinha a televisão ligada definitivamente era o seu passatempo favorito. A irmã já dormia no quarto, mas Oliver, é claro, com preguiça de ir para o seu, resolveu ficar no estofado e deixar o sono o embalar. Isso não durou muito, o zumbido irritante do celular o despertou e o moreno, com uma careta, olhou para o display, bufando baixo ao ver o nome do melhor amigo aparecer ali. ‘ --- O que você-- ‘ antes que terminasse, a voz alheia lhe cortou. Pai? Cameron deveria estar bêbado para ter errado o número e para achar que estava correto. Chamar a atenção alheia parecia difícil, mas, por fim, conseguiu. ‘ --- Não Stewart, imbecil, eu chamei-lhe de sweetheart. ‘ bufou baixo, soltando um riso sonolento. ‘ --- Cameron, eu sei quem você é. É o Oliver. Você está tão bêbado assim? Onde diabos está? Não vou ligar para seu pai, vou te buscar, é mais fácil. ‘
littlelyra:
Ela sorriu largo de maneira mais do que animada quando ele falou que ela acertou - Metade? Jura? - bateu palmas como uma criança animada e jogou os cabelos longos para trás enquanto cruzava as pernas para o irmão se sentar na cama junto consigo. Ele sempre fora seu herói, tanto que foi o motivo da menina ir para os Estados Unidos, ela queria ficar perto do mais velho já que ele fazia falta para ela - Agora vai me dar? - quando ela viu todos aqueles doces na cama, os olhos brilharam e ela pegou uma barra de chocolate abrindo-a - Ai credo… como alguém conseguiria comer um doce de wasabi? Deve ser horrível.
‘ --- Mas claro, eu cumpro minhas promessas, não? ‘ arqueou uma das sobrancelhas. E uma das promessas cumpridas era justamente ambos estarem juntos. Quando a loirinha era menor, Oliver lhe garantiu que sempre estaria por perto para ajudá-la e ampará-la, agora, é claro, isso continuava a ser verdade; tentava ser o mais presente possível na vida da irmã, embora ainda sentisse que era um pouco falho. ‘ --- É, foi horrível sim, eu só consegui comer uma das partes, a outra acabou indo para o lixo. ‘ ele contou, pegando uma caixinha com trufas pequenas. ‘ --- Você não ficou com raiva de mim, ficou? Por eu não ter te deixado ir ao baile? ‘
@douzeollie
Estava assustada, a loira ainda sentia as mãos tremerem e sabia que estava sendo boba indo até a casa de Oliver, eles não se conheciam bem, mas o rapaz havia a ajudado no outro dia e no momento June estava com a jaqueta dele, e não queria voltar para sua casa vazia. Ela podia ter pedido para Dagon ir com ela, ou para ficar na casa dele, mas não queria incomodar. Começou a chover, a loira deu um longo suspiro, sentindo a chuva bater em seu corpo, ela tremeu levemente, passando os braços ao redor do corpo. Enquanto caminhava para a casa de Ollie, deu graças aos céus que o casaco dele estava em sua bolsa, assim não ia deixar que tudo ficasse molhado e poderia entregar o casaco, talvez se ele permitisse ela ficaria um pouco ali.
Assim que June chegou a porta, ela respirou fundo e passou uma mão pelos cabelos, colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha, tremendo um pouco. Encarou a porta do lugar, mordeu o lábio inferior, respirou fundo e juntou toda a sua coragem, então bateu na sua porta e esperou que o moreno abrisse. June estava nervosa e ficou balançando a perna com uma certa agonia, torcendo para que ele abrisse a porta e quando o rapaz o fez, June sorriu de leve, ainda tentando se controlar. - Hey… Eu vim devolver seu casaco. - Sussurrou, agora que havia visto ele em sua frente, estava envergonhado.
