astro - blue flame // moonbin

Origami Around
Acquired Stardust
2025 on Tumblr: Trends That Defined the Year

★
Keni
No title available
Xuebing Du

titsay

blake kathryn
we're not kids anymore.
h

Kiana Khansmith
$LAYYYTER

roma★
NASA
wallacepolsom
styofa doing anything
almost home
cherry valley forever

Janaina Medeiros

seen from United States
seen from Algeria
seen from Türkiye

seen from Vietnam
seen from Netherlands

seen from Germany
seen from Türkiye
seen from Germany
seen from Algeria
seen from Algeria

seen from Algeria

seen from Iraq

seen from Algeria
seen from Netherlands

seen from Malaysia

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
@du-sehee
astro - blue flame // moonbin
friedrich:
Até então suas interações naquela festa haviam sido poucas, e como um recém chegado naquela universidade, ainda estava tímido de tentar novas aproximações. Então, quando alguém se aproxima tão rápido e da maneira que nunca esperaria até então, sua primeira reação natural é se afastar um pouco assustado. Ao notar que o rosto que estava tão próximo é o de Sehee, Friedrich acabou ficando mais calmo, não que o conhecesse a fundo ou coisa do tipo.
Não teve chances de respondê-lo e um convite era lhe era lançado. Também não respondeu a este devidamente, sorrindo sem jeito após concordar com a cabeça e se levantando com ele para a pista de dança. Para um garoto tímido, acabou esquecendo-se de tal sentimento quando o puxou pelo braço para onde estava reunidos vários outros alunos. Friedrich não sabia qual era a música que tocava, logo não sabia exatamente como dançá-la, preferiu imitar os gestos dos alunos que estavam próximos aos dois. O modo como Sehee havia se aproximado despertou algo no francês que o fez se aproximar mais do coreano enquanto dançava, deixando seu corpo quase colado ao dele.
Mas, claro, se distanciando depois, sem jeito algum para fazer algo como ele havia feito.
Achava que por Freddie ser parte estrangeiro não se preocuparia com suas aproximações que desafiavam os limites de espaço pessoal, achavam fofo como ele se esquivava automaticamente daquela forma sempre que se aproximava. Sabia que não era por mal, mas era parte da personalidade de Sehee provocar os meninos por quem se sentia atraído daquela forma mesmo que por pura brincadeira, de fato estava bonito naquela fantasia e tiraria o proveito que pudesse da situação, culparia o álcool depois se algo saísse do controle.
Quando o rapaz sequer pestanejou e lhe puxou pelo braço após assentir a seu pedido, Sehee sabia que estava com alguma vantagem ali, esperava que aquele sorriso tímido não fosse apenas um sorriso tímido no final das contas. Ele dançava de forma engraçada, o jeito que seu corpo se movia era um tanto duvidoso, mas relevaria por hora, aproximou-se do garoto fazendo com que seu abdômen exposto se encontrasse com o tecido das roupas dele alguma vezes até que ele correspondesse com uma aproximação também. Ainda se movendo no ritmo da música, encostou suas costas contra o peitoral do Drácula pendendo a cabeça para a direita de forma que seu pescoço ficasse suavemente esticado, o olhou por cima do ombro anunciando em provocação: ― Bite me.
minjun:
Prensado entre a parede e o Sehee, Minjun engoliu o seco. Primeiro porque a sombra do hyung lhe ocupava quase que por inteiro, e segundo por esse hyung em questão ser ninguém menos que Sehee - alguém que, supostamente, detesta.
“Eu-… Eu…” O que diabos tava acontecendo? Foi nessa hora que um neurônio puxou a orelha do Minjun para a realidade: ele não faz ideia com quem tá falando. O pequeno desviou o olhar e se juntou um pouquinho mais contra a parede, pegando pelo menos três milímetros de distância do maior. Mais parecendo uma presa, sem qualquer escapatória.
O certo seria inventar uma desculpa, ir embora e avisar a Sira sobre o seu amigo não estar em condições de reconhecer alguém que odiava. Minjun, no entanto, por uma vez na vida escolheu a opção errada.
Primeiro o chefinho ergueu o rosto com uma cara maliciosa de quem já não tava mais tão relutante assim; depois segurou firme nas mãos do hyung pra puxá-lo pra mais perto e ficou na ponta dos pés pra deixar uma mordida gostosa no lábio inferior do Sehee, antes de sussurrar muito baixinho: “E tá esperando o quê?”
Só assim pra soltar da mão direita do hyung e deslizar os dedos devagar no abdômen definido por baixo da roupa branca, enquanto brincava de roçar a boquinha contra a do Sehee em forma de vários beijinhos que estalavam bem molhados.
Minjun por enquanto tava só ameaçando beijar - e com muita maldade, ainda colocava a língua pra fora.
