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From: HOW TO READ A PERSON LIKE A BOOK (1971), by Gerard I. Nierenberg and Henry H. Calero.
Carl McCoy, O2 Forum Kentish Town (2015)
Moon, Mercury, Jupiter, Mars
Credits: Mike Salway
Livros de Abril
Bom, abril foi um mês meio caótico. Até meados do mês tudo parecia que não ia dar certo. Eu li pouco e me esforcei muito pra não surtar. Ainda tava lidando com as coisas da mudança, crise familiar, trabalho e pra completar, fiquei doente. O que me salvou foi o meu aniversário numa véspera de feriado e que quando cai no começo ou no final da semana, dá pra fazer um imprensado goxtoso. Consegui por a leitura em dia, respirar um ar puro e pintar o cabelo que já estava ficando loiro Vera Fischer de tão desbotado. Mas chega de enrolação vamos aos livros:
Como eu fiz a escolha desses dois livros? O do Joe Hill, a Estrada da Noite (Heart-Shaped Box) foi uma sugestão que apareceu no final do 6 livro da série Blackwater. Normalmente eu não dou muita moral pra essas recomendações, mas a sinopse me deixou um pouco curiosa... Basicamente um musico de Heavy Metal compra um fantasma que vem em um paletó de um leilão online. O fantasma acaba se revelando uma coisa pior do que ele imagina. O plot do livro não é ruim, aliás acho que salvou bastante, mas não me pegou. Pra quem não sabe, o Joe Hill é filho do Stephen King e no começo da carreira fazia questão de não pisar nas mesmas pedras que o pai. Bom, o livro não é ruim. Mas preciso ser sincera (na verdade não preciso não), e dizer que ele não cabe no meu planner literário com muito mérito.
Nos já moramos aqui:
MELHOR LIVRO DE TERROR QUE EU LI NOS ULTIMOS ANOS
Eve e Charlie ganham dinheiro comprando e reformando casas, as duas são uma espécie de empreiteira. Elas acabam comprando uma casa num vilarejo pelos arredores de Yale, a casa em si não vale muita coisa, mas o terreno é enorme e parece ser promissor. Tudo acaba mudando quando em uma noite, aparece uma família tradicional na porta da casa, Eve atende e o patriarca diz que já morou na casa que elas estão e pergunta se ela não poderia deixar ele apresentar a casa que ele morou na infância para os 3 filhos. Ao deixar uma família entrar na casa dela, Eve não faz ideia das maluquices e desgraças que lhe aguardam. Mas taí o tipo de situação que JAMAIS aconteceria no Brasil, não tem maluco suficiente no Brasil pra fazer um negócio desses, a gente limpa o cu e joga o papel higiênico no lixo tanto quanto não saímos por ai batendo na porta de gente desconhecida pedindo pra mostrar a casa pros filhos.
O plot é ótimo. A história prende e assusta na medida certa. Fiquei sabendo que vão fazer um filme. Mas é com a Blake Lively. Então boa sorte para todos os envolvidos.
Dead Kennedys - Nazi Punks Fuck Off (1981)
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creating Comics
Manhattan Requiem (PC-88, PC-98, MSX, Sharp X1) (1987, 1988)
Popcorn (1991)
MAD MEN | 4.08
Alfred Kubin (1877–1959), “Der Sumpf” (The Swamp), c. 1903-05
source
15 livros lidos esse ano. Um marco pessoal da vida adulta que eu achava ser intransponível. Comecei o ano com a singela meta de 10. O que isso mudou na minha vida? Bom, eu acho o ato da leitura meio intangível. Li o que? Pra quê? Parece meio soberbo afirmar que a pessoa é leitora, quando se pode ler todo tipo de bosta por ai. O fato é que eu sempre amei ler. Um hobby sedentário que tem uma vantagem de ser universal e que ainda permite ao praticante pagar de intelectual, sim por favor.
Esse ano, mais do que nos anos anteriores eu me senti muito aprendiz. Eu finalmente aprendi a jogar xadrez (terminando com ELO maior que 700, um feito e tanto pra quem começou 2025 sem saber nem o que era um ELO e que assistiu a série "O Gambito da Rainha" inteirinha na Netflix no ano de lançamento sem sequer saber o que era um gambito, Ana Taylor Joy a maior enxadrista da ficção) e até consigo arriscar sentenças em Grego, por que sim, eu também comecei a aprender grego (Μιλαω ο λίγο Ελληνικά).
E mesmo assim, com todo esse mar de aprendizado e livros lidos. Ainda não peguei meu diploma. É mole? Talvez nunca possa pegar esse diploma. Vamos aguardar os desdobramentos dessa novela em 2026. Será 2026 o ano do meu diploma? Espero muito que sim.
Não vou me comprometer com nenhuma meta pro próximo ano, acho que a meta vai ser sobreviver. veremos. Feliz 2026. Γειά σας, τα λέμε.
Carla Madeira. Estou hiperfocada, como dizem por aí, em suas palavras juntas em várias páginas. O sentido que você dá a elas é de uma beleza que tinha muito tempo que não via nas coisas. Eu terminei Tudo é rio, com lágrimas no travesseiro e meu marido junto de mim, perguntando se eu tava fazendo aquilo por causa do livro. Ele sabe que eu sou manteiga derretida na assadeira da vida. Não se impressionou muito. Eu acho que exagerei um pouco, mas ao mesmo tempo eu acho que chorei foi pouco. O que mais eu queria de uma história que tem mãe, puta e criança? Não tem como. Sorte minha não ser feita do mesmo material dos livros, eu sou feita só de carne e osso. Não quero me alongar demais nas glórias e nem na história. Ela fala por si só. Quem quiser sentir que leia também.