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Special Ops: Lioness - 1x07
@lsabelamadrigal
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"Mas eu estou indo muito bem na minha loja de joias!" Protestou a mais nova Tremaine com a voz esganiçada, a bebida respingando um pouco sobre o balcão quando a pousou. "E é um príncipe, Dri! O homem mais rico de Tão Tão Distante e o mais influente! Eu nos colocaria no mesmo patamar da realeza! Você consegue ver?" Meio que ela percebia... Anastasia colocando toda a fantasia para fora com o tom de quem acreditava, colocava toda sua esperança em jogar para o universo e esperando que se tornasse realidade. "E como seria um tédio?? Bailes, festas, eventos reais. Roupa nova, nunca precisando repetir, sapatos de grife! Um sonho, Dri! Um sonho incrível! E nenhum príncipe aceitaria se casar com uma viúva!" Drizella soava como a mãe agora, forçando-a por um caminho que não tinha escolhido. Já bastava a venda, a troca de seus 'favores' pelos presentes riquíssimos. Anastasia fugia no último instante, empurrava a pergunta do casamento para outro momento. Porém, até quando conseguiria? "Eu e Kit estamos nos dando muito bem. De verdade, você precisa acreditar em mim. Não me destratou, me convidou para passear nos jardins. Me olhou nos olhos... Foi... Você devia ter visto." Suspirou, enamorada, dessa vez apoiando-se no balcão e bebendo distraída. E piscando atordoada para o vampiro que flertava do outro lado do Fangtasia. Anastasia virou para a irmã. "Ainda posso ter prazer enquanto caço meu príncipe, Dridri. Você lembra do Luau do Mauí que fui nesse fim de semana? Não teve um momento de sono."
Suspirando, Drizella sabia que a irmã era um caso perdido. Um pouco mais consciente que Ella, mas ainda assim, Drizella preferiria ignorar todo o drama da família. Só deixá-la confortável e longe da mãe. "Você viu o quão fácil a loja de North, o grande Papai Noel foi destruída? E ele é um guardião. Com as coisas que estão acontecendo pode haver um momento em que simplesmente você perca tudo pelo egoísmo de outra pessoa. Nós não somos herdeiras e esse nosso dinheiro não é real. Precisamos ter uma renda fixa, algo certeiro que mesmo que tudo dê errado ainda termos mais dinheiro para recomeçar. Sua loja de jóias, infelizmente, não é isso." Odiava ter que dar aquele discurso. De esmagar os sonhos da irmã, e não poder ajudá-la. Seu coração partia por ser cruel, mas alguém tinha que ser. Era por isso que não se importava em fazer o trabalho sujo no Ministério. Alguém tinha que ser a vilã, e Drizella já havia vestido aquela máscara. "Não é assim que funciona. E temos tantos reis e rainhas que nem mesmo é algo extraordinário. E a vida não é isso. São regras, deveres, roupas específicas, comportamentos específicos, e mais regras. Você nunca poderia ser...você. Teria que ser uma figura real que se comporta do jeito que eles querem." Fez o sinal para o garçom trazer outra rodada para elas. Preferindo estar bêbada do que lidar com a dor de estar magoando a própria irmã. "Por favor, Anastasia. Ele é um príncipe, é isso que ele faz. Ele procura garotas inocentes e pisca para elas. Ele quer diversão antes de ter que se casar com uma rainha ou outra príncesa e você não está nessa lista. O quão rápido entender isso, menos irá se magoar." Foi assim que ela entendeu que não teria futuro com Isabella. Jamais seria aceita em uma família tão feliz e animada. Tão carinhosa.
"Não chore. Pense em todas as coisas que a mamãe já nos ensinou. Você está sendo patética, Ana. Caindo na história de que algum homem realmente poderia ser um príncipe encantado. Eles não existem, e se existissem não gastariam tempo com a plebe."
Drizella Tremaine: There goes the last lingering thread of my heterosexuality.
@lasttremaine
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"Fangtasia!" Cantarolou animada. Espera! Derrapou na entrada para pescar o amuleto de alho na gavetinha da cômoda perto da porta. Adiantava? Não sabia. Contudo, a fins de paz de espírito, levava-o sempre que andava por aquelas bandas. Anastasia ergueu as saias e começou, talvez ignorando a parte do curto. "Enfim consegui convencer a Princesa Lídia a visitar minha loja. No início não pareceu muito confortável, mas você sabe, logo inverti a situação. Resgatei Kit de um grupo de solteironas numa festa. Fui a heroína e tudo, você tinha que ter visto! Passeamos pelo jardim e... Eu acho que vou conseguir fisgá-lo, Dri!" Bateu as palmas rapidamente. Ou melhor, só os dedos, o sorrisão indo de orelha a orelha. "Só que eu não entendo nossa mãe. Chegou uma leva fresquinha de príncipes e solteirões da nossa idade e ela insiste em me juntar com os perto da cova. Não aguento, Dri. Aquele cheiro de talco e as mãos mais bobas que a tonta da Cinderella."
