ㅤ⠀ㅤ⠀ #ㅤ⠀𝗣𝗨𝗕𝗟𝗜𝗖ㅤ⠀⌕ㅤ⠀ in the source link, you'll find ( 287 ) gifs of michael bradway in every year after ( episodes 01 to 04 ). all of these gifs were made by me from scratch, so please don’t claim as your own. feel free to use them for roleplay purposes, but respect my guidelines. like or reblog if you plan on using or find them useful ♡
Eu continuo achando que existem moderações que erram. Continuo achando que existem comunidades mal administradas. Mas esse texto não é sobre elas.
Comecei isso aqui com um textão e eu vou fazer outro após ler muitas coisas e também de ver outras e esse texto em especifico vai diretamente para os players: Qual é a porra do problema de vocês?
Eu pergunto isso de coração aberto mesmo, eu sei que existem moderações que não colaboram e não valem o esforço como citei inicialmente, mas por qual motivo vocês desgastam TANTO os que estão tentando? É pelo bel prazer de ser uma pessoa ruim ou é a falta de uma CLT na vida de vocês? De uns anos para cá anda simplesmente impossível se manter uma comunidade ou uma pesquisa. Nesse texto, não estou incluindo os players que se esforçam, mas sim os que realmente são um bando de pau no cu.
Vocês se juntam, vocês fazem panelas, vocês fazem um inferno na vida de moderações, vocês não aceitam as regras das comunidades e ai eu sempre concluo que vocês NUNCA leram as regras daquele lugar. Vocês desmotivam aqueles que querem tentar nas próprias pesquisas pelo simples fato de algo não ser o que você quer. Por um acaso vocês sabem viver em sociedade? Vocês sabem trabalhar em equipe e entender como funciona um ambiente compartilhado e cooperativo? Eu nem precisava perguntar pois eu já sei todas as respostas.
Eu sempre tento equilibrar ambos os lados nas minhas respostas, eu entendo quando existe erro do lado da moderação e entendo quando existe erro do lado dos players, mas de uns tempos pra cá, está mais fácil encorajar as moderações a não fazerem mais comunidades. Acho que falta por a mão na consciência, parar de vir em talker reclamar e destilar hate.
Depois reclamam que ninguém quer moderar, que as comunidades fecham rápido e que a tag está sempre na mesma. Será que vocês realmente não conseguem enxergar a relação entre uma coisa e outra?
Já falei e vou falar mais uma vez, os players são o grande problema dessa tag. Sei que existem pessoas boas, que realmente querem escrever e desenvolver plots interessantes e bem pensados, mas os que se destacam são os ruins. As pessoas aqui só gostam de ser desagradáveis sem motivo algum, apenas porque o anonimato permite. Qualquer coisa é motivo para xingamento e para perturbação. Vocês são extremamente problemáticos.
Acho que todas as comunidades deveriam tirar a opção de receber asks anônimas. Sei que às vezes alguns players se sentem mais à vontade para fazer perguntas em anônimo, mas nenhuma pergunta é boba, todas são relevantes, então não vejo porque não usar sua própria conta pra isso. Além do mais, se você quer entrar em uma comunidade, você vai ter que sair do anônimo de qualquer jeito, então é a melhor opção. Desativando o ânimo, você força as pessoas a serem civis umas com as outras, e mantém os tóxicos longe. É, ao meu ver, uma solução simples e fácil para o problema que a tag enfrenta há tanto tempo.
I wanted to take a moment to create this post, took me a while cause i been in pain, cause my country needs all the help as possible.
As some may know, i'm venezuelan. On June 24 it was hit with a twin earthquake, one in Moron (7.1) and the other one in La Guaira (7.5). It did not only affected this two zones, but also Caracas, Tucacas, El Junquito and many more.
My goverment isnt doing anything to help my people, in fact, they are trying to stop help. Even if it had go other countries as El Salvador, Spain (where i'm now), France, USA, Colombia, Peru and more, some arent begin allowed to get in.
The people have been helping each other but the goverment stops them, stealing food/meds supplies and even closing aid groups.
I'm doing this post to reach as many people, not only to show what is happening, but also want to share some links i been collecting and posting in my BlueSky, where i been spreading information to where to donate, where are Aid centers worldwide and more:
Donation links (Organizations, direct link to people. NOTE: Do not donate to the Venezuelan Red Cross, they are with the helpless gov)
Websites with people who gotten lost and can be found: Venezuela Te Busca and Desaparecidos Terremoto Venezuela
Google drive document with people in hospitals from Moron, La Guaira, Caracas and more
Website of the kids who gotten lost
Donation centers around the world where you can go and give supplies (food, clothes, medicine)
Hogar Bambi: A place that its also taking care of the children that been left homeless, orphanage and more. They need donations to help these kids.