O frio de Nova Iorque era perfeito para enfiar-se debaixo de um cobertor e fazer morada no sofá. E parecia ser essa a única coisa que o animava nos últimos dias, assistir suas séries, seus desenhos, enquanto empanturrava-se com os doces. De férias, não havia muito o que fazer. Sem contar que havia o fato de que a banda também estava parada para que os integrantes aproveitassem da folga concedida pela pausa no período acadêmico. Relaxar, então, é o que lhe sobrava. E céus, Oliver não podia reclamar. Estava adorando. Com a irmã morando no apartamento em que ele dividia com o melhor amigo, tudo ficava ainda melhor, a felicidade estava completa.
E Morfeu encontrava-se quase pronto para lhe agarrar e fazê-lo mergulhar nos braços para dormir, quando uma batida soou na porta. Sob o cobertor, com os olhos sonolentos, o moreno lamentou. Droga, levantar, colocar os pés mornos naquele chão frio não seria algo agradável. No entanto, não podia deixar quem quer que fosse do lado de fora com toda aquela chuva castigando. Com um suspiro, levantou-se. O hoodie que vestia era maior do que si pois havia roubado do guarda-roupa do melhor amigo, as calças do pijama foram feitas para serem confortáveis, não bonitas, ainda mais com todos as mines TARDIS que a enfeitavam. Por causa de tais vestimentas, lamentou quando abriu a porta e a face de June ele contemplou.
As bochechas coraram imediatamente e nem foi por causa do frio, mas sim pela vergonha que lhe atingia. Mas tratou de não deixar-se travar, abrindo espaço para a garota entrar. ‘ --- Meu casaco, June? Nessa chuva? Céus, entra, por favor, eu vou te buscar uma toalha, okay? ‘ Oliver disse apressado, querendo que a loirinha entrasse para que saísse logo da chuva. Assim que pôde, fechou a porta atrás de ambos e correu para o quarto, recolhendo uma toalha limpa, um cobertor grosso, uma camisa e uma calça folgada. Ao retornar para sala, deixou o cobertor no sofá, ofertando-lhe as outras peças. ‘ --- Aqui, você seca e veste isso, sim? Vai ajudar com o frio. ‘ assentiu. ‘ --- A primeira porta nesse corredor é um banheiro, pode ficar à vontade. ‘
littlelyra:
Por mais que Lyra soubesse que o irmão só queria seu bem, ela estava triste por não ter ido a festa já que praticamente a cidade toda estava lá e parecia ser muito divertida… mas ela nunca ousaria desobedecer o mais velho, principalmente indo escondida porque tinha medo que algo ruim pudesse acontecer. A pergunta dele a fez assentir afirmativamente mas logo franzindo o cenho desconfiada - É? Está me deixando curiosa, Oli. - olhou a sacola, dando uma risada para o mais velho, fazendo uma expressão pensativa para que pudesse responder certo - Doces? - chutou com os olhinhos azuis brilhando de expectativa e torcia internamente para que tivesse acertado porque ela realmente amava doces. Ela podia ter dezesseis anos, ser vista como uma adolescente pelas pessoas mas ela ainda tinha alma de criança. - Acertei, Oli? - pergunta toda curiosa.
