Desejamos boas vindas a Daisy Pomegranate ao Acampamento Meio-sangue! O poder da névoa faz com que o semideus seja confundido com Laura Kariuki, mas não se deixe levar pelas aparências. No auge dos seus 22 anos a prole de Perséfone ainda precisa aprender a controlar seu temperamento explosivo e desenvolver ainda mais seu bom humor, esperamos que sua estadia no acampamento permita essa evolução. Se acomode no chalé 17, treine bem, não esqueça de escovar os dentes e tente não ser morto!
quote que não sei ainda
🌷 dados
nome: daisy pomegranate
idade: 22 anos (22/08/2000)
zodíaco: 🌞 virgem; 🌜 escorpião; 🔼 cancer
lable: the pristine
kinnies: perfuma (she-ra the princesses of power); poison ivy (dc comics);
sexualidade: demisexual/panromântica
armas: adagas envenenadas
🌷 resumo
fruto de um affair de gerard pomegranate, um florista bem sucedido, com a deusa da primavera, daisy não cresceu em um lar muito amoroso. especialmente por conta de de sua madrasta que nunca acreditou muito no marido que jurava de pés juntos que a garotinha havia nascido de um vaso de margaridas deixado em sua loja por uma estranha após uma conversa intensa sobre plantas, vendo a garota como uma prova da traição do marido, nunca a aceitou muito bem. após a morte misteriosa de gerard, a madrasta colocou a garota para fazer todos os trabalhos mais braçais na casa das flores, não deixando que ela tivesse qualquer tempo para apreciar a beleza das flores que criava. cansada da humilhação fugiu de casa aos catorze anos e foi guiada ao acampamento meio sangue por um sátiro.
🌷 poderes e habilidades
blooming: quando se sente ameaçada espinhos brotam de sua pele, que caso tocado por outras pessoas podem causar irritação na pele, sensação de queimação e até envenenamento leve dependendo da sensibilidade da vitima. igualmente ligado aos seus sentimentos, quando está feliz flores brotam ao seu redor, pétalas voando e o perfume suave, quase imperceptível de margaridas.
cocoon: tem a habilidade de criar um domo protetor de flores e vinhas ao seu redor, duas ou três vezes o seu tamanho, que pode ser usado como escudo. nos meses de inverno esse casulo é composto por heras venenosas, espinhos e crânios.
pollen mist: é capaz de invocar uma névoa de pólen, capaz de atordoar os sentidos de seus oponentes. Mais efetiva contra pessoas alérgicas a polén.
Abaixada atrás do balcão da floricultura, a jovem aproveitava o baixo movimento do estabelecimento para colocar algumas coisas em ordem. Documentos que estavam fora do lugar, notas que precisavam ser separadas para mandar para a empresa de contabilidade, contatos dos fornecedores, tudo parecia ter sido estocado de uma forma caótica que ela não conseguia encontrar sentido. Ao ouvir o sino da porta, anunciando a chegada de um possível novo cliente ela levantou um dos braços enquanto ainda estava escondida atrás do balcão, elevando a voz para indicar onde estava “UM MINUTINHO E EU JÁ TE AJUDO!” Exclamou enquanto devolvia os papéis para o chão, levantando-se em um movimento único, apenas para ser interrompida pela sua cabeça indo de encontro à parte de baixo do tampo de madeira. Daisy engoliu a exclamação de dor, encobrindo a expressão do rosto com um sorriso simpático. “Boa tarde! Em que posso te ajudar?”