I'll be updating mostly in BlueSky, but if anyone know more links or places to donate, please let me know.
Have my country, my people, in your toughts and prayers, and help us.
i get so frustrated when people post about missing the old rpc and blame the community at large for a lack of investment or care, as if we haven't all grown older and taken on incredible amounts of responsibility in the years since we joined the rpc. some people expect us all to still be teenagers with endless amounts of free time to respond to every message and reply instantly to threads.
if you care about this community, you have to respect the fact that a majority of us are 25+ now, and work and family and health situations and other irl obligations will always come before participating in this hobby.
instead of lamenting that we'll never be the way we were back then, uplift your mutuals. interact with them. post dash games. like and comment on posts. send memes. reblog promos. engage with the writers in this community. as we all get older and our lives change, our relationship with this hobby will also change. we have to band together to keep this community safe, creative, and fun for all, regardless of how much time we can spend participating in it.
Olá, como vão todos? Decidi encaixar aqui algumas formas de como os escritores costumam escrever só para mostrar que mesmo que eu goste da minha escrita bem estruturada e organizada, existem pessoas que conseguem escrever de outras formas mais instintivas e espontâneas. Eu não posso negar que já passei por cada uma dessas fases, até se podendo usar algumas delas em conjunto, porém, agora que eu planejo com mais cuidado o meu enredo, costumo sofrer muito menos com bloqueios criativos.
Os 4 Tipos de Escritor
Os 4 tipos de escritor são vistos como uma ferramenta essencial pela maioria dos escritores, e dependendo de como você escolhe usá-la, esses métodos podem definir o rumo que sua história vai seguir. Basicamente, eles se dividem em escrita bem planejada, escrita sem planejamento e escrita que usa o meio-termo entre escrita livre e escrita controlada.
O Criador e o Editor
Esse é um conceito que devemos conhecer antes que possamos prosseguir com os tipos de escritores. O criador e o editor são aspectos da escrita que sempre andaram juntos. Há aqueles que que gostam de escrever a história toda e só na segunda versão do manuscrito usar o aspecto editor da escrita, que todo nós conhecemos por revisão, mas é inegável que um não pode existir sem o outro.
O Modo Criador: É quando escrevemos sem qualquer planejamento, pois sua proposta é apenas colocar as palavras no papel. É o famoso brainstorm ou tempestade cerebral das ideias. Esse estágio da escrita é bem útil para quando não temos certeza do que escrever e colocamos no papel tudo o que vem a cabeça em relação ao tema que queremos desenvolver. Eu costumo fazer isso para título de histórias;
O Modo Editor: Como eu comentei antes, o método editor é a fase onde revisamos o material já escrito com a proposta de transformar o texto em sua forma mais primária em literatura ou em algo que se assemelhe a uma história. É nesse momento que eu gosto de adicionar os detalhes que passaram batidos ou trabalhar nas estruturas dos meus parágrafos, os tornando mais rítmicos e agradáveis à leitura.
Escritor Improvisador
O escritor improvisador é aquele que escreve com pouco em mente, inspirado em uma cena ou uma frase. Se ele tem uma ideia, ele escreve sem nada para guiar o caminho até chegar ao fim do enredo ou até ele se cansar. Se o caso for um conto, esse método pode funcionar muito bem, mas se for uma história com vários capítulos, pode resultar em desistência no meio do caminho.
Escritor Improvisador Editor
Escritor Improvisador Editor é aquele que escreve e logo em seguida volta para reescrever o que acabou de colocar no papel, deixando tudo bem escrito e já procurando possíveis falhas. Eu admito que quando eu estou escrevendo um capítulo para as minhas histórias, me enquadro nesse tipo de escritor. E deve ser por isso que eu demoro tanto para chegar no produto final. No geral, é um improvisador organizado, mas que pode ser usado em outros momentos da escrita, como é o meu caso.
Escritor Planificador Improvisador
Escritor Planificador Improvisador é aquele que escreve só uma parte planejada, mas ao invés de parar, ele improvisa mais um pouco, e depois planeja outra parte, esse tipo tem duas subdivisões: o Planificador que Improvisa e o Improvisador que Planeja.
Escritor Planificador
Escritor Planificador é aquele que planeja todos os capítulos meticulosamente e segue a risca o planejamento desde o início, não costuma variar muito sua história e geralmente a muda apenas a parte final para criar, por exemplo, os chamados Plot Twists.
Agora, para que não haja dúvidas, gostaria de falar de uma forma mais simples, dizendo onde cada tipo de escritor se encaixa.
