Amor em Brasília
Era uma vez um economista que se mudou para o centro de Brasília, Luciano era bonito e atraente e logo se aproximou de um dos solteiros mais cobiçados da cidade. Levi era um comerciante de imóveis de 32 anos e ganhou dois milhões por ano. Se conheceram em uma noite de modo bem brasiliense, birosca, FOI AMOR A PRIMEIRA VISTA! Namoraram por algumas semanas, foram a restaurantes e cafés, transaram muitas e muitas vezes e confidenciaram um ao outro suas intimidades e segredos mais profundos. Em uma manhã fria no inverno Levi levou Luciano em uma casa anunciada, que ficava na região do sudoeste, eles pretendiam morar juntos. Aquele dia Levi fez uma pergunta, ''quer ir almoçar com minha família esse domingo?'' e obviamente Luciano aceitou, estava empolgado. Na sexta Leví ligou com más noticias, desmarcado, quando o casal ficou sem se falar por duas semanas, Luciano ligou para Levi, que disse estar ocupado e que ligaria no dia seguinte. ELE NUNCA MAIS LIGOU É CLARO, desabafou Luciano durante o nosso café. E ai eu percebi que ninguém tinha contado a ele sobre o fim do amor em Brasília. Bem vindo a época de emojis exagerados e silêncio sufocante, onde o conceito de atitude está deturpado e a insegurança se esconde atrás do que não é dito. Não há responsabilidade emocional e nunca é tarde para esquecer. Até por que aqui se trabalha até as dezenove horas e tentamos esquecer os encontros rapidinho, auto preservação é a prioridade. O Cupido caiu fora!
COMO QUE NOS METEMOS NESSA CONFUSÃO??
