Sua mente era uma grande confusão naquele momento, começara a se questionar por quais motivos tratava o mais baixo como um alvo de caça, suas ações não correspondiam com seus auto questionamentos particulares e muito menos com o que exatamente queria tirar daquilo. O ‘Robin’ talvez não fosse exatamente o tipo de garoto que geralmente atraia Sehee, mas aquele sentimento de dominância sob a figura pequena escondida pela sombra que projetava sobre si e com os olhos arregalados porém não lhe impedindo de estar agindo daquele forma lhe despertava certo sentimento de gratificação.
Uma amaciada em seu ego era o que podia ler da frase que saíra da boca do mais novo, de fato gostava de se sentir desejado e acreditava fielmente na ilusão que havia criado em sua cabeça, o menor era mais um de muitos naquela festa... Mas não exatamente quem gostaria que fosse. Em reflexo às provocações do mais novo pegou-o pela cintura com a direita e esquerda alisava a pele amostra pelos shorts curtos, depositou sob os lábios daquele que acabara de lhe provocar com uma mordiscada um beijo caloroso e ansioso por mais a cada segundo que suas línguas se tocavam, tirava alguns segundos para recolher o fôlego enquanto suas mãos não paravam pelas coxas expostas do garoto. Um sorriso se fizera presente entre os beijos no rapaz, Sehee podia sentir o passarinho desesperado em suas garras.
― Me conta o quão ansioso estava por esse momento. ― Sussurrou em meio a suspiros, provocando o rapaz a lhe elogiar, precisava daquela validação.
⟨ take a bite of this peach. ⟩ ft. @du-friedrich.
A carência de Choi Sehee estava realmente atingindo o ponto alto aquela noite. Quando vira Freddie mais cedo não tinha notado quão atraente ele ficava naquela fantasia tão básica de Drácula, com certeza haviam pelos menos cinco outros com a mesma roupa que ele, mas por algum motivo o rosto adorável do menino recluso no sofá vermelho segurando um copo em suas mãos lhe convidava a tentar alguma coisa. Não tinha tanta intimidade assim para chegar da forma que chegou, sentando tão próximo do menino de forma que a lateral de suas pernas se tocavam e obrigava que o braço direito de Sehee envolvesse o pescoço do mais novo. Pode notar que sua aproximação fizera o garoto se afastar um pouco, talvez o tivera assustado. ― E aí baby, tá sentado por quê? ― Perguntou pertinho de seu ouvido para que pudesse ouvir bem, já que musica estava alta demais. Inclusive, a musica que começara a tocar naquele momento era uma das favoritas de Sehee e não poderia deixar de dançá-la. ― Ah, eu adoro essa musica! Dança comigo?
taejoon:
❪ ❛ what are you looking at? ❜ ❫ Não sabia como havia concordado com a ideia de fantasia dos amigos, mas até que precisava admitir que estava adorando estar na pele de sua personagem favorita do filme que marcou enorme parte de sua infância. Até notava ter certa semelhança com ela em questão de personalidade, sendo conhecido por si que este deveria ter sido um dos fatores que influenciaram a decisão de que ficaria com o papel de Winifred. Já não dava mais bola para os olhares que recebia dos outros por estar com tal fantasia ou por quão potencialmente ridículo estava com aquela peruca, eles que olhassem então, estava se divertindo e era legal estar combinando com Changyun e Inna. Bom, na verdade, não seria certo dizer que não estava se incomodando com mais nenhum olhar. Havia um em específico que já o estava tirando do sério, de alguém que não estava nem tão distante assim para se dar ao trabalho de conseguir disfarçar direito. Já não ia nada com a cara do rapaz em questão e, honestamente, estava a começar a se questionar se ele não estava tentando o irritar de propósito. “Perdeu alguma coisa na minha cara, por acaso?” Perguntou, os braços cruzados em frente ao peito. Deixando bem claro que não era lá alguém muito paciente. Poderia ser até que @du-sehee não estivesse olhando realmente para si, mas duvidava que fosse o caso vindo de um sujeito daqueles.
Se tinha algo que Sehee jamais compreenderia na data do Halloween é por que diabos alguém iria querer parecer feio ou ridículo propositalmente, entendia que toda a tradição partia em celebrar coisas sombrias, mas acreditava que por mais que quisesse se fantasiar de algo sombrio que ao menos terminasse ficando bonito. O rapaz em quem tinha seus olhos grudados agora, enquanto se questionava o motivo de escolher uma fantasia tão horrorosa, de fato não era feio e era isso que fazia Sehee se questionar sobre toda aquela tradição.
Não era da sua conta, e com certeza uma atrocidade daquelas passaria despercebida a Sehee se a palavra desconforto não estivesse escrita na testa do rapaz. Quando fizeram contato visual, não fez a minima questão de desviar o olhar, queria que ele se sentisse ainda pior pela escolha que havia feito em sua fantasia... Estava bêbado e entendiado, frustrado por não conseguir se aproximar da pessoa que queria, resolveu que mataria um tempo julgando a fantasia alheia. ― Hã? ― Não esperava que ele fosse lhe confrontar sobre aquilo. Uma risada rápida escapou de sua boca quando percebeu que tinha razão sobre o desconforto do rapaz naquela roupa. ― Eu tenho culpa que você está ridículo nessa roupa?