Com um sorriso, Cézar só levantou a mão para que ela desconsiderasse o assunto. Não tinha como explicar que sua concepção de ricos envolvendo drogas é basicamente qualquer um que não fuma algo que tem mais mato misturado do que erva em si, ou que comem coisas em formatos peculiares. Agradeceu e pegou o saquinho, comendo uma e guardando o resto - era doce demais para o próprio paladar. “É.. eu gosto de crianças normalmente, mas não sei se seria capaz de sair pegando doce com elas. Quer dizer, já fiz isso com uma prima e dava vontade de colocar numa coleira para parar de correr pro meio da rua” E ele colocou, mas ocultou essa parte da história. Mas tinha 15 anos na época. Em sequência não aguentou e deu uma risada, a menina era bem adorável e preocupada com umas coisas que facilmente qualquer um dos seus amigos só teria rachado o bico junto com ele. “Daisy, tá tudo bem, sério. Foi tipo sentir um sustinho e boa, só to fazendo cena. Acho que se eu levar um urso desses pra casa vou ter que escolher se fica ele ou eu na cama, porque não tem espaço.. Levemente exagerado, né não?” Tomou o último gole de cerveja, amassou a latinha e guardou no bolso da calça para quando achar uma lixeira. “Quer jogar outra coisa ou quer ir beber? To na tua vibe”
Daisy riu, de fato pegar os doces com as crianças foi uma das tarefas mais desafiadoras que havia feito no acampamento desde que se tornara campista em tempo integral alguns anos antes. “Bom, as vezes eu precisei usar raízes pra fazer eles tropessarem e diminuir o ritmo? Sim, mas faz parte. O negocio é você mostrar que é mais doido que elas para te respeitarem.” Sussurrou a ultima parte, como se compartilhasse um segredo. O que não deixava de ser um fato, caso Quiron soubesse talvez seria proibida de cuidar das crianças novamente. Ela relaxou os ombros, apertando o urso gigante mais próximo ao corpo, mesmo já sendo mais velha, ainda tinha um apreço por bichinhos do tipo, fato que ela não estava disposta a olhar muito de perto. “No seu chalé não tem tipo, camas perfeitas? Eu sempre imaginei meio que uma loja de colchões perfeita para todos os gostos, com aquelas camas gigantes pra cada pessoa.” Questionou, deixando se levar pela imaginação e um pouco de esteriótipos. Arregalou os olhos, surpresa de ser colocada no comando das atividades dos dois. Olhando para os seus braços ao redor do prêmio tendo uma ideia. “Acho que preciso deixar meu novo companheiro de chalé em casa. Não posso ficar andando com ele por ai a noite toda. Aliás, que nome eu deveria dar pra ele?”
Piscou diversas vezes, como se saísse de um feitiço que ele mesmo criou. O que tinha feito? Não tinha concordado consigo mesmo que era melhor se manter afastado? Que nada de bom sairia de qualquer coisa que acontecesse? Ele não era muito bom e ela nova demais. Ela era diferente, tinha alguma coisa na sua energia de quem já foi machucada. Nunca falaria que era madura demais para a sua idade, ele não era tão idiota a esse ponto. “Não foi nada, você só quis ser gentil” estava prestes a se desculpar pelo showzinho - não proposital - quando tudo explodiu. Quase literalmente. A pista de dança virou uma confusão, com pessoas correndo, gritos assustados. Raj se levantou, tentando enxergar o que estava acontecendo quando viu patas gigantes. “Bloody hell” xingou baixinho
Foi necessário toda a sua força de vontade para não rolar os olhos para a reação que recebeu, afinal aquele joguinho todo tinha sido ideia dele e agora ele tinha a audácia, não só de tentar fugir de seu olhar como também falar para ela como se sentia, ou deveria se sentir aos olhos dele, era irritante. “Você não sabe o que eu quero.” Falou baixo o suficiente para que apenas ele ouvisse, buscando seus olhos para ter a certeza de que sua mensagem seria recebida. O contato visual foi encurtado pelos gritos de outros semideuses, o que irritou Daisy profundamente, virando-se para encontrar o que a interrompia. As formigas gigantes destruíram parte da casa mal assombrada, e caminhavam em direção ao acampamento, destruindo tudo que encostavam. Instintivamente ela se virou, tomando uma posição protetora em frente a Raj, os espinhos começando a brotar ao redor da sua pele, dois especialmente longos e afiados surgindo dos seus punhos, que costumava usar como adagas. “Fica atrás de mim, não vou deixar que elas te machuquem.” O sorriso, quase maníaco, crescia em seus lábios enquanto se preparava para o confronto.