1. A escrita sem planejamento
Como vimos anteriormente, existem várias formas de escrever uma história, todas tendo seu próprio grau de complexidade. E se eu fosse classificá-los aqui diria que o Modo Criador e os modos Improvisador e o Improvisador Editor se enquadram muito bem nessa categoria. Eu começaria pelo Modo Criador, pois é por onde todos nós iniciamos nossa jornada de escritores, o único objeto aqui sendo escrever sem qualquer distinção e colocar as palavras no papel. Já os modos Improvisador e o Improvisador Editor eu vejo como uma evolução do Criador. Nós ainda estamos criando sem muita ordem, porém, nesse ponto, temos uma ideia ou um tema central para a nossa história, momento que também já começamos a inserir o Modo Editor que mais para frente se tornará a maior parte do trabalho de um escritor.
2. A escrita planejada
Aqui nosso objetivo é fazer no mínimo um resumo da história com enredo primário, personagens, arcos narrativos, lugar, tempo, sinopse da história e definir o começo, o meio e o fim dela. Bastante coisa, não? Certo. É por isso que nesse caso quem se encaixa nessa categoria são os modos Planificador e Planificador Improvisador. O Planificador, como o próprio nome já diz, se concentra em planejar cada pedaço de informação do início ao fim, sem nunca se desviar do planejamento inicial. Já o Planificador Improvisador também é bem rígido em seu planejamento, porém se permite improvisar durante o caminho com tanto que o plano geral se mantenha o mesmo. E para tornar tudo isso possível e impedir que nós nos percamos nesse mar de aspectos literários, existe a escrita em flocos de neve, ou o método Snowflake, criado por um professor e escritor americano chamado Randy Ingermanson.
A escrita em flocos de neve
Tenho que dizer que esse método é o meu favorito no momento. Eu diria que leva no máximo um mês para planejar toda a história. Isso pode parecer muito tempo, mas, se você quiser uma história que não tenha furos e seja verossímil, esse método é para você. O objetivo desse método é desenvolver nosso enredo a partir de uma única frase que resuma sua história e a partir daí ir expandindo o enredo.
Em resumo, a escrita em flocos de neve propõe:
Passo 1: escreva sua história em uma frase.
Passo 2: escreva sua história em um parágrafo.
Passo 3: escreva uma página sobre cada personagem.
Passo 4: escreva uma sinopse de uma a duas páginas.
Passo 5: escreva uma página com o arco de cada personagem
Passo 6: escreva sua história em cinco a dez páginas.
Passo 7: escreva uma a duas páginas com a biografia de cada personagem.
Passo 8: escreva sua história em uma linha para cada cena.
Passo 9: escreva sua história em um ou mais parágrafos para cada cena.
Passo 10: escreva sua história do início ao fim!
Vocês também podem dar uma olhada nesse texto em português que explica em mais detalhes.
3. A reescrita
Enfim chegamos no assunto que faz a maioria dos escritores fugir de escrever uma história ou arrancar os cabelos. Infelizmente, não existe uma fórmula mágica para editar um texto. Porém, nem tudo está perdido e talvez eu possa te ajudar nesse quesito. Não é uma convenção universal, mas gosto de dividir a reescrita em dois aspectos diferentes. O primeiro é quando estou editando um capítulo à procura de furos, falhas, informações falsas, gramática e ortografia incorretas. Essa parte é bem simples, assim que eu termino de digitar meu texto, tento deixá-lo o mais bem escrito possível, de forma que me agrade desde já. O segundo aspecto é depois que a história está completamente escrita; mas só porque ela chegou ao final não quer dizer que ela esteja terminada. Ela nem está perto disso, isso eu te digo com pesar, meu amigo, de verdade.
Tudo bem, você me fala, o que mais poderia faltar?
Esse é o momento que eu costumo respirar aliviada e comemorar por chegar ao fim de mais uma história, e apenas deixar de lado a minha história, mas só por um tempo. Sim, é exatamente o que você leu. É necessário que nós nos distanciemos de nossas histórias o suficiente para esquecermos os detalhes mais importantes, porque só assim seremos capazes de ver com um olho crítico nossas falhas, nos dando tempo também de nos desapegarmos de certas cenas ou conceitos que no começo pensávamos que eram essenciais para nossa história. Eu aposto que tem aquela cena ou aquele momento que não seria realmente necessário e não faz nada pela história. É nessa revisão que iremos adicionar ou excluir cenas e é onde usaremos um manual de estilo.
Agora, você me pergunta: O que é um manual de estilo?