minjun:
É que não dá pra prestar atenção em qualquer um quando Con Altura tá tocando, sabe? Mesmo se um anjo fortinho de um metro e oitenta tá tentando fazer contato visual com você; e se Minjun tivesse pelo menos percebido os olhares, talvez até encarasse de volta - pelo menos se essa pessoa não fosse o Sehee, né.
Um copo e meio de ponche batizado servia pra deixar o chefe mais alegre por enquanto. Bem sabia que não poderia se dar o luxo de beber demais em caso de alguma emergência acontecer. Isso de ser presidente é meio chato as vezes.
Mas foi lá pertinho do segundo refrão que ouviu a voz assustadoramente familiar lhe sussurrar algo no ouvido. O pequeno virou o olhar no meio daquela luz escura e reconheceu a fantasia muito chamativa do Sehee - ainda mais depois de toda comoção causada com a sua chegada. “Quê?” O Robin perguntou mais pra si mesmo do que para o Eros.
Depois acompanhou o loiro numa caminhada receosa e incerta, tomando mais um gole do seu ponche e tombando o rosto pro lado feito um cachorrinho curioso. “Hm?”
A brisa presente do lado de fora da varanda ajudava Sehee a retomar um pouco de sua consciência, por mais que a quantidade de álcool em seu sistema já tivesse excedido lhe fazendo enxergar as coisas de forma não tão claras assim. Não sabia exatamente o que queria com aquilo ou com qualquer outra pessoa que se aproximara ao longo da noite, talvez atenção, um cafuné ou um beijo também servia. Todas as pessoas que seus lábios haviam se encontrado naquela noite não foram suficientes para suprir suas necessidades afetuosas, sabia a quem deveria recorrer, e com certeza não era o menino em sua frente, mas tentaria mais uma vez de qualquer forma. Ele era baixo o suficiente para que a figura de Sehee fizesse uma sombra que cobria toda sua extensão, fofo, pensou consigo. Não queria ter que se explicar ao garoto, muito menos desenrolar uma conversa para convencê-lo de lhe beijar, sabia que ele iria querer aquilo de qualquer forma, quem não iria querer beijar Choi Sehee? ― Posso te beijar? ― Perguntou, em um tom mais de afirmação do que de questionamento.
zheng:
Sete. Esse era o número de quadrados desenhados em um pedaço de guardanapo, pois a aposta da vez era contar quem conseguiria ir ao banheiro pela décima vez em menos de duas horas. Por enquanto, Z assumia uma das últimas posições; ao lado de seu nome estavam apenas dois quadrados. Por isso ele era o responsável por anotar os pontos de cada amigo, até porque precisava de algo para fazer, já que sua estratégia de desintoxicação havia começado.
Enquanto esperava algumas de suas amigas voltarem do banheiro, e alguns de seus amigos pararem com os shots de tequila, Z tomou a decisão de sentar de costas para o bar, tendo total visão da multidão bêbada a frente. Mas não julgava nem uma pessoa sequer, pois conseguia se identificar facilmente como parte daquele grande grupo. Os cotovelos permaneceram apoiados na bancada quando o rapaz virou o rosto para o lado dos shots e gritaria, tendo total certeza de que os amigos esqueceram de pedir sua garrafa d’água. Um lembrete em forma de grito foi esquecido no momento em que uma pergunta aleatória foi feita para si. As sobrancelhas de Z se juntaram assim que a cabeça se moveu na direção contrária, sua memória trabalhava a todo vapor para tentar reconhecer aquele rosto como familiar. Mas falhara.
A frase seguinte anulou por completo a pergunta anterior – era apenas uma retórica, um clichê das cantadas presentes em vários filmes. A cabeça caiu para trás ao ouvir a menção à fantasia, e Z gargalhou. Precisava tomar um shot, havia prometido. A promessa ficou de lado por alguns segundos, a mente confusa ainda tentava processar a tentativa do outro. Ele estava realmente tentando algo. Zheng engoliu em seco, passando a mão no rosto em seguida e sorrindo, nervoso. “Mas você é um anjo, não é?” Respirou fundo após gaguejar a primeira palavra da frase, se amaldiçoando mentalmente por não ter superado o problema de infância; o gaguejo agora só acontecia em momentos de puro nervosismo, e bom, esse era, definitivamente, um deles.
Os motivos de estar agindo daquela forma não lhe eram claros suficiente neste momento, principalmente com todo o incentivo alcoólico que recebera sequer queria pensar se existiam diversas pessoas lhe assistindo chegando em todos os rapazes possíveis naquela festa. De fato estava estressado com diversas coisas que lhe aconteceram ao longo da semana e aquela era uma oportunidade para descontrair de tudo e quem sabe descolar um beijo ou mais?
