Take my hand, take my whole life too◆ zerika
barkerzac:
Não sabia o que fazer agora que Erika estava chorando, mas pelo menos eram de felicidade, então sabia que não havia nenhum problema ali. Mas ser chamado novamente, depois de tanto tempo sem ouvir a palavra, de kotynok, apesar de não entender o que significava, o deixara bastante feliz. Sentia falta dela, sentia falta de suas palavras estrangeiras, sentia falta daquele carinho. Pela primeira vez encontrava-se se perguntando o que faria sem ela. Era estranho pois, depois de tantos relacionamentos falhados, Zachary havia deixado de acreditar que exisitia alguém com quem se poderia passar o resto da vida ao lado em plena felicidade. Mas agora ele tinha Erika, que estava o fazendo questionar esta crença, fazendo-o ver que ele tinha sim esta chance de ser feliz ao lado de alguém pelo resto de sua vida. E ele queria isso, por mais fantasioso que parecesse, era o que ele queria.
Fora surpreendido pelo ato repentino da morena de sentar em seu colo que mal conseguiu processar que precisava tirar Maribel de entre eles, e apenas a deixou lá, se permitindo se perder nos olhos dela. Porém isso não durou muito tempo, pois ela logo estava o enchendo de beijos, que o fez começar a rir. “Tô vendo,” brincou, deixando ela se divertir ali. Não, é claro, que não estivesse divertido para ele. Mas ainda haviam muitas questões a serem resolvidas cutucando-o no fundo da mente, implorando para serem colocadas logo na mesa.
Não gostava quando algo começava com não fique bravo, mas não disse nada, afinal, provavelmente era algo importante. Então apenas concordou com a cabeça, sentindo a euforia de segundos antes se esvair lentamente. Enquanto ela se ajeitava ele aproveitou para pegar o violão e colocar sobre o lençol ao lado deles para que não os atrapalhassem mais. A observou, curioso para ver o que ela tinha para lhe entregar, e logo tinha em mãos um ultrassom. Sentiu seus olhos encherem de lágrimas imediatamente. Ali tinha uma imagem de um ser vivo, um ser vivo que ele havia criado, um que seria posto no mundo por causa dele. Não haviam palavras para descrever o que estava sentindo. E também não fazia ideia de responder. “Thank you,” praticamente engasgou nas palavras, não conseguindo tirar os olhos da foto. Aquilo havia deixado infinitesmalmente mais difícil as coisas que ele ainda tinha que dizer para ela.
Erika pode sentir seu coração se acalmar e algumas de suas inseguranças serem lentamente apaguizadas ao ver a reação do namorado, não significava que tudo já estava certo entre eles, existia muito mais que precisavam conversar. - Não leve para o lado errado o que eu vou dizer, por favor. Eu queria que você estivesse lá comigo. - Começou bem hesitante, porém sem desviar seus olhos do rosto do namorado, precisava ser forte ou não conseguiria dizer tudo o que tinha para falar. - Eu também não queria ter te excluído do primeiro ultrassom ou sequer realmente precisava ter feito ele ainda, é só um pontinho, mas eu estava tão nervosa com o exame de sangue ser um falso negativo ou positivo e eu conheço a médica que me atendeu e ela ofereceu de fazer o ultrassom para ter certeza e era isso que eu podia te oferecer no momento, certeza para poder te contar antes que você tomasse alguma decisão grande às cegas, porque você se afastou e eu não sabia o que você estava pensando ou o que você ia fazer e eu estava com medo. Medo de ter te afastado por causa de um alarme falso, de ter te perdido por nada. - Havia um motivo que Erika havia contado antes de ter completa certeza sobre a gravidez, ela queria que eles tivesse tomado a decisão, não cada um com seus próprios medos, ela queria que ele tivesse a acompanhado para a primeira consulta e lhe confortado, dizendo que tudo ficaria bem, ela não tinha como contar para os pais, eles estavam muito longe para poder lhe ajudar no momento e apenas os preocuparia, e não estava pronta para anunciar da gravidez para o mundo para buscar o conforto de amigas. Então Zac era a única pessoa que realmente tinha para isso, só que... força-lo a ficar por causa disso parecia errado, ele tinha o direito de ter seu espaço, mas Erika não podia deixar de imaginar que talvez as coisas tivessem sido diferentes se tivesse dito o que realmente sentia. - Eu acho que nós precisamos ser... mais abertos um com o outro. Sobre tudo. - E as lagrimas estavam de volta em seus olhos, Erika sequer podia culpar os hormônios nesse momento, estava sentindo que estava sendo dura demais com Zac, mas ela estava prendendo isso para si havia muito tempo e se não falasse agora, nunca mais falaria. Porém, não conseguiu manter seus olhos no rosto do namorado com o que diria a seguir, se focando na barra de sua bata ao invés. - Eu vou ter essa criança e a escolha é toda sua de continuar na vida dela. Só que uma criança é um compromisso para a vida toda e se você escolher ficar conosco não tem mais volta, ok? Independente de nós estarmos juntos ou não, você não pode simplesmente desistir dela.