O letreiro do Fangtasia chamou a atenção da Tremaine mais nova. Suas mãos puxaram o vestido para baixo, expondo mais do decote e da curva do pescoço. Porque, bem, era assim que as duas conseguiriam cortar a fila gigantesca da entrada. Sorriu açucarada, a mão massageando um ponto aleatório do pescoço, a conversa deixada para a irmã mais velha. "Vou pegar o de sempre no bar."
Sentada em seu banco de costume vendo as mulheres e homens dançarem, Drizella se divertia balançando a cabeça de um lado para o outro. Acompanhando com os olhos as dançarinas. Quem sabe quando sua irmã não saísse ela não pudesse se divertir um pouco. Pelo menos ali sua mãe não encheria sua paciência já que era um lugar que Lady Tremaine jamais seria vista. Analisou a história que Anastasia havia acabado de contar balançado as madeixas de um lado para o outro. Será que a irmã nunca aprenderia? Ao notar o retorno da mesma nem pensou antes de virar o conteúdo. Drizella sempre afogava suas mágoas bebendo.
"Esqueça o príncipe. Case com um desses velhos, e o mate. Vai ser rica e não vai ter dor de cabeça." Não partilhava dos mesmos gostos que a mãe, mas no fim queria que Anastasia tivesse tudo de conforto que ela poderia e para isso só um golpe em alguém patético. "Case rápido, eu empurro da escada e você vai ter todo o dinheiro possível que você quiser. Para fazer o que você quiser. Um príncipe. Francamente, Anastasia." Balançou a cabeça de um lado para o outro. Não acreditava no quão iludida a irmã era. Aquele tipo de romance de contos de fada não existia para elas. A mais velha esqueceu todos os possíveis sonhos para ir atrás do poder do que viver algum felizes para sempre. "Olhe ao nosso redor. Você pode ter todo o prazer à vontade. Se, por alguma maluquice, casesse com o príncipe não teria nada disso. A vida seria um tédio. E não seja inocente, Ana. Eles nunca vão te aceitar como uma deles. O quão rápido você entender isso o mais fácil vai dar um golpe em um velho morrendo."
with: @thenightmarefausto
sentence: "It's a mistake"
Drizella nunca se importou em ser uma das secretárias de Fausto, na realidade, aquela era a melhor posição que ela conseguia pensar para começar a aprender sobre magia. Se ela quisesse explorar o entendimento e até pensar de alguma forma de obter algum. Para isso ela sempre estava na cola de Fausto absovendo todo seu conhecimento. Havia pegado dois cafés para ele diferente, e quando o mesmo falou do erro ela olhou e notou que havia trocado os dois copos. "Foi mal, manhã difícil." Ela ainda se lembrava do rosto de Isabela quando trombou com ela de manhã. Tudo que ela não queria. "Quer que eu busque um novo ou quer esse, honestamente, eu nem encostei ou tomei a cabeça estava em outro lugar antes de começar o serviço."
nana goes MPB with relationships: DRIZELLA AND ISABEL
no nosso amor e ódio eterno
eu te imagino, eu te conserto
eu faço a cena que eu quiser.
@lsabelamadrigal
O pirata tinha perdido a conta do quanto já tinha bebido quando foi para o quinto copo, de modo que Sinbad tinha apenas duas certezas: (1) ele já estava muito bêbado e o recomendável seria cortar o álcool, mas ele se conhecia muito bem para saber que aquilo não iria acontecer tão cedo; (2) aparentemente tinha derrubado parte de seu copo de bebida em alguém da festa. O marujo nem tinha percebido tal ato falho, somente foi se dar conta do ocorrido quando escutou a voz estridente e irritante da mulher reclamando. — Pedir desculpas sugere que eu me arrependo de algo que eu fiz. E, neste caso, meu único arrependimento é de ter desperdiçado um pouco da minha bebida — falou sem muita paciência, sentindo-se irritado por aquela cobrança sem sentido.
Drizella contou até dois. Já que esse era seu limite. "Você o que? Que babaca. Acha que é o que? Alguém muito importante para nem pedir desculpas quando está errado?" Drizella havia prometido a si mesma que não encontraria briga. Estava arrependida da última vez que brigou com Isabela e não queria repetir o feito, pois acabava com ela segurando uma garrafa de vinho no chão do próprio apartamento. "Você vai pedir desculpas, e pagar pela limpeza da roupa." Ameaçou colocando o dedo na cara dele. "E se pensar em falar qualquer gracinha vai ver que eu ameaço e mordo. Ah, e isso aqui agora é meu." Tirou o copo dele virando toda a bebida garganta para dentro. Limpando as gotas que escaparam com as costas da mão.
terrible and proud; beautiful as a winter sunrise.
1/? acotar moodboards - nesta archeron
‘all these roads lead to ruin.’ ( @dhumpty )
Pelo menos tudo vai acabar rápido. Pior que toda essa demora e sofrência que o pessoal insiste que existe.