‘Sim! Ele mesmo! Estava com lenço no pescoço e tudo! Acredita?” Falou até mais baixo entre o sorrisinho, mas abriu um novo olhar chocado e cobriu a boca com uma das mãos. “Daisy.. Ele não parecia muito feliz e achei que era porque o amigo dele obrigou participar.. Mas isso explica muito mais!!” Sua cabeça trabalhava com as especulações, assim se aproximou e falou mais baixo, quase em um sussurro que só ela pudesse ouvir. “Pode ser o dia que eles vão se assumir oficialmente, talvez? Ele podia só estar nervoso e eu interpretei como o mau-humor típico do Mono… Ele mata a gente se ouvir isso, mas eu já suspeito dos dois faz tempo.. Bem enemies to lovers. Que coisa! Queria ver eles na festa para confirmar se a teoria está certa” Ficou empolgado com a ideia de estar vendo um romance estar acontecendo ali diante dos seus olhos, mas olhou em volta para confirmar que não tinha chance mesmo do irmão estar por perto. Tinha que se convencer também que não era ruim estar falando assim da vida dos outros, já que eram comentários inofensivos “Ok. Nossa quanta coisa. Eu prometo que vou acompanhar seu ritmo e não será necessário me carregar nas costas. Daisy em tenho quase 1,90, não sou uma pessoa muito leve” brincou com uma risada, mas estava cheio de energia aquele dia. Seria capaz de acompanhar a empolgação da amiga. Tirou do bolso um saquinho de pano que esqueceu de dar antes “Tó, uma trouxinha de doce só para você. Assim podemos pegar para nós também e não precisamos pedir para as crianças. Partiu chalé de Apolo?”.
Daisy não pode se conter e deu pulinhos de animação com as revelações sobre o irmão mais velho de Eric. Podia até ser moralmente errado falar assim da vida de pessoas reais, como se eles fossem personagens ali para o seu entretenimento, mas não é como se eles tivessem muito o que fazer no acampamento e as fofocas ao redor do filho de Ares e a filha de Afrodite eram a coisa mais interessante que aconteceu em muito tempo. “Quem se importa, eu só quero que eles tenham filhos. Imagina? Iam ser as pessoas mais atraentes e aterrorizantes do mundo. Eu preciso presenciar isso. Vai ser uma bênção, ou uma maldição. De qualquer forma, vai ser excelente!” Talvez ela devesse fazer uma oferenda para os deuses do amor durante as refeições nos próximos dias. Só para adiantar um pouco as coisas. Daisy colocou as mãos nos quadris, franzindo a sobrancelha ao olhar para Eric. “Eric Pendragon Miller, você por um acaso está me chamando de fraca? Porque eu vou ficar bem ofendida se esse for o caso, já carreguei plantas maiores que você, não vai ser nada.” Talvez ela estivesse exagerando um pouco, mas jamais ia deixar que ele soubesse e até o carregaria pelo acampamento como uma noiva para provar seu ponto, mesmo que no dia seguinte não conseguisse levantar um regador. Sorriu pegando a sacolinha enfeitada com fantasminhas das mãos dele, virando para os campistas mais novos. “Atenção, mini-seres humanos, nós estamos aqui com uma missão! Talvez a mais importante de todo o ano. Todo aquele treinamento, não foi para enfrentar monstros, isso é bobagem, o treinamento é para conseguir a maior quantidade de doces possível. Sem morder os outros, e sim eu estou falando isso pra você Johnathan!”
Eric sorriu com orgulho, sua mãe ficaria feliz em saber que tinha feito um ótimo trabalho. Iria enviar uma foto com esse comentário escrito na carta. Mas logo Eric riu e deixou de lado toda sua pureza que não queria ser maldoso com os irmãos, porque a menina tinha acertado em cheio. Ele tinha um sorriso quase maldoso que só a Daisy conhecia. “Ai Daisy, você conhece eles tão bem! Jamais poderíamos sugerir algo assim para o Quíron, senão sobraria somente umas três pessoas não expulsas no chalé. Mas assim.. acrescenta na lista um Bambam meio erótico até demais, surfistas bronzeados e outros que só foram com pouca roupa mesmo. Acho que o mais diferente foi o Solomon. Acredita que ele descoloriu o cabelo e tudo para ir de Fred do Scooby Doo? Foi bem.. impactante” Sinceramente, tinha gostado bastante como o irmão se diferenciou do hétero padrão dos outros, mas não podia dizer que isso não te causou uma surpresa daquelas. Ele só não parecia muito feliz em estar daquele jeito ‘Ei! quem está linda vestindo as asas é você, ainda o crédito é teu. Talvez isso até nos dê mais vantagem com Afrodite e consigamos aquelas trufas importadas do último ano” Encostou com a cabeça na dela e logo sorriu novamente, animado com a ideia do que fariam em seguida “.. Ahm.. Só espero que não esteja contando muito com, bem, velocidade” poderia estar falando de si, mas olhou para as diversas crianças agitadas que corriam com fantasias no aguardo dos dois. “Me conta seu plano antes, por favor. Tenho impressão de que será meio caótico”
A gargalhada de Daisy ressoou ao seu redor, era horrível presumir coisas sobre as pessoas? Sim, mas não era sua culpa que eles eram tão previsíveis assim. “Espera. Solomon? Tipo Solomon Kane? O alto mal humorado que parece um urso de pelúcia do mal?” Levou as mãos sobre o rosto, encobrindo o choque e o riso. “Espera, ele não voltou de uma missão uns dias atrás com a Barbara? Por que quando eu tava lá pegando as minhas coisas vi ela saindo com uma roupa que parecia muito uma roupa de Daphne. Você acha que...”
