desejamos boas-vindas a Eric Pendragon Millers ao acampamento meio-sangue! o poder da névoa faz com que o semideus seja confundido com Igby Rigney, mas não se deixe levar pelas aparências. no auge dos seus 18 anos a prole de Ares ainda precisa aprender a controlar sua baixa autoestima e desenvolver ainda mais seu bom humor, esperamos que sua estadia no acampamento permita essa evolução. se acomode no chalé 5, treine bem, não esqueça de escovar os dentes e tente não ser morto!
aleatoriedades
idade: 18 anos (20.02)
altura: 1,84cm
zodíaco: pisciano
sexualidade: pansexual (casto, iludido, emocionado e inocente)
arma: um conjunto de duas facas, porque é obrigado a ter algo. Se precisar de mais alguma coisa, é só invocar na hora.
Facts: passa mais tempo produzindo armas com os filhos de Hefesto e com os melhores amigos do que os os próprios irmãos + é um cult chato pra livro e filme, mas jamais vai tentar impor sua opinião.
Eric tem problema na perna esquerda, por isso sempre estará precisando andar com uma muleta de baixo do braço ou com uma bengala nas mãos para servir de apoio para facilitar se locomover. Do contrário, tem que andar mancando ou arrastando a perna paralisada. Seus reflexos são rápidos, mas peca no quesito correr só com uma perna boa.
resumo
Eric foi o sonho realizado da sua mãe que, ao se apaixonar pelo Deus da Guerra, desejava ter igualmente um guerreiro e lutador. Porém mirou em Ares e acertou em Hefesto, tanto pelas habilidades herdadas serem muito mais ligadas a fazer armamentos do que usá-los - quanto à perna considerada defeituosa que o fez utilizar muletas ao longo da sua vida. Sua mãe não o renegou por isso, mas cresceu numa bolha de super proteção e histórias de quanto seu pai o amaria e o guiaria quando tivesse idade de ir para um tal acampamento. Eric não tinha muita certeza disso, afinal não parecia muito o tipo de pessoa que o Deus da Guerra gostaria de ter como filho. Não era do tipo briguento, sofria todo o tipo de bullying na escola e preferia muito mais fazer amizade com um livro ou com seu fone de ouvido do que com qualquer outra pessoa. Deus me livre ter que impor sua opinião, fazer alguma decisão importante ou expressar qualquer coisa sobre si. Até os filmes cults que assiste, guarda em seu coração até que alguém pergunte ou dê brecha para falar (aí tagarela por horas e depois pede desculpa por tomar seu tempo).
Mas, apesar disso, sempre foi muito alto astral. Não deixava que seu jeito de mancar ou as más palavras dos outros atrapalhasse toda a bondade que guiava suas atitudes. Sempre fazia tudo com a mãe, ajudava em cada detalhe de sua confeitaria, subia e descia caixas e despejava sorrisos mesmo para aqueles que te davam ofensas. Era grato pela vida e pelo amor da mãe. Até finalmente chegar a hora de ir ao tal Acampamento, as criaturas e o sátiro confirmaram isso. Sabia que era o mais seguro, pois deixaria a mãe longe do ponto vermelho que tinha em suas costas, mas confirmou que não era querido pelo pai. Demorou pelo menos um longo ano até enfim ser reclamado por ele. Pelo menos fez alguns amigos durante o período do chalé de Hermes, sempre vê pelo lado positivo.
Eric é uma pessoa bondosa que não se ofende facilmente e não coloca ninguém na listinha do ódio. Mas, se fosse colocar, a metade dos irmãos definitivamente tomaria os primeiros lugares desse pergaminho. Somente carrega do pai uma postura desajeitada devido à altura, mas no geral é bem claro a diferença entre si e os corpos esculpidos + a carranca no rosto dos irmãos. Seus poderes são muito mais desenvolvidos para proteção sua e de queridos, pois prefere não atacar. E isso é o suficiente para ganhar todo tipo de apelido, provocação e ser continuamente excluído entre os pseudo-parentes. O mais clássico é sua função em missões, que sempre se sente um cão farejador ou escudo humano, já que seus poderes te impedem de se machucar ou sentir dor. Física, quer dizer. Porque emocional, Eric sempre tenta deixar pra lá por não conseguir expressar o quanto aquelas coisas te incomodam. Mas pelo menos ele ajuda da sua forma, não é mesmo? Não tem muita habilidade com lutas e é melhor produzindo armas do que as utilizando. Se seus irmãos estão na linha de frente protegendo as pessoas, pelo menos tenta fazer algo na retaguarda e não ser um total inútil como dizem.
poderes e habilidades
Resistência: Eric não sente a dor de golpes, uma faca perfurada parece um corte no dedo e ainda consegue ficar embaixo d’água por muito tempo sem perder o fôlego. Basicamente, possui muita resistência envolvendo seu corpo físico, ainda que sua locomoção seja debilitada. Um dos motivos que normalmente é utilizado de escudo, se uma flecha perfurar sua barriga não vai fazer muita coisa além de cócegas e uma ida à enfermaria para fechar o buraco (isso dependendo quando não se fecha sozinho). Um segredo - ele também consegue controlar a sensibilidade de outros pessoas, sendo capaz de diminuir ou aumentar a sensação da dor. Mas prefere deixar baixo, para que seus irmãos não solicitem que use isso para machucar alguém. Já foi alvo de testes de alguns semideuses que queriam ter certeza de que veneno não o machucaria também. Spoiler: também tem resistência a veneno, ainda bem.