O mais velho abriu um imenso sorriso ao vê-la acertando, entrando no quarto da mesma. ‘ --- Mas é claro que sim… e agora eu te devo metade do meu estoque. Demorei um mês para juntar tudo isso e você me leva em menos de cinco segundos. ‘ ele lamentou. Juntava os doces que ganhava quando tinham algum show e as pessoas levavam brindes para o camarim, como eram muitos, acabava sempre dividindo com a irmã caçula, agora que a tinha por perto. Sentando-se na cama da mais nova, chutou os sapatos para fora dos pés, acomodando-se ali. ‘ --- Acertou em cheio, infelizmente. ‘ suspirou pesadamente em eu falso drama, abrindo a sacola para despejar tudo o que tinha dentro em cima do colchão. ‘ --- Tem uns estranhos que eu acho que não são daqui, mas parecem bem gostosos. Ou não… não sei. Uma garota me deu um Kit-Kat que eu juro, era wasabi. Urgh, doces esquisitos do japão. ‘
@douzeollie
Depois de ter ouvido que não poderia ir na festa, Lyra foi para o quarto sentando na cama toda tristinha enquanto foleava uma das várias revistas de moda que tinha ali. Sabia que Oliver não iria deixar, mas pensou que podia pelo menos tentar pedir para ele e quem sabe conseguisse algo… mas o “não” que recebeu mesmo já sendo esperado havia deixado a menina chateada. Os olhos azuis estavam fixos nas folhas da revista e os cabelos loiros caiam sobre seu rosto quando ouviu uma batida leve na porta a fazendo erguer o rosto - Oi Oli. - sorriu fraquinho para o irmão mais velho fitando uma pequena sacola que ele trazia - O que é isso? - perguntou em tom de curiosidade, fechando a Harper’s Bazzar para poder dar atenção ao maior.
O baile que praticamente toda Nova Iorque iria não era um local adequado para sua irmã caçula. Ao contrário do irmão, Oliver tinha bom senso, nunca deixaria a garota frequentar um local como aquele. Lyra possuía apenas dezesseis anos, não tinha idade o suficiente para a festividade; e, para não ser injusto com ela, decidiu que também ficaria em casa. Negar foi difícil, sim, mas era o melhor para a menor. O que lhe doía mesmo era a expressão tristonha que a menina fez, lhe dando a única opção de ir até o quarto da mesma carregando um pouco dos doces que de Lud ele escondia. ‘ --- Eu posso entrar? ‘ indagou ao colocar a cabeça para dentro, oferecendo-lhe um sorriso. ‘ --- É algo que você vai adorar, disso eu tenho certeza. ‘ declarou, erguendo a sacola. ‘ --- Se você acertar, ganha metade do que está aqui. ‘
Estava sentado naquela escada de incêndio a algum tempo, observando o movimento da rua e esperando por novos clientes, todo mundo ali sabia o que ele vendia, então não precisava abordar ninguém, só ficar ali, parado. Estava fumando um cigarro enquanto segurava uma garrafa de cerveja, não era a sua bebida preferida, mas com a falta de dinheiro, era o que tinha pra hoje. Foi quando percebeu a aproximação de um homem na direção de uma pessoa que passava por ali, a intenção dele não era pedir uma informação. Inka se levantou rapidamente se aproximou da pessoa, com a intenção de despistar o possível assaltante ou pior que isso. “ — E aí, beleza? Se lembra de mim? Quanto tempo, hein. ” Enquanto tentava chamar a atenção da pessoa, pôde notar que o bandido desistira de agir ali, fechando a cara por perceber que ele ia mesmo assaltar alguém na sua área.
Oliver não sabia mais por onde enrolar sem que acabasse se perdendo por aquele lugar. Adorava o Brooklyn, sim, mas simplesmente haviam pessoas que dificultavam demais a moradia ali. E uma dessas era o homem que lhe seguia. A estatura de Oliver não o permitia rebelar-se contra aquele que há exatos dois quarteirões insistia em persegui-lo, talvez esperando o momento certo para atacá-lo, mas todas as vezes que este se aproximava mais, o moreno enfiava-se em uma loja qualquer. Só que ali não existia nenhuma mais. Já estava preparado para perder o celular, o relógio e a carteira, que eram as coisas que tinha de mais caro, mas uma voz alteou e lhe saudou, fazendo-o sorrir de forma tensa. ‘ --- E-ei… o que está fazendo aí sozinho? ‘ indagou com um sorriso, rapidamente aproximando-se do desconhecido.
Embora não soubesse quem ele era, seu gesto fez com que a presença atrás de si se afastasse. ‘ --- Ah, foda-se, muito obrigado. Eu não sabia mais o que fazer para espantá-lo!’