É fácil, eu te digo. Um manual de estilo ou manual de redação são diretrizes para a escrita de um bom texto. Basicamente, é um documento que vai te dizer o que é aceitável ou não em um texto. Todos os tipos de escritores e em diversas profissões usam, como jornalistas, revisores, editores e tantos outros.
Desde já, posso citar alguns exemplos:
Evite uso de abreviações em palavras.
Evite formatação mal feita.
Evite linguagem extremamente rebuscada.
Aqui estão alguns links de exemplos de manuais:
Mundodovestibular.com.br
Jornal da USP
Revisão para quê?
Estadão.com.br (Jornal Estadão)
Qual é o melhor método de escrita?
Até hoje eu não sei a resposta para essa pergunta. Eu até chutaria dizer que não existe um método melhor. O que existe é o objetivo que você deseja alcançar. Seria um romance? Um conto? Uma shortfic? Microconto? É disso que trata os 4 tipos de escritores, achar o método que te ajude a chegar a seu objetivo.
Hello. I'm sure you guys already know, but yesterday evening there was an earthquake in my country, followed by several smaller quakes. The lives lost and the damages are quite simply insurmountable. Both myself, and my family, were able to scape from our building in time, but as of now, I'm afraid we've lost our home and with our home almost twenty years of work. This isn't something I would do, but in light of my country's circumstances, and the fact we're now to start completely from scratch, I would like to invite you to check out my theme shop or buy me a ko-fi. I'm, understandably, focused on working offline but this is an all hands on deck situation for myself and my family. So I greatly, greatly appreciate it.
300 gifs of freddie stroma in peacemaker — to acess the gifs, please click on the source link. all the gifs have been created from scratch by me so don't edit, repost in other hunts or claim as your own. a like or a reblog would be greatly appreciated.
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check my commission info or consider donating for a update.
Sair do tumblr para escrever em outras plataformas te mostra como o problema são as pessoas daqui, dessa tag. Tudo o que é um problema por aqui, tudo o que vira guerra e motivo de mimimi aqui não importa de modo algum em outros lugares e é por isso que as pessoas conseguem escrever em paz, sem maluco policiando tudo o que o outro faz.
Olá, como vão todos? Como tivemos bastante asks sobre narrador decidi fazer um resumo geral do assunto.
Como surgiram os narradores?
Pela prática da fala, é claro! Quando a comunicação era feita apenas por gravuras em paredes e por história passadas de geração em geração de forma oral, a figura do narrador já era comum entre nós, trazendo ensinamentos, transmitindo crenças e propagando os costumes daquela tribo, sendo assim, ensinando através de história como sobreviver em sociedade. É nesse momento em que os narradores nascem! O indivíduo que contava essas histórias se colocava como um personagem se inserindo no relato, ou como um observador, acompanhando tudo com certo distanciamento. Entretanto, o que acontecia apenas em gravuras e na modalidade oral passou a ser registrado pela escrita!
Vocês sabiam que a prova mais antiga de escrita encontrada vem da Mesopotâmia?
“...após o arqueólogo alemão Julius Jordan desenterrar uma vasta biblioteca de tábuas de argila com figuras abstratas, um tipo de escrita conhecida como "cuneiforme", com 5 mil anos de idade, mais antigas que exemplares semelhantes encontrados na China, no Egito e na América. As tábuas estavam em Uruk, uma cidade mesopotâmica - e uma das primeiras do mundo - às margens do rio Eufrates, onde hoje fica o Iraque. Ali, desenvolveu-se uma escrita que nenhum especialista moderno conseguia decifrar. E o que diziam as tábuas?” (x) Vale a pena dar uma lida!
É nesse momento também, com a criação da escrita, onde surge a necessidade desenvolver os outros aspectos básicos da narração! Como ambientação, personagens e as estruturas narrativas onde as histórias foram aprimoradas.
Foco narrativo
É a pessoa que conta o que acontece durante a narrativa, ou melhor, é aquele que dá voz aos acontecimentos em uma narrativa. Ele é o maestro e os outros aspectos, são a orquestra. É ele quem decide como serão feitas as descrições, qual a função de cada personagem ou ação, o desenrolar da história e até o ritmo dela. Você já leu algo que parecia demorar anos ou algo que passou tão rápido que você mal viu a história acabar? É justamente culpa do foco narrativo e como ele é usado para alcançar determinado objetivo. Sendo assim, ele tem grande versatilidade e responsabilidade dentro da estrutura narrativa: pode participar ou não da história, inserir seu próprio ponto de vista ou opiniões no que escreve.