Não se atreveu a concluir o pensamento para não correr o risco de estragar, ela tinha apostado com alguns filhos de Hermes sobre os resultados daquela missão e aparentemente eles estavam se mostrando favoráveis para o seu lado. “Ei, não compara. A gente bem sabe como essas coisas acabam. E eu não quero começar uma guerra do nada.” Disse olhando para trás preocupada de alguém ter escutado. “Bom, a ideia é dar a volta pelos chalés principais, pra nenhum olimpíada ficar ofendido, começando pelos que dão doces bons, obvio. Ai a gente devolve as crianças na casa grande e pega o ultimo filme. Quando terminar a festa deve estar começando a ficar boa. Vai dar certo. E qualquer coisa eu te carrego nas costas.”
Odiava aquela camiseta que vestia com todo o seu ser e só pensava em tira-la, nem se fosse para ficar apenas com o blazer. Coisa feia e chata. Olhava para baixo, pensando nos prós e contras de ir ao banheiro ou mesmo ao seu chalé e tirar aquela coisa quando ouviu sua voz. E sorriu. Poderia passar um dia inteiro só ouvindo aquela voz. Seu olhar subiu observando cada aspecto dela, como fez na primeira vez que a viu. “Me avisaram, sim” era ela a Sininho mais linda daquele acampamento “Obrigado pela preocupação” falava serio, achou extremamente fofo. Se virou para ela sorrindo. Seus olhos eram incríveis, brilhando conforme a luz da festa. Sorriu de lado e lentamente desabotoou o blazer sem tirar os olhos dos seus. Quando pelo menos quatro botões foram desabotoados, ele parou. Era o suficiente. Com uma mão, afastou a peça para revelar a camiseta azul com o símbolo. “Sou o Clark Kent” pareceram horas. Horas que Raj não ousou respirar.
Ela não conseguiu desviar os olhos dele, ela provavelmente deveria desviar. Era rude encarar as pessoas enquanto elas desabotoavam a camisa de maneira sugestiva, certo? Os olhos dele prendiam os dela, e ela só conseguia encarar e sabia que não estava sendo discreta, mesmo assim era incapaz de desviar. Quando ele falou o encanto se rompeu, e Daisy agradeceu aos céus por sua pele escura não deixar que o seu rubor transparecesse. Ela umedeceu os lábios, juntando os farelos de seu cérebro em busca de algo para dizer. “Bom, agora eu me sinto a pessoa babaca. Desculpa por ter presumido. É uma fantasia muito legal!”
Eric riu com a brincadeira, imaginando o quão de mau gosto seria se tivesse levado veneno logo para a melhor amiga das plantas. Mas ficou ainda mais animado com o elogio a sua fantasia, dando uma virada meio torta para mostrar a capa. “Foi minha mãe que fez, fiquei feliz que chegou a tempo. Você sabe que ela é um tantinho.. aficionada pelo Rei Arthur” Seu sobrenome que o diga, puramente capricho da mãe. Segurando o braço da amiga, conseguia relaxar um pouco a mão por cima da muleta “Confesso que estava meio envergonhado de sair com ela, mas depois que eu vi a fantasia dos meus irmãos, eu estou no lucro na verdade. Nunca vi tanto óleo corporal em um lugar só. Eu acho que conseguiria fritar um ovo só de chegar perto deles” Deu um sorriso meio tímido, se sentindo um pouco maldoso pelo comentário. Mas era um excesso de pele que não queria ver em um parente. “A propósito, você está linda, Daisy. Eu gostei muito dos detalhes das asas” Logo deu uma risada. “Você está preparada para a parte dois? Porque vai ter que colocar o sorriso mais simpático possível na cara para conseguirmos doces bons e não barrinhas de Whey Protein ou aquelas balas saudáveis dos filhos de Atena. Nossos pivetinhos já estão reunidos lá na Casa Grande”.
