é tão incrível parar no tempo e descobrir quem você realmente é, por fora de quem você acha que é ou quem você moldou ser. Sendo assim, descobrindo que você gosta de química, de abraços quentes e pipoca na madrugada. Ou que quando tem uma briga você prefere estar longe e não colocando lenha, que você prefere fandangos a cebolitos, que você gosta muito de alface mesmo que seja estranho. Descobrir que estranho é quem você é, e que isso é mais normal do que aparenta ser. Saber que aquele filme que você viu vinte vezes se tornou um habito tão bom, que ouvir aquele álbum velho que lembra alguém é motivo para uma dor bonita, ou que quando você morde o lábio ainda lembra do gosto do beijo de alguém; mas isso é bom, é você, mesmo que seja em outra pessoa, é você. Construímos quem somos com base em alguém de uma forma positiva também, com lembranças e sorrisos, com amor e dor, com aquela puta lembrança de nunca mais se apegar tão rápido. Com o tempo você descobre que prefere beijos lentos, luz de velas, café quente, filme a dois, um dia frio, um bom livro, um toque suave, e todas essas coisas que você sabe que vai demorar a passar, inclusive, você poderia ser uma dessas coisas. Mas não foi.