Agora, é importante frisar algo que pode trazer confusão: O narrador e o escritor são entidades separadas. Sim, devemos definir qual é a obrigação do escritor; ele deve discutir um tema, seguir uma premissa, desenvolver um enredo interessante, criar personagens com que possamos nos identificar e etc., entretanto, não é dever do escritor concordar com cada palavra escrita. Às vezes, escreveremos sobre um psicopata. Precisamos ser um psicopata para isso ser possível? Assim, ao fazer um personagem em primeira pessoa ou em terceira onde podemos ver seus pensamentos, não quer dizer que o autor concorde com as ações desse personagem. Porque, mais do que agir como o escritor do texto, o narrador tem a liberdade para mergulhar na história, criando sua própria identidade separada do enredo, dando as ferramentas para que esse narrador se expresse da forma adequada. Esses diferentes modos de narrar uma história é o que chamamos de foco narrativo. Então, não devemos confundir narrador com escritor, mesmo em obras biográficas, até porque nem tudo será verídico, assim, trazendo grande grau de ficção para tal obra.
Podemos pensar em alguns exemplos para ilustrar esse raciocínio:
Romances de época podem ilustrar o interesse do autor em contar uma história avassaladora entre um casal que enfrenta dificuldades, traições e lutas para viverem um grande amor.
A biografia é a descrição de memórias da vida daquele autor. Ali, ele conta sua trajetória, suas alegrias, desilusões e aspectos que o marcaram desde a infância até a vida adulta. Ainda assim, há uma narração e um foco narrativo, memórias que poderiam ser enfeitas para além do que é verídico. Nesse caso, o narrador é o próprio personagem, nos trazendo um foco narrativo envolvente e intimista, aqui o escritor conversa diretamente com o leitor em questão.
Tipos de narrador
Temos três principais tipos de narrador: o narrador personagem, o narrador observador e o narrador onisciente e os dividimos em duas categorias, contados em primeira pessoa e terceira pessoal. Vamos ver cada um deles:
Narrador em Primeira Pessoa
Esse tipo de narrador utiliza a 1ª pessoa do discurso. Ele se divide em alguns tipos:
Narrador Personagem: Ele participa dos acontecimentos naquele enredo e se insere no texto, sempre dando suas opiniões e dizendo como ele se sente. Por obrigação, ele é o protagonista, ele é quem age e quem sente as consequências de forma mais intensa. Está também bem perto do leitor, a descrição de acontecimentos é bem detalhada, contada por quem vivencia as experiências da situação. Sua visão de mundo é limitada, ele tem conhecimento parcial ao que acontece a seu redor e pode ou não ser não-confiável, veremos mais sobre isso a frente.
Narrador Personagem Protagonista: É uma variante do Narrador Personagem, narra a história do ponto de vista do protagonista, sempre subjetiva. A diferença aqui é que além de ser o ponto central da narração, esse tipo de narrador tem conhecimento de toda a história e articula as informações do jeito que lhe convém, misturando assim o Narrador Personagem e o Onisciente, que veremos logo mais. Um bom exemplo é o livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas” do Machado de Assis, onde o protagonista conta sua história do túmulo em uma narração intimista e bem interessante, num tipo de autobiografia do além.
Narrador Personagem Testemunha: Esse narrador conta a história de outra pessoa e possui relação próxima com o protagonista. É bem parecido com o Narrador Personagem, a diferença é que ele não é o protagonista da própria história, ele observa de um ponto de vista bem pessoal e participa da história, podendo ou não ter algum destaque, sendo um coadjuvante, antagonista ou até vilão. O importante a se destacar aqui é, ele não deve ser o foco principal do enredo.
Narrador Personagem Não-confiável: Também é um narrador do tipo personagem, narrado em primeira pessoa. O interessante a se notar é que nesse caso focamos em seu psicológico; é aquele personagem narrador onde devemos confiar do que ele nos conta, assim ele tem sua credibilidade comprometida, seja por mentir, por uma sanidade mental questionável ou até exagerar em como ele se vê diante do mundo. Um ponto a se frisar nesse tipo de narrador é o desenvolvimento dado ao personagem, é ver em como ele tenta enganar o leitor ou como uma informação que o personagem não tenha possa mudar o entendimento do leitor em referência aos personagens. Assim, se a realidade do personagem for mudando durante a história podemos chamá-lo de não-confiável, seja pelo fato dele ter mentido ou não saber de algo, perturbando seu estado mental. E claro, também pode estar ligado à expectativa do leitor, se o personagem mostra certo comportamento durante a história e de repente age de outra forma, pode ser considerada não-confiável, nos fazendo questionar a credibilidade do narrador. Um bom exemplo desse tipo de narrador é o livro “Clube da luta”.
Temos mais algumas classificações de um narrador como não confiável (x):
Intratextuais: o narrador contradiz a si mesmo, há lacunas na memória e mente para outros personagens.