A linguagem corporal junto da resposta do rapaz desconhecido lhe fizera ajeitar sua postura inconscientemente, sentira-se um pouco ridículo talvez. Era sempre tão confiante e desprovido de escrúpulos que não se importaria com aquele tipo de situação, porém algumas experiencias nos últimos dias vinham lhe fazendo repensar se estava realmente seguro para agir da forma que queria naquela universidade que mais parecia uma prisão. Por alguns segundos ficara com medo de ser publicamente ridicularizado mais uma vez, agora durante a festa. ― Ah, eu estou de Eros. ― Pensou em fugir dali após responder a pergunta daquele que sequer fizera questão de analisar a fantasia que usava, que tipo de anjo anda por aí com um arco e flecha de coração?
jungwoo:
—— ╰ ・゚ ❪ 𝐢𝐧 𝐭𝐡𝐞 𝐦𝐨𝐨𝐝 𝐟𝐨𝐫 𝐬𝐨𝐦𝐞𝐭𝐡𝐢𝐧𝐠 𝐦𝐨𝐫𝐞 ❜ ✗
Jungwoo encarava aquelas folhas de papel e tentava a todo custo prestar atenção naquelas palavras, mas era tudo em vão. Sua cabeça estava longe, o Kim não conseguia raciocinar direito, nem pensar em outra coisa que não fosse o seu futuro casamento. Receber tal notícia naquele jantar de dois dias atrás foi a coisa mais angustiante que já foi obrigado a viver, sendo pego totalmente de surpresa pela atitude aleatória do pai. Jungwoo nunca imaginou que enfrentaria tal situação no auge dos seus trinta e um anos de idade, ainda mais em uma geração tão evoluída, onde casamentos arranjados já estavam quase extintos.
No entanto, deveria ter imaginado que a sua solteirice talvez estivesse incomodando seu pai tão conservador, cujo qual estava cansado de esperar pelos dois netos que Jungwoo uma vez prometera há anos, mas que nunca chegaram. Mesmo assim, o filho mais novo do reitor da Dragon University jamais imaginou aquela atitude tão desesperada do patriarca.
Jungwoo estava tão imerso em seus pensamentos que nem mesmo correspondeu às despedidas dos seus colegas de trabalho que se ausentaram da sala dos professores. Somente uma voz conhecida conseguiu trazê-lo de volta, a qual pertencia ao estudante de Publicidade e Propaganda que já conhecia bem. Os orbes escuros encararam o rapaz alto e atraente, enquanto os lábios se curvaram minimamente em um sorriso debochado quando ouviu a sentença alheia, dotada de uma falsa inocência que divertia o mais velho.
━ O que você deseja, Sr. Choi? Não leciono para o seu curso. ━ Respondeu em um tom de desinteresse, como era de costume. Sem obter uma resposta imediata, Jungwoo apenas observou o rapaz enquanto caminhava para se sentar na mesa, bem em cima dos papéis que pouco importavam para o professor. Ao ouvir Sehee, o Kim inclinou o corpo para frente, ficando a poucos centímetros de distância do rosto alheio, sustentando um olhar tão sério que poderia perfurar o mais novo se fosse possível. ━ Vou perguntar só mais uma vez… ━ Anunciou enquanto deslizava sua destra sutilmente pela coxa do mais novo, sem desviar o olhar ou piscar os olhos nem por um segundo. Jungwoo umedeceu os lábios rapidamente antes de repetir a pergunta feita anteriormente, agora em um tom mais baixo, quase um sussurro: ━ O que você deseja?
O toque das digitais de Jungwoo sob suas pernas era suficiente para fazer a coluna cervical de Sehee arquear-se involuntariamente, ele sabia exatamente o que queria. ― Mesmo que não lecione para meu curso, sinto que posso aprender tanto com você. ― Direcionou seus braços para que descansassem sob os largos ombros do Sr. Kim quase como um reflexo natural, a aproximação dos rostos fizera seu coração disparar em excitação, suspirando profundamente ao ouvir o grave tom de voz sussurrado contra seus lábios. ― Quer mesmo que eu diga o que eu desejo? ― Questionou, deixando que sua destra corresse pelo peitoral alheio, batia a ponta do indicador contra os botões da camisa social em provocação repousando seu rosto contra o do outro. Um sorriso se fizera presente enquanto suas pernas abriam para que houvesse um encaixe do mais velho entre elas, os lábios por fim encontraram-se como atração natural.
O calor fazia-se presente no ambiente, mas antes que pudessem continuar, Sehee fez questão de pará-lo para verificar se estavam realmente sozinhos e que não haveria qualquer chance de serem pegos no ato. Com a mão ainda contra o peitoral agora parte revelado por três botões que foram abertos inconscientemente, proferiu: ― Professor, tem certeza de que vai ficar tudo bem? ― Não gostava de pensar na hipótese de serem expulsos dali, por mais que aquela experiencia lhe despertasse ainda mais excitação. Gostava de mostrar-se dependente da segurança que o mais velho lhe passava. ― Não existe chance de nos pegarem aqui?
- ̗̀ ☾ ━━ ℙℝ𝔼𝕋𝕋𝕐 𝔻𝔼𝕊ℙ𝔼ℝ𝔸𝕋𝔼 。:+*
( with @du-sehee )