Aprimoramento dos 5 sentidos: praticamente um cachorro, mas Eric tem todos os sentidos absurdamente apurados. Cheiros não passam despercebido do seu nariz, nem à quilômetros de distância, assim sempre ajuda a mapear trilhas para que sejam seguras para os outros passar. No entanto, é um terror de se viver no chalé de um aglomerado de gente suada com aversão à banho. Semideuses já são sensíveis, mas Eric tinha que ser ainda mais. E o pior, seus irmãos tinham que saber disso.
Manipulação de Armas: Somente usa para invocar escudos ou desarmar pessoas, pois se ele não precisar lutar - sempre vai escolher essa opção. Segurança em primeiro lugar, totalmente contra ao espírito de guerra do pai. Mas se estiver em missão, invoca armamentos, armaduras, granadas e pode alterar suas propriedades de forma que sirva à proteção dos outros semideuses. Mais um segredo, possui o que se chama de armas naturais. Pode criar garras, chifres, presas e caudas temporárias. Mas tem vergonha de usar e dar início alguma nova onda de piadinhas.
Deu risada, não conseguiu segurar “As pessoas bebem por diversas razões, umas pelo gosto, outros pela sensação que te deixa. E acho que se você aparecesse assim para tirar carteira de motorista… bom, não sei o que aconteceria, no meu país é crime dirigir bêbado então…” tinha esquecido como pessoas bêbadas eram engraçadas, como tudo para elas era colorido e hilário “Mas aí é questão de equilíbrio né? E bom senso. Não vai ficar reclamando a torto e direito, mas se não reclamar vai sobrecarregar aqui” apontou para seu coração e depois para sua cabeça “Não, não conta, mas se você comer comida de verdade, eu vou atrás para você de uma dessas” ela não fazia ideia do que era aquela cabeça de abobora, era como baba de bruxa que ela amava odiar quando era pequena? Chegaram em uma mesa disposta em um canto do anfiteatro, com variadas comidas e bebidas. “O que vai querer? E você tem razão, essa musica é meio ruimzinha mesmo. Quem é o fudido que fez essa playlist, socorro”
Coçou os olhos meio com sono e deu mais uma risadinha contida, definitivamente dirigir bêbado deve ser proibido em qualquer país. A próxima frase falou baixinho, praticamente sussurrando “Isa.. Então eu vou fazer uma reclamaçãozinha só e ai eu paro, tudo bem? Está vendo aquela menina ali do lado?” Ele tentou apontar com a cabeça de forma discreta “Ela disse que estava de bruxa medieval, mas se veste como uma bruxa moderna. Esse tipo de espartilho nem existia nessa época! Desculpa.. Só.. desculpa" E suspirou, soltando o ar após a dificuldade que foi reclamar em voz alta com algo tão inútil. E sorriu animado de novo, já pegando um pratinho e coca-cola, para passar a tontura. “Hum.. Acho que quero os salgadinhos de queijo e, ah! tem Doritos, gosto desse. O que você come nessas festas no Brasil? Sei que não tem Halloween, mas no geral” Sorriu e foi enchendo o prato de tudo que não tinha carne, acenando com a cabeça em uma concordância dolorosa. Sua versão bêbada não sabia manter a língua na boca. “É tão.. ruim. Eu juro, eu tento todo dia não ser insuportável. Mas.. Reggaeton é um pouco abusar da boa vontade ” Suspirou de novo, repetindo que não deve julgar o gosto das outras pessoas “Hmm.. Fudido é um palavrão né? Eu to.. tentando aprender português ultimamente. E acho que ouvi isso em um dos filmes”
Ela não deveria rir, mas riu mesmo assim, mesmo com o seu comentário para ele parar de se diminuir, o garoto ainda sentiu a necessidade de se desculpar com ela, sem ter feito nada errado. Deveria ficar de olho nele com mais frequência, anotou mentalmente. “Você fala francês? Finalmente alguém com quem eu posso conversar de fato! Vou precisar agradecer o sátiro que nos colocou como uma equipe hoje.” Falou sorrindo, e de fato pensava aquilo, revendo por um momento sua opinião enviesada sobre os membros do chalé cinco. “Em defesa dos meus amigos, a noite está apenas começando, quem sabe tenha conversas melhores daqui para a frente?” Falou dando de ombros, ele não deixava de ter razão. Eram raras as vezes que Barbara se permitia deixar seu lado nerd a mostra, e falar sobre cinema, em especial cinema de horror, era um assunto que pautavam mais seus pensamentos do que suas conversas. “Oh eu sinto muito, mas meus planos não são muito apropriados para alguém tão jovem como você. Mas não se preocupe, qualquer dia eu apareço na sua porta para tomarmos um café juntos e discutirmos cinema pretenciosamente.” Brincou, mesmo tendo total intenção de cumprir com a palavra.