Extratextuais: o narrador contradiz o conhecimento de mundo de leitor ou narra coisas impossíveis, dentro de certo padrão lógico da narrativa.
Competência literária do leitor: conhecimento de mundo do leitor, sua capacidade de fazer correspondências (reconhecer personagens famosos e que sempre povoam de maneira recorrente o universo ficcional) e o seu conhecimento sobre os gêneros literários com suas formatações próprias e seus estilos únicos.
“O procedimento do narrador não confiável contribui para que as obras mantenham o caráter de suspense ao narrar as ações de forma imprecisa ou de forma incorreta. O leitor fica aguardando em que momento o narrador será desmascarado por algum personagem ou em que ponto da trama ficará evidente que as fontes usadas pelo narrador são falsas ou mentirosas. No âmbito literário, muitos são os exemplos de autores que criam narradores não confiáveis: O Assassinato de Roger Ackroyd, de Agatha Christie; A consciência de Zeno, de Italo Svevo; Estranha presença, de Sara Waters e As aventuras de Pi, de Yann Martel.”
Narrador em Terceira Pessoa
Esse tipo de narrador utiliza a 3ª pessoa do discurso. Ele se divide em alguns tipos:
Narrador Observador: É o narrador mais neutro e distante entre todos. Ele tem o ponto de vista de alguém que vê a história, mas não participa dela. É aquele que estrutura o discurso narrativo com a voz em terceira pessoa, expondo apenas os eventos observados por ele, mantendo o distanciamento e a objetividade ao narrar, pois, desconhece o íntimo dos personagens ou do que aconteceu no passado daqueles, não tenta influenciar o enredo e não descreve emoções ou pensamentos, focado apenas no que acontece no presente. Sem descrição dos desejos ou anseios, a psicologia do personagem se torna superficial e com poucos detalhes. Ele também não sabe de tudo o que acontece, apenas tem ciência do que pode observar ou enxergar a olho nu, colocado esse narrador no mesmo nível do leitor, pois ambos experienciam as situações com uma visão externa, ou seja, nem o leitor e nem o narrador conseguem penetrar intimamente nos detalhes da história. O enredo não é visto em seu todo, mas em suas partes.
Há casos em que, mesmo sendo sua função apenas observar personagens e suas ações, o narrador observador pode conhecer o que se passa na mente e das emoções do personagem protagonista da trama e, portanto, conseguindo narrar ao leitor quais são os sentimentos, pensamentos e emoções desse protagonista. O que eu não sugiro fazer, já que nessa situação um Narrador Onisciente faria bem melhor o trabalho, correndo o risco de perder a neutralidade desse tipo de narrador.
Narrador Onisciente: Esse narrador sabe de tudo o que se passa não só na história, mas também na cabeça dos personagens. Por isso, pode fazer análises psicológicas e comportamentais de todos, conhecendo mais as personagens do que elas mesmas. Normalmente, esse tipo de narrador faz uso do discurso indireto livre e se divide em duas categorias:
Narrador Onisciente Neutro: Ele tem ciência do que se passa no íntimo dos personagens, sabe suas emoções, pensamentos e vontades mais profundas, sendo capaz de revelar ao leitor as vozes interiores do personagem e seu fluxo de consciência, por meio do discurso indireto livre. Sendo observador, não participa do enredo, porém sua visão de mundo é completa e verdadeira, não havendo qualquer mentira ou confusão mental. Ele sabe de tudo, entende tudo e tem todos os fatos ditados por ele.
Narrador Onisciente Intruso: Temos poucas diferenças entre o Intruso e o Neutro. Ele é aquele que conta a história em terceira pessoa e, às vezes, admite a narração em primeira pessoa em alguns trechos tanto quanto em sua forma neutra, porém, o que os difere são as intromissões, as opiniões que esse narrador deixa no meio do texto. Pois, pensando no conceito de onisciência que significa a capacidade de estar a par de tudo, de saber as coisas em sua totalidade, o narrador onisciente é uma categoria que conhece toda a história a ser contada, ele sabe a trama em detalhes e ainda por cima tenta, nesse caso, influenciar o leitor em certa direção em forma de críticas aos personagens e condenando ou elogiando seus personagens. Como o narrador não faz parte diretamente do enredo, ele é livre para atribuir julgamentos, posicionar-se contra ou a favor de determinadas ações, emitindo sua opinião a respeito. Em Quincas Borba, de Machado de Assis, há um excelente exemplo de narrador onisciente intruso.
O narrador onisciente neutro é o contraponto ao intruso, uma vez que a narração neutra pressupõe que não deve haver observações e opiniões do narrador. Nesta categoria, o narrador simplesmente se ocupa das descrições dos personagens e da narrativa do enredo.