❛ ░ ✰ ˙˖ ❝ ——— A verdade é que Mugi estava todo dia tentando encontrar um bom motivo para conseguir aturar os anos naquela faculdade. Estar rodeada de pessoas ricas, no início, era bem amedrontador, com medo de sua fantasia de menina milionária sendo descoberta muito mais rápido do que gostaria. Mas depois de um tempo, tentou trabalhar a presença de tais pessoas a seu favor. Tantas famílias influentes, com filhos e filhas influentes: era o lugar perfeito para fazer amizades, é claro. E só percebeu a sua sorte grande ao perceber que estava mesmo estudando no mesmo lugar que Choi Sehee e Bae Sira, dois herdeiros que não faziam nada além de serem lindos na internet. Choi Sehee, especialmente, era alguém que Mugi acompanhava há bastante tempo e admitia que ele era atraente demais até mesmo para sua sanidade. Então por que não se aproximar do rapaz? Ambos tinham muito bom gosto, se vestiam bem e eram bonitos. Uma amizade muito fácil de se fazer.
Foi uma sorte grande encontrá-lo pelo campus naquele dia, e estava sozinho no momento, assim ela poderia ter a atenção toda voltada para si. Tomou o lugar na frente dele na mesa do jardim do campus, sorrindo abertamente ao deixar a bolsa Louis Vuitton alugada sobre a mesa e cumprimentá-lo com um enorme sorriso. “Desculpe chegar assim tão de repente, mas eu tive que vir elogiar a sua roupa. Te vi passando pelo campus hoje o dia todo e não conseguia parar de olhar. Eu sou a Mugi… Bem, Gibeum, mas eu sou mais conhecida como Mugi na internet.” Riu baixinho.
Aproximações inesperadas como aquela pela universidade vinha lhe sendo mais comuns do que gostaria, afinal, seu nome era conhecido e os boatos que rolavam sobre si também estavam longe de sair da boca daqueles que lhe cercavam, todos queriam uma pitada de como era viver na pele de jovem herdeiro encantador e popular como Sehee. Quando a garota sentou-se em sua mesa, justo naquele momento onde estava tirando uns segundinhos para respirar e abstrair toda aquela atenção que recebia, não pode deixar de notar a atitude quase coreografada da menina colocando a bolsa Louis Vuitton do modelo mais básico, certamente herdada já que continha marcas de uso.
Preso a um falso sorriso, Sehee iria se esforçar para não dispensá-la de forma tão rude como vinha fazendo com bisbilhoteiros anteriores, estava cansado daquele tipo de atenção. Não ligava que falassem de si, que inventassem um bilhão de mentiras ou comentassem sobre suas atitudes, mas odiava ter que dar atenção aos curiosos. O elogio da menina era óbvio, havia escutado aquilo pelo menos algumas quinze vezes apenas hoje e sabia que sua roupa estava impecável, sempre estava. ― Obrigado. ― Respondeu seco, fazendo questão de não trocar olhares para que a garota saísse logo. A falta de emoção em suas palavras era quase cortante, principalmente após a garota lhe direcionar com tanta segurança sobre uma popularidade online questionável. ― Olá Gibeum, em que posso te ajudar?
inna:
❪ ˙˖ 🥀 ﹗ . ━━ Não acumulava histórias em situações onde servira de grande ajuda, na verdade, aquela possivelmente era a primeira e última em sua vida considerando como grande parte dos estudantes ali tinham influência o suficiente para resolverem seus problemas por conta própria graças ao dinheiro, a sensibilizando lembrar-se que problemas mesmo para a faixa elitista ia muito além de dívidas de cartões de crédito e que carro usariam durante a semana. Orgulhava-se por tê-los distanciado, mas a intenção não era ser colocada dentro da postura de heroína e receber aplausos, porém a resposta ríspida também a pegara desprevenida, encolhendo junto ao corpo a destra oferecida como apoio anteriormente, pressionando os lábios. De fato imaginava ser constrangedor e revoltante, mas não era a inimiga ali, queria ajudá-lo. As sobrancelhas uniram-se e analisou as vestes confortáveis, habitualmente usadas quando em casa em mais uma tentativa de agradar ao pai com o clássico tom neutro do azul e branco, cobrindo toda a extensão do corpo. —— Um ’de nada’ também serviria. —— Respondeu, com a língua afiada. Era por isso que odiava toda aquela trupe aspirantes a patricinhas dos anos 90 já saídas de moda a décadas.
Vinha sendo cada vez mais raro presenciar Sehee em um estado de espirito positivo e calmo, e aquele com certeza não era um deles já que tudo o estressava a ponto de cegamente confrontar quem quer que seja. Não tinha intenção alguma em rivalizar com a menina, pelo contrário, ela até lhe despertava curiosidade pelo comportamento distinto que se mostrava em situações especificas, hora como uma boa garota na universidade enquanto em festas era uma completa depravada. Gostaria de tirar um pouco de informação sobre aquela dupla personalidade da menina, afinal lembrava-se bem da índole da menina na época da escola não ser muito diferente dos garotos que ali estavam anteriormente.