“Bom ela fez um excelente trabalho!” Comentou olhando novamente a fantasia. A sua tinha sido emprestada do guarda roupas mágico do chalé de Afrodite, e ela teve que sair correndo de lá com um par de tênis antes que algum filho da deusa a obrigasse a usar salto alto. “Eles estão se fantasiando de que? Lutadores de luta livre? Fisiculturista? Deuses, algum dia eu preciso que alguém convença Quiron a fazer um exame anti-dopping nos seus irmãos, vai ser o maior escândalo que ninguém vai ficar surpreso de todo o Olimpo.” Daisy riu, talvez só com o exame algum time que não tivesse o chalé cinco conseguisse vencer o caça a bandeira, para variar. Não que ela se atrevesse a falar alguma coisa, já que tinha inimigos o suficiente entre os filhos do deus da guerra com as coisas como estavam. Ela parou, balançando os ombros, fazendo as asas baterem de leve com o movimento. “Mas eu não posso levar o crédito, os filhos de Afrodite fizeram tudo, eu só vesti.” Respondeu divertidamente. “Mas é claro que eu estou! Passei a semana toda paparicando os filhos de Apolo e Afrodite, porque eles dão os melhores doces todo ano! Inclusive tenho o trajeto perfeito para pegarmos a maior quantidade de doces bons, no menor tempo!”
“Eu nem peço desculpas, porque 90% das coisas que eu falo sempre estão agredindo algum tipo de direitos humanos” Um dar de ombros carregado de sarcasmo acompanhava seu sorriso. “Acho que estamos todos meio presos em esteriótipos, né não? Afrodite é fofoqueira, os de Hades as góticas, os de Ares os bruto rústico, Dionísio os pinguço e segue a lista. Eu carrego o fardo de viver no mundo da lua e dormir pra caralho” Mais uma tragada, no final das contas semideuses pareciam tipo signos “Ah, tendi. A gata é discreta e burguesa. Forma de ursinho é novidade para mim. Fofo. Posso experimentar?” Uma risadinha e já se aproximou para ver as balas de perto “Normalmente , eu não curto comer justamente por isso, tipo. Não bate, saca? Deve ser porque fumo desde os.. seilá, mo cota.” Preferiu deixar baixo a idade, pois pegou o primeiro quando tinha uns 10 anos. “Mas queria mesmo que cê não tivesse colocado isso na minha cabeça, sobre crianças brisadas. Eu sei que é errado, mas putz” Balançou a cabeça em negativa, sabia que era errado, mas.. “Seria engraçado pra caralho. Se focar em distribuir só para uns maiores de idade ainda é valido e não tão ilegal?” Sugeriu na brincadeira, mas o olhar de moleque atentado cedente pelo caos estava presente. Cézar olhou o fuzue que aconteceu quando ela acertou os alvos, uma vibe bem circo. Até que sentiu uma onda de choque que envolveu seu corpo “Ai. Cacete, levei um choque” Passou a mão no braço onde sentiu a maior tensão, olhando em volta sem saber de onde tinha vindo aquilo “Porra, um joguinho de bebida pra me fazer tomar uma tequila é melhor que ser eletrocutado do além. Isso explica as barraquinhas estarem meio vazias”
Daisy riu e concordou com a cabeça. Em geral ele não estava muito errado com as suas observações, muitos semideuses pareciam ter bastante coisas em comum com seus pais divinos. “Burguesa? Eu? Do que você tá falando?” Ela riu, era engraçado ver alguém ter aquela impressão dela, sendo que passava maior parte do seu tempo coberta de terra, cuidando das plantas e dos animais, enquanto que as pessoas ricas de verdade do acampamento não passavam nem perto desse tipo de atividade. “Claro, pode ficar com o resto. Já comi o suficiente por uma noite.” Estendeu o saquinho para ele, depois de ter certeza que não havia trocado com nenhuma das crianças durante a coleta de doces. “Bom não seria muito minha culpa, você já tentou controlar um monte de crianças com tdah? Por mais que elas sejam adoráveis, requer bastante energia.” Apesar de tudo, foi bastante divertido todo o processo de pedir os doces. Daisy levou as mãos para o rosto, surpresa com o fato dele ter tomado um choque, mesmo sabendo que não deveria. Qualquer coisa tocada pelos filhos de Hermes estava destinada a ter algum tipo de pegadinha envolvida. “Ai meus deuses você tá bem? Quer o ursinho de presente? Sinto muito por ter insistido que viessemos aqui.”