Barbie se aproximou da porta, fazendo um sinal para que ele ficasse em silêncio enquanto ela abria uma pequena fresta para espiar o lado de fora. Um pequeno grupo de semideuses esperava por eles, em sua maioria filhos de Ares, e logo ela conectou os pontos do porque Eric agia da forma que agia. E começou a bolar um plano. Desgrenhou seu cabelo levemente, o suficiente para parecer que sofreu ao atravessar a casa, usando suas aulas de atuação da infância para trazer lágrimas ao seus olhos. “Ok, você vai na frente e segue a minha deixa.” Instruiu, segurando a mão dele e apertando os olhos enquanto caminhavam para fora da casa. “Nós já terminamos?” Falava alto o suficiente para que pelo menos algumas das pessoas pudesse ouvir o pânico em sua voz, abrindo os olhos de forma lenta e teatral, absorvendo os arredores como alguém que via a luz do sol pela primeira vez após anos na escuridão. Ela jogo os braços ao redor do garoto dramaticamente. “Oh Eric você e mesmo um herói! Eu jamais sobreviveria lá dentro sem você” Juntou toda a emoção artificial na voz passando o desespero de alguém que de fato estivesse assustado com o que vira lá dentro. Segurou o rosto do garoto, dando um beijinho leve na bochecha dele seguido de uma piscadinha travessa para ele, antes de se afastar livrando o rosto das lágrimas falsas e com um sorriso de dever cumprido nos lábios.
Eric acenou um mais ou menos com a cabeça, não conseguia aceitar ser bom em qualquer habilidade a sua, ainda que aprender línguas diversas fosse algo que praticasse com frequência com livros, filmes e podcasts. Normalmente quando vinham campistas de outros países queria fazer as pessoas se sentirem bem-vindas em sua própria língua invés de se obrigarem a usar o inglês. “Sim e não. Mais escrever e ler do que falar, mas adoraria se pudesse praticar de fato contigo algum dia. Esperarei pelo café ansiosamente! Muito obrigado pelo passeio, Barbie”. Um aceno de cabeça e sorriu envergonhado, entendendo completamente que a mais velha provavelmente queria beber e se divertir como uma pessoa adulta de fato. Incrivelmente esperava que ela estivesse sendo honesta, mas não se decepcionaria se ela não aparecesse em seu chalé também. Ver que ela realmente parecia falar a verdade quanto sua alegria em tê-lo de companhia por esse curto período já foi o suficiente para deixá-lo feliz pelo restante da noite, de qualquer forma também teria que procurar pelo melhor amigo. Mas tinha um ponto de interrogação grande na cabeça quando a viu desarrumar os cabelos e forçar um choro, mas seguiu conforme o solicitado e foi na frente. Logo deu de cara com alguns dos irmãos e acompanhou a cena que Barbara fazia. Ele já conectou os pontos, mas não sabia reagir por ser um mentiroso terrível.
A voz saia uns fracos ‘já terminou sim..” mas era para ela que alguns semideuses olhavam, principalmente quando ela o abraçou e Eric tentou não demonstrar a vergonha enorme que sentia. Sentia o rosto queimar por estar sendo o centro das atenções “É.. estou aqui para isso..” E balançou a cabeça decidindo que teria sido melhor ficar quieto, mas pelo menos sua voz saia baixa demais e ninguém nem daria bola. Ele deu um sorriso bem contido, fechou os olhos para receber o beijo na bochecha e sussurrou um obrigado. Achou a menina doidinha, de um jeito bom de ser, e não conseguiu evitar sorrir enquanto ela se afastava. Porque isso fez com que seus irmãos se aproximarem e darem socos leves em seu braço despejando elogios.. daquele jeito de Ares de ser. Estava cercado numa roda com mais uns 5 rapazes que conversavam entre si animados e somente deixavam Eric no meio, quase perdendo o equilíbrio com tantos empurrões. E eu pensando que você ia ser mó cagão lá dentro, mas tava protegendo a gatinha. “Barbara é o nome dela.. e obrigada, acho?” E não é que a princesa aqui tem culhão “Isso é bem ofensivo, na verdade” E ainda recebeu um beijo! O terror das mais velhas. “Foi um beijo na bochecha.. não significou nada!” Mas já começaram a falar sobre isso, bagunçar seus cabelos, erguer a capa da sua fantasia e se afastarem para se juntar ao outro grupo de semideuses mais velhos, deixando Eric sozinho. O menino só suspirou, ajeitando o cabelo, a muleta, a capa e foi procurar por Serj. Poderia ter sido pior, Barbie ajudou muito e aliviou as piadas para o seu lado. Sempre seria grato por isso.
A vontade era colocar a mão de novo na boca e rezar por intervenção divina, ou alguma calamidade sem precedentes para exterminar esse momento da face da terra. “O jogo se chama verdade ou desafio, é o joguinho mais conhecidos por todo mundo. Aposto que os deuses fazem isso em toda divina festa no Olimpo, e você acha que vai ser diferente? Era óbvio, Eric, óbvio. As sereias precisam de água? Os pássaros voam? E ai de você se trouxer um exemplo de ave que não voa.” Serj teria mais mil comparações para usar e não chegaria onde queria, o passado já estava consumado e o futuro… Bem, o futuro parecia mais caótico todas as vezes que o melhor amigo abria a boca. “Um selinho? Essa coisa é sete minutos no paraíso. Selinho é o que você dá de cumprimento.” Podia ser mais baixo, mas a silhueta esbelta do filho de Poseidon compensava os centímetros faltantes. Ficou na ponta dos pés e meteu um tapa, mais barulho do que agressão, na lateral da cabeça do outro. “Depois me chamam de cabeça de Alga!” Os filhos de Ares com sua fama tiravam bastante do peso dessas brincadeirinhas dos ombros de Serj (com exceção de um, aquele ele nem chegava perto). E aí ele começava a falar da mãe. Seus dedos entrelaçaram na frente do corpo, devagar abaixando cada dígito no dorso da mão. Exercício de controle, exercício de concentração, o mantra você é filho do mar e não da guerra (e você não tem maldição de Ares, só a influência de ter um enfiado embaixo do braço onde quer que fosse). “Ok, Sharon, a culpa é sua por não ter falado o tema e deixado para o último segundo. E no próximo ano, com licença, faremos juntos? Que tal? Ou é muito difícil?” Karapetyan bufou e revirou os olhos. “Ficou legal a fantasia. Só pecou na atuação porque quem se encolhe num beijo?” Espiou por trás e o sangue gelou nas veias. “Agora pronto, cadê a merda da Brittany?”