Um terceiro tipo é o narrador onisciente múltiplo que possui diferentes opiniões e visões que vão sendo reveladas ao longo da trama. Essa categoria de narrador influencia e conduz a interpretação do leitor que se vê impelido a tomar partido ou tomar uma decisão a respeito do que acha sobre determinado personagem ou sobre determinada ação. Na obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, a presença do narrador múltiplo é perceptível.
Conclusão
Ufa, finalmente chegamos ao final. E para revisar, existem três tipos de narradores: Personagem, Observador ou Onisciente. O Personagem se define por narrar a história em primeira pessoa e que pode ser protagonista, testemunha e não confiável, apenas um deles ou uma mistura entre eles, e também pode ser narrador em terceira pessoa, Observador ou Onisciente, variando entre completamente neutro, neutro e que conhece tudo ou intruso e que conhece tudo. Apesar de tudo isso, quando vamos escolher um narrador é importante sabermos até onde queremos chegar ou quão ampla vai ser a ambientação desse mundo. Assim, se você quiser uma narração mais intimista e individual escolha em primeira pessoa, se você quiser uma visão de mundo mais ampla e ter uma flexibilidade maior para improvisar escolha em terceira pessoa. Sempre considere que tipo de história você contará. É sobre traumas? Em primeira pessoa ficaria melhor. Um enredo com muitos personagens? Em terceira pessoa Onisciente. Também pense no grau de emotividade? Algo apenas focado no enredo? Escolha o Narrador Observador. Todos os narradores são úteis, basta analisar qual seria o melhor para seu enredo.
Vocês sabiam sobre o Narrador Onisciente múltiplo? Também foi uma surpresa para mim. Espero que esse post tenha sido útil. Até a próxima! E não se esqueçam de nos apoiar e compartilhar!
Não existe hate quando as pessoas tem nome, então desliguem o anônimo e cuidem da saúde mental de vocês, porque tag é uma comunidade que sobrevive de se esconder. Pessoas sem rosto são opiniões sem fundamento. É só tirar a coragem.
Eu vou socar a sigla SB e o termo shared building aqui até se espalhar e virar quase conhecimento básico nessa porra. Mesmo que não seja adotado. uahushauhsuah
Shared building — um formato de jogo onde não há uma moderação e todos os players do grupo se ajudam de forma a criar e ampliar um ambiente a partir do que os primeiros jogadores tinham decidido. Podendo ou não haver alterações, desde que acertado com o grupo.
Onde se une um pouco da liberdade do indie e do 1x1 com dinâmicas de interação em grupo do nxn e das centrais.
Onde cada um controla seu próprio ritmo de jogo, tendo plena ciência de que se ficar um tempo offline quando voltar o jogo terá continuado e se ajeitar pra pegar o trem andando, dando ou não uma justificativa para a ausência do personagem durante aquele tempo. (ex: ele estava viajando para outro país e por isso sumiu. Ou. Ele foi sequestrado e por isso sumiu).
Onde o grupo toma decisões em conjunto sobre casos que possam vir a surgir e eventuais problemas.
Onde apesar de quem chegar primeiro ter algumas vantagens de escolha, eles ainda assim não são responsáveis por decidir algo que não tem a ver com o personagem deles e o player que vier depois pode decidir enquanto não interferir no que já estava decidido.
Onde você tem liberdade de criar plots individuais em uma ambientação com plot geral conjunto.
Onde apesar de todos seguirem algumas regras em comum, ainda podem decidir como querem seus próprios blogs.
Onde "it takes a village" define muito bem e "comunidade" é levado mais no literal. Por que depende de todos quase igualmente, mas também se alguém sumir não vai quebrar o rp.
Shared building "não existe" no tumblr br (existe pq eu to tentando com alguns blogs), mas existe no tumblr gringo. Se você quer jogar mesmo, ta cansado de depender de uma central que abre e fecha, que mod some, etc etc etc. Talvez essa seja uma opção pra você. E se você não tem certeza, não tem pressão alguma caso dê errado, vem tentar e se não for pra você ta tudo bem e é só sair e seguir vida.
Liv, queria desabafar uma questão particular minha e claro, tentar entender se é só comigo ou tem fundamento.
A questão é: A tag me fez odiar temática focada em grupos idol / bandas.
O grande trunfo dessa temática é fazer os players trabalhar em grupo para ganhar pontos e pra mim é ai onde mora o maior problema. A sensação é a mesma de quem tem que fazer trabalho em grupo para ganhar nota, não basta você querer, o grupo tem que trabalhar unido depender de player é horrível, principalmente de uma temática que se espera uma união.