❛ do you ever not want to stab someone? ❜ ( @dhumpty )
Se ao menos as pessoas parecem de ser irritantes...
with: @legendofthe7seas
"Mas que porra?" Drizella não tinha a língua mais doce do mundo, e por mais que passasse boa parte de suas noites nos bares mais imundos pouco se importando com sua imagem e com as coisas. Ela odiava acima de tudo quando jogavam cerveja nela. "Vocês piratas idiotas com sua falta de modos." Xingou enquanto bebia a própria cerveja. Já era tarde, e ela havia bebido provavelmente mais do que deveria, mas não se importava e na verdade não se importava em começar uma briga. Sabendo que conseguiria arranhar a cara de qualquer pirata rídiculo que estivesse em seu caminho. "Não vai nem pedir desculpas? Idiota."
Era o quinto, se não o sexto, vestido que Anastasia provava e não gostava. A pilha de roupas crescendo sobre a cama esquecida assim que se olhava no espelho mais uma vez. O trabalho de Cinderella em segundo plano, por enquanto, porque sua prioridade era não chamar mais atenção para si do que podia. O que vinha acontecendo nesse quarto... Não era o melhor, mas era o que mais tinha se sentido bem. Um vestido apertado, abraçando suas curvas, mas coberto o suficiente para não fazer sua pele arrepiar desconfortavelmente. "Sim, Drizella! Já estou indo!" Acabou o tempo. Anastasia correu e saltitou ao colocar os sapatos durante o caminho. "Não vamos para o Drink In Hell de novo, vamos? Teve um ataque esses dias e o lugar ficou totalmente out da temporada. Podemos não ir para o Puddin? Eu- Eu acho que- O dono-." Mordiscou o lábio, nervosa. "E tem o Fangtasia! Fangtasia tem um tempo que a gente não vai."
Anastasia começou a tagarelar como sempre o fazia, e Drizella somente desligou como sempre o fazia. Com os anos ela havia aprendido a desligar a parte em que Anastasia vivia falando, e que sua mãe reclamava, e que Ella colocava o quão injusto era a vida e como elas eram tão ruins por estarem sempre mandando fazer as coisas. Francamente, nenhuma das duas iria sobreviver nesse mundo. "Fangtasia." Andou pelas ruas, o lugar era sombrio o suficiente e afastado de todas as coisas animadas do reino para poder beber em paz. Quem sabe ouvia uma ou duas coisas que interessasse Fausto. "Então...Alguma novidade? Algo que eu deveria saber, e por favor, o caminho curto e sem dar muitas voltas."
Não poderia esperar uma educação melhor. Isabela enxergou vermelho. Qualquer vontade de sair dali e deixar para lidar com Drizella outro dia foi jogada pela janela, tudo culpa daquela insinuação. Ela se vira, devagar, aproxima-se com o indicador pontuando suas palavras no lado esquerdo da clavícula alheia. "Pelo menos durante a minha educação, eu aprendi a considerar as outras pessoas." Big talk para alguém com um visível complexo de superioridade, mas ela vai morrer jurando que pelo menos nesse quesito, é mais maleável que a Tremaine. Acordando para a cena que estava começando a causar pelo toque numa de suas feridas mais recentes, ela se afasta. Passa a mão pelos cabelos e olha em volta, oferecendo sorrisos forçados para as pessoas em volta.
"Fazer o quê, né? Você é muito boa em estragar o dia dos outros." Alfineta em voz mais baixa, só então tirando os olhos do rosto dela. É um ataque ao seu amor próprio ficar olhando para as expressões ali e se lembrar de quando aqueles olhos lhe faziam sorrir, ou de como esperava por ouvir a sua voz, todo santo dia. "Não acredito que você vem aqui depois de... Depois de tudo." Dessa vez, soa magoada porém segura firme a indiferença como um escudo a lhe proteger.
"Eu diria que sou a melhor nisso. Não te contei o quanto minha mãe falou que eu estraguei a vida dela enquanto ela me deu a luz?" Já haviam conversado sobre aquilo. Sobre muitas coisas. Durante um tempo, Drizella realmente acreditava que poderia contar com Isabela. Que as duas haviam passado por coisas semelhantes, e que precisavam se emancipar de suas famílias. Se algum dia pudessem sair dali, talvez fugir de Tão Tão Distante, mas ela conseguia ver que Isabela amava demais sua família para fazer isso, e por mais que ela falasse que odiava Ella e Anastasia, ela ainda era a irmã mais velha e faria tudo por elas. Mesmo que as maltratasse. Por fim, era mais fácil afastar todos e voltar para a realidade onde ela lidava com as coisas sozinha.
Cruzou os braços, enquanto revirava os olhos. "Não sabia que você era dona do lugar." E o café dali havia sido um dos motivos onde haviam se encontrado. Quando haviam pedido o mesmo café, mas bolinhos diferentes e o pedido de ambas ter sido trocado. Seria uma história engraçada se não estivessem agora em lados opostos. "Como lidaram com um natal sem presentes? Aposto que deve ter sido um grande caos para a família perfeita."