Um pequeno relato sobre a minha vida.
Eu senti uma pequena diferença entre eu de 2025 e eu de 2026, claro que pequena mesma porque eu ainda continuo sendo uma pessoa tímida, mas sinto que houve uma mudança significativa no quesito "coragem". Sinto que sou uma pessoa diferente e que essa mudança não é ruim, uma coisa na qual eu precisava faz tempo, um tipo de evolução na personalidade. Você sabe o que eu quero dizer, sabe?
Enfim, a um mês atrás me ocorreu uma situação não muito agradável em que tive problemas com umas colegas de classe, na qual elas estavam debochando e tirando fotos minhas sem permissão e consequentemente do meu grupo de amizade. Eu certamente demorei um tempo para racionalizar tudo o que aquilo signicava e no momento que tudo fez sentido para mim foi como se meu sangue estivesse fervendo, eu não estava no meu racional e honestamente quem estaria em uma situação como essa?
Pois bem, em meio a toda aquela ansiedade e fúria que crescia ali dentro de mim a minha reação que não era das melhores, foi laventar com tudo e falar em alto e bom som para que todos que estivessem ali ouvissem:(não fazia a menor diferença se estavam ouvindo ou não, era como se não existissem) — Você está de sacanagem?!?! Você está com algum problema?! Porque se estiver, vamos resolver isso formalmente!! —, a última parte foi dita justamente porque eu não entendi aquela situação, porque não fazia sentido para mim uma pessoa em sã consciência levantar uma câmera para mim e rir da minha cara sem a minha permissão como se eu fosse rir junto, aliás isso faz algum sentido na prática?
A única reação delas, que suponho que devido a minha explosão, foi a de surpresa. Foi como se a única coisa que elas esperassem fosse o meu total silencio naquele momento, o que seria no mínimo muito ridículo pensar que seria dessa forma. Elas estavam tentando se explicar, de maneira falha e debochada, como se não quisesse perder a razão por ser pego de surpresa. O professor tão surpreso quanto os demais alunos da sala tentou se colocar no meio e entender a situação, ele deu um pequeno esporro e disse que eu poderia ter resolvido isso com ele, acenei com a cabeça e pedi minhas sinceras desculpas pelo o ocorrido, já elas deram uma pequena desculpa e se recolheram em seus lugares após também serem colocadas em seus lugares. Em meio a distração depois que tudo estava de volta na calmaria, percebi que o telefone foi novamente sacado, mas dessa vez para ser chegado em grupo e eu não tenho dúvidas que era para apagar a possível prova da minha acusação, para que no final se eu pedisse para ser checado a minha acusação fosse sem fundamento. Eu não me importei a principio, oque estava feito estava feito e eu com toda certeza já não ligava mais... Mas é claro, até receber inúmeros olhares de uma pessoa que não tinha quase que nada haver na história, como se essa fosse a única solução mais madura, esquecendo a última parte que foi dita de mim: "Porque se tiver algum problema, vamos resolver isso formalmente". Alguns outros colegas de classe me alertaram por bilhete os olhares da outra colega, mas eu decidi ignora-los porque não fazia diferença nenhuma na minha vida, embora fosse difícil já que a pessoa era tão inconveniente como uma pedra cutucando seu calcanhar dentro do sapato. Minha amiga próxima não parava de me dizer sobre o fuzilamento invisível e eu a respondi que não estávamos em um museu, mas já que a pessoa gostaria de continuar então não importava para mim se fosse em minha direção, ou quase isso.
Quanto achei que podia relaxar uma amiga dessas tais colegas veio até minha direção exigindo uma coisa na qual nem mesmo ela tinha algo a ver, aparentemente ela queria resolver esse assunto comigo, porém essas duas colegas de aproximaram e começaram a me coagir de maneira quase que agressiva e comprometedora. Como um ser humano poderia reagir de maneira pacífica com um cão dócil a espera de petisco(respostas) e dois prestes a pular e morder? (Brigar). Estava tão estressada que a única solução para aquilo era devolver no mesmo tom( que muito depois seria colocado contra mim), mas eu com certeza não me preocupava com aquilo porque pensava em me defender. Houve um certo momento no calor da discussão em que comecei a medir se a colega (a do olhar insistente) tinha de fato maturidade, porque na minha cabeça estávamos no ensino médio e devíamos agir como tais e não como duas criancinhas, mas ela não entendeu a situação como deveria e aquilo ofendeu severamente o ego dela e começou a dar desculpas de que eu não a conhecia e que eu peguei pesado. Me pergunto onde que exigir maturidade em uma discussão e tentar resolver o problema é insultante ou pesado? Francamente. Tudo foi resolvido na diretoria, embora eu não tenha falado quase nada a respeito do meu lado e tive que aceitar que era um "acidente" por parte dela e das colegas, mas também ela não falava a boca porque estava focada em se vitimizar.
Não é como se isso importasse agora, mas fico feliz de que agora não sou do tipo de pessoa que aceita as coisas e abaixa a cabeça quando tem certeza que é direcionado para si. É a mudança e a coragem que sempre busquei.
A violência nunca é uma boa escolha, ainda que eu me arrependa de não ter partido para essa escolha, mas isso me faria tão infantil quanto ou até mesmo pior.