Quando se é solista, é muito pesado, mas não tem esse estresse.
Quando se é em grupo, você enfrenta jogadores desinteressados de fazer o grupo funcionar, uma parte só estão ali para namorar, ou gente amargurado que ao invés de resolver o problema de forma madura, prefere ficar de picuinha.
O primeiro rp dessa temática que eu entrei em um grupo, as meninas me odiavam tanto que fizeram um grupo sem mim só para falar mal da minha personagem. O motivo delas: Era que não peguei o FC que do grupo que elas queriam, porque eu era a mais nova e porque duas das membros do grupo queria que uma player amiga delas entrasse no grupo e estava como trainee e eu estava empacando isso. Nesse grupo elas decidiam tudo do grupo e repassavam para a moderação sem eu nem poder opinar.
O segundo rp eu entrei no meio e tentei ser engajada no grupo, e me incluiam, mas as players vivam jogando na minha cara que preferiam a player antiga do que eu, além da pouca participação do grupo nas coisas, que sinceramente? Nem me importava tanto naquela altura, mas ser jogado na cara que não me queriam ali, foi a pá na cova.
O último que deu pá na cova, foi quando a minha char se tornou amiga de um char masculino, e uma char da moderação não gostou, ficou inventando mentiras da minha personagem pro rp inteiro que estava forçando o personagem masculino a trair, todos até o grupo que eu fazia parte começaram a falar mal de mim. Printei tudo e mandei para a moderação sem saber que ela era de lá, me deram uma resposta que não podiam fazer nada. Então expus falando a verdade, de que o personagem nunca falou que estava comprometido, e que era apenas amizade, o pessoal estava reagindo com isso e as mods me baniram da comunidade por instigar hate, na época eu até fiz exposed na tag sobre, mas nunca fui ouvida.
Concluído: É difícil querer cooperação numa tag tão individualista que só trabalha em grupo se for couple ou panela.
Concluído: É difícil querer cooperação numa tag tão individualista que só trabalha em grupo se for couple ou panela.
Acho que isso resume muito a maior parte, ou toda, a tag.
muito se fala dos players que imploram por comunidades, temáticas, uma boa moderação e quando alguém chega com uma ideia inovadora ou uma moderação prática, que não pensa só em farofa sem focar em ship e privilégios toda hora… aí a galera não quer? tentar por aqui é dar um tiro no escuro, e muitas vezes a gente se frustra. só queria que essa galera pedinte colocasse a mãozinha na consciência e pensasse que essa merda dá trabalho e não tem retorno nenhum, só um bando de adulto enchendo a porra do saco por coisas que mal existem fora do tumblr. #desabafo
É frustrante, eu sei. Respira e desabafe sempre que precisar.
Tenho nada a comentar, porque já falamos tanto sobre os pedintes e as comunidades que saem e não dão certo mesmo tendo sido pedido.
sei que estamos falando do tumblr agora e que tem treta acontecendo, mas vou dizer por que motivo (mesmo com tudo isso acontecendo) eu prefiro a plataforma... ao experimentar o bluesky para jogos, uma coisa que me incomodava muito e que me fez largar as comunidades nesse formato foi a inserção de elementos muito brasileiros sem contexto nenhum ou com um contexto raso só para justificar comentários e posts que são de interesse ooc da pessoa e nem fazem sentido para a comunidade.
eu ficava muito frustrada em ver personagens comentando o jogo do corinthians sem motivo nenhum ou com o motivo sendo "ficou obcecado pelo time após um intercâmbio de seis meses para o brasil"... e sempre tinham outros que acabavam indo na onda e eu perdia o interesse de ver uma skyline poluída desse tipo de assunto em uma profundidade que não faz sentido para um grupo de pessoas estadunidenses ou coreanas.
achava pior ainda quando davam um jeito de enfiar esses assuntos em rpgs de magia ou ficção científica/distopia. universos tão ricos, grandes possibilidades de criar histórias e inventar gostos novos para os personagens e as pessoas se recusavam a fugir da própria realidade e dos seus gostos ooc mesmo quando eles não faziam sentido.
sei que tem gente que se diverte assim, com essa mistura de coisas, mas eu não consegui me adaptar.
É uma característica real do bsky a facilidade de tirar a imersão. Tem muita gente que usa o personagem como escape e acaba perdendo um pouco da logística da interpretação. Então, entendo completamente quando alguém não se adapta.
Eu sempre consegui me virar bem e gosto da praticidade da plataforma, mas que algumas skylines são insalubres, é verdade. Talvez você não tenha tido muita sorte nas comunidades que esteve...