chasoovh:
“leva mesmo, não é todo mundo que merece essa honraria. esse mundo seria ainda mais entediante sem pessoas como a gente.” cutucou o amigo de leve com o cotovelo, rindo baixo e recostando-se na parede atrás de si. “ah, é quase terapêutico ver gente que eu quase nem vi na minha vida ter um ataque de vergonha e desespero em horas assim. só vou esperar a próxima vez que marcarem uma dessas coisas pra gente armar o caos juntos, tô é cheia de ideias que talvez façam os meus amigos me odiarem.” cha esfregou as palmas das mãos uma na outra, soltando um risada levemente maléfica. “nah, ele que lute. quer dizer, quem vai descer pro play tem que saber brincar, né? mas queria mesmo reencontrar ele um dia, pra perguntar algo sobre os kinks dele. ou sobre o tapão mesmo.” seria deveras engraçado ver a reação do outro, ainda mais que nem se conheciam. não que fosse empecilho para a mulher e sua personalidade extremamente sem-vergonha e debochada. “só não topo ir atrás da festa e tals de primeira porque tô sentindo a fome do cão, mas dá para a gente ir beber em algum lugar que tenha comida, né? tipo hambúrguer, fritas, pizza, tô aceitando de tudo. e depois a gente pode sair pra farofar melhor.” sugeriu, divertida, desencostando-se da parede, dando um passo para o lado e pegando de cima do banquinho da sala a bolsa vermelha. “eu acho, só não confirmo com 100% de certeza porque nunca se sabe, que tenho tudo que a gente vai precisar aqui na bolsa. então, podemos ir?”
“claro que seria. as pessoas deveriam apreciar nós dois um pouco mais.” riu junto dela, assentindo em seguida. gostava de fazer com que os outros ficassem envergonhados e nervosos em sua presença, apesar de, num geral, ser uma pessoa tranquila; duck não era ameaçador, não tinha estatura ou dinheiro para tal. sua única forma de poder era aquela, e talvez por isso gostasse tanto de fazer tudo aquilo. “eu estou ansioso para acontecer de novo, porque estou louco para fazer os outros passarem vergonha mais uma vez. é quase como se fosse natal para mim.” brincou, com um baixo riso. não, era melhor que natal. a época do ano era um tanto solitária para o tailandês, e por isso qualquer coisa parecia melhor. especialmente se fosse algo que verdadeiramente o fizesse bem. “reencontre ele e pergunte isso. vai ser maravilhoso, e eu vou querer saber tudo depois.” era exatamente por isso que gostava tanto de sua amizade com sooah. ambos eram descarados e sem vergonha, se divertiam da mesma forma com a timidez alheia. não podia pedir nada mais do que aquilo em uma amizade. “podemos ir em algum lugar que tenha comida mesmo. sempre bom, porque não quero ter que segurar seu cabelo para você vomitar depois.” provocou, cutucando as costelas da mulher em seguida. “podemos ir.” concordou, ajeitando as próprias roupas para que pudessem ir para qualquer um que fosse o destino dos dois. “só não quero acordar na calçada de novo.”