“Eu.. não ia fazer isso mesmo” Eric fechou a cara e ficou mais emburrado. Que droga de moleque que te conhecia bem até demais, porque já tinha um leque cheio de exemplos de aves que não voam para jogar na cara dele. Inclusive de mitologias de sereias que precisavam minimamente ou quase nada de água. “Olha Serj, eu não saio por aí cumprimentando as pessoas com selinhos. Por isso quando falaram de beijo, foi o que eu entendi. Fora que essa coisa de paraíso nem faz sentido!” Não costumava participar dessas brincadeiras entre os jovens justamente por ser conhecido por ser ingênuo e tímido demais para isso, mas foi o tapa que deixou Eric em choque. “Ei! Não é porque eu não sinto dor que não fico ofendido quando você faz isso, seu anãozinho de jardim” Eric provocou de volta, dando um leve empurrão no ombro do outro. Leve mesmo, porque se usasse minimamente a força que Ares abençoava os filhos, se sentiria péssimo. Já estava se sentindo na verdade, não queria partir para ofensas. Ajeitou o cabelo que se bagunçou e deu de ombros, deixando o assunto da fantasia para lá. De tudo que Serj tinha de bruto, Eric tem de sensível. Mas conhecia-o bem o suficiente para saber que não podia ficar matutando essas coisas. Porém ainda não tirou a pose de braços cruzados. "Tá, pode ser, tanto faz. Sabia que as vezes eu sinto que sou melhor amigo de um Pinscher? Desculpa, mas estou vendo o dia que você vai morrer de ataque cardíaco com tanto ódio acumulado aí dentro!” Apontou para o peito dele. Se alguém os visse de fora, pareciam sempre estar em um pé de guerra, mas era bem parecida com qualquer conversa comum que tinham. “Quem não gostou do beijo, talvez? Posso usar isso como desculpa. Você beija mal, eu me encolhi por causa do seu hálito péssimo de peixe e por isso voltamos antes. Eles vão acreditar” Serj devia ser o único que via um pouco dos seus comentários maldosos, ainda que viessem com um sorrisinho envergonhado que realmente só queria provocar. Logo começou a buscar ao redor a presença daquela que os observava de perto “Ela está aqui perto ainda, estou sentindo o cheiro doce do perfume dela” Enjoativo era a palavra, mas já veio maldade demais de Eric por uma noite. Sua mãe estaria chateada se soubesse disso.
A gargalhada de Daisy ressoou ao seu redor, era horrível presumir coisas sobre as pessoas? Sim, mas não era sua culpa que eles eram tão previsíveis assim. “Espera. Solomon? Tipo Solomon Kane? O alto mal humorado que parece um urso de pelúcia do mal?” Levou as mãos sobre o rosto, encobrindo o choque e o riso. “Espera, ele não voltou de uma missão uns dias atrás com a Barbara? Por que quando eu tava lá pegando as minhas coisas vi ela saindo com uma roupa que parecia muito uma roupa de Daphne. Você acha que…”
Não se atreveu a concluir o pensamento para não correr o risco de estragar, ela tinha apostado com alguns filhos de Hermes sobre os resultados daquela missão e aparentemente eles estavam se mostrando favoráveis para o seu lado. “Ei, não compara. A gente bem sabe como essas coisas acabam. E eu não quero começar uma guerra do nada.” Disse olhando para trás preocupada de alguém ter escutado. “Bom, a ideia é dar a volta pelos chalés principais, pra nenhum olimpíada ficar ofendido, começando pelos que dão doces bons, obvio. Ai a gente devolve as crianças na casa grande e pega o ultimo filme. Quando terminar a festa deve estar começando a ficar boa. Vai dar certo. E qualquer coisa eu te carrego nas costas.”
‘Sim! Ele mesmo! Estava com lenço no pescoço e tudo! Acredita?” Falou até mais baixo entre o sorrisinho, mas abriu um novo olhar chocado e cobriu a boca com uma das mãos. “Daisy.. Ele não parecia muito feliz e achei que era porque o amigo dele obrigou participar.. Mas isso explica muito mais!!” Sua cabeça trabalhava com as especulações, assim se aproximou e falou mais baixo, quase em um sussurro que só ela pudesse ouvir. “Pode ser o dia que eles vão se assumir oficialmente, talvez? Ele podia só estar nervoso e eu interpretei como o mau-humor típico do Mono... Ele mata a gente se ouvir isso, mas eu já suspeito dos dois faz tempo.. Bem enemies to lovers. Que coisa! Queria ver eles na festa para confirmar se a teoria está certa” Ficou empolgado com a ideia de estar vendo um romance estar acontecendo ali diante dos seus olhos, mas olhou em volta para confirmar que não tinha chance mesmo do irmão estar por perto. Tinha que se convencer também que não era ruim estar falando assim da vida dos outros, já que eram comentários inofensivos “Ok. Nossa quanta coisa. Eu prometo que vou acompanhar seu ritmo e não será necessário me carregar nas costas. Daisy em tenho quase 1,90, não sou uma pessoa muito leve” brincou com uma risada, mas estava cheio de energia aquele dia. Seria capaz de acompanhar a empolgação da amiga. Tirou do bolso um saquinho de pano que esqueceu de dar antes “Tó, uma trouxinha de doce só para você. Assim podemos pegar para nós também e não precisamos pedir para as crianças. Partiu chalé de Apolo?”.
Mesmo não sendo nada parecidos, algo em Eric a lembrava seu irmão mais novo. Talvez fosse a mesma aura de jovem deslumbrado, que o garoto compartilhava com Eros, o que quer que fosse fazia com que ela quisesse jurar protegê-lo de todo o mal. “Não, pode continuar eu concordo totalmente. Quer dizer, a essa altura os filmes do Tarantino já viraram uma desculpa para atores brancos usarem injurias raciais sem repercussão.” Comentou, seguindo o caminho secreto. “Eric, para de dizer que você está sendo chato! Pelos deuses, garoto, essa é uma das conversas mais divertidas que eu tive essa noite” Seu tom de voz estava levemente contrariado, mas desde que entraram na casa assombrada ele não tinha dito uma coisa positiva sobre si se quer, o que começava a preocupá-la. Só com o comentário dele ela reparou que estavam sendo acompanhados por um som de respiração, que não parecia ser de nenhum dos dois. “Deve ser só algum efeito, fica tranquilo. Eu acho que estamos quase terminando, eu já consigo ouvir os sons da festa lá fora.”
Eric acenou em concordância, pois tinha a mesma opinião sobre as escolhas contestáveis e bem propositais de Tarantino. Se sentia como se conseguisse respirar novamente porque não foi criticado por se expressar e ela ainda concordou com ele! Mas o próximo comentário foi como levar um tapa e um afago na cabeça ao mesmo tempo. Eric encolheu os lábios em uma linha fina e tentou ajeitar a postura ruim para engolir a vontade de se esconder. “Aaaa desculpa Barbie!! É que detesto expressar minhas opiniões sobre as coisas, sempre fico parecendo aquele tipo que só critica o popular e gosta de filmes franceses em preto e branco”. Fez uma careta e confessou em voz baixa. “E eu sou essa pessoa. Me pede uma lista esperando os populares da Marvel, recebe os vencedores do Cannes. Foi assim que aprendi francês inclusive” sorte que estava escuro, senão o rubor envergonhado teria aparecido claramente na bochecha. "Obrigado ainda sim. Só é um pouco triste que sua conversa mais interessante seja com um adolescente na Casa Assombrada. Você é tão cheia de amigos, não acho que era os planos da noite” Ele sorriu de novo, dessa vez em tom de brincadeira. Mas sabemos a verdade: nem sabia por que ela estava falando com ele, mas estava feliz por isso. Tentou ignorar o som e deu um “Graças aos Deuses” quando viu a porta que os levaria para fora. Era triste que provavelmente se separariam agora, mas resolveu arriscar. “Então.. vai fazer o que.. depois que saímos?”
As mãos estavam em prece na frente do rosto do filho de Poseidon, os indicadores pressionados contra os lábios na tentativa de conter o tremor. Não, Serj não fervilhava de raiva, mas poderia se passar como tal se enxergasse de um certo ângulo (spoiler qualquer ângulo). “Eric, na boa, custava tomar mais uma dose? Só uma? Eu teria feito voar da tua garganta antes de bater no estômago.” Explodiu, ainda com leveza, mas os ombros se levantando em futura demonstração física de descontentamento. “Dava para ver naquele imbecil de Apolo que ia colocar nos dois juntos, tipo aqueles romances cheio de açúcar e super pops da atualidade. Merda de sangue azul, vermelho e cor de pêra.” Serj virou o rosto para o amigo, tinha começado a andar de um lado para o outro sem percebe, o cenho tão franzido que as sobrancelhas podiam ser uma só. “É claro que a gente vai fingir????” Segurou-o pelos ombros e se ajeitou atrás da silhueta, ocultando o próprio das pessoas curiosas. “Agora vira a cabeça assim e pronto. Mexe de vez em quando, viu?” Levantou o pulso e cronometrou 6 minutos e meio. “Pronto. Agora vamos conversar sobre o clichê da sua fantasia? Eu pensei que esse ano a gente fosse de robin multiverse.”
"Aaah para de brigar comigo, me desculpa!! Você sabe que eu não bebo e qualquer coisa parecia melhor do que ser intoxicado com bebida alcóolica. Para início de conversa nem do jogo eu queria participar, como ia saber que era óbvio que esse era o desafio??!” Eric respondeu exasperado e se encolhendo meio tentando se justificar, mas se sentindo péssimo porque sabia que o amigo ia surtar com isso. Normalmente é bem fácil lidar com seu excesso de ódio, mas agora estava com vergonha demais “Desculpa por sugerir!! Não achei que um selinho era algo tão péssimo assim para você!” Respondia de forma exasperada, sentindo o suor das mãos e o manto da sua inocência caindo ao ser colocado em posição e olhando o tanto de tempo no cronômetro. “Ah! Acho que eu não tinha entendido muito bem a dinâmica do jogo..” E tentou seguir o plano dele, desviando o olhar visto que sentia as bochechas esquentarem na pele pálida com a vergonha. Só que foi o comentário sobre tua roupa que te desconcertou “Ah.. Você achou ruim assim?” Eric repuxou os lábios e ficou chateado, ainda mais vindo de alguém importante pra ele. Não tinha contado da mudança de planos devido ao presente inesperado da mãe. “É que foi minha mãe que fez... E ela se esforçou bastante para terminar a tempo e fazer todos detalhes.. Ela até estilizou minha muleta, não queria deixar ela chateada.. Enfim, ano que vem eu me esforço para fazer algo legal tipo a sua e a gente vem de alguma dupla. Foi besteira mesmo” Se encolheu cruzando os braços, do nada se sentiu terrível na roupa que vestia e queria tirar. “Vamos voltar? Acho que já deu o suficiente para acreditarem”.
“Você é simplesmente adorável!” Afirmou com convicção, levantando a mão para apertar a bochecha dele de leve. Ela concordava com a cabeça, incentivando para que continuasse a falar. “Eu concordo que jumpscare usado em excesso fica chato e perde a graça. O interessante dos filmes de terror é justamente saber usar os recursos de forma sensata. Tipo, eu amo gore, mas se todo segundo de um filme tem alguém perdendo membros e enxurradas de sangue para de ser nojento e vira só engraçado de tão ridículo. O equilíbrio é importantíssimo nesses casos.” Falava com a convicção de alguém que já pensara muito sobre o assunto, que era de fato o que ela fazia. Embora escondesse esse seu interesse sob diversas camadas de roupas bonitas e maquiagem, Barbie genuinamente adorava o gênero de filmes em todas as suas variedades, o que jamais admitiria para ninguém. “Bom eu acho melhor a gente ir por esse lado mesmo, porque eu estou ouvindo um zumbido estranho vindo daquele outro lado, e eu não quero descobrir o que é.” Exclamou, abaixando a cabeça para atravessar o quadro, estendendo a mão para que o garoto a acompanhasse.
Eric foi pego de surpresa com o aperto na bochecha, por isso deu um sorriso meio envergonhado. Era estranho ser tratado feito uma criança assim, será que ela sabia que ele já tinha 18 anos? “Sim!! Equilíbrio!! Obrigada Barbie!” Como uma criança animada, era tão bom alguém entender seu ponto. Barbie tinha muitas opiniões legais sobre as coisas “Como se diverte vendo filmes quando só apostam no óbvio e usam do exagero já que o desenvolvimento de personagens e a história não sustenta? Eu gosto de coisas psicológicas. Eu quero sentir a angústia na pele, sabe? Mas o popular de tudo normalmente é em volta de coisas meio chacotas, estilo Tarantino e seu gore malfeito” Expressou sua opinião com uma puxada de lábios, mas logo voltou para ela se sentindo culpado. Que droga, odiava quando se empolgava sobre um assunto “Quer dizer, desculpa se você gosta. Eu banquei o chato por uns 15 muitos agora” Coçou a cabeça e logo concordou que também não queria descobrir o que era, por isso tirou a aranha antes que ela pudesse passar e se apoiou na mão dela para facilitar puxar a perna paralítica para o outro lado do quadro. O túnel tinha um eco estranho, por isso tentava respirar e falar mais baixo para não chamar atenção de nada. “O medo é uma coisa engraçada né? Fica parecendo que estou ouvindo alguém respirando perto de mim e não se é minha própria respiração ou não”
“Bom ela fez um excelente trabalho!” Comentou olhando novamente a fantasia. A sua tinha sido emprestada do guarda roupas mágico do chalé de Afrodite, e ela teve que sair correndo de lá com um par de tênis antes que algum filho da deusa a obrigasse a usar salto alto. “Eles estão se fantasiando de que? Lutadores de luta livre? Fisiculturista? Deuses, algum dia eu preciso que alguém convença Quiron a fazer um exame anti-dopping nos seus irmãos, vai ser o maior escândalo que ninguém vai ficar surpreso de todo o Olimpo.” Daisy riu, talvez só com o exame algum time que não tivesse o chalé cinco conseguisse vencer o caça a bandeira, para variar. Não que ela se atrevesse a falar alguma coisa, já que tinha inimigos o suficiente entre os filhos do deus da guerra com as coisas como estavam. Ela parou, balançando os ombros, fazendo as asas baterem de leve com o movimento. “Mas eu não posso levar o crédito, os filhos de Afrodite fizeram tudo, eu só vesti.” Respondeu divertidamente. “Mas é claro que eu estou! Passei a semana toda paparicando os filhos de Apolo e Afrodite, porque eles dão os melhores doces todo ano! Inclusive tenho o trajeto perfeito para pegarmos a maior quantidade de doces bons, no menor tempo!”
Eric sorriu com orgulho, sua mãe ficaria feliz em saber que tinha feito um ótimo trabalho. Iria enviar uma foto com esse comentário escrito na carta. Mas logo Eric riu e deixou de lado toda sua pureza que não queria ser maldoso com os irmãos, porque a menina tinha acertado em cheio. Ele tinha um sorriso quase maldoso que só a Daisy conhecia. “Ai Daisy, você conhece eles tão bem! Jamais poderíamos sugerir algo assim para o Quíron, senão sobraria somente umas três pessoas não expulsas no chalé. Mas assim.. acrescenta na lista um Bambam meio erótico até demais, surfistas bronzeados e outros que só foram com pouca roupa mesmo. Acho que o mais diferente foi o Solomon. Acredita que ele descoloriu o cabelo e tudo para ir de Fred do Scooby Doo? Foi bem.. impactante” Sinceramente, tinha gostado bastante como o irmão se diferenciou do hétero padrão dos outros, mas não podia dizer que isso não te causou uma surpresa daquelas. Ele só não parecia muito feliz em estar daquele jeito ‘Ei! quem está linda vestindo as asas é você, ainda o crédito é teu. Talvez isso até nos dê mais vantagem com Afrodite e consigamos aquelas trufas importadas do último ano” Encostou com a cabeça na dela e logo sorriu novamente, animado com a ideia do que fariam em seguida “.. Ahm.. Só espero que não esteja contando muito com, bem, velocidade” poderia estar falando de si, mas olhou para as diversas crianças agitadas que corriam com fantasias no aguardo dos dois. “Me conta seu plano antes, por favor. Tenho impressão de que será meio caótico”
Se segurou para não rir. Já tinha passado por isso, sentir pela primeira vez os efeitos do álcool. “Não, você não vai morrer. Pode ficar tranquilo” lembrava de achar incrível como a sua cabeça pesava, e a forma em como seu pescoço não estava aguentando sustenta-la. “Ok, dica: toda vez que te oferecerem uma bebida, cheire. Álcool é inconfundível. E vem, vamos pegar alguma coisa para você comer e forrar esse estomago” puxou gentilmente o braço dele, indicando o caminho “Um dia eu vou te fazer entender que tudo bem xingar e reclamar, faz parte da alma humana! Ou meia humana, no nosso caso. Vamos, estou com fome também e aceito o convite.”
Eric deu um suspiro aliviado, pelo menos sabendo disso não ia beber mais e torcia para os efeitos passarem logo. Normalmente não sente dor nem nada do tipo, então alcool não deveria ficar muito tempo no corpo, né? “Como as pessoas gostam disso?! Me sinto tontinho tontinho. E nem a perna decente ta funcionando direito. Se eu fizesse um teste para carteira de motorista agora, não daria certo olha, olha” Se apoiava nela e na muleta, tentando andar em linha reta. Era um pouco engraçado como o sorriso bobo não saia da cara. “Nunca mais bebo nada que me derem no geral. Só suco de casa, prometo! Mas .. Isa.. Eu não gosto de ser reclamão. Sabe, se me der espaço eu fico reclamando o dia todo. A música é chata, as pessoas não são criativas.. Ai eu vejo que o chato sou eu. Que coisa” Parecia já estar falando demais, mas sua alma de jovem hipster sempre apitava quando começava a tocar música ruim “Eu queria aqueles negócios em cabeça de abóbora. Tipo uma bala azeda. Conta como comida?”
Barbie olhou para o garoto agarrado em seu braço, rindo da reação dele quando o robô encantado pulou do esconderijo para assustá-los. Odiava dizer aquilo, mas o chalé de Hermes havia se superado na produção da casa mal assombrada. “Eu não conto se você não contar que eu estava me divertindo horrores o tempo todo. A gente pode inclusive inverter os papéis quando contar a história. Eu gritando feito uma criancinha, e você rindo da minha cara, que tal?” Dando tapinhas no ombro de Eric, para acalmá-lo antes de irem para a próxima sala. “É bem fácil se você pensar que não são ameaças reais, como nos filmes por exemplo, não é como se, sei lá, o Leatherface fosse uma pessoa de verdade que vai nos perseguir com uma serra elétrica. Aqui é a mesma coisa, só que no caso são autômatos encantados. Eu não entendo porque você está levando tão a sério, você provavelmente ajudou a construir essas coisas.” Deu de ombros deixando ele para trás, indo para a porta indicada pelo garoto. Uma rede tecida como teias de aranha caiu do teto sobre ela, que afastou com as pontas do dedos, o nojo sendo sua única expressão notável. “Vamos lá, pode deixar que eu te protejo, dessa vez.” Comentou em tom de brincadeira enquanto indicava que ele atravessasse a porta.
Eric deu sorrisinho animado e tímido e acenou em concordância, agradecendo que ela mesma não fez piada com aquilo. "Ei! E-eu... ajudei sim.. Mas eu posso me justificar, por favor?" doeu os fatos jogados na sua cara, mas não queria que Barbie te achasse um covarde. Normalmente é corajoso, só não para aquilo. A seguiu a seus passos lentos de sempre, olhando para todos os lados de forma atenta. Que por favor não tivesse nada saindo de um espelho "O meu problema são os métodos jump scare, não gosto muito disso. É uma forma preguiçosa de fazer terror e.. Não me ache covarde, por favor. Mas todo dia eu acordo umas 3 da manhã com alguém gritando e não sei se estão morrendo ou fazendo competição de flexões. Acaba que sou meio.. frágil para sustos e essas coisas.." admitiu ainda mais envergonhado, deixando os dedos nervosos se fecharem mais ao redor do cabo da espada, mas aliviado por não ter nada na próxima sala. “Obrigado” ele disse baixinho. Ainda que soubesse que ela estava brincando, ter alguém que não fizesse piada e não se afetasse por aquilo te trazia tranquilidade. Assim podia fazer a parte divertida dos escape room: procurar pistas. Já se adiantou mexendo nas coisas, tirando almofadas das poltronas e abrindo gavetas. "Nada de pista nova ou chave, mas tem uma porta aqui atrás" olhou por trás de um quadro e sorriu, dando um "Oi amiguinha" para a aranha ali e então virar para a mais velha. “Quer entrar?”
Oh merda, ele esta bêbado. Quem tinha sido responsável por dar álcool para aquela criança? No fim, cheirou a bebida. “Meu deus do céu, isso aqui é álcool de posto?” Ele parecia que cairia a qualquer momento, então firmou seu braço para que não tivesse que resgata-lo do chão “Com toda certeza é alcool. Quantas dessa você bebeu?” recusou com a mão “Se solta, meu filho, e reclame o quanto quiser” olhou para os lados a procura de comida ou agua. “Eric, você comeu alguma coisa?”
"Queee? Tá forte assim?!" Eric agarrou o braço dela e cheirou a bebida. "Isa, eu não sinto nada de nada. Isso está certo? Eu vou morrer?" Normalmente é tão inteligente... mas parecia que o álcool estava afetando seu juízo. "Hamm.. umas duas só. Me disseram que era suco" e deu uma risada, não conseguiria mentir "foram três na verdade. Mas eu juro que.. não teria bebido se soubesse! Isso explica o grito que meu estômago está dando. Tá ouvindo?" Abaixou um pouco a cabeça, para entender o que a barriga queria dizer. "Ah Isa. Não! Não posso. Se eu fosse saindo dizendo ofensas para todo mundo seria injusto e errado da minha parte" acenou com a cabeça várias vezes em negativa. "Hummmm. Eu comi doce. E uma barrinha terrível de whey protein. Que .. coisa, estou reclamando de novo. Desculpa. Quer comer alguma coisa comigo?"
Abriu a porta do chalé com um sorriso largo no rosto que logo se desfez em uma expressão de preocupação com o amigo, imaginando que teria de convencê-lo de novo a seguir os planos. Acompanhar os campistas mais novos para pedir doces, começando pelo chalé de Afrodite que dava os melhores doces, seguindo para pegar o ultimo filme de terror exibido na casa grande antes de irem para a festa passando pela casa mal assombrada. Era uma longa jornada e eles precisavam começar logo para não atrasar a programação. Enquanto ele explicava sua expressão relaxou em uma risada, recebendo o vaso e colocando sobre o aparador perto da entrada, já coberto de outras plantas. Se preocuparia com isso depois. “Bom, pelo menos você não trouxe um saco de pesticidas. Se tivesse eu seria obrigada a cortar relações!” Brincou pisando para fora e entrelaçando os braços com ele, habito antigo que ajudava Eric a caminhar com mais segurança. “Gostei do que você fez com a muleta! Aliás, a fantasia inteira está ótima!” Eles desciam os degraus que davam acesso ao pátio entre os chalés, Daisy deixou os ombros caírem cansadas. “Eu odiei!!! Você não faz ideia do quanto é cansativo fazer isso, nunca mais eu vou julgar a moça que faz isso sempre, juro, eu tive cãibra no rosto de tanto ter que sorrir para estranhos!”
Eric riu com a brincadeira, imaginando o quão de mau gosto seria se tivesse levado veneno logo para a melhor amiga das plantas. Mas ficou ainda mais animado com o elogio a sua fantasia, dando uma virada meio torta para mostrar a capa. “Foi minha mãe que fez, fiquei feliz que chegou a tempo. Você sabe que ela é um tantinho.. aficionada pelo Rei Arthur” Seu sobrenome que o diga, puramente capricho da mãe. Segurando o braço da amiga, conseguia relaxar um pouco a mão por cima da muleta “Confesso que estava meio envergonhado de sair com ela, mas depois que eu vi a fantasia dos meus irmãos, eu estou no lucro na verdade. Nunca vi tanto óleo corporal em um lugar só. Eu acho que conseguiria fritar um ovo só de chegar perto deles” Deu um sorriso meio tímido, se sentindo um pouco maldoso pelo comentário. Mas era um excesso de pele que não queria ver em um parente. “A propósito, você está linda, Daisy. Eu gostei muito dos detalhes das asas” Logo deu uma risada. “Você está preparada para a parte dois? Porque vai ter que colocar o sorriso mais simpático possível na cara para conseguirmos doces bons e não barrinhas de Whey Protein ou aquelas balas saudáveis dos filhos de Atena. Nossos pivetinhos já estão reunidos lá na Casa Grande”.
“Serj, desculpa. Desculpa mesmo! eu devia ter escolhido ter bebido. Mas é bem provável que a vodka ia me matar” Já se justificou envergonhado, apoiando a mão suada na bengala com muito mais força que o comum. Nem a perna boa queria funcionar direito. Jogar um jogo com outros adolescentes jamais seria uma boa ideia, principalmente sendo Beber ou Desafio, não teve nem a escolha da verdade para se safar. Serj é seu melhor amigo, mas também tem uma leve queda (penhasco) por ele, não poderia estar se sentindo pior em terem o escolhido como desafiado em te beijar. “Então.. Quer fingir..? A gente pode. Está.. Tá tudo bem.. ” Deixou as palavras meio no ar, tentando ignorar o fato que todos os outros encaravam em expectativa a distância.