Definitivamente não era de guardar mágoas ou sequer lembrar desse tipo de detalhe, mas por algum motivo aquela situação revivera toda sua memória quanto ao que lhe acontecera... Se tinha uma coisa que Sehee tinha repulsa era quando mascaravam preconceito com religiosidade, e quando a menina que tinha cerca de quatorze anos na época lhe ofereceu ajuda religiosa para curar seu comportamento “duvidoso”, Sehee não conseguiria perdoá-la, principalmente agora percebendo que continuava a pagar de boa samaritana quando na verdade era tão corrompida quando si. ― Não tenho motivos para agradecer uma ajuda sem valor. ― Verbalizou, virando-se de costas para a garota.
⟨ a very cute birdboy. ⟩ ft. @du-minjun.
Observava a pista de fora com um copo de água gelada na mão, não era exatamente o que Sehee gostaria de estar bebendo no momento, mas Sira havia feito o favor de não lhe deixar morrer tão cedo na pista de dança lhe lembrando que precisava estar bem hidratado se quisesse acabar na cama de alguém essa noite, e ela estava certa. Tomou mais um gole da água enquanto uma figura pequena de capa amarela chamou sua atenção, ele dançava muito bem e parecia estar tendo o momento de sua vida... A fantasia era uma gracinha, expor as pernas daquele jeito demandava coragem e Sehee o admirava por aquilo, e suas pernas eram torneadas e realmente lindas.
Terminou a água rapidamente e seguiu para a pista, aproximou-se do menino sem que lhe notasse dançando ao seu redor... Tentava fazer uma troca de olhares mas o menino sequer o notava, o que feria o ego de Sehee um pouco, afinal estava praticamente pelado e com um par de asas nas costas, os um e oitenta e dois de altura também não eram de passar despercebidos. ― Bird boy! Me segue. ― Declarou ao pé de seu ouvido lhe pegando pelo pulso o levando em direção a uma das varandas do salão para que pudessem conversar melhor.
⟨ take a ride on your motorcycle. ⟩ ft. @du-zheng.
A noite apenas havia começado para o garoto, mas a álcool que consumira anteriormente já vinha fazendo algum efeito. Era inegável que mesmo que com a frequência que as consumia seus hábitos eram sempre os mesmos, acreditava fielmente que ingerir bebidas alcoólicas era o mesmo que lhe deixar extremamente fácil e disposto a ficar com qualquer um que aparecesse em sua frente... Bom, qualquer um bonito, ao menos ainda conseguia manter seu gosto apurado.
Alguém havia lhe chamado a atenção, o rapaz alto com o traje inteiro de couro que anteriormente usava uma máscara agora estava sem ela, e como ele era bonito! Sehee não se importaria em não ter visto o rosto do rapaz até o momento de se beijarem, já estava bêbado mesmo e deixaria essa passar... Mas como ele era atraente, tentaria alguma coisa. ― A gente se conhece? ― Perguntou aproximando-se do garoto distraído. ― Cavalheiro fantasma, certo? Eu te vi com a máscara antes e fiquei me perguntando como seria o rosto do que vai me levar pro inferno na garupa hoje.
⟡ 𝙘𝙪𝙥𝙞𝙙, 𝙙𝙧𝙖𝙬 𝙗𝙖𝙘𝙠 𝙮𝙤𝙪𝙧 𝙗𝙤𝙬. — 💘
최세희 ⟨ ℂℍ𝕆𝕀 𝕊𝔼ℍ𝔼𝔼 ᴀs ᴇʀᴏs, ᴛʜᴇ ᴄᴜᴘɪᴅ ⟩ ⟡ ᴅʀᴀɢᴏɴ ᴜɴɪᴠᴇʀsɪᴛʏ's ʜᴀʟʟᴏᴡᴇᴇɴ ɴɪɢʜᴛ.
Como verdadeiras divindades que acabaram de passar pelos portões do paraíso, Choi Sehee e Bae Sira entram no salão onde a festa de Halloween acontecia, o rapaz trajando peças da mais recente coleção do designer Palomo Spain pareado com um par de asas nas costas e um arco e flecha dourado em mãos. Enquanto andavam no ritmo da música, um caminho entre a multidão se formava naturalmente junto de assovios e aplausos, era comum notar expressões de choque em tanta comoção. Nada que ambos já não estivessem acostumados, eram reconhecidos por brilhar em situações como aquela e jamais perderiam a oportunidade de brilhar mais que o globo espelhado no teto.
wut u laughing at?
minjun:
Dinheiro não surpreendia Minjun e sequer ia surpreender a comunidade estudantil da universidade.
“Acha mesmo que dinheiro te torna especial por aqui?” E por favor, 15 milhões de dólares devia ser o patrimônio líquido d’A Grande Corporação a sei lá, uns trezentos anos atrás? ‘Novos ricos sempre são os mais mal educados’, era o que a mãe do Minjunnie dizia. ‘Eles não entendem nada sobre poder e se comportam como animais’. “Não sei se você percebeu, mas você tá numa universidade para a elite. Ou, sei lá… Talvez a pós-modernidade tenha alterado o conceito de elite.”
“Um patrimônio líquido de 15 milhões de dólares não surpreende ninguém por aqui. Muito menos a mim. 15 milhões de dólares não é nada no meu bolso.” Foi aí que Minjun percorreu rapidinho o olhar em direção aos babuínos sussurrantes que acompanhavam Sehee e refletiu sobre a possibilidade dos pais de qualquer um deles trabalhar nas empresas da sua família.
O anjinho no ombro direito falava pra ignorar essa confusão toda e ir embora. O diabinho no ombro esquerdo, no entanto, tava sedento por uma briga. Mesmo que fosse rapidinha.
“As empresas da minha família sustentam metade das famílias dos alunos que estudam por aqui. É bem provável que os pais de algum desses seus colegas estejam agora mesmo trabalhando pros meus pais e sequer saibam disso.”
E depois de um curto suspiro, Minjun completou.: “Cuidado com o que você pensa que eu sou fora daqui.”
O cargo de presidência era natural e inerente a alguém que merecia poder. Era coisa de família, sabe? Sehee não ia entender. Ninguém ia entender. Minjun era dessas famílias riconas de centenas de anos atrás, quase como uma dessas tradições monárquicas ou imperialistas que acumularam riquezas pelas eras históricas.
Discutir era como atirar pérolas aos porcos. Por isso que o chefinho virou as costas e decidiu tomar o seu caminho para qualquer outro lugar.
De preferência, um que pudesse chorar sem ser incomodado.
― Olha, conseguiu provar meu ponto! Você realmente vive nas sombras de sua família e isso é tudo que é capaz de fazer... ― Sehee não fazia do porque estava sendo tão malvado com o garoto, talvez por ele o ter respondido primeiro? Aquilo começou com uma simples risada da roupa cafona que o pequeno usava e agora aquela vinha sendo a maior diversão que tinha tido desde que chegara naquela universidade, pelo jeito ainda estava afiado em suas provocações.
A forma que o baixinho tremia enquanto soltava todo aquele discurso típico de alguém com medo do desconhecido acreditando que sua família estaria lá para lhe salvar a todo custo fez Sehee lembrar de si mesmo quando mais novo, quando ainda acreditava poder contar com sua família. ― Se gaba de trabalharem para sua família, mas é você que está trabalhando para a universidade como o verdadeiro empregadinho que é, não só da instituição mas aparentemente da sua família também. ― Sehee gostaria de sacudir o garoto e fazê-lo acordar para a realidade, mas não sabia como fazer aquilo sem realmente partir para o físico, o que de fato jamais faria, ou fazê-lo remoer as malvadas verdades que estava prestes a soltar enquanto o garoto lhe dava as costas. ― Seja feliz na sua ilusão de riqueza herdada e contente-se com com essa ideia por tempo limitado, o que acha que seu papai de elite vai fazer quando souber que o precioso herdeiro da família é gay?
yoongi:
Quando avistou Sehee de longe, seu coração quase pulou para fora de seu peito. Ficou alguns segundos parado, admirando a beleza alheia de longe até então ter coragem para se aproximar e chamá-lo. Seus olhos ainda eram lindos assim como a curvatura de seus lábios e o jeito como ele se portava. Nossa, ele definitivamente tinha ficado mais bonito! Claro, era muito fofo quando criança, a época na qual os dois eram mais próximos do que agora. Sehee e Yoongi eram bastante amigos, viviam grudados para cima e para baixo, sabiam tudo um do outro e o outro o primeiro crush do vegano. Os sentimentos voltaram como um tapa e o sorriso doce não saía do seu rosto.
Sua expressão ficou pensativa diante da pergunta alheia e então negou. “Eu nem me lembro… Mas, não foi no dia que eu me mudei? Naquele ano a gente se mudou pra fazenda. Eu acho que foi nesse dia.” Yoongi pegou sua caneca e deu um gole no café. Tombou a cabeça para o lado, ouvindo-o falar. “Na verdade nem eu, imagine só?! Eu to curioso pra saber o quanto você mudou.” E estava porque algumas coisas conseguia notar no novo Sehee e que ainda não incomodaram-no. Assentiu, exibindo sua caneca que carregava para todos os cantos justamente para beber café. “Ser vegano é um estilo de vida e aqui dentro eu só vou beber café… Então é isso. Não costumo vir muito aqui. Não tem muffins gostosos.”
― Ah, tem razão! ― Sorrindo, lembrou-se do exato dia que Yoongi mencionara. O sol quente de verão e as cigarras cantando alto enquanto lágrimas corriam por suas bochechas abraçando o amigo que acreditava jamais ver novamente. Como a vida era engraçada, na mesma época logo após Yoongi ter se mudado, Sehee ingressara em uma nova escola onde conheceu diversas pessoas que ajudaram a moldar a personalidade que tem hoje... Ficou imaginando como teria sido diferente se Yoongi não tivesse ido embora naquele verão. ― Eu chorei tanto naquele dia, você lembra? Eu era realmente um bebê chorão, como você costumava me chamar.
Mencionar as mudanças na vida de Sehee daquele tempo para cá eram uma tarefa um tanto quanto complicada, não sabia se Yoongi se lembrava do quão ausentes os Choi sempre foram na vida do pequeno Sehee, ou se lembrava das inúmeras vezes que dormia em sua casa após ter brigado com a irmã mais velha e os pais sequer ligarem para saber como o mais novo estava... Trazer todas aquelas memórias a tona não estava fazendo bem a Sehee. ― Vamos dizer que eu mudei um bocado. ― Com a voz tremula, tentou disfarçar em uma risada que parecia inapropriada para o momento. ― Ainda não ouviu nenhuma fofoca sobre mim entre os alunos daqui?
sira:
❛ ░ ✰ ˙˖ ❝ ——— Sira estava vivendo mais do que a vida boa antes de seu pai - ou tio, como deveria chamá-lo em público - decidir que ela deveria fazer algo de sua vida. Já havia lhe dito diversas vezes que trabalhava como modelo e que só não estava trabalhando no momento porque optou por recusar todas as ofertas porque eram para marcas sem graça, com estéticas feias que jamais se encaixariam em sua imagem. Mas ele não se deu por satisfeito e lá estava ela, presa dentro de uma universidade idiota. A única sorte que lhe restou era estar com Sehee - não conseguia acreditar que seu pai fora tão estúpido de achar que seria uma boa ideia juntá-la com o melhor amigo, mas quem era ela para reclamar? Achava que na faculdade teria um pouco menos de assédio que tinha antes, mas estava muito enganada.
Sem nenhum tipo de vergonha, estava matando o terceiro período de aula com Sehee. Checava as mensagens no celular ao que ouvia a sugestão do rapaz, de fato não sendo uma má ideia em sua cabeça - mas Sira nunca dizia não para qualquer plano louco que Sehee aparecia. “Nós já poderíamos estar em Los Angeles agora se fosse questão de darem falta de nossa existência. Meu pai não me liga há semanas, nem as mensagens que mando pedindo dinheiro ele responde. Só recebo a notificação da transferência e sinceramente, é o melhor relacionamento que eu poderia ter.” Deu de ombros, mas ainda assim não descartando a ideia de Los Angeles e do bronzeado incrível que poderiam pegar estando lá. As sobrancelhas se franziram com a menção de cartões bloqueados, voltando a atenção para Sehee. “Jamais. Meu pai sabe muito bem a bomba que eu ia me tornar se ele ousasse bloquear meu cartão. Bloquearam os seus?” Seus olhos arregalaram imediatamente. Estava com planos de festa para o final de semana, de jeito nenhum que iria sem o melhor amigo.
― Same here, mas honestamente não reclamo de não estarem checando em mim. ― Com a destra colocou o espelho sob a mesa enquanto a esquerda procurava seu lip tint favorito da Dior. Sehee sabia que podia compartilhar qualquer tipo de sentimento que quisesse com Sira, a garota havia vivido junto de seus momentos de esplendor assim como os de infortúnio. ― Eles acham que me enganam com o papo de terem me mandado para cá como forma de me disciplinar, mas eu sei que foi apenas para não precisarem se preocupar mais comigo.
Odiava admitir que seus pais não ligavam para si, por mais que aquilo não fosse novidade nenhuma para ambos ali sentados ainda doía em Sehee saber o quanto era negligenciado mesmo depois de tudo o que trouxe à eles com seus trabalhos em colaboração com as marcas de cosméticos mais renomadas do país. Passou o liquido do recipiente dourado em seus lábios e bateu com o indicador para espalhar. ― Muito forte? ― Perguntou sem realizar contato visual. ― Meus cartões? Eles tiraram apenas o sem limite... Mas tudo bem pois ainda tenho o meu pessoal e o que era da minha irmã. ― Riu pois sabia que não estava falando a verdade, e Sira também sabia. Sehee usava a irmã mais velha como código secreto para falar do patrocinador.
⟨ in the mood for something more. ⟩ ft. @du-jungwoo.
Em direção contrária a de Sehee, os alunos nos corredores se apressavam para retornar aos dormitórios ou fazer qualquer atividade que não fosse relacionada à universidade, o fim de semana se aproximava e muitos começavam a planejar o final de semana. Normalmente, Sehee seria um deles, ansioso para uma bebedeira e festas por três dias seguidos, mas dessa vez era diferente e extremamente incomum para o garoto, seus passos traçavam o caminho para a sala dos professores. Passou em frente a janela que tinha meia persiana aberta e pôde ver que haviam mais outros dois professores além do Sr. Kim, deu meia volta antes de entrar pela porta esperando que esses dois saíssem antes de quem gostaria de encontrar. Em menos de um minuto, a maçaneta da porta virou revelando esses dois professores dos quais não fazia ideia de quem eram, Sehee fez uma reverência em respeito a eles que apenas assentiram e seguiram seus caminhos. Com passos curtos e leves, caminhou até a porta entreabrindo-a, anunciando: ― Senhor Kim? ― Pigarreou, tentando lhe chamar a atenção. ― O senhor está sozinho? Posso tirar uma dúvida?
Não era novidade nenhuma para ambos ali presentes do que se tratava aquilo, mas por algum motivo Sehee se sentia tão especial agindo daquela forma com ele, sentia que aquela atuação de aluno interessado, mesmo não sendo nem um pouco, era algo que mexia com o professor. Aproximou-se do mais velho sentado em uma cadeira confortável, anteriormente compenetrado em alguns papéis espalhados pela mesa, essa onde agora Sehee fizera questão de repousar seu traseiro lentamente, bagunçando ainda mais o que tinha ali. Em tom de voz baixo quase sussurrado, anunciou em tom de ameaça: ― Está ocupado? Eu posso voltar mais tarde.