O suor escorria pelo rosto e pelo pescoço e seus pés começavam a reclamar do tempo que passou na pista de dança. Alguns semideuses, mais sensatos se sentavam na arquibancada para descansar, e era para lá que ela se dirigia, até ver uma figura de terno, a única pessoa vestida daquela forma ali, que fez seu coração acelerar sem ser pelo esforço físico de ter dançado por horas. Sentando se ao lado dele, sem pedir licença. “Ai meus deuses, ninguém te avisou que a festa era a fantasias??? Isso é tão maldoso!”
“Ah Daisy, serião mesmo? Cê faz uma porrada de planta, mas não curte fumar uma ervinha? Pelo menos um brownie, já comeu? Uns brisadeiro, sei lá” Colocou o beck apoiado nos dentes para fazer sua jogada, acertando uma das argolas no alvo do chão. Nas margens do bosque tinham vários joguinhos com recompensa / prendas ou ao estilo drinking games. Mas não tinha ninguém cuidando das barracas, então sua hipótese de quando começaram a jogar era que 1. o negócio era mágico ou 2. não aconteceria nada “Ia me economizar uma grana se eu fosse minimamente bom com planta. Galera de Hermes é meio mercenária” Suspirou quando errou o alvo e passou para ela a argola, agora ele tomando o posto de se encostar na cerca e voltar a beber a lata de cerveja que largou no canto “Mais um acerto tu ganha e a gente descobre o que acontece. Provavelmente vou me ferrar junto com alguma prenda aleatória, mas to meio curioso”
Se Daisy recebesse uma dracma toda vez que tivesse aquele tipo de conversa, ela já seria tão rica quanto o próprio Hades. “É muito rude perguntar esse tipo de coisa sabia? Sem contar que você está utilizando estereótipos extremamente ofensivos. Qual é, só porque eu sou filha da deusa da primavera logo eu tenho inclinações para uso de plantas especiais?” Ela cruzou os braços fingindo indignação, em seguida rindo e tirando um saquinho com ursinhos de gelatina especiais do bolso, começando a comer um, pela cabeça como todo ser humano decente fazia. “Mas para te responder, sim eu costumo optar por comestíveis quando vou consumir esse tipo de coisa.” Balançou o saquinho com os doces para ilustrar o que dizia. “Leva mais tempo para dar efeito, mas é mais discreto e não faz mal para os pulmões. E agora que você puxou esse assunto, eu espero ter pego o saquinho certo, ou as crianças vão ter uma noite interessante.” Deu de ombros antes de fazer seu próximo lance no joguinho, se fosse para ser sincera ela não entendia muito bem a mecânica, mas era divertido tentar acertar os alvos. A argola acertou o alvo, e uma chuva de confetes cercou os dois, enquanto buzinas e luzes piscavam na cabana e um urso de pelúcia gigante apareceu em sua frente. “Bom, parece que é isso que acontece quando a gente acerta!”
“Daisy, eu fiz uma escolha péssima” Nem oi foi dado, essa foram as primeiras palavras trocadas assim que avistou a amiga. Estava com o rosto sujo de fuligem, o clássico fone pendurado no pescoço e teve que se apoiar na mureta da entrada, pois correu até o peito arfar e não é muito eficiente em andar rápido sem a muleta de companhia. Quando a esquece ou opta por não a utilizar, seu movimento é mais lento pois se obriga a mancar ou arrastar a perna invés de somente dobrar o joelho e usar a muleta de apoio. “Eu estava nas forjas, perdi o horário, sai correndo, esqueci minha muleta e de trazer algo pra você. Eu sei, não precisa trazer nada, mas não gosto de aparecer na casa de alguém com as mãos vazias. Mas eu escolhi uma flor, Daisy. Uma flor!” Deu ênfase na sua indignação “Uma flor para alguém que se piscar cria duzentas flores. Pode fingir que é uma flor mística que nunca viu na vida?” Sorriu e entregou para ela, ainda decepcionado com a péssima decisão. “Você já está pronta para ir?” Tirou do bolso uma caixinha e puxou uma bengala de dentro, que se expandiu de acordo que chacoalhou a miniatura. Seu apoio reserva para ser apto a fazer trilha ao lado da amiga. Sempre apreciava muito como Daisy fazia essas coisas com ele, ainda que soubesse das suas limitações. “Ah! e como tem sido o trabalho temporário de guia de Acampamento?” Ajeitou a mochila nas costas e estendeu a mão, um gesto padrão de oferecer ajuda para levar algo.
Abriu a porta do chalé com um sorriso largo no rosto que logo se desfez em uma expressão de preocupação com o amigo, imaginando que teria de convencê-lo de novo a seguir os planos. Acompanhar os campistas mais novos para pedir doces, começando pelo chalé de Afrodite que dava os melhores doces, seguindo para pegar o ultimo filme de terror exibido na casa grande antes de irem para a festa passando pela casa mal assombrada. Era uma longa jornada e eles precisavam começar logo para não atrasar a programação. Enquanto ele explicava sua expressão relaxou em uma risada, recebendo o vaso e colocando sobre o aparador perto da entrada, já coberto de outras plantas. Se preocuparia com isso depois. “Bom, pelo menos você não trouxe um saco de pesticidas. Se tivesse eu seria obrigada a cortar relações!” Brincou pisando para fora e entrelaçando os braços com ele, habito antigo que ajudava Eric a caminhar com mais segurança. “Gostei do que você fez com a muleta! Aliás, a fantasia inteira está ótima!” Eles desciam os degraus que davam acesso ao pátio entre os chalés, Daisy deixou os ombros caírem cansadas. “Eu odiei!!! Você não faz ideia do quanto é cansativo fazer isso, nunca mais eu vou julgar a moça que faz isso sempre, juro, eu tive cãibra no rosto de tanto ter que sorrir para estranhos!”
Uma única sobrancelha ergueu em resposta, o olhar do filho de Ares subindo e descendo pela silhueta da filha de Perséfone. Por experiências passadas, Solomon não deveria confiar em ninguém sobre guardar segredos e esconder fatos. Estava na natureza de semideuses fofocar entre si, eram frutos de relações ilícitas e proibidas - a vida era um segredo. E mesmo que a figura dela passasse essa falsa impressão de confiança, não se deixaria cair facilmente. O Kane parou com os movimentos de vez, a aparência de estátua de mármore ficando real demais para transmitir tranquilidade. Hurum. Retumbou em resposta, um erguer discreto no canto do lábio. Ninguém acreditaria nela. Alguma coisa da sua fama daria vantagem para si, pelos deuses. “Mas vale o preço? As criaturas não foram avisadas com antecedência da interrupção. É violação da paz pública.” Do nada nasce um ativista? Solomon quis morrer por dentro, acordar Cronos e forçar um uso de poder bem na moralzinha. Porém, o estrago já estava feito e ele nada mais podia fazer além de puxar o pingente do colar. O martelo compactado só precisava de um apertão mais incisivo antes de expandir no tamanho conhecido. Ele se desencostou da árvore, os passos direcionados ao grupo que rapidamente aumentava em número.
Daisy ergueu as sobrancelhas, mordendo os lábios para conter o riso. Pouco se importava com a lenda de Solomon Kane, o semideus mais mal humorado e temido por grande parte do acampamento, do seu ponto de vista era sempre bastante divertido ver os efeitos da sua irritação, desde que ela não fosse o foco das repercussões, é claro. Por esse motivo os olhos da jovem brilharam de animação quando o viu tocando sua arma de escolha. Colocou a cesta sobre o banco, deixando a atividade que fazia de lado, a substituindo por algo que evidentemente seria mais interessante. Com passos rápidos tentava acompanhá-lo, mesmo com o esforço ele se mantinha a sua frente. “Você vai matar eles? Posso assistir por favor?” O tom de voz com pouca diferença da animação que usava para falar com os animais ou plantas, talvez até um pouco mais agitado pela expectativa de ver em primeira mão o que iria acontecer. “Eu juro que fico fora do caminho e não vou atrapalhar. Se quiser posso até ajudar, sempre quis estrangular alguém usando videiras.” Bateu palmas empolgada com a imagem que conjurava em sua mente. Deixando com que os espinhos surgissem por toda a extensão de seus braços, enquanto ela se esforçava para acompanhar o passo do filho